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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Coisas que se ouvem

- comprei as cápsulas da Nicola para a nespresso mas nem bebi. Quando a meti na máquina fez um barulho diferente. Deitei logo tudo fora.

 

 

- eu não faço o IRS. O meu marido que faça se quiser, que o IRS é coisa de homem.

Viver em comunidade

Dizem, por ai, que o ser humano é biologicamente social e que temos a capacidade de, continuamente, transformarmos o mundo de modo a nos adaptarmos, a satisfazer as nossas necessidades para vivermos cada vez melhor.

Tenho, muitas vezes – demasiadas vezes - sérias dúvidas, que assim seja.

Sim, é verdade que, nós, os Homens, transformamos o mundo e adaptamo-lo às nossas necessidades. Será isso totalmente positivo? Sinceramente, haverá coisas boas mas também coisas más nessa adaptação. As alterações climatéricas (sim, Sr Trump, elas existem mesmo e para pior, não para melhor) são a prova de que nem tudo o que o Homem faz para viver melhor vai ter essa mesma consequência.

(e não, as coisas não vão melhorar enquanto não percebermos que pequenos gestos fazem diferença)

Também é verdade que somos animais sociais. É precisamente na sociedade em que estamos integrados que aprendemos a nossa linguagem, as regras, etc e tal.

Mas seremos, verdadeiramente, capazes de viver em comunidade? Em deixarmos de olhar para o nosso umbigo e vermos o todo?

É aqui que as minhas dúvidas ganham forma. Porque a maioria das pessoas não sabe que, viver em comunidade é preocupar-nos com o nosso em vez do meu, é colocar as nossas necessidades acima das minhas, é ver o todo em vez do individual. É ceder em algumas coisas para que o grupo saia beneficiado.

É, também, respeitar os outros e perceber que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros.

E seria tão mais fácil viver em comunidade se todos o soubessem fazer…

Avô é pai com açúcar*

Passei parte da minha infância e adolescência com os meus avós maternos. A casa deles era quase na mesma rua da casa dos meus pais, e sempre que eles estavam a trabalhar, eu ia para casa dos meus avós. Ele, o meu avô Manuel, era o meu herói. A paciência que ele tinha para a rezingona da minha avó (eu tinha de sair a alguém, certo?) era notável. O amor que ele punha nas torradas que fazia para as netas e para o neto fazia com que nos empanturrássemos sempre que ele estava em casa (isto quando ele não saia, a meio da tarde, para ir a casa dos meus pais levar-nos torradas acabadinhas de fazer para o nosso lanche). Cozinhava que era uma delícia (era o amor que punha em tudo quanto fazia que tornava tudo ainda melhor).

A minha avó Alcide era a matr(i)aca da família. Sempre a resmungar (ou melhor, só o fazia por duas razões – por tudo e por nada). Nada estava bem, nada prestava e estava sempre mais doente que os outros. Imensos defeitos, numa pessoa que nos amava acima de tudo e para quem, a melhor coisa que podia acontecer, era os netos estarem lá em casa (de preferência enfiados na cama dela a fazer-lhe companhia enquanto resmungava com a televisão). E era por esses defeitos que os netos lhe retribuíam o amor na mesma medida que ela nos dava.

“Lá está o advogado de defesa” era a frase mais ouvida naquela pequena casa, quando a ti Alcide resmungava connosco e o ti Manuel nos defendia. Nós riamos e sabíamos que era quase impossível sermos mais amados que ali, onde tudo era à nossa medida, abraços, carinhos e resmunguice incluídos.

E sou quem sou e como sou precisamente por isso. Porque os meus avós fizeram parte integrante da minha infância e adolescência. Porque quero sempre ser melhor para que eles continuem a ter orgulho em mim, estejam eles onde estiverem.

Só tenho de lhes agradecer também por isso.

(e por me terem dado a melhor história de amor que conheci)

 

*(in Arroz de Palma de Francisco Azevedo)

Missão emagrecer - Take 4

As últimas semanas tem sido assim para o complicadito a nível profissional e, por isso, nem tenho conseguido cá vir.

Fui a semana passada à nutricionista fazer a avaliação. Na segunda feira a seguir ao Natal tinha lá ido mas esqueci-me de anotar a evolução. Sei que, na altura, tinha perdido 700 gr mas não anotei mais nada.

Ora bem, tendo em mente que, quando comecei esta missão vestia o 54 de calças e tinha pouco mais de 127 kg, aqui estão os números das últimas consultas:

 

Data Peso IMC %Massa gorda %massa magra % água Peito Anca Cintura
10/10/2016 127,20 42,01 49,80 63,90 37,10 129 145 124
19/11/2016 124,70 41,19 52,50 59,20 35,10 125 144 119
26/12/2016 124,00 40,96 53,40 57,80 34,50 129 143 119
30/01/2017 125,00 41,29 51,10 61,10 36,10 129 142 119

 

Pois bem. Em quatro meses foram dois quilos embora, a cintura diminuiu 5 cm e a anca 3 cm. Este fim de semana tive de ir comprar umas calças porque as minhas caiam-me pelo rabo abaixo. Na semana passada estive ao telefone com um amigo por cinco ou dez minutos enquanto andava a pé e cheguei ao fim da conversa sem estar a arfar.

Parece pouco, eu sei. Mas não é. Acima de tudo porque estou a conseguir o que pretendia - estou a perder peso de forma consistente, sem excessos, sem medicação e sem sacrifícios. Pronto, vá, faço um sacrifício - ir ao ginásio. Continua a não ser a minha praia mas percebo os benefícios. E mais que os perceber, sinto-os no corpo.

Sei que ainda há um caminho a percorrer mas também sei que estou motivada. Sinto-me bem comigo.

Continuam a acompanhar-me?

 

Ser vítima de violência doméstica como critério contratação

IEFP lança primeiro concurso para apoiar contratação de desempregados de 2017 e as empresas podem receber 3.791,88 euros por cada contrato sem termo celebrado dentro de determinadas condições.

E até tudo bem.

Este valor pode até ser majorado em 10% se a contratação reunir outras condições... Com as quais concordo plenamente: desempregados (independentemente do tempo de inscrição) em situação mais desfavorecida, designadamente os que sejam beneficiários do rendimento social de inserção, apresentem deficiência e incapacidade, sejam refugiados, ex-reclusos ou toxicodependentes em processo de recuperação ou se encontrem inscritos no IEFP há 25 ou mais meses. Perfeito.

Há uma majoração adicional e cumulativa de 10% se o posto de trabalho criado for “localizado em território economicamente desfavorecido”. Muito bem, Promover o emprego em zonas desfavorecidas. Parece-me lindamente.

E por fim... Os montantes a atribuir poderão ser majorados em mais 10% se o desempregado estiver a receber o rendimento social de inserção, tiver deficiência e incapacidade, integrar uma família monoparental, tiver o cônjuge também desempregado, tiver sido vítima de violência doméstica ou for refugiado, ex-recluso ou toxicodependente em processo de recuperação.

Como? Vítima de violência doméstica? As empresas vão ter benefícios se contratarem vítimas de violência doméstica? 

Antes de mais, deixem-me dizer-vos que sou da opinião que as vítimas de violência doméstica merecem todo o meu respeito e, no meu entender, todos os apoios que o estado possa dar para recomeçarem a sua vida.  Sem dúvida alguma!

Agora... condicionar o apoio a uma empresa à contratação duma vitima de violência doméstica já me faz alguma confusão, ainda para mais considerando alguns empresários que conheço.

É que parece que estou a ver as entrevistas de emprego: Olhe, a sua mulher bate-lhe? não? ah então desculpe mas não serve. Vá lá para casa e peça-lhe o favor de o espancar umas vezes e depois volte cá para o contratar a ver se eu ganho uns trocos a mais.

Ou se calhar sou eu que estou a imaginar coisas...

Falando um pouco mais a sério, conheço uma ou duas vítimas de violência doméstica e se há coisa que lhes é comum (para além do passado violento) é a vergonha do que passaram, a dificuldade em falar no tema e o não quererem ser conhecidas como vitimas. Ao incentivar as empresas a contratar estas pessoas porque foram (ou são) vítimas de violência doméstica é vitimizar ainda mais, é obriga-las a falar no assunto com desconhecidos que podem não saber como tratar o assunto com o respeito que merece.

E isto, mais do que tudo, faz-me confusão.

Ceninhas

Tenho estado ausente. Nesta época do ano sobram-me coisas para fazer todos os dias e o tempo, esse, não estica, o que, às vezes é uma pena.

Vamos a um pequeno update desta minha ausência?

Regressei ao trabalho no final do ano, depois de 45 dias de baixa médica. A minha querida rotura muscular deu-me (e dá-me) que fazer. Foram 60 sessões de fisioterapia, anti-inflamatórios, descanso e canadianas. O pior já passou mas os cuidados ficaram porque, de vez em quando, ela – a rotura – lembra-se de me avisar que não se foi embora.

Regresso ao trabalho com direito a mudança de instalações. Estamos em open space, com as vantagens e desvantagens dum espaço em que tudo se ouve e em que é difícil que a temperatura e a luminosidade estejam do agrado de todos. Mas temos refeitório, com boa comida (até temos leitão e sushi em determinados dias da semana) a preços bastante acessíveis, num espaço com bastante luz e – o melhor – onde posso ler enquanto como. Olhando para as vantagens e desvantagens, claramente as vantagens são superiores.

Quem me acompanha no facebook e no instagram sabe que continuo a ir ao ginásio. Vá, aqui entre nós, até estou a gostar mas olhem que é segredo. Aos poucos estou a aumentar a dificuldade dos exercícios. Pode parecer pouco – andar 15 minutos na passadeira à velocidade 3,5 ou andar 10 minutos de bicicleta com a resistência a 2 – mas para quem nunca fez exercício algum e está a recuperar duma rotura é muito bom (e não me desiludam tá bem?)

Continuo também com a reeducação alimentar. Só houve uma refeição, há pouco tempo, em que me custou um pouco mais resistir a umas farófias. Quando decidi que não ia resistir… já tinham acabado e por isso não as comi. Não vos contei mas na segunda-feira a seguir ao Natal fui à consulta com a nutricionista e tinha perdido 700 gramas. Considerando que, no Natal, não tive grandes cuidados e que já se tinha passado o meu aniversário… acho que foi bastante positivo. Dia 31 deste mês terei nova consulta e vamos ver como correu este mês.

O maridão vai ter de fazer novo cateterismo. Já ando a estudar qual o livro que levarei para ler nesse dia. Já esteve agendado para dia 17 de Janeiro mas foi adiado na véspera por as camas estarem ocupadas com demasiados enfartes (sabiam que o frio potencia os problemas cardíacos? Eu nem desconfiava).

Um dos melhores livros que li em 2016 está nomeado para Óscar de melhor filme estrangeiro. Vejam o filme, leiam o livro. Vão ver que vale a pena.

E estou bem, não se preocupem. Apesar de apanhar o barco todos os dias entre o Barreiro e Lisboa, não estava no barco que embateu hoje no cais do Terreiro do Paço. Excesso de velocidade (só pode, de outra forma a parte da frente do barco não teria sido metida para dentro) e nevoeiro. Uma combinação explosiva quando não se sabe usar as tecnologias que os catamarans da Soflusa têm. Mas isto pode ser só mau feitio meu…

Resumo de 2016

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Naquele que prevejo que seja o último post a publicar este ano, façamos um resumo do que foi, para mim, 2016 em várias vertentes, para além dos livros que li no ano que está a acabar

Eu & as queridas manhãs e A importância do chip para um final feliz foram os posts mais lidos. E, porque isto não são só blogs, a Seita do Arroz continuou, em 2016, a fazer parte integrante dos meus dias, assim como os Pássaros. Já nem me lembro como era antes...

Decidi começar a ir ao ginásio, para ajudar a tratar a rotura muscular e para deixar de ser lontra de sofá, e estou a aprender a alimentar-me como deve ser para perder peso.

Em 2016 terminou uma das melhores séries portuguesas já realizadas para televisão. Bem-Vindos a Beirais fez-me rir, fez-me pensar e deixou saudades. Mike & Molly foi a melhor série de humor, ali taco a taco com a A Teoria do Big Bang.

O Caso de O.J. – American Crime Story deu-me uma nova visão dos factos e 22.11.63 levou-me a pensar no que faria (ou não) se pudesse voltar atrás no tempo.

Morreu muita gente mas, felizmente, ninguém da minha família directa (e tanto que eu gostava que assim continuasse em 2017. Estarei a ser egoísta, acredito mas é um desejo como outro qualquer). 

A Academia surpreendeu-me pela negativa com o seu Nobel da música literatura e Marcelo Rebelo de Sousa provou que é mais que um Presidente. Trump venceu e o mundo tornou-se menos seguro.

2016 convenceu-me a comprar um telemóvel android e, pela primeira vez, acredito que me desabitue do Windows Phone.

Passei, em 2016, a ser a mais baixa cá de casa. E com os pés mais pequenos.

Saíram 5 edições da Revista Inominável e comecei a colaborar na Revista Baton.

Joguei Pokemon Go, Farmville e CandyCrush. Usei Uber e Táxi numa sã convivência entre os dois.

366 dias (mais um segundo a acrescentar no último minuto) de alegrias e tristezas, de sorrisos e risos (e poucas lágrimas). Para os próximos 365 dias, para além das minhas resoluções, um desejo apenas: que daqui a um ano aqui estejamos todos a partilhar o que fizemos em 2017.

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