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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Este blog vai ao ginásio #1

Sabem aquela música do Sérgio Godinho chamada "O primeiro dia"?

Pois bem, hoje é o primeiro dia. Primeira vez que vou a um ginásio com vontade de continuar. Ou melhor, com um misto de vontades. Quero ir mas não quero ir. Quero ir pela minha saúde, para ajudar a perder peso e para melhorar a minha mobilidade. Mas, por outro lado, ginástica e afins nunca foi muito a minha onda...

Enfim, nesta questão terá de ganhar a saúde.

Portanto. Equipamento comprado:

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Garrafa de água e ténis na mochila, carteira pronta, calças e t-shirt vestidas. Vamos a isto.

Depois vos conto como foi.

Missão emagrecer - Take 3

Já era para cá ter vindo dar notícias desta missão até porque, desta vez, as noticias não são boas, são excelentes!

Para ser mais fácil de perceber, vou por aqui a tabela (e que vai servir também para meu controlo)

 

Data Peso %Massa gorda % água Peito Anca Cintura
10 Out 127,2 49.8 37.1 129 145 124
19 Nov 124,7 52.5 35.1 125 144 119

 

Em suma... foram menos 2 quilos e meio, menos 4 centímetros no peito e menos 5 centímetros na cintura. Na anca perdi 1 centímetro. Muito positivo. Menos positivo foi que bebi menos líquidos e por isso a percentagem de massa gorda aumentou de novo (e a percentagem de água diminuiu).

Bebi menos água porque, com mais frio, me custa mais beber. Optei, após a consulta, por instalar uma aplicação no telemóvel que me lembra, de hora a hora, que devo beber líquidos e que controla, inclusivamente, a quantidade que devo beber. Tenho tentado respeitar os lembretes (pelo menos quando sei que há uma casa de banho por perto) e espero, na próxima consulta, que a % de água tenha aumentado.

Se é verdade que tenho feito algumas asneiras (nomeadamente comendo sushi algumas vezes), por outro vê-se que as asneiras não tem tido muita influencia no resultado final. Continuo a sentir-me bem com este plano alimentar, não noto esforço de maior e os resultados estão à vista.

Claro que tem sido ainda mais fácil porque o marido e a filha também estão a ser acompanhados pela mesma nutricionista. Em família é muito mais fácil!

Passo seguinte... A rotura muscular ainda me massacra o juízo. Ando a tomar (outra vez) os anti inflamatórios e estou por casa para repousar. Ainda estou a fazer fisioterapia mas agora vou ter TPC's para ajudar a melhorar mais rapidamente. Vou começar a andar pouquinho dia a dia, aumentando todos os dias um bocadinho  ('tou aqui 'tou a andar até ao Porto) e, em simultâneo, vou começar ginásio para fazer passadeira e bicicleta, ambos sem fazer esforço ou carga na perna.

Acredito, por isso, que, na próxima visita à nutricionista, as notícias ainda sejam melhores.

Entretanto o telemóvel apitou. Vamos lá beber mais um chá que está na hora.

A importância do chip para um final feliz

(ou, o que fazer se encontrar um animal perdido)

 

Ontem tivemos direito a um dia diferente. A minha gaiata encontrou uma cadelinha à porta da escola. Muito bem tratada, pelo escovado, um casaquinho de dias mais frios e extremamente dócil, ou seja, com todos os indícios de ser cão de alcatifa e de não ter sido abandonada.

Claro está que a minha pequena (nãotãopequenaassim) não deixou (e bem) a cadela sozinha. A professora entendeu o que se passava e disse-lhe que fosse tentar encontrar os donos em vez de ir à aula que não era grave. E assim foi.

Depois de lhe por uma trela para garantir que não voltava a fugir e de lhe dar água, naturalmente fizemos o mais indicado nestes casos - fomos a uma clínica veterinária para ler o chip onde deveria estar a identificação dos donos para os contactarmos a avisar que a cadelinha estava connosco. Ainda por cima a leitura do chip é um serviço gratuito, ao dispor em todas as clínicas veterinárias.

Só que a cadela não tinha chip...

Portanto, passo seguinte: registar a cadela na base de dados dos animais perdidos no site encontra-me.org. Este site é fantástico e permite que donos e animais se reencontrem com mais facilidade. E, através do site, pode-se imprimir os cartazes que são necessários para a fase seguinte. Espalhar, na zona onde o animal foi encontrado, cartazes com uma foto do animal, que permita a identificação. Os cartazes podem ter os contactos de quem o encontrou ou, em alternativa, indicar apenas o número do anúncio no site. O problema de não indicar os contactos é que nem toda a gente tem acesso à internet. Foi o que fizemos. Imprimimos várias cópias do anuncio, com o meu telemóvel e o email, e a piquena, mais a cadelinha, foram distribui-las.

Foi importante a cadelinha ir porque podia alguém passar por elas e conhecer a cadela. Neste caso não resultou, ninguém na zona onde foi distribuído o anúncio conhecia a cadela.

Passo seguinte. Fazer um post no facebook e distribuir por várias páginas. Associações de apoio aos animais e canil municipal incluídas e pedir que seja partilhado até à exaustão. Enviar fotos do animal para todas os veterinários que actuem na área onde o animal foi encontrado. Avisar a PSP/GNR de que encontramos um animal perdido não fosse dar-se o caso dos donos ligarem a dar conta de o terem perdido.

Pelo meio, levamos a cadelinha à clínica que acompanha as nossas patudas para uma segunda tentativa de leitura do chip. Pode acontecer não ser lido num lado e ser lido no outro.

Quando chegamos a casa, fui ver, no facebook, se alguém tinha comentado alguma das partilhas. E não é que tinha? A dona estava desesperada à procura desta cadelinha desde as 10h30 da manhã. A minha filha encontrou-a por volta das 10h45 o que significa que a Geraldina apenas esteve sozinha 15 minutos. Passou em zonas de trânsito e felizmente não foi atropelada. Teve sorte. Muita sorte. Porque alguém - a minha filha - percebeu que ela estava perdida, porque a professora a deixou sair da escola e não ir às aulas para procurar os donos e porque não foi atropelada.

Menos de 12 horas depois, a Geraldina estava com a sua dona em casa, calculo que ambas bastante felizes pelo reencontro. Que poderia ter acontecido menos duma hora depois da cadela se ter perdido se ela tivesse chip...

E é acima de tudo isto que recomendo a todos os donos de animais. Coloquem-lhes chip. Mesmo que andem sempre com trela, que achem que não podem fugir e que estão controlados. Mesmo que sejam gatos que não saiam de casa. Façam-no, não porque é obrigatório por lei, mas para que, caso se percam - e acreditem que acontece imensas vezes - possam voltar rapidamente para casa. É que nem todos tem a sorte da Geraldina.

Se encontrar um animal perdido na rua, saiba aqui o que fazer, com mais pormenor.

 

****************

Já participaram no Passatempo aniversário?

Atenção pessoal do Barreiro

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Podem ajudar a divulgar por favor? esta cadelinha foi encontrada no Barreiro, mais concretamente da zona da escola Padre Abílio Mendes/Augusto Cabrita. Aparenta estar perdida. Está muito bem cuidada, limpinha e com uma tshirt. Neste momento está connosco e não tem chip. Ajudem a divulgar para se encontrar os donos por favor.

48 update

Ora então, e no seguimento daqui, hoje tive a reunião com o conselho directivo para resolver a questão fulcral: porque é que o meu filho tem faltas a educação física se ele calça o 48 e não se encontram sapatilhas para ele?

Conhecendo-me como conheço (ao fim de quase 47 anos convém que nos conhecemos a nós próprios) eu sei que ainda me vou rir da conversa surrealista e idiota que tive. Porque essa é a única solução, seguramente.

Lá tentei explicar que sim, que tenho procurado em todo o lado, sites portugueses, alemães, americanos. Que o moço não sai ao resto da família e que gosta de desporto. Que também não há muitos modelos de meias para este número, que não fui à escola antes porque contava com o bom senso da professora (que já se percebeu que não tem), que falei com a directora de turma e que enviei recados na caderneta e que não percebo a razão das faltas quando toda a gente envolvida sabe do que se passa pelo que, mesmo que acabe por encontrar uma solução, as faltas tem de ser retiradas.

Irredutíveis! Professora de educação física e directora da escola.

Porque, resumindo, eu sou mentirosa porque há de certeza sapatilhas nº 48 ou mais ainda. E sou descuidada com a educação do meu filho porque só agora é que fui à escola falar sobre o assunto. Além disso, o gaiato não quer é fazer educação física e estava na altura dele ter uma atitude positiva em relação à escola e à educação física. E quem está irredutível sou eu que não aceito as sugestões da escola para resolução do problema.

E que soluções são essas? usar as sapatilhas que usou do ano passado (e que são nº 45!) porque a professora experimentou no pé dele e, apesar do rapaz dizer que apertam, ela diz que mete o dedo à vontade no pé. Em alternativa, arranjar meias grossas do número dele e aplicar-lhes o antiderrapante que se usam para os móveis.

Confesso que esta última solução me fez rir. Porque sim, faz todo o sentido... (#soquenao).

Estava com muita vontade de amanhã ir direitinha ao Ministério de Educação. Porque, acima de tudo, me preocupam - mais que a avaliação ignorante que foi feita do meu papel de mãe - as faltas do pequeno. Falei entretanto com a directora de turma que vai tentar falar novamente com a professora de educação física para que as faltas sejam retiradas, arranjando-se uma solução de compromisso para ambas as partes (até porque as ditas sapatilhas só são usadas enquanto tiverem ginástica de aparelhos, que será mais umas semanas). Se as faltas forem retiradas, dou por encerrado o problema. Se não... bom, irei mesmo até às últimas consequências.

Entretanto, e com a ajuda de pessoas espectaculares, consegui encontrar sapatilhas nº 48 na Amazon Alemã. Estão encomendadas e chegam daqui a aproximadamente 15 dias. Vou gastar quase 30 euros divididos assim:

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Que é, como quem diz, que as sapatilhas custam € 8,92 e os portes € 20,92. E a pergunta fica: e se eu não pudesse gastar este dinheiro?

 

 

 

48

48 é número que um jovem que tem 85 quilos e 13 anos calça. É o número que o meu filho calça. Tem pé para dormir em pé, sem esforço de maior.

O que é um esforço é encontrar, agora, sapatos que ele possa calçar. Até há dois números atrás era relativamente fácil, agora só alguns modelos e, naturalmente, os modelos mais caros.

Mas tudo bem, desde que haja sapatos para o rapaz calçar, a coisa faz-se e, com maior ou menor esforço financeiro, lá se arranja maneira dele não andar descalço e até de ter ténis específicos para ir ao ginásio como ele tanto gosta.

E tudo estaria bem... se não fosse precisar de sapatilhas (modelo abaixo) para fazer as aulas de educação física no pavilhão da escola.

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Aqui é que a porca torce o rabo. O tamanho maior que encontrei (após procura exaustiva nas lojas de desporto físicas e on line) é o 45. Três números abaixo do número que o gaiato calça e, portanto, não servem.

Ou, pela lógica, não servem. Mas parece que a professora de educação física do meu filho acha que calçar sapatilhas nº 45 é perfeitamente aceitável para quem calça o 48. E não aceita, de modo algum, que sejam usados outros ténis para fazer ginástica no interior. Não quer abrir precedentes, diz ela. Já lhe explicamos que não há outra forma e a resposta da senhora foi brilhante: se não há, mandem fazer. Achará a senhora que me saiu o euromilhões e que posso suportar o custo de mandar fazer sapatos para serem usados uma dúzia de dias ou, até, que é assim tão fácil mandar fazer sapatilhas?

Acredito que, quem não conhece o gaiato tem dificuldade em perceber o tamanho do pé dele. O tamanho 48 corresponde a 33 cm. É muito? é! podia ser mais pequeno? podia. Mas não é. E não há nada que se possa fazer quanto a isso. O miúdo não tem culpa de ser grande e de ter um pé enorme. Que ainda está a crescer (aqui há dois meses ele calçava o 47).

À conta dum pé grande, o meu filho está a ter faltas e recados na caderneta. Porque a professora está a ser obtusa e não percebe que, quem calça o 48, não tem acesso aos mesmos sapatos que os outros.

E sim, a directora de turma já falou com ela várias vezes sobre o assunto e a professora não desarma. Estou, neste momento, a aguardar o contacto da directora da escola que, espero eu, ponha um ponto final nesta história. Se não o fizer... bom, segue-se, seguramente, queixa para o ministério da educação. O rapaz é que não pode ficar prejudicado por ser grande!

Única reflexão possível sobre as eleições nos EUA

Mais do que admirada pela vitória de Trump, admira-me que, entre mais de 325.000.000 habitantes, tenham sido reduzidos a estes dois, tornando a escolha entre o menor dos males em vez do melhor dos bons.

Qualquer que fosse a vitória, hoje seria sempre o primeiro dia do resto das nossas vidas. Vamos ver como corre. Esperar pelo pior, desejar o melhor. Estaremos algures pelo meio

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