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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Biscoitos para cães

A nossa Saphira fez anos esta semana. Quatro anos de idade. E a minha gaiata quis comemorar este marco duma forma especial e hoje foi para a cozinha fazer uma receita de biscoitos próprios para cães, que foi a delicia das patudas. 

Primeiro as fotos:

14407904_10154640192989636_558700715_o.jpgUns com cobertura, outros sem.

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O interior dos biscoitos.

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O ar deliciado da Bunny.

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A Saphira a comer o terceiro...

E a receita? Podem encontrá-la aqui. Para o molho de maça usamos esta receita sem o açúcar e o sal.

Agora vou ali num instante guardar os que sobraram senão as meninas comem todos os biscoitos que foram feitos.

Vamos todos ajudar?

Estive em Elvas no final do mês de Agosto, para umas miniférias em casa da minha sogra (onde, confesso, creio ter engordado mais uns cinco quilos dada a qualidade da comida).

Na véspera de nos virmos embora encontramos esta cadelinha.

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Abandonada, magra, assustada, cheia de fome. Alimentamo-la, demos-lhe água e tentamos encontrar quem a acolhesse partilhando as fotos no facebook. Não a trouxemos. Com duas cadelas granditas em casa, a coisa podia não correr bem para nenhuma das três.

Uma amiga do meu marido, que também vive em Elvas, enviou as fotos para o Movimento Animal, um grupo de amigos, apaixonados por animais e que os tenta ajudar sempre que pode mas, desta vez, já não tinham espaço e nada puderam fazer.

Infelizmente a cadelita acabou atropelada. Atropelada e deixada em frente ao canil de abate da cidade.

Como em Elvas as clínicas veterinárias não fazem urgências, acabou por ser necessário levar a patuda a Badajoz para ser tratada.

Agora a cadelinha já tem nome - Pilar - e já está com o Movimento Animal, sendo preciso pagar os custos do veterinário que a tratou.

Mas, além da ajuda para pagar os custos da assistência à Pilar, a Movimento Animal também precisa de ajuda para alimentar os animais ao seu cuidado. Ainda para mais porque ainda não são uma associação mas sim algumas pessoas com muito amor pelos animais e muito boa vontade.

Como é, minha gente? Vamos todos ajudar a Movimento Animal a tratar da Pilar e dos outros animais? Nem que seja com um euro, todas as ajudas são bem-vindas. Se não quiserem dar dinheiro, creio que também aceitam outras ajudas (alimentação, etc) mas é questão de falarem com eles. Falem também com eles para pedir o NIB/IBAN para as ajudas.

Missão Emagrecer - Take 1

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Sempre fui gordinha. Uns quilos a mais aqui, depois outros ali. Apesar disso, e ao contrário da maioria das mulheres, não engordei com as gravidezes. Na primeira engordei duzentas gramas, na segunda um quilo e pouco. 

Ainda assim, até há coisa de quatro/cinco anos o meu peso media-se com dois dígitos. Altos mas ainda assim eram só dois.

Tentei várias dietas e fui a vários nutricionistas. Invariavelmente no final da primeira consulta dizia para mim - isto não vai funcionar. Não que eu não quisesse perder peso mas...

- tenho a doença de Chron e gastrite crónica. A primeira, principalmente, traz com ela muitas restrições alimentares: yougurts, laranja, alho francês e uvas são alimentos proibidos para mim. Espinafres e brócolos só em pequenas quantidades e muito de vez em quando. A primeira coisa que faço quando falo com um nutricionista é explicar-lhe esta problemática. Todos eram muito compreensivos mas logo que iniciavam o plano alimentar mandavam-me comer um yougurt a meio da manhã ou um sumo de laranja ao pequeno-almoço, o que me deixava frustrada e sem confiança. Sim, claro que depois retiravam esses alimentos mas, caramba! era um sinal claro que não me estavam a ouvir, que a reeducação alimentar na ideia deles era chapa5 para toda a gente. E isso desanimava-me logo.

mas não era só este o problema. 

- eu atendo ao público das 8h30 às 15h, com uma hora de almoço pelo meio. E quando estou com um cliente sentado à minha frente e a ser atendido não lhe posso dizer: olhe, agora tenha lá paciência que vou ali num instantinho comer. Nem posso interromper uma reunião porque está na hora de comer. Eu explicava isto e a resposta era: pois, temos pena mas tem mesmo de fazer isso. Um ponto contra porque eu respeito os clientes e não lhes faço isto. A minha profissão é assim e não vou mudar de profissão.

- não gosto de beber água. Bebo quando tenho sede mas não me consigo obrigar a beber água. Parece-me sempre que fico com sapos no estômago. Pois bem, a resposta era: force-se a beber água, tem de a beber e pronto.

Junte-se as exigências em não cometer erros na alimentação, a exigência de horários para tudo e para nada, ter de comer alimentos que eu não gostava, metas de perda de peso surrealistas e outras coisas mais ou menos parvas e o resultado era que cada ida a um nutricionista acabava de forma inglória na primeira consulta, com a minha vontade a evaporar-se.

Aos poucos o sedentarismo aumentou e os meus horários complicaram. E o peso aumentou, passou os três dígitos e eu voltei a pensar em reeducação alimentar. Mas sei que sozinha não consigo e por isso procurei - de novo - uma consulta de nutrição.

Fui na semana que passou à consulta e, pela primeira vez, sai da consulta animada. A reeducação alimentar foi adaptada às minhas necessidades em termos de horário e restrições alimentares. Tenho de beber líquidos e não água (sumos de fruta naturais, chá frio ou água aromatizada). Os alimentos incluídos são alimentos que eu gosto. Em vez do adoçante (que me dá vómitos e a volta aos intestinos), posso continuar a por açúcar no café ou no galão (mas reduzindo, aos poucos, até usar uma pequeníssima parte do pacote). Asneiras alimentares são permitidas (mas só uma vez por semana). E o objectivo a atingir neste primeiro mês é exequível (apesar do problema da perna me deixar em quase imobilidade).  

Aprendi mais naquela consulta do que nas consultas todas anteriores. Por exemplo, sabem que não devemos fazer, todos os dias, refeições iguais (pequeno almoço/lanche)? Se comermos sempre o mesmo o nosso organismo aprende a fazer essa digestão e não gasta energia a "pensar" no assunto, e essa energia gasta ajuda a emagrecer.

Portanto. 

127 kg e mais umas gramas no dia da consulta para 1.74m. Bem distribuídos - valha-me isso - mas ainda assim obesidade grau III. Objectivo a atingir no primeiro mês: perder dois quilos.

Acompanham-me nesta missão?

 

Saúde para todos ou só para alguns?

Não gosto de falar dos meus problemas de saúde. Não faço alarido das idas ao médico, dos exames que tenho de fazer ou das dores tenho. É tema privado, ao ponto de, mesmo com a família, só falar do assunto de vez em quando ou quando sei que está tudo bem.

São feitios.

Mas hoje tenho mesmo de falar sobre isto. Sobre um problema de saúde que me afecta neste momento e na incapacidade de saber exactamente o que se passa porque não caibo numa máquina…

Ando, há coisa de um mês, com problemas na perna direita. A perna prende ao nível da anca e tem alturas que não consigo andar. As dores podem aparecer a qualquer momento, a dormir, acordada, a andar, parada, a conduzir, sentada, levantada... Enfim, não tenho sossego nem uma vida normal porque a perna me impede de fazer as coisas mais simples como calçar um sapato, subir umas escadas ou dormir uma noite de seguida. Já fiz uma ecografia que foi inconclusiva e agora mandaram-me fazer uma ressonância magnética a ver se aparece a causa deste problema. Como tenho os SAMS/SIB comecei por marcar a ressonância no Hospital da Luz mas a primeira vaga era apenas para quase 15 dias mais tarde (dia 18/9, domingo). Como tenho urgência em tratar-me e para isso é necessário saber o que se passa, resolvi contactar outras entidades para fazer o exame mais cedo tendo marcado ontem para fazer hoje às 8h o exame na Crear aqui em Lisboa. Cheguei lá em jejum, despi-me (num cubículo de tal maneira pequeno que, estando de frente para a porta, os meus ombros quase que batiam nas paredes laterais), vesti a bata e lá fui para a máquina. E depois de duas tentativas de me meterem dentro da máquina – eu e a antena do aparelho – a assistente, muito simpaticamente, disse-me que eu não cabia na máquina e que não podia fazer o exame. Teria de procurar um local com uma máquina maior.

Ora eu sei que sou gordinha. Não chego à obesidade mórbida mas já tenho obesidade grau III. Tenho uns 45/50 quilos a mais do que o devido, apesar de não parecer tanto porque até sou altinha (1m74). 

Aparentemente, não faço parte do padrão que alguém achou que devia ser o normal para as mulheres portuguesas. Já é habitual sentir isso quando quero comprar roupa (qualquer tipo de roupa), quando quero andar nos autocarros (sobram-me pernas depois de acabar o espaço entre os bancos) ou nos aviões (pela mesma razão dos autocarros) mas nunca o tinha sentido desta forma na saúde.

Bem sei que podia ter recorrido ao SNS. Mas vamos lá pensar um bocadinho. Se, para dois bypass coronários, o meu marido esperou quase um ano, se há quem esteja há três meses à espera para uma mamografia, quanto tempo acham que eu teria de esperar por uma ressonância magnética à anca? E que garantias tenho eu que caibo dentro do aparelho onde vou fazer esse exame?

Sinto-me desanimada, confesso. Por ser alta, por ter excesso de peso, por sair do padrão, por não me poder vestir como gosto, por não poder andar nos autocarros ou aviões à vontade. Mas mais do que isso, sinto-me muito mal por querer tratar da saúde – que dizem que é um direito universal – e não me deixarem.

Provavelmente deveriam ter acrescentado nos direitos fundamentais, que a saúde só é garantida para quem está nos tamanhos padrão.

O burkini e uma guerra parva

As autoridades francesas resolveram proibir o uso do burkini e eu, que sou burra, não consigo, por mais que queira, entender as razões que levaram a tal proibição.

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Aliás, acho imensa piada, confesso, ao facto de uma das alegações ser que estão "demasiado cobertas". Expliquem-me lá qual é mesmo o problema de estarem demasiado cobertas?... apanham menos sol, menos probabilidades de terem cancro na pele e estão, à maneira delas, confortáveis.

Claro que percebo que - supostamente - a França é um estado laico e o burkini "demonstra, de forma ostensiva, a pertença a uma religião" (dizem eles). E a minha pergunta é: porque é que as pessoas não podem demonstrar que pertencem a uma religião? Viver em liberdade não é (também) respeitar as raças e os credos de cada um ou, de outra forma, respeitar, entre outras coisas, o que cada um quer (ou não) vestir?

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Ou será que a França - onde nasceu o conceito de liberdade, igualdade e fraternidade - se esqueceu do que isso significa? na prática o que a França está a fazer é o mesmo que criticam nos países muçulmanos - aqui vestem-se à minha maneira e não à vossa!

Há quem use bikinis sem corpo para isso. Há quem use leggins e se torne num atentado visual. Há quem use roupa de um ou dois tamanhos mais abaixo e que fique com tudo exposto. Há quem use vestidos justos, tenha 60 anos e não use soutien. E há quem use burkinis.

Cada pessoa pode e deve vestir aquilo com que se sinta bem. Seja lá o que for. Sem que o estado meta o nariz.

Um hater original

Não resisto a partilhar convosco um momento único que já me fez ir às lágrimas (de riso, entenda-se).

O Semanário Sol publicou esta noticia acompanhado da foto que se segue:

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mas, infelizmente, a noticia está cheia de gralhas: "apanhar o atleta em moviemnto"; "concentrado em ultraprassá-los", entre outras falhas gramaticais... e, aparentemente, também falhas técnicas, nomeadamente "focou nos 135mm e marcou uma velocidade baixa no motor (1/40 por segundo" (esta foi detectada por alguém que percebe de fotografia e que comentou no mesmo post do facebook).

É uma coisa que me deixa com comichões - que um jornal/site publique artigos sem a devida correcção ortográfica (e, neste caso, nem sequer se podem desculpar com o AO).

E eu disse isso mesmo aqui, no facebook do jornal, o que me valeu uma ofensa original:

Untitled.png

Sinto-me orgulhosa de mim própria! uma destas, confesso, não esperava!

 

Venha de lá o prémio de originalidade para este comentador, por favor!

 

Uma Árvore pela Floresta

Infelizmente todos os anos é a mesma coisa. Incêndios aqui e ali, uns maiores, outros mais pequenos. Uns por causas naturais, outros (a maior parte, infelizmente, por mão criminosa).

Todos os anos, por causa dos incêndios (e não só) a área florestal portuguesa vai reduzindo. 

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Pensando nesse problema, os CTT e Quercus juntaram-se pelo terceiro ano consecutivo e querem plantar árvores em Portugal.

Em 2014 e 2015 foram plantadas 6144 árvores, fruto da generosidade dos portugueses, da disponibilização da rede dos CTT a custo zero e da ação das três dezenas de voluntários associados aos CTT e à Quercus. Na edição de 2016, o kit “Uma Árvore pela Floresta” poderá ser adquirido em 320 lojas dos CTT e o objetivo é atingirmos o número de 10.000 árvores plantadas. A lista completa de locais de venda pode ser consultada em http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/onde-comprar/

A compra poderá ser feita entre 9 de Agosto a 30 de Novembro e o kit tem um custo de 3 euros e é composto por uma árvore em cartão reciclado e um código que permite registar a planta, identificar a espécie e o local de plantação, e consultar a evolução do respectivo bosque durante cinco anos.

Vamos todos ajudar?

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