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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Fluffy

Quando decidimos mudar para uma moradia, decidimos também que iríamos ter mais um cão. Um rapazola que, ao mesmo tempo que fosse meigo e carinhoso, servisse de cão de guarda. Não para o ter na rua dia e noite, ao frio e ao calor, com chuva ou seca mas para estar connosco, em casa ou na rua e que, ao mesmo tempo, fosse cioso da sua propriedade sem que, no entanto, estivesse catalogado como raça potencialmente perigosa (quando é que se deixa cair esta idiotice das raças potencialmente perigosas?).

Encontrar todas estas características num cão não é tarefa fácil. Só por isso, optamos por, desta vez, comprar um cão. E antes que me caiam em cima por ter gasto dinheiro num cão, quando há tantos nos canis e quando os progenitores são, normalmente, mal tratados nas fábricas de cães, deixem-me dizer-vos que a nossa opção foi sempre comprar um cão do qual pudéssemos, antes de o comprar, ver os pais e as condições em que são tratados, ver como eram tratados os cachorros... enfim, fazer uma pequena vistoria para não alimentarmos as ditas fábricas de cães, locais que abomino.

Pensamos, inicialmente, num Serra da Estrela. Excelentes cães, lindíssimos, resistentes, bons amigos e bons cães de guarda. Mas depois... bem, um Serra da Estrela tem imenso pelo. Pelo a mais para os verões que se tem feito sentir na zona onde vivemos. Ter um animal que sei que vai, muito provavelmente, passar mal quando estiver demasiado calor não faz sentido (para mim).

Surgiu, na semana passada, no meu facebook, num dos grupos de vendas, a foto duns cachorros lindíssimos que estavam para venda. Raça: cane corso italiano. Soubemos o preço, decidimos que era provável que fosse mesmo esta a raça que queríamos e ontem lá fomos ver os cachorros.

Os pais estavam bem estimados e bem alimentados. Mãe e Pai são exemplares de fazer inveja a qualquer um. Ares ferozes mas, ao mesmo tempo, uns olhos bem meiguinhos. Os doze cachorros limpos Q.B. (desconfio que seja impossível ter doze cachorros com quase três meses limpissimos), bem alimentados, com espaço para brincarem e fazerem tropelias.

Dos quatro que ainda estavam disponíveis, um não saiu de perto de nós. Foi amor reciproco à primeira vista e, portanto, o Fluffy veio connosco para casa, onde já se esteve a ambientar à sua caminha e ao meu canto preferido:

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A prova de que estes cachorros - ao contrário das fábricas de cães - foram tratados com amor (quase tanto como o Fluffy vai receber cá em casa), é que a criadora, quando se despediu dele e de nós, estava a chorar copiosamente. Já lhe prometemos que lhe iremos enviando fotos do pequeno (que chegará aos 50 quilos em adulto!) e que, se ela quiser, o pode vir visitar.

Quanto às manas, a Bunny e a Saphira, olham para ele meio desconfiadas. Aos poucos haveremos de chegar ao entendimento entre os três, de certeza. Porque a partir do momento em que entram na nossa porta, não há raças. Há a Bunny, a Saphira e o Fluffy. Só isso interessa.

Entretanto...

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Um dia a casa vem abaixo * - O princípio

Ora então vamos lá contar o principio da saga um dia a casa vem abaixo.

Como vos disse, decidimos, no verão do ano passado, mudar de casa, ir viver para uma vivenda, numa zona mais calma que o Barreiro. Acabamos, depois de muitas peripécias, numa aldeia a 20 km do Barreiro que estamos a adorar.

A primeira decisão que eu e o meu marido tomamos foi a de que os nossos filhos teriam uma palavra a dizer, quer sobre a casa quer sobre o local. Tendo eles 16 e 14 anos não nos passava pela ideia que a decisão fosse unilateral, até porque esta não iria ser apenas uma mudança de casa mas também sair do Barreiro.

Depois de estarmos os quatro de acordo em relação à mudança, começamos a procurar moradias dentro do nosso orçamento e com a ajuda da nossa agência imobiliária. Visitamos os sites do costume - OLX, Custo Justo, Idealista, Imovirtual e Casa Sapo - e ficamos horrorizados! senhores agentes imobiliários, senhores vendedores de casa, caros particulares, não é preciso ser muito inteligente nem muito profissional para saber fotos com montanhas de roupa para passar a ferro, loiça suja em cima da mesa da cozinha, fruta podre na fruteira ou sacos do lixo abertos não ajudam em nada. E fotos como esta só podem provocar risos:

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(a menos que a compradora queira ficar também com a decoração...)

A sério. Vejam lá isso. As fotos que mostram são a primeira visita que os potenciais compradores fazem à vossa casa e, ou agrada e se marca a visita ou não agrada e pronto. E se a vocês agrada viver com fruta podre, loiça suja e lixo espalhado, aos compradores em principio não.

Escolhemos, dessas viagens virtuais, algumas moradias em várias zonas e marcamos um dia para fazer todas as visitas. E lá fomos os quatro mais a nossa agente imobiliária (que agora já é uma boa amiga) visitar as casas. Umas por isso, outras por aquilo, nenhuma nos agradou. 

Apesar de que uma das casas que visitamos nos marcou a todos. Pela negativa!

Assim que nos abriram o portão, o cheiro no jardim era tão mau, mas tão mau, que me apeteceu fugir. O dono da casa tem dois cães granditos e, pelos vistos, os cães fazem todas as necessidades em todo o lado. E não são limpas. Antes pelo contrário, vimos as patinhas deles espalhadas pela casa, por toda a casa, com restos da necessidade nº 2. Além de muito pelo, muito cotão, muito pó. E muito mau cheiro. Aquele cheiro de casa que não vê as janelas abertas durante meses a fio, apesar de viverem lá pessoas. E como se não fosse suficiente, as paredes dum quarto pintadas de vários tons de verde (do alface ao sporting) outro quarto de tons roxos e ainda uns tons vermelhos na sala (sendo que a parte das pinturas seria o menos grave, claro). Saímos da casa e fomos ver a garagem. Estive na garagem os cinco segundos mais longos da minha vida. Assim que entrei, saí. Ia vomitando, tal não era o cheiro e aspecto. Muito muito mau.

Para vendedores menos atentos, menos profissionais e menos preparados, aprendam as 5  dicas a considerar antes de vender a casa. Estes conselhos são de graça e podem ajudar.

Dado que no primeiro dia de visitas nenhuma nos agradou, agendamos um segundo dia para uma segunda volta. Mas como este post já está longo, segunda feira conto-vos mais. 

Entretanto...

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* ou The Money Pit. E, para quem ainda não viu o filme com este titulo, sugiro vivamente que vejam.

Viver no campo é... #2

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... acordar cedinho e dar com o vidro do carro assim, neste estado. Muito e muito gelo...

Na segunda feira, quando sai de casa, faltava pouco para as sete, o carro estava assim. O meu Tico e o Teco estavam ainda a dormir e o meu primeiro pensamento foi: ora deixa lá meter água e passar o limpa para brisas que isto resolve-se já.

Apercebi-me logo que tinha feito asneira da grossa quando comecei a ouvir aquele som fantástico de vidro a ser riscado... até me arrepia só de pensar. 

Felizmente não aconteceu o pior e lá me lembrei de ligar o aquecimento interior do carro no máximo e esperar - literalmente - sentada que o vidro descongelasse.

Entretanto, num desabafo no facebook, deram-me as seguintes ideias:

- Estacionar com a frente do carro para o lado oposto do vento.

- Misturar álcool isopropílico com água (meio por meio) e pulverizar no vidro

- Tapar, por fora, o vidro do carro com cartão ou tapete e retirar quando se quer sair

Conhecem mais algum truque que queiram partilhar?

Entretanto...

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Viver no campo é... #1

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... ter vizinhos porcos. Ou, mais exactamente, porcas. Estavam umas quantas a passear à beira da estrada no domingo à tarde, mesmo à porta da minha casa. bastante asseadas, diga-se por sinal. E fofinhas.

(não precisam de saber que, na quinta onde estavam, matam porcos, certo?)

Entretanto...

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As incongruências de mudar de morada

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Já vos contei que mudei de casa. Ainda não vos contei todas as (des)venturas com essa mudança mas hei-de fazê-lo.

O que vos quero contar hoje está, na realidade, relacionado com a mudança de casa mas é mais na parte de mudar de morada nas centenas de instituições, sejam elas maiores, mais pequenas ou assim assim.

Pensava eu que mudar a morada seria coisa simples e que o procedimento seria mais ou menos lógico e feito de forma fidedigna, ou, pelo menos, com garantias. 

Puro engano.

Ora vejam como foi em algumas entidades (que vou identificar descaradamente!).

Unibanco - Acedi à área reservada do unibanco connect. Aquela que me dá todas as informações sobre o cartão de crédito, pensando que haveria uma opção para actualização dos dados pessoais (incluindo a morada) e que permitisse enviar o comprovativo (sendo o Unibanco uma entidade financeira está sujeita às mesmas regras que os bancos e é obrigatório entregar o comprovativo de morada). Nada disso. Tive de telefonar para a linha de apoio e de seguida enviar um email a pedir a alteração, enviando, o comprovativo de morada em anexo. Do mal o menos, uma vez que recebo a maioria da correspondência por email e como enviei o pedido de alteração por email, faz algum sentido.

Deco - Na área reservada não tem qualquer opção para fazer esta alteração. Liguei para o apoio e perguntei como deveria fazer. Pediram-me a nova morada e o numero de associado e pronto, já está. Não fizeram qualquer pergunta adicional, não sabem se a pessoa que está a ligar é mesmo o associado, não confirmam quaisquer dados. Um telefonema simples e já está.

Cetelem - Quase a mesma história do Unibanco mas com exigência duma factura de serviços. Ora se a água, electricidade, gás, etc, está em nome do meu marido porque ele é que lá foi tratar, como é que eu provo que moro lá?... Na maioria das instituições financeiras basta que a factura esteja no nome dum dos membros do casal (ou pelo menos nos casos em que conheço). Vamos ver se aceitam o documento de mudança de morada no cartão de cidadão.

Rádio Popular e Cartão Continente - acesso à área reservada, alteração dos dados pessoais, e pronto, já está.

Victoria Seguros - não tem área reservada. Contactei para a linha de apoio, fizeram duzentos e vinte e nove mil perguntas para confirmar a minha identidade e, por fim, a resposta: tem de enviar por carta ou email, mas não precisa de enviar comprovativo de morada. Então mas se não tem qualquer email meu e não sabem se o email de onde vou enviar é meu, como é que alteram? Não o poderiam fazer pelo telefone já que tinham confirmado a minha identidade com as questões todas que colocaram?

Desconfio que, nos próximos meses, ainda vou andar a mudar moradas. Apesar de receber quase tudo por email, ainda há muita coisa que nos chega em papel. Vou fazendo as alterações conforme as cartas surgirem e, quem sabe, umas serão mais fáceis que outras. Valha-nos que, com a mudança da morada no cartão de cidadão (tive de pedir um novo porque perdi o código pin e sem isso não podia fazer alterações), fica a morada mudada em quase todos os serviços governamentais! senão seriam mais uns dias perdidos.

 

Entretanto...

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Sem manual de instruções

Nunca se falou tanto em educação de crianças. A cada virar de página há alguém que se auto-intitula como o guru da educação, o único que pode ensinar os pais e o único em que todos os seus casos são de sucesso. Há centenas de milhares de livros, de blogs, de revistas sobre o mesmo tema e até um programa de televisão sobre o mesmo tema, esmiuçando o comportamento dos pais, dos filhos, da influência do cão, do canário ou do periquito no futuro dos gaiatos. Estuda-se, analisa-se, conclui-se e, por fim, dão-se fórmulas quase matemáticas para que a educação funcione.

Diz-se o que se pode dizer ou fazer em contraposição com o que não se deve fazer ou proibir. Colocam-se as crianças em redomas de vidro, não as deixando errar para não sofrerem. Não podem chumbar na escola ou ser contrariadas porque isso afecta a autoestima. Não podem estudar muito para não se cansarem.

Nunca os pais tiveram tanta informação como hoje em dia. E serve para... quase nada. Os miúdos continuam a não trazer manual de instruções. Estamos perante um ser humano que terá de ser educado mas não programado. Que terá de aprender a lidar com as frustrações e de perceber que o mundo gira à volta do sol e não da sua pessoa. Que tem de errar para aprender. Que tem de perceber que não pode ter tudo o que quer. Que tem de ganhar autonomia e de não ser apaparicado. Tem de aprender a ouvir um redondo NÃO e aceitá-lo. Tem de, em casa, ter pais e não amigos.

Sou a mãe mais imperfeita que possam imaginar. Não quero ser perfeita, quero só fazer o que acho melhor para os meus filhos. Mesmo que isso seja ir contra aquilo que os ditos gurus acham importante.

Os meus filhos ajudam em casa desde sempre. Obviamente com tarefas adaptadas à idade. Desde que começaram a ir à escola que se vestem sozinhos. Desde que foram para o ciclo que vão sozinhos para a escola. Têm, desde que entraram no ciclo, uma mesada que gerem como entendem, sabendo que é desse dinheiro que têm de pagar as refeições que fazem fora de casa ou as idas ao cinema. Se querem telemóveis XPTO, mudar de computador ou comprar uma máquina fotográfica, têm de juntar dinheiro para o fazer.

Escolho muito bem onde me devo impor. Não exijo que façam tudo como eu quero. Não me preocupo com a roupa que vestem ou com a cor do cabelo mas, em troca, quero boas notas e bom comportamento. Podem andar de sandálias no inverno ou calças com buracos mas não podem responder torto nem usar telemóvel na escola. Têm de respeitar os outros e a língua portuguesa.

Não os julgo mas, em troca, têm de ser honestos. Quando têm problemas, propomos soluções mas não os resolvemos por eles. Gostamos e queremos conhecer os amigos deles mas não intervimos nessas relações.

Dizemos não quando é preciso e sim sempre que possível. Deixamos que saiam sozinhos ou com os amigos, desde que nos avisem onde vão, quando vão e quando regressam. E têm horas de chegar a casa (mais uma vez adaptadas à idade).

Ambos sabem que somos permissivos e exigentes ao mesmo tempo. Aprenderam que cada acção tem uma consequência e que só depende deles se essa consequência é boa ou má. Se não cumprem as regras, a consequência é um castigo que depende do grau e gravidade do incumprimento.

E conversamos. Desde sempre. Explicamos o quê e porquê e, sempre que possível, decidimos em conjunto o que fazer.

Ser pai ou mãe não é fácil. Mas também não é um bicho-de-sete-cabeças. É uma experiência constante, uma aprendizagem diária e um desafio. Mas é tal e qual como diria o Noddy: Um desafio! Gosto disso!

 

(texto publicado inicialmente aqui)

 

Entretanto...

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Um dia a casa vem abaixo *

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Mudei de casa. Cumpri um sonho antigo de ir viver para uma moradia, numa aldeia, sem poluição sonora e onde a poluição ambiental é reduzida.

Confesso que sempre pensei que só o poderia fazer quando me reformasse (se é que algum dia o vou fazer) uma vez que continuo a trabalhar em Lisboa e a questão do trajecto trabalho/casa/trabalho preocupava-me. Só que um dia do ano passado, fartos de algumas situações menos agradáveis, decidimos, os quatro em conjunto, arriscar.

Depois da decisão, foi a fase da procura da casa perfeita para nós. Preferimos uma casa usada, talvez a precisar de obras e, acima de tudo, num sitio que permitisse a mobilidade dos miúdos e a minha. Eles porque queriam continuar na mesma escola e nós queríamos que fossem o mais independentes possível. Ou seja, que não dependessem de nós para saírem com os amigos, irem ao cinema ou irem para as aulas. E a minha porque o meu local de trabalho continua a ser o mesmo. Obviamente tivemos em conta as 5 dicas a considerar antes de comprar casa e, depois de muito procurarmos, encontramos a casa perfeita.

Mudamos no último sábado.

Não fizemos ainda a escritura mas já lá estamos. Na semana antes da mudança foram as pinturas interiores e ai não houve, felizmente, qualquer surpresa.

O pior foi depois. Já nos aconteceu tanta coisa que só visto. Não que estejamos arrependidos da mudança mas, claramente, sentimos que um dia a casa vem abaixo *

Valha-nos que sabemos que, tal como no filme, no fim tudo acabará bem. E o sítio vale pelos revezes. Já cá volto para vos contar tudo.

 

Entretanto...

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* ou The Money Pit. E, para quem ainda não viu o filme com este titulo, sugiro vivamente que vejam.

senhorios vs Inquilinos e vice versa

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Foi notícia, na semana que acabou, o despejo de Manuel Farinha, com 80 anos e que vivia numa casa arrendada em Benfica há quase 60 anos.

Não conheço todos os contornos do caso, como aliás, convém dado que se trata dum processo judicial que estará, suponho, em segredo de justiça. O que sei, porque vi, é que, nas redes sociais e não só, o proprietário do imóvel foi crucificado. Faz parte da actual sociedade, não se sabe o quê ou porquê mas vamos lá crucificar alguém.

Desde 1991 que trabalho no mercado imobiliário, intermediando senhorios e inquilinos e vejo, realmente, muita injustiça como aquela de que acusam o proprietário do imóvel onde o Sr Manuel Farinha vivia. Realmente há senhorios que só vêem dinheiro, que se estão nas tintas para os seus inquilinos, para as casas ou para o que quer que seja sem ser o dinheiro nas suas contas bancárias dentro do prazo legal.

(Num aparte, lembro-me sempre, quando falo nestes proprietários, do caso duma inquilina que, após 30 anos a cumprir os prazos de pagamento escrupulosamente, pagou uma renda dois dias depois do prazo estipulado pela lei. A senhora trazia uma carta do IPO que declarava que tinha estado internada para um tratamento mais agressivo para o cancro e como não tinha amigos ou família em quem confiasse, tinha optado por pagar a renda dois dias mais tarde. Dois dias! Avisamos a senhoria que tínhamos aceite o pagamento sem os 50% de indemnização que o código civil prevê, atendendo a toda a situação e a senhoria exigiu que essa mesma indemnização fosse paga, sem querer saber de mais nada. E há quem o faça sem se preocupar se a renda é de 40 ou 4.000 euros. Se pagam fora do prazo, pagam a indemnização e pronto.)

Mas há quem não seja assim. Há centenas, para não dizer milhares de casos que são totalmente diferentes.

Há senhorios que não aumentam as rendas porque sabem que os arrendatários passam dificuldades. Há senhorios que recebem as rendas "às pinguinhas" conforme os inquilinos conseguem pagar. Há senhorios a receber 40 euros de renda e a pagar 50 ou 60 euros de condomínio todos os meses (e depois ainda tem de pagar impostos e seguros). Há quem faça obras permanentemente nas casas e nos prédios e continue a receber rendas de miséria. Há quem vá viver nas casas de porteira dos prédios porque o rendimento dum prédio inteiro não permite contratar novas porteiras. Há quem viva apenas do rendimento do prédio e que passa por dificuldades porque as rendas são baixas.

Há inquilinos a pagar 100 euros por mês de renda mas que vão de férias para as Caraíbas ou Bali e que tem Ferraris e afins à porta. Há quem pague 50 euros de renda e que exigem pinturas nos imóveis ou que nem o lava loiça queira desentupir.

Há quem tenha gasto as poupanças duma vida num apartamento para auferir algum rendimento e agora não receba nada por mês porque os inquilinos não pagam. Há inquilinos que destroem totalmente os apartamentos e que desaparecem sem rescindir os contratos e sem entregar as chaves, obrigando a processos morosos em tribunal para reaver aquilo que é seu.

E há quem se esqueça que um contrato de arrendamento não é um contrato de crédito à habitação nem de leasing. As rendas que se pagam não estão a pagar a casa mas sim o direito a utiliza-la. E que os senhorios são como as empresas, querem ter rendimento. O senhorio não é nem pode substituir o Estado na ajuda a quem não pode pagar a renda. 

(e agora podem fuzilar-me por ter esta opinião...) 

Entretanto...

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Odi e Marty

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 (Odi)

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 (Marty)

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 (Odi)

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 Odi & Marty

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 (Marty)

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 (Odi)

Aqui há um mês, mais dia menos dia, uma boa amiga minha, a Cati, estava a passear na rua, em Oeiras, e deu com o Odi e o Marty. O Marty estava a lutar com outros cães, incitado por quem assistia e o Odi estava a ser obrigado a comer comida que se via claramente que estava envenenada. 

(não consigo, por mais que tente, perceber o que leva o ser humano - supostamente racional - a fazer isto mas a verdade é que há seres humanos capazes de descer muito baixo. E de nos surpreender, pela negativa, descendo ainda mais baixo do que pensávamos ser possível).

A Cati, obviamente, interviu, e levou ambos para casa. Só que não os pode manter. Ambos estão muito bem treinados (a Cati tem imensa experiência com animais) e são um mimo. Entrega-los agora a uma associação é quase um crime uma vez que ela já os treinou para serem adoptados e ficarem com uma família.

Neste momento estão confinados a um pequeno espaço, pelo que se adaptam bem a um apartamento. Podem ser adoptados em conjunto ou em separado e quase que não ladram.

Portanto, podem ajudar-me a ajudar o Odi e o Marty? seja adoptando (isso seria um must) ou partilhando este post até que alguém seja adoptado por eles?

Se forem precisas mais informações, digam que estou cá para isso.

Entretanto...

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O melhor de 2017

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2017 está a acabar e ainda não fiz nenhum resumo do ano. Bem, na verdade ainda faltam uns dias que podem mudar algumas coisas mas tenho sérias dúvidas que tal aconteça.

Vamos portanto ao que foi melhor para mim em 2017.

Livros

Podem ver aqui como foi o meu ano em livros.

Filmes

Um Homem Chamado Ove foi, sem qualquer dúvida, O filme de 2017. É um dos livros mais ternurentos que já li, um livro que nos deixa - com humor q.b. - a pensar no dia-a-dia, nas coisas realmente importantes, em como mudamos - às vezes sem querer - a vida de quem nos rodeia e na importância que - mais uma vez, às vezes sem querer - temos na vida dos outros. E que os outros tem na nossa vida. E um filme exactamente igual, em que até os actores são, em quase tudo, tal e qual como os imaginamos enquanto líamos o livro. Óscar da melhor adaptação para aqui, por favor. Podem não acreditar mas vi o filme três vezes. A primeira no cinema e duas na televisão. Vale a pena.

Séries televisão

Cá em casa seguimos várias. Acho que é unânime por cá (e por aquilo que tenho lido por ai) que This is Us ganha o Óscar de melhor série em 2017, destronando todas as outras. Algures entre a comédia e o drama, pessoas reais, com problemas reais, numa série que se passa entre o presente e o passado duma forma magistral e em que, cada episódio, nos deixa com água na boca para o seguinte. A ver e rever.

Viagem

Em Setembro passamos 3 dias em passeio, entre Monsaraz e o Alqueva. Conto-vos tudo aqui. Ganhei, com certeza, uns quilos a mais...

Música

Salvador Sobral cantou e encantou-me em Português com Amar pelos Dois. Lá por fora é P!nk com What About Us que me faz cantar (ainda que a família ache que a minha voz é boa para escrever à máquina).

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Acontecimento do ano

De forma negativa, os incêndios deste verão.

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E para vós, como foi 2017?

Entretanto...

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