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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Anatomia dum fim de semana

Não sendo este um blog de viagens, apetece-me divagar sobre o passeio que demos no passado fim de semana, em jeito de encerramento do verão. Como é a minha primeira experiência num relato de viagens, espero que não seja uma grande seca (que para seca já basta o tempo).

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Inicialmente estava previsto que a semana fosse passada no norte, em passeio pelos caminhos de Portugal, para vermos coisas lindas, num mundo sem igual (ler com entoação de música pimba). No fim acabamos por ir apenas três dias para Reguengos de Monsaraz. Tudo igual, portanto…

A nossa primeira ideia era levar as nossas cadelas para passarem estes dias connosco. E a Casa de Campo Quinta São Jorge disponibilizou-se a recebê-las tão bem como nos iria receber a nós. Só que acabamos por decidir deixa-las no Hotel Canino São Macário porque a maioria dos restaurantes na zona não tem esplanada e não aceitam animais no interior.

Portanto, sexta-feira lá fomos levar as patudas ao hotel delas e lá seguimos nós para o nosso passeio. Chegamos à casa de campo por volta das 16h e resolvemos logo ficar na piscina.

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Pudera, com uma vista destas, uma piscina destas e com calorzinho, nem pensar em sair dali.

Sexta à noite

O jantar foi num excelente restaurante com um nome sugestivo. Plano B. E foi mesmo a segunda escolha porque, pelos vistos, em Setembro são muitos os restaurantes que fazem férias. Mas foi uma segunda escolha a valer por uma primeira. Começou aqui uma desgraça gastronómica que durou todo o fim de semana. Uma entrada de azeite com alho e coentros para se molhar o pão que era guloso como convém. Porco preto com um sabor delicioso. Uma barrigada de comida da boa.

À noite demos um passeio até ao Observatório do Lago do Alqueva mas acabamos por não fazer a visita guiada porque a Lua nasceu cedo demais para se conseguir ver as estrelas como deve ser. Combinamos lá voltar no sábado à noite porque a Lua iria nascer quinze minutos mais tarde, o que facilitaria.

Regressamos aos quartos (espaçosos, muito limpos e asseados, com garrafas de água gratuitas no minibar) para dormir uma noite descansada. Apesar do meu quarto estar perto da estrada e da entrada, confesso que não ouvi absolutamente nada durante a noite.

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Sábado

Acordamos cedinho e tivemos uma pequena desilusão. Nuvens a ameaçar chuva e um vento desagradável…  lá se foi a nossa intenção de piscinar de manhã e ir à praia fluvial à tarde…

De qualquer maneira nada como começar o dia com um bom pequeno-almoço, e não saímos defraudados do pequeno-almoço incluído na estadia. Pão alentejano do melhor, uma marmelada de figo de comer e chorar por mais. Tudo à descrição e uma vista fabulosa.

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Aqui gostaria de vos contar uma história que confirma que o mundo é uma aldeia. Quando começamos a servir-nos, uma outra hóspede virou-se para o meu marido e perguntou-lhe: olhe desculpe, mas não é o Miguel, o marido da Magda? Claro que me virei logo para ela e disse que sim, e que a Magda era eu. Espanto dos espantos, era uma amiga minha que já não via há quase 17 anos. Deixamos de conviver por uma situação estranha a que ambas fomos alheias e perdemos completamente o contacto, e acabamos por nos rever ali.

Adiante.

Passamos na praia fluvial e depois, durante a manhã, visitamos algumas antas, cromeleques e menires. O Obélix não apareceu, o que foi uma pena, pelo que deixamos tudo no mesmo sítio.

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A manhã terminou na barragem do Alqueva, com uma paisagem a perder de vista (e água, muita água, apesar da seca).

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Aceleramos o passo, que é como quem diz, que fizemos mais ou menos uma hora de viagem para irmos almoçar ao Restaurante A Maria no Alandroal. A primeira vez que lá fui, foi com os meus sogros e foi a primeira vez que comi cabeça de xara. Infelizmente desta vez não havia, mas, em compensação, havia um cabrito assado no forno que estava divinal e as melhores farófias que alguma vez comi num restaurante (que, obviamente, não se chegam aos calcanhares daquelas que a minha mãe faz).

Na viagem de regresso a Reguengos, demos com um trabalho do Vhils.

(cliquem na seta para verem todas as fotos) 

E encontramos as vacas que dão leite com chocolate… 

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Durante a tarde fomos passear em Monsaraz. Um espectáculo de vista, um espectáculo de aldeia. Muito bonita, muito limpa mas, honestamente, 75 cêntimos por um café ou € 1,40 por um rebuçado de ovo é, quanto a mim, abusar da sorte.

Lanchamos em Barrancos, no meio do pinhal, presunto e pão acabadinho de comprar.

O jantar de sábado acabou por ser no Restaurante Sem Fim. Entrecosto com mel e alecrim e melancia para terminar que já estava muitooooo cheia. Um espaço muito agradável e muita simpatia dos empregados.

Estava previsto irmos ao Observatório do Lago do Alqueva nesta noite mas o vento e o frio acabaram por nos fazer recolher ao hotel mais cedo para mais uma noite de descanso.

Domingo

Mais uma vez acordamos cedinho, até porque era o último dia e queríamos arrumar as coisas e sair de hotel para depois passearmos na zona já que o almoço estava marcado para o Sabores de Monsaraz.

A manhã acordou mais bem-disposta que na véspera, e o pequeno-almoço, mais uma vez, foi um must. Acho que vou ter saudades da marmelada de figo…

Depois de tudo arrumado, checkout feito, fomos beber um café à praia fluvial, passear até Espanha, Aldeia da Luz, e visitamos mais um menir. Tentei mudá-lo de sítio mas parece que o pequeno-almoço não foi suficiente (e o Obélix sem aparecer!).

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Ao almoço… salada de queijo fresco (a única comida saudável e dietética que comi durante todo o fim de semana) e migas gatas com bacalhau e coentros. A vista a perder de vista, um espaço agradabilíssimo e empregados atenciosos.

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Após o almoço o regresso a casa, com um pequeno desvio para que os meus filhos conhecessem Casa Branca e Cano, as aldeias onde nasceram os avós paternos.

Custos

Duas noites com pequeno-almoço incluído na Casa de Campo Quinta São Jorge custaram 202,00 para cinco pessoas, um quarto duplo e outro triplo, o que deu uma média de € 20 euros por pessoa, por noite. As refeições variaram entre os 75 euros (no Plano B) e os 102 euros (n’A Maria). As bebidas incluídas foram apenas água e sumos e nem todos comemos sobremesas.

Contras

Esta zona é muito fraca em telecomunicações. Passamos por diversos sítios em que não havia rede de nenhuma das operadoras (Meo, Vodafone ou Nos). Internet, em muitos sítios, era um mito urbano.

As fotos

Cliquem na setinha para verem algumas das fotos que tiramos.

 (quem é que conseguiria resistir a comida tão boa?)

(detalhes da casa de campo onde estivemos hospedados)


Se tiveram paciência de chegar até aqui... já participaram neste Passatempo?

e esta sou eu em versão fim de semana

 

 

 

Missão emagrecer - Take 6 (um ano depois)

Há mais ou menos um ano decidi que estava na altura de perder algum peso. Bom, algum não. Muito peso já que estava com quase 130 quilos e o meu aspecto era este:

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Apesar de tudo, o peso não me afectava psicologicamente. Claro que não andava muito (ainda estou para descobrir como raio fiz uma rotura muscular no psoas mas pronto), mexia-me o menos possível, comia de tudo e sem cuidados alguns. A boa disposição, essa, manteve-se sempre comigo, se bem que ficava (e fico) muito irritada com alguns constrangimentos por ser maior que o normal (e até cheguei a ir às queridas manhãs da SIC falar sobre isso).

Mas dizia eu que, há coisa de um ano, mais precisamente a 7 de Setembro de 2016, tive a minha primeira consulta de nutrição com a Dra Simone. Uma excelente escolha, tenho de reforçar, porque, pela primeira vez, um plano alimentar foi feito à minha medida. Acho que já vos disse que tenho algumas restrições alimentares por causa da Doença de Chron. Iogurtes, alho francês ou laranjas são alguns dos alimentos que não posso comer. E o que acontecia cada vez que tentava consultas de nutrição, é que cinco minutos depois de ter explicado essas restrições, era-me dito para comer iogurtes... 

Com a Dra Simone isso não aconteceu o que me fez pensar, logo no momento, que finalmente tinha acertado. Um ano depois continuo com essa certeza. A Dra Simone é a médica certa para mim. Estamos em sintonia, as duas, o que facilita imenso.

Além do plano alimentar - o tal feito à minha medida - decidi também que, apesar de não gostar nem sequer da ideia, que ia passar a frequentar o ginásio duas vezes por semana. Não é muito mas para quem não gosta, é melhor que nada. Só comecei praticamente em Janeiro deste ano, quando tive alta da fisioterapia mas comecei e só interrompi nas férias e quando tirei a vesícula.

Passou um ano. Não foi um ano perfeito. Fiz algumas asneiras, quer nas férias grandes quando estive em Sesimbra quer neste último fim de semana que comi que nem um alarve (na zona de reguengos, pleno Alentejo, mal seria se comesse mal).

Mas no geral estou satisfeita comigo. Perdi 6,2 quilos. Perdi 7 centímetros na anca, 3 no peito e 1 cintura (este valor pode estar errado uma vez que tenho estado com prisão de ventre e posso estar mais inchada. Na penúltima medição tinha reduzido 4 centímetros). A massa gorda também baixou 7,4 quilos e o IMC baixou 1.39. Aumentei - são bons aumentos - 1,2 quilos na massa magra e 2,3% na água.

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Tenho de aumentar, novamente, a quantidade de líquidos que bebo por dia. Este é um dos meus maiores problemas. Beber líquidos é uma complicação para mim. Eu bem meto lembretes, tenho um copo e uma garrafa aqui mesmo ao lado mas acabo sempre por me esquecer. Mas tenho esperanças de vir a conseguir. E agora com o retomar da rotina, com o tempo a não convidar tanto a gelados (apesar de comer mais os novos soleros que tem poucas calorias), tenho esperanças de melhorar ainda mais.

Vou também tentar passar a ir três vezes por semana ao ginásio... Continuo a não gostar mas é pelo melhor.

Hoje estou assim:

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Sinto-me bem melhor, fisicamente. Já subo e desço escadas sem me sentir cansada, ando a pé sem medos, tenho roupa que me está larga, comprei roupa nova um número abaixo do normal.

Não vou desistir agora. Nunca serei uma miss Universo nem coisa que se pareça mas tenho uma meta - que o meu peso volte a ter dois dígitos. Nem que seja daqui a uns anos, mas lá chegarei.

Acompanham-me?

Ouvido de passagem

No café 

- mãe, posso comer um gelado?

- sim, podes. Escolhe o que quiseres.

- um qualquer?

- sim, um qualquer.

- então pode ser este? (Era um calipo)

- esse não. Escolhe outro.

- então este  (um perna de pau)

- esse também não. Escolhe outro.

- e se for este? (Super maxi)

- não. Tens de escolher um que não derreta e te suje. Olha, come um epá.

 

(Eu comi um solero de morango enquanto me ria com isto)

 

Ir de férias com os nossos animais

Aparentemente está cada vez mais fácil poder levar os nossos cães de férias connosco, como qualquer membro da família. Aliás, basta consultar o Booking.com ou o trivago.pt e vemos, com agrado, a seguinte frase: traga o seu amigo de quatro patas! Este alojamento aceita animais de estimação.

Mas será mesmo assim?

Tínhamos pensado, inicialmente, ir passar uma semana de passeio pelo norte de Portugal agora em Setembro, antes das aulas iniciarem. Mas como entretanto decidimos mudar de casa, optamos por poupar o dinheiro dessas férias para os gastos inerentes a uma mudança de casa. Mas como o bichinho do passeio ficou, pensamos em ir passar apenas 3 dias – sexta a domingo – num sítio qualquer. E, imbuídos do espirito “traga o seu amigo de quatro patas” pensamos em levar a a Bunny e a Saphira connosco. Sempre poupávamos 60 euros (o custo do hotel para cães onde elas ficam quando é preciso) e estava a família toda junta.

E lá fui eu, feliz da vida, procurar um hotel que aceitasse animais, a uma distância no máximo de duas horas de casa para esse fim de semana. Primeira opção, Sertã. Bónus pelo sítio, sempre podia comer maranhos e visitar alguns amigos que não vejo há mais de 20 anos (nem tentem perceber porquê, tem uma razão válida para ter acontecido). O hotel aceitava animais, até tinha um comentário de alguém que diz que pode levar a sua cadela… por nós estava feito, tudo a favor.

Mas como eu sou desconfiada destas coisas, depois da marcação feita, liguei para lá a confirmar se as podia levar. Só tive tempo de dizer: temos duas cadelas… e nem continuei porque fui logo interrompida pela senhora que me atendeu, dizendo: nem pense em trazê-las para cá. Como???? Eu ainda retorqui dizendo: mas no booking.com diz que aceitam animais… a resposta foi: eu é que sei o que aceito. Se fosse uma cadelinha de colo eu ainda abria uma excepção, agora duas? Nem pense. Anule lá a reserva que eu não quero cães aqui.

Fiquei logo com os cabelos em pé. Digam-me lá, de que serve anunciar que aceitam animais se depois não os querem lá? Não percebem que, assim, ainda é mais negativo para o hotel?

Na tentativa seguinte, mas para Reguengos de Monzaraz, a conversa foi outra. O proprietário explicou-me que não tem problema algum com cães, havendo apenas duas condições: que se pague um adicional de limpeza pelo quarto e que não haja mais cães, naquele período no hotel. Consigo perceber ambas. Por mais cuidado que se tenha, cães largam pelo e, naturalmente, a limpeza tem de ser maior que o normal. E havendo dois cães que não se conheçam no mesmo espaço, tanto pode correr bem como mal. Correndo mal, fica o fim de semana estragado para todos sem necessidade. Assim sim. Está feita a reserva e estamos apenas à espera que nos confirmem se não há mais reservas, para esse fim de semana, com cães envolvidos.

Duas experiências sobre o mesmo tema. A mesma comodidade anunciada nas reservas. Dois resultados opostos.

Mais alguém teve uma experiencia deste género que queira partilhar? Ou um local que conheçam onde possamos ir descansados com as nossas patudas para que elas possam ter mais dias felizes como este:

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Compra de livros escolares

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Chegou a altura do ano temida pela esmagadora maioria dos pais. A compra dos manuais escolares para os nossos pimpolhos.

É, talvez, o maior gasto periódico que os pais tem com os filhos, pelo menos até que terminem o percurso escolar.

Naturalmente, no meu caso (e noutros) com dois filhos em idade escolar em casa, esse custo duplica.

Habitualmente comprava os livros na Wook. Pela facilidade de encomendar, pela possibilidade de agendar a entrega para data em que já não tivesse de férias e, acima de tudo, pelos descontos que acumulava em cartão e que depois usava para comprar livros para ler. Só vantagens, pensava eu.

Bem, eram vantagens até porque havia poucas soluções alternativas. Apesar dos meus filhos terem apenas dois anos de diferença, isso, na prática, reflecte-se em que não conseguia aproveitar os manuais de um para o outro. Nunca percebi bem porquê...

O ano passado foi a primeira vez que houve essa possibilidade (com ele a ir para o oitavo ano e a irmã, mais velha, no 10º ano). Correu mais ou menos. Quando as aulas começaram tive de comprar dois manuais novos - os nomes eram os mesmos, as matérias também mas a ordem pela qual constavam no manual eram diferentes. E, ou o gaiato tinha o manual actualizado ou tinha falta de material. 

Aliás, drama em tudo semelhante à odisseia que tive no ano anterior, com A Odisseia de Homero.

Enfim... nada que os pais não estejam já (infelizmente) habituados.

Portanto, dizia eu, este ano chegou a temida altura. E lá fui à wook fazer a listinha das compras. Para ela, que vai para o 11º ano de Ciências e Tecnologias, € 273,86 só para os livros. Para ele, que vai para o 9º ano, € 254,81. € 526,67 em livros. E isto considerando 10% de desconto que a Wook dá à cabeça (na verdade 99% das livrarias on line dão este desconto mas adiante). E sem vale para gastar em livros.

Decidi, por isso, experimentar uma coisa nova. A Book in Loop. E o total para os dois gaiatos, as mesmas versões que a Wook está a vender (verifiquei pelos ISBN's) é de € 139,61.

Uma diferença de "apenas" € 387,06. Quase metade daquilo que teria de gastar apenas para ela.

Com outra vantagem (que eu, infelizmente, porque estive fora de casa quatro semanas, já não tive oportunidade de aproveitar). Podem-se vender, na Book in Loop, os manuais que já não nos servem para nada. Esta plataforma funciona mais ou menos como um ponto de encontro entre quem precisa de manuais e quem não precisa, permitindo poupar/ganhar alguma coisa em vez de acumularmos toneladas de livros escolares em casa que mais ninguém vai usar.

Claro que isto tem prazos curtos. O prazo para a entrega dos livros usados terminou no dia 7 de Agosto e o prazo para a reserva dos livros para o próximo ano termina dia 16 de Agosto. Por isso a minha questão para vós, pais que tem livros escolares para comprar. O que estão à espera?

(e eu, ainda hoje ou amanhã, vou colocar os livros do ano passado à venda no OLX. Para o ano trato de tudo antes de ir de férias, está garantido!)

 

 

#naohadesculpa

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Nas férias, no Natal, no Inverno. Porque fazem xixi, porque ladram, porque deitam pelo. Porque nasce um bebé, porque mudam de casa ou de cidade. Porque estão velhos, porque são novos, porque estão doentes ou porque precisam de vacinas. Porque roem os livros. Porque há alergias, porque o veterinário é caro, porque...

Mil e uma razões, nenhuma delas realmente válidas. Não há, realmente, razões válidas para abandonar os animais. Quando se adopta um cão, um gato, um coelho ou uma tartaruga, assumimos um compromisso. Com eles, com os animais que passam a fazer parte da nossa família. Um compromisso até que a morte nos separe.

A nossa família, neste momento, tem 4 seres de duas patas e 4 seres de quatro patas. A Bunny e a Saphira adoptaram-nos como família há quatro anos. Podem, se tiverem curiosidade, saber a história da adopção da Bunny aqui  e da adopção da Saphira aqui.

Desde o primeiro dia (e apesar de ter sido uma adopção de impulso) que assumimos o compromisso de dar o nosso melhor pelas nossas meninas. Em tudo. E isso inclui virem de férias connosco para Sesimbra. E leva-las à praia quando anoitece e poucos seres de duas patas lá andam. Elas deliram, a Bunny dentro de água e a Saphira na areia. Correm, brincam, nadam, escavam, sempre sobre o nosso olhar atento. E mesmo que isso signifique que jantamos à meia noite não faz mal porque só olhar para a felicidade delas é mais que suficiente.

A Samedi e a Riscas são as nossas coelhas. Essas ficam em casa. Nos primeiros anos - quando tínhamos seis coelhos - vinham também connosco mas entretanto percebemos que era muito stressante para os coelhos saírem do seu ambiente e por isso a nossa amiga Nanda vai lá a casa uma ou duas vezes por dia para tratar da Samedi e da Riscas.

A União Zoófila está a juntar, num só álbum, as fotos que lhes são enviadas de animais em férias. Ora espreitem lá como os animais ficam tão felizes com os seus donos.

Pela minha parte... ora vejam as nossas meninas:

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 (férias na praia, para a Bunny, implica nadar atrás das gaivotas)

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 A Saphira é muito ciosa das minhas leituras...

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 As quatro meninas, pouco antes de virmos de férias. A Samedi é a coelha preta, mãe das Riscas

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 Já a Saphira só entra na água se for obrigada ou se for a correr atrás da Bunny. Prefere escavar ou rebolar na areia

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 Impossível resistir a este ar de felicidade

o que aprendemos este fim de semana...

Não vale a pena bater mais no ceguinho, já todos sabemos que morreram 62 pessoas, parte delas numa estrada. O que se calhar ainda não se percebeu foi que:

André Villas-Boas deu 10 euros por cada like numa foto que colocou no Instagram. Se podia ter dado o mesmo dinheiro sem o like? Podia. Mas a foto onde era necessário colocar o like tinha o NIB/IBAN da conta solidária aberta pela CGD e foi, creio, uma forma de chamar a atenção para esse mesmo NIB. Cem mil euros foi quanto André Villas-Boas doou para a dita conta solidária. Ainda assim "jornalistas" e alguns comuns mortais criticaram porque podia ter dado mais. Podia. Mas deu o que quis, não era obrigado a tal. Cada um dá o que quer (e, verdade seja dita, ainda não ouvi que outros ditos "grandes" do futebol tenham dado um cêntimo que fosse para esta ou outra conta. Ah e golos num jogo de futebol não vão ajudar ninguém).

Judite de Sousa e a TVI esquecem depressa. Desconfio que comem queijo a mais ou drogam-se com a seringa das farturas. Caramba, ontem vi várias reportagens em vários canais portugueses (SIC, SIC Noticias, RTP, RTP3) e nenhuma foi de tão mau gosto e demonstrou tanta falta de respeito como a que Judite de Sousa fez junto a um cadáver ou empoleirada num reboque. E perguntar a quem estava a rebocar os carros quantos corpos já tinham sido tirados, além de ser mórbido, não é informação relevante ou necessária. Curioso é que, quando morreu o filho de Judite de Sousa, foi pedido, pela TVI, respeito pela dor de uma mãe. Onde ficou esse respeito ontem?...é que presumo que a TVI e Judite de Sousa saibam que aquela senhora que faleceu tinha mãe, tinha filhos, tinha família.

Diz o roto ao nu porque não te vestes tu parece ser o lema da CMTV ao criticar a TVI e Judite de Sousa pela reportagem junto ao cadáver. Esquecem-se das vezes que foram eles próprios que o fizeram, e do drama, o horror, a novela mexicana que são as suas reportagens em locais de tragédia, com muita pouca informação. Não vi este canal ontem (tal como não vejo os telejornais da TVI, recuso a compactuar com exploradores da desgraça alheia) mas nem quero imaginar quão mau deve ter sido.

Não vale a pena ver a data da noticia. Se fala de incêndio e de ajuda que vem do estrangeiro, vamos lá partilhar. Não interessa se os aviões vão chegar a 12 ou 13 de Agosto, interessa partilhar. Não interessa que seja em Agosto de 2016, importa é partilhar.

Façam o que vos peço, não façam o que eu faço. A Caritas está comprometida com a solidariedade entre todas as pessoas, mas, em particular, com os pobres, fomentando a partilha fraterna de bens. Por isso, afirma que a solidariedade é a perseverante determinação em trabalhar para o Bem-Comum. Mas com o dinheiro dos outros. Porque o nosso é mais bem empregue nas nossas contas bancárias. Digo isto porque a Caritas, que tem milhares de euros no banco, ajudou com duzentos mil euros. André Villas Boas, um particular que treina equipas de futebol, deu metade desse valor. Percebem a diferença? A Gulbenkian criou um fundo de quinhentos mil euros. Diferenças...

De médico e de louco todos temos um pouco. E de bombeiros e estudiosos de fogos e fenómenos naturais também. Todos (ou quase todos, vá, sejamos honestos), partilharam a sua opinião sobre o que fazer, como fazer e, acima de tudo, o que os bombeiros, no terreno, em condições que ninguém imagina, fizeram mal. Se sabem tanto sobre isto, o quartel de bombeiros mais perto da vossa casa de certeza que aceita voluntários. Ide oferecer os vossos préstimos mas deixem de criticar quem o faz o melhor que pode e sabe.

Depois de casa roubada, trancas à porta. Agora todos sabemos que aquela estrada era a pior opção para os automobilistas. Mas acham mesmo que a GNR, quando os encaminhou para lá, sabia disso? calculam a angústia de quem deu essa instrução ao se aperceber do erro que pode ter cometido? não critiquem tão levemente, não estavam no terreno, não sabem quais os factores que levaram a essa decisão. Só quem lá estava o pode dizer.

Vocês são os peritos mas eu é que sei. O mapa das descargas eléctricas (ou trovoadas secas) não mente. A Judiciária e o IPMA não tem interesse algum em dizer o contrário. Então porque é que se continua a dizer que o fogo foi posto? Não ouviram os trovões? pois, mas que eu saiba o perigo não está no trovão mas sim no relâmpago (que é silencioso). Querem que haja culpados? pois sim, culpem os donos dos terrenos que não os limpam (limpar não é lucrativo, plantar eucaliptos sim). Culpem os donos das casas que não limpam nem a entrada da porta quanto mais os quintais. Culpem o Estado por não multar o suficiente para os obrigar a limpar. Sim, porque a maioria da nossa floresta pertence a particulares e não ao Estado... mas isso já não interessa dizer.

Devia haver um quartel de bombeiros em cada esquina. O ideal mesmo era um bombeiro por cada casa. Sim, porque apesar de estarem mais de oitocentos bombeiros a combater o incêndio, há imensas queixas que não estiveram em todo o lado. Que eu saiba (mas posso estar enganada) a única entidade omnipresente é Deus. Bombeiros não são omnipresentes e não conseguem estar em todo o lado.

Rosas brancas e não velas. Pensem lá comigo. Partilhar velas acesas com a frase (ou variantes da mesma frase): Vamos manter a chama acesa por quem morreu no incêndio é mórbido e de mau gosto. Ou então uma variante de humor negro (mesmo que seja partilhado por quem tanto critica o humor negro). Usem uma rosa branca ou outra flor qualquer... chamas para mortos em incêndio é que me parece, no mínimo, estranho (até a mim que adoro humor negro...)

Enfim, deixem-me, por fim, partilhar que tenho amigos na Sertã, que ontem estiveram ameaçados pelas chamas. Que no sábado viram o que aconteceu e o que me transmitem é que, até cerca das 18h o incêndio era apenas mais um. Umas chamas aqui e ali, nada de extraordinário. E que, em segundos, por causa dos ventos ciclónicos que se levantaram, um pequeno incêndio tornou-se o inferno na terra. Não consigo imaginar a aflição de quem lá vive, não consigo imaginar a sensação de impotência dos bombeiros, não consigo imaginar o que faria se lá estivesse. Por respeito aos bombeiros, a quem perdeu a vida e por quem perdeu familiares e amigos, penso que o silêncio é uma casa cheia neste momento. O meu silêncio e o silêncio de quem não tem nada de positivo para dizer.

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