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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Vai-se a ver e a culpa é do S Pedro

que, claramente, não sabe ler ou então não abriu o email onde era informado que a época oficial dos incêndios terminou há quinze dias....

É que, quem está atento, sabe que a fase Charlie (altura do ano em que os meios de combate de incêndios estão na máxima forças) começou - oficialmente - uma semana depois do incêndio de Pedrogão, e acabou duas semanas antes do dia 14 de Outubro.

Portanto a culpa não é dos ministros, não é dos incendiários, das falhas do SIRESP ou do que quer que seja. Não interessam os discursos idiotas, as frases sem sentido, a falta de limpeza das matas ou as mortes.

O que interessa é que temos que explicar ao S Pedro que, em Portugal, temos uma legislação que determina qual a época de incêndios e a época balnear. E, ou ele respeita a lei ou há uma chatice.

(sou só eu que acha idiota que, com o clima que temos, que haja um decreto lei que determina a época de incêndios ou a época balnear? será desta que os pouco iluminados vão perceber que há coisas que não se podem legislar?)

 

um desafio a propósito dos incêndios

Tenho de me confessar preocupada. E, como eu, creio e desconfio, que todos os portugueses minimamente conscienciosos estarão preocupados. Com a falta de chuva, com o excesso de incêndios, com as mortes resultantes dos incêndios, com a falta de água e com os problemas que podem advir da chuva misturada com a cinza.

Percebo que, em momentos de aflição - como o que estamos a atravessar - a primeira ideia seja partilhar as imagens da desgraça: dos fogos, das labaredas, do fumo. São belas imagens, dramáticas e que mostram - na perfeição - o drama. Mas (e apesar de não perceber nada de psicologia ou psiquiatria), quer-me parecer que estas imagens podem ter o efeito contrário, incentivando os incendiários a querem fazer mais e melhor que os outros. A querem ser eles os autores do maior fogo, da maior nuvem de fumo, da melhor foto da desgraça alheia. 

Sempre achei que a partilha (até à exaustão) de fotos ou noticias sobre incêndios, suicídios, baleias azuis, etcetal, são contraproducentes e que devia haver muita contenção, não só dos jornalistas mas também do comum dos mortais.

Por isso... e sabendo que pode estar condenado ao fracasso, lanço-vos daqui um desafio. Partilhem a foto do que queremos que aconteça, não do que está a acontecer. 

Esta é a foto que escolho para responder a este desafio:

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 E vocês? qual é a vossa escolha?

 

Porque hoje é o dia delas...

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Nada como vos contar a história dos meus animais... 

Quanto eu era pequerrucha, a minha avó adoptou uma cadelinha preta com a ponta do nariz branca, também pequerrucha, a quem demos o nome de Nancy, a minha boneca preferida da altura. Mais ou menos 18 anos depois a Nancy morreu e, apesar de pequenina, deixou um grande vazio no coração de todos os que conviveram com ela.

Uns anos mais tarde ofereceram-me um gato. O Menino. Laranjinha, um mimoso. A minha mãe, que odiava gatos e que quase que me bateu quando eu aceitei a prenda, ao fim duns dias começou a pedir-me para o levar para casa dela durante o dia porque “coitadinho, fica aqui sozinho enquanto estás a trabalhar”. E pronto, de manhã eu saia para o trabalho, pouco depois a minha mãe ia buscá-lo à minha casa e à hora do jantar, quando eu chegava, a minha mãe levava-o de volta para a minha casa. Entretanto começou a chuva e o inverno e “ai, tadinho do Menino, está tão mau tempo para andar com ele para trás e para a frente, hoje fica aqui que não me apetece sair, amanhã não porque está chuva….” Resultado, o Menino passou a ir passar os fins-de-semana a minha casa. Mas claro que isso também foi sol de pouca dura e o Menino passou a ser o gato da minha mãe. Que, entretanto, se apaixonou por uma gata de rua que acabou por ir para a minha casa. Era a Menina. Depois da Menina veio a Anita e a Rita, duas gatas bebés salvas da rua e que, com a Menina, ficaram comigo até eu engravidar. Nessa altura, porque eu não podia tomar conta delas, foram para casa da minha mãe. Morreram já todos, o Menino, a Menina, a Rita e a Anita. Mas a minha mãe - aquela que não gostava de gatos - adoptou mais dois.

Mais uns anos se passaram, e porque os meus filhos queriam muito ter um animal doméstico, compramos um coelho, o Friday e uma coelha, a Samedi. Descuidou-se a filha, o casal de coelhos aproveitou, e nasceu a Riscas, o Bolinha, o Pata Branca e o Cinzento. O Bolinha morreu pouco tempo depois e o Cinzento meia dúzia de meses depois. Entre a morte do Bolinha e a morte do Cinzento, numa ida às compras de feno, vimos o Manga e levamo-lo para casa. Infelizmente morreu uns dias depois e a loja, num acto que só posso elogiar, ofereceu-nos a Snow. Hoje só a Sam e a Riscas estão vivas, de boa saúde.

Pelo meio tivemos o Sunday, Minga, o Mingo, a Samurai e o Robin, os nossos hamsters. Infelizmente já todos morreram.

Mas a minha filha o que queria mesmo era um cão. Mas a resposta era sempre que não. Porque não tínhamos vida para isso, porque um cão dá muito trabalho, porque não, porque é assim… no dia 6 de Janeiro, há quatro anos, numa história que já contei aquiadoptamos, de impulso, a Bunny.

E chegámos a Março de 2013. Nesse mês andava o meu marido de volta do OLX, sabe-se lá porque, quando viu que estava uma cadelinha de 7 meses a ser dada para adopção. Tal como com a Bunny foi amor à primeira vista para todos nós. De tal modo que, nessa noite e no dia a seguir mandei mensagens, mails e tentei ligar para a pessoa que a estava a dar, sempre sem sucesso. E quando disse – esta é a última tentativa – a pessoa atendeu-me. Mas a notícia que tinha era que a cadela já estava prometida a outro casal. Foi uma desilusão. Depois de desligar, ainda lhe mandei uma mensagem a dizer “vamos todos, lá em casa, rezar para que desistam da cadelinha porque nós queremos mesmo ficar com ela”. E não é que, passadas umas horas, recebi um sms a dizer “as vossas preces foram ouvidas. Quando é que querem vir buscar a cadelinha?”. Na manhã do dia a seguir fomos buscar a Saphira que saltou, literalmente, para o colo do dono assim que o viu. Nem sequer olhou para traz, para a ex-dona.

Passaram-se quatro anos. E, lá por casa, somos quatro seres humanos, duas cadelas, duas coelhas e um peixe.

Apesar da trabalheira que dá limpar a gaiola das coelhas, do chão da casa ter sido substituido, de alguns moveis estarem inutilizados, roupa estragada, livros destruídos, pelos por todo o lado, contas de veterinário e de comida, sapatos estragados, etc etc, a verdade é que a nossa casa só agora, com as nossas meninas que aparecem na foto acima, está completa. Se dão trabalho? Dão, muito. Porque se tem de ir à rua com elas, limpar quando fazem as necessidades em casa, ir ao veterinário, controlar o latido para não incomodarem os vizinhos, etc etc. Se compensa? Sem dúvida. Fazem-nos rir, fazem companhia, tem, por nós, um amor incomparável com qualquer outro. Foram uma adopção de impulso, contrária a tudo o que é recomendado pelos especialistas, mas, sem dúvida, a melhor decisão que podíamos, enquanto família, tomar.

Se podíamos viver sem os nossos animais? Não, sinceramente, hoje afirmo que não, que não podíamos viver sem eles.

Anatomia dum fim de semana

Não sendo este um blog de viagens, apetece-me divagar sobre o passeio que demos no passado fim de semana, em jeito de encerramento do verão. Como é a minha primeira experiência num relato de viagens, espero que não seja uma grande seca (que para seca já basta o tempo).

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Inicialmente estava previsto que a semana fosse passada no norte, em passeio pelos caminhos de Portugal, para vermos coisas lindas, num mundo sem igual (ler com entoação de música pimba). No fim acabamos por ir apenas três dias para Reguengos de Monsaraz. Tudo igual, portanto…

A nossa primeira ideia era levar as nossas cadelas para passarem estes dias connosco. E a Casa de Campo Quinta São Jorge disponibilizou-se a recebê-las tão bem como nos iria receber a nós. Só que acabamos por decidir deixa-las no Hotel Canino São Macário porque a maioria dos restaurantes na zona não tem esplanada e não aceitam animais no interior.

Portanto, sexta-feira lá fomos levar as patudas ao hotel delas e lá seguimos nós para o nosso passeio. Chegamos à casa de campo por volta das 16h e resolvemos logo ficar na piscina.

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Pudera, com uma vista destas, uma piscina destas e com calorzinho, nem pensar em sair dali.

Sexta à noite

O jantar foi num excelente restaurante com um nome sugestivo. Plano B. E foi mesmo a segunda escolha porque, pelos vistos, em Setembro são muitos os restaurantes que fazem férias. Mas foi uma segunda escolha a valer por uma primeira. Começou aqui uma desgraça gastronómica que durou todo o fim de semana. Uma entrada de azeite com alho e coentros para se molhar o pão que era guloso como convém. Porco preto com um sabor delicioso. Uma barrigada de comida da boa.

À noite demos um passeio até ao Observatório do Lago do Alqueva mas acabamos por não fazer a visita guiada porque a Lua nasceu cedo demais para se conseguir ver as estrelas como deve ser. Combinamos lá voltar no sábado à noite porque a Lua iria nascer quinze minutos mais tarde, o que facilitaria.

Regressamos aos quartos (espaçosos, muito limpos e asseados, com garrafas de água gratuitas no minibar) para dormir uma noite descansada. Apesar do meu quarto estar perto da estrada e da entrada, confesso que não ouvi absolutamente nada durante a noite.

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Sábado

Acordamos cedinho e tivemos uma pequena desilusão. Nuvens a ameaçar chuva e um vento desagradável…  lá se foi a nossa intenção de piscinar de manhã e ir à praia fluvial à tarde…

De qualquer maneira nada como começar o dia com um bom pequeno-almoço, e não saímos defraudados do pequeno-almoço incluído na estadia. Pão alentejano do melhor, uma marmelada de figo de comer e chorar por mais. Tudo à descrição e uma vista fabulosa.

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Aqui gostaria de vos contar uma história que confirma que o mundo é uma aldeia. Quando começamos a servir-nos, uma outra hóspede virou-se para o meu marido e perguntou-lhe: olhe desculpe, mas não é o Miguel, o marido da Magda? Claro que me virei logo para ela e disse que sim, e que a Magda era eu. Espanto dos espantos, era uma amiga minha que já não via há quase 17 anos. Deixamos de conviver por uma situação estranha a que ambas fomos alheias e perdemos completamente o contacto, e acabamos por nos rever ali.

Adiante.

Passamos na praia fluvial e depois, durante a manhã, visitamos algumas antas, cromeleques e menires. O Obélix não apareceu, o que foi uma pena, pelo que deixamos tudo no mesmo sítio.

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A manhã terminou na barragem do Alqueva, com uma paisagem a perder de vista (e água, muita água, apesar da seca).

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Aceleramos o passo, que é como quem diz, que fizemos mais ou menos uma hora de viagem para irmos almoçar ao Restaurante A Maria no Alandroal. A primeira vez que lá fui, foi com os meus sogros e foi a primeira vez que comi cabeça de xara. Infelizmente desta vez não havia, mas, em compensação, havia um cabrito assado no forno que estava divinal e as melhores farófias que alguma vez comi num restaurante (que, obviamente, não se chegam aos calcanhares daquelas que a minha mãe faz).

Na viagem de regresso a Reguengos, demos com um trabalho do Vhils.

(cliquem na seta para verem todas as fotos) 

E encontramos as vacas que dão leite com chocolate… 

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Durante a tarde fomos passear em Monsaraz. Um espectáculo de vista, um espectáculo de aldeia. Muito bonita, muito limpa mas, honestamente, 75 cêntimos por um café ou € 1,40 por um rebuçado de ovo é, quanto a mim, abusar da sorte.

Lanchamos em Barrancos, no meio do pinhal, presunto e pão acabadinho de comprar.

O jantar de sábado acabou por ser no Restaurante Sem Fim. Entrecosto com mel e alecrim e melancia para terminar que já estava muitooooo cheia. Um espaço muito agradável e muita simpatia dos empregados.

Estava previsto irmos ao Observatório do Lago do Alqueva nesta noite mas o vento e o frio acabaram por nos fazer recolher ao hotel mais cedo para mais uma noite de descanso.

Domingo

Mais uma vez acordamos cedinho, até porque era o último dia e queríamos arrumar as coisas e sair de hotel para depois passearmos na zona já que o almoço estava marcado para o Sabores de Monsaraz.

A manhã acordou mais bem-disposta que na véspera, e o pequeno-almoço, mais uma vez, foi um must. Acho que vou ter saudades da marmelada de figo…

Depois de tudo arrumado, checkout feito, fomos beber um café à praia fluvial, passear até Espanha, Aldeia da Luz, e visitamos mais um menir. Tentei mudá-lo de sítio mas parece que o pequeno-almoço não foi suficiente (e o Obélix sem aparecer!).

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Ao almoço… salada de queijo fresco (a única comida saudável e dietética que comi durante todo o fim de semana) e migas gatas com bacalhau e coentros. A vista a perder de vista, um espaço agradabilíssimo e empregados atenciosos.

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Após o almoço o regresso a casa, com um pequeno desvio para que os meus filhos conhecessem Casa Branca e Cano, as aldeias onde nasceram os avós paternos.

Custos

Duas noites com pequeno-almoço incluído na Casa de Campo Quinta São Jorge custaram 202,00 para cinco pessoas, um quarto duplo e outro triplo, o que deu uma média de € 20 euros por pessoa, por noite. As refeições variaram entre os 75 euros (no Plano B) e os 102 euros (n’A Maria). As bebidas incluídas foram apenas água e sumos e nem todos comemos sobremesas.

Contras

Esta zona é muito fraca em telecomunicações. Passamos por diversos sítios em que não havia rede de nenhuma das operadoras (Meo, Vodafone ou Nos). Internet, em muitos sítios, era um mito urbano.

As fotos

Cliquem na setinha para verem algumas das fotos que tiramos.

 (quem é que conseguiria resistir a comida tão boa?)

(detalhes da casa de campo onde estivemos hospedados)


Se tiveram paciência de chegar até aqui... já participaram neste Passatempo?

e esta sou eu em versão fim de semana

 

 

 

Missão emagrecer - Take 6 (um ano depois)

Há mais ou menos um ano decidi que estava na altura de perder algum peso. Bom, algum não. Muito peso já que estava com quase 130 quilos e o meu aspecto era este:

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Apesar de tudo, o peso não me afectava psicologicamente. Claro que não andava muito (ainda estou para descobrir como raio fiz uma rotura muscular no psoas mas pronto), mexia-me o menos possível, comia de tudo e sem cuidados alguns. A boa disposição, essa, manteve-se sempre comigo, se bem que ficava (e fico) muito irritada com alguns constrangimentos por ser maior que o normal (e até cheguei a ir às queridas manhãs da SIC falar sobre isso).

Mas dizia eu que, há coisa de um ano, mais precisamente a 7 de Setembro de 2016, tive a minha primeira consulta de nutrição com a Dra Simone. Uma excelente escolha, tenho de reforçar, porque, pela primeira vez, um plano alimentar foi feito à minha medida. Acho que já vos disse que tenho algumas restrições alimentares por causa da Doença de Chron. Iogurtes, alho francês ou laranjas são alguns dos alimentos que não posso comer. E o que acontecia cada vez que tentava consultas de nutrição, é que cinco minutos depois de ter explicado essas restrições, era-me dito para comer iogurtes... 

Com a Dra Simone isso não aconteceu o que me fez pensar, logo no momento, que finalmente tinha acertado. Um ano depois continuo com essa certeza. A Dra Simone é a médica certa para mim. Estamos em sintonia, as duas, o que facilita imenso.

Além do plano alimentar - o tal feito à minha medida - decidi também que, apesar de não gostar nem sequer da ideia, que ia passar a frequentar o ginásio duas vezes por semana. Não é muito mas para quem não gosta, é melhor que nada. Só comecei praticamente em Janeiro deste ano, quando tive alta da fisioterapia mas comecei e só interrompi nas férias e quando tirei a vesícula.

Passou um ano. Não foi um ano perfeito. Fiz algumas asneiras, quer nas férias grandes quando estive em Sesimbra quer neste último fim de semana que comi que nem um alarve (na zona de reguengos, pleno Alentejo, mal seria se comesse mal).

Mas no geral estou satisfeita comigo. Perdi 6,2 quilos. Perdi 7 centímetros na anca, 3 no peito e 1 cintura (este valor pode estar errado uma vez que tenho estado com prisão de ventre e posso estar mais inchada. Na penúltima medição tinha reduzido 4 centímetros). A massa gorda também baixou 7,4 quilos e o IMC baixou 1.39. Aumentei - são bons aumentos - 1,2 quilos na massa magra e 2,3% na água.

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Tenho de aumentar, novamente, a quantidade de líquidos que bebo por dia. Este é um dos meus maiores problemas. Beber líquidos é uma complicação para mim. Eu bem meto lembretes, tenho um copo e uma garrafa aqui mesmo ao lado mas acabo sempre por me esquecer. Mas tenho esperanças de vir a conseguir. E agora com o retomar da rotina, com o tempo a não convidar tanto a gelados (apesar de comer mais os novos soleros que tem poucas calorias), tenho esperanças de melhorar ainda mais.

Vou também tentar passar a ir três vezes por semana ao ginásio... Continuo a não gostar mas é pelo melhor.

Hoje estou assim:

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Sinto-me bem melhor, fisicamente. Já subo e desço escadas sem me sentir cansada, ando a pé sem medos, tenho roupa que me está larga, comprei roupa nova um número abaixo do normal.

Não vou desistir agora. Nunca serei uma miss Universo nem coisa que se pareça mas tenho uma meta - que o meu peso volte a ter dois dígitos. Nem que seja daqui a uns anos, mas lá chegarei.

Acompanham-me?

Ouvido de passagem

No café 

- mãe, posso comer um gelado?

- sim, podes. Escolhe o que quiseres.

- um qualquer?

- sim, um qualquer.

- então pode ser este? (Era um calipo)

- esse não. Escolhe outro.

- então este  (um perna de pau)

- esse também não. Escolhe outro.

- e se for este? (Super maxi)

- não. Tens de escolher um que não derreta e te suje. Olha, come um epá.

 

(Eu comi um solero de morango enquanto me ria com isto)

 

Ir de férias com os nossos animais

Aparentemente está cada vez mais fácil poder levar os nossos cães de férias connosco, como qualquer membro da família. Aliás, basta consultar o Booking.com ou o trivago.pt e vemos, com agrado, a seguinte frase: traga o seu amigo de quatro patas! Este alojamento aceita animais de estimação.

Mas será mesmo assim?

Tínhamos pensado, inicialmente, ir passar uma semana de passeio pelo norte de Portugal agora em Setembro, antes das aulas iniciarem. Mas como entretanto decidimos mudar de casa, optamos por poupar o dinheiro dessas férias para os gastos inerentes a uma mudança de casa. Mas como o bichinho do passeio ficou, pensamos em ir passar apenas 3 dias – sexta a domingo – num sítio qualquer. E, imbuídos do espirito “traga o seu amigo de quatro patas” pensamos em levar a a Bunny e a Saphira connosco. Sempre poupávamos 60 euros (o custo do hotel para cães onde elas ficam quando é preciso) e estava a família toda junta.

E lá fui eu, feliz da vida, procurar um hotel que aceitasse animais, a uma distância no máximo de duas horas de casa para esse fim de semana. Primeira opção, Sertã. Bónus pelo sítio, sempre podia comer maranhos e visitar alguns amigos que não vejo há mais de 20 anos (nem tentem perceber porquê, tem uma razão válida para ter acontecido). O hotel aceitava animais, até tinha um comentário de alguém que diz que pode levar a sua cadela… por nós estava feito, tudo a favor.

Mas como eu sou desconfiada destas coisas, depois da marcação feita, liguei para lá a confirmar se as podia levar. Só tive tempo de dizer: temos duas cadelas… e nem continuei porque fui logo interrompida pela senhora que me atendeu, dizendo: nem pense em trazê-las para cá. Como???? Eu ainda retorqui dizendo: mas no booking.com diz que aceitam animais… a resposta foi: eu é que sei o que aceito. Se fosse uma cadelinha de colo eu ainda abria uma excepção, agora duas? Nem pense. Anule lá a reserva que eu não quero cães aqui.

Fiquei logo com os cabelos em pé. Digam-me lá, de que serve anunciar que aceitam animais se depois não os querem lá? Não percebem que, assim, ainda é mais negativo para o hotel?

Na tentativa seguinte, mas para Reguengos de Monzaraz, a conversa foi outra. O proprietário explicou-me que não tem problema algum com cães, havendo apenas duas condições: que se pague um adicional de limpeza pelo quarto e que não haja mais cães, naquele período no hotel. Consigo perceber ambas. Por mais cuidado que se tenha, cães largam pelo e, naturalmente, a limpeza tem de ser maior que o normal. E havendo dois cães que não se conheçam no mesmo espaço, tanto pode correr bem como mal. Correndo mal, fica o fim de semana estragado para todos sem necessidade. Assim sim. Está feita a reserva e estamos apenas à espera que nos confirmem se não há mais reservas, para esse fim de semana, com cães envolvidos.

Duas experiências sobre o mesmo tema. A mesma comodidade anunciada nas reservas. Dois resultados opostos.

Mais alguém teve uma experiencia deste género que queira partilhar? Ou um local que conheçam onde possamos ir descansados com as nossas patudas para que elas possam ter mais dias felizes como este:

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Compra de livros escolares

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Chegou a altura do ano temida pela esmagadora maioria dos pais. A compra dos manuais escolares para os nossos pimpolhos.

É, talvez, o maior gasto periódico que os pais tem com os filhos, pelo menos até que terminem o percurso escolar.

Naturalmente, no meu caso (e noutros) com dois filhos em idade escolar em casa, esse custo duplica.

Habitualmente comprava os livros na Wook. Pela facilidade de encomendar, pela possibilidade de agendar a entrega para data em que já não tivesse de férias e, acima de tudo, pelos descontos que acumulava em cartão e que depois usava para comprar livros para ler. Só vantagens, pensava eu.

Bem, eram vantagens até porque havia poucas soluções alternativas. Apesar dos meus filhos terem apenas dois anos de diferença, isso, na prática, reflecte-se em que não conseguia aproveitar os manuais de um para o outro. Nunca percebi bem porquê...

O ano passado foi a primeira vez que houve essa possibilidade (com ele a ir para o oitavo ano e a irmã, mais velha, no 10º ano). Correu mais ou menos. Quando as aulas começaram tive de comprar dois manuais novos - os nomes eram os mesmos, as matérias também mas a ordem pela qual constavam no manual eram diferentes. E, ou o gaiato tinha o manual actualizado ou tinha falta de material. 

Aliás, drama em tudo semelhante à odisseia que tive no ano anterior, com A Odisseia de Homero.

Enfim... nada que os pais não estejam já (infelizmente) habituados.

Portanto, dizia eu, este ano chegou a temida altura. E lá fui à wook fazer a listinha das compras. Para ela, que vai para o 11º ano de Ciências e Tecnologias, € 273,86 só para os livros. Para ele, que vai para o 9º ano, € 254,81. € 526,67 em livros. E isto considerando 10% de desconto que a Wook dá à cabeça (na verdade 99% das livrarias on line dão este desconto mas adiante). E sem vale para gastar em livros.

Decidi, por isso, experimentar uma coisa nova. A Book in Loop. E o total para os dois gaiatos, as mesmas versões que a Wook está a vender (verifiquei pelos ISBN's) é de € 139,61.

Uma diferença de "apenas" € 387,06. Quase metade daquilo que teria de gastar apenas para ela.

Com outra vantagem (que eu, infelizmente, porque estive fora de casa quatro semanas, já não tive oportunidade de aproveitar). Podem-se vender, na Book in Loop, os manuais que já não nos servem para nada. Esta plataforma funciona mais ou menos como um ponto de encontro entre quem precisa de manuais e quem não precisa, permitindo poupar/ganhar alguma coisa em vez de acumularmos toneladas de livros escolares em casa que mais ninguém vai usar.

Claro que isto tem prazos curtos. O prazo para a entrega dos livros usados terminou no dia 7 de Agosto e o prazo para a reserva dos livros para o próximo ano termina dia 16 de Agosto. Por isso a minha questão para vós, pais que tem livros escolares para comprar. O que estão à espera?

(e eu, ainda hoje ou amanhã, vou colocar os livros do ano passado à venda no OLX. Para o ano trato de tudo antes de ir de férias, está garantido!)

 

 

#naohadesculpa

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Nas férias, no Natal, no Inverno. Porque fazem xixi, porque ladram, porque deitam pelo. Porque nasce um bebé, porque mudam de casa ou de cidade. Porque estão velhos, porque são novos, porque estão doentes ou porque precisam de vacinas. Porque roem os livros. Porque há alergias, porque o veterinário é caro, porque...

Mil e uma razões, nenhuma delas realmente válidas. Não há, realmente, razões válidas para abandonar os animais. Quando se adopta um cão, um gato, um coelho ou uma tartaruga, assumimos um compromisso. Com eles, com os animais que passam a fazer parte da nossa família. Um compromisso até que a morte nos separe.

A nossa família, neste momento, tem 4 seres de duas patas e 4 seres de quatro patas. A Bunny e a Saphira adoptaram-nos como família há quatro anos. Podem, se tiverem curiosidade, saber a história da adopção da Bunny aqui  e da adopção da Saphira aqui.

Desde o primeiro dia (e apesar de ter sido uma adopção de impulso) que assumimos o compromisso de dar o nosso melhor pelas nossas meninas. Em tudo. E isso inclui virem de férias connosco para Sesimbra. E leva-las à praia quando anoitece e poucos seres de duas patas lá andam. Elas deliram, a Bunny dentro de água e a Saphira na areia. Correm, brincam, nadam, escavam, sempre sobre o nosso olhar atento. E mesmo que isso signifique que jantamos à meia noite não faz mal porque só olhar para a felicidade delas é mais que suficiente.

A Samedi e a Riscas são as nossas coelhas. Essas ficam em casa. Nos primeiros anos - quando tínhamos seis coelhos - vinham também connosco mas entretanto percebemos que era muito stressante para os coelhos saírem do seu ambiente e por isso a nossa amiga Nanda vai lá a casa uma ou duas vezes por dia para tratar da Samedi e da Riscas.

A União Zoófila está a juntar, num só álbum, as fotos que lhes são enviadas de animais em férias. Ora espreitem lá como os animais ficam tão felizes com os seus donos.

Pela minha parte... ora vejam as nossas meninas:

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 (férias na praia, para a Bunny, implica nadar atrás das gaivotas)

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 A Saphira é muito ciosa das minhas leituras...

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 As quatro meninas, pouco antes de virmos de férias. A Samedi é a coelha preta, mãe das Riscas

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 Já a Saphira só entra na água se for obrigada ou se for a correr atrás da Bunny. Prefere escavar ou rebolar na areia

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 Impossível resistir a este ar de felicidade

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