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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O burkini e uma guerra parva

As autoridades francesas resolveram proibir o uso do burkini e eu, que sou burra, não consigo, por mais que queira, entender as razões que levaram a tal proibição.

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Aliás, acho imensa piada, confesso, ao facto de uma das alegações ser que estão "demasiado cobertas". Expliquem-me lá qual é mesmo o problema de estarem demasiado cobertas?... apanham menos sol, menos probabilidades de terem cancro na pele e estão, à maneira delas, confortáveis.

Claro que percebo que - supostamente - a França é um estado laico e o burkini "demonstra, de forma ostensiva, a pertença a uma religião" (dizem eles). E a minha pergunta é: porque é que as pessoas não podem demonstrar que pertencem a uma religião? Viver em liberdade não é (também) respeitar as raças e os credos de cada um ou, de outra forma, respeitar, entre outras coisas, o que cada um quer (ou não) vestir?

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Ou será que a França - onde nasceu o conceito de liberdade, igualdade e fraternidade - se esqueceu do que isso significa? na prática o que a França está a fazer é o mesmo que criticam nos países muçulmanos - aqui vestem-se à minha maneira e não à vossa!

Há quem use bikinis sem corpo para isso. Há quem use leggins e se torne num atentado visual. Há quem use roupa de um ou dois tamanhos mais abaixo e que fique com tudo exposto. Há quem use vestidos justos, tenha 60 anos e não use soutien. E há quem use burkinis.

Cada pessoa pode e deve vestir aquilo com que se sinta bem. Seja lá o que for. Sem que o estado meta o nariz.

Um hater original

Não resisto a partilhar convosco um momento único que já me fez ir às lágrimas (de riso, entenda-se).

O Semanário Sol publicou esta noticia acompanhado da foto que se segue:

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mas, infelizmente, a noticia está cheia de gralhas: "apanhar o atleta em moviemnto"; "concentrado em ultraprassá-los", entre outras falhas gramaticais... e, aparentemente, também falhas técnicas, nomeadamente "focou nos 135mm e marcou uma velocidade baixa no motor (1/40 por segundo" (esta foi detectada por alguém que percebe de fotografia e que comentou no mesmo post do facebook).

É uma coisa que me deixa com comichões - que um jornal/site publique artigos sem a devida correcção ortográfica (e, neste caso, nem sequer se podem desculpar com o AO).

E eu disse isso mesmo aqui, no facebook do jornal, o que me valeu uma ofensa original:

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Sinto-me orgulhosa de mim própria! uma destas, confesso, não esperava!

 

Venha de lá o prémio de originalidade para este comentador, por favor!

 

Uma Árvore pela Floresta

Infelizmente todos os anos é a mesma coisa. Incêndios aqui e ali, uns maiores, outros mais pequenos. Uns por causas naturais, outros (a maior parte, infelizmente, por mão criminosa).

Todos os anos, por causa dos incêndios (e não só) a área florestal portuguesa vai reduzindo. 

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Pensando nesse problema, os CTT e Quercus juntaram-se pelo terceiro ano consecutivo e querem plantar árvores em Portugal.

Em 2014 e 2015 foram plantadas 6144 árvores, fruto da generosidade dos portugueses, da disponibilização da rede dos CTT a custo zero e da ação das três dezenas de voluntários associados aos CTT e à Quercus. Na edição de 2016, o kit “Uma Árvore pela Floresta” poderá ser adquirido em 320 lojas dos CTT e o objetivo é atingirmos o número de 10.000 árvores plantadas. A lista completa de locais de venda pode ser consultada em http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/onde-comprar/

A compra poderá ser feita entre 9 de Agosto a 30 de Novembro e o kit tem um custo de 3 euros e é composto por uma árvore em cartão reciclado e um código que permite registar a planta, identificar a espécie e o local de plantação, e consultar a evolução do respectivo bosque durante cinco anos.

Vamos todos ajudar?

União Zoófila

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Hoje trago-vos um post diferente. Um pedido de ajuda para quem precisa e para quem está a passar um mau bocado.

Há dois meses foram acolhidos dois cães na União Zoófila – dois dos muitos que eles recebem constantemente - e que vieram a revelar-se portadores do vírus da esgana pelo que, rapidamente, foram afectados os outros animais. Já morreram 13 animais, 20 cães ainda estão em tratamento e alguns a necessitar de fisioterapia porque ficaram com a mobilidade muito afectada. Noutros casos o vírus revelou-se principalmente a nível intestinal pelo que é preciso ração e paté e intestinal da Royal Canin ou da Hill’s.

A União Zoófila tem, neste momento, 600 cães e 200 gatos a seu cargo. Não tem apoios públicos e não se pode consignar IRS a favor desta associação pelo que (sobre)vive apenas à custa das ajudas que os anónimos como eu e tu lhes damos.

E como é que podemos ajudar? bem, com a compra dos alimentos que já mencionei (e entregando-os na sede (Rua Padre Carlos dos Santos, Alto das Furnas em Lisboa), ligando para o número solidário (760 50 10 15 - custo 60 cêntimos), através de transferência bancária (para o IBAN PT50 0033 0000 00580204223 56) ou através do uso de Cartões de Crédito via Paypal. Se quiser saber de outras formas de ajudar, veja-as aqui.

E então? Conto com vocês para também os ajudarem?

Rendi-me!

Não dada a modas e isso percebe-se:

- nas roupas que uso (até porque cheiinha como sou, estou sujeita ao que há para o meu tamanho e não aquilo que gosto)

nos livros que leio (leio o que gosto e não porque determinado livro está no top de vendas)

- nos sapatos que uso (com os problemas que tenho nos pés, usar sapatos confortáveis é bem melhor que usar sapatos modernos)

- no telemóvel que uso (Windows phone! contam-se pelos dedos os que o usam)

E sou preguiçosa. Detesto ginásios, suor (só falta mesmo o sangue e as lágrimas). 

Mas gosto de andar a pé, apesar de que, com os problemas nos pés, tenho andado cada vez menos e com o excesso de peso e falta de vontade... bom, tenho estado transformada em quase lontra de sofá (mais ou menos com o mesmo peso!)

Ora quando o Pokémon Go chegou à nossa santa terrinha, claro que os meus filhos o instalaram. E desafiaram-me para fazer o mesmo. Não quis. Andar a apanhar gambozinos não era a minha ideia de divertimento. Além disso, a aplicação não está disponível para os Lumia e portanto, assunto resolvido.

Depois comecei a ouvir as boas histórias relacionadas com este jogo. A criança autista que, por causa do jogo, começou a falar com outras pessoas e a sair da rotina (confesso que esta história é a melhor de todas). Mas também há histórias de pessoas com depressão que começaram a sair de casa e a interagir com outros, pessoas com excesso de peso que começaram, com o jogo, a andar a pé; jovens e velhos a conviver entre eles; pais e filhos a jogar em conjunto. Canis a convidarem os jogadores a levar os cães a passear enquanto jogam 

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E então percebi que sim, se calhar esta era uma moda que me podia realmente ajudar a voltar a andar a pé e a exercitar-me um pouco. Até talvez perder alguns dos quilos que tenho a mais. 

Mas como a aplicação não está disponível para os Lumia, pronto, tive de ceder noutro ponto. Comprei um telemóvel Android 4.4 ao qual vou ter de me habituar à força para poder jogar.

Ontem lá fui, à noitinha, apanhar gambozinos. Ai, perdão, Pokemons. Este foi o terceiro que apanhei! nada mau, hein?

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Hoje de manhã sai de casa mais cedo e fui a pé até à paragem seguinte. Não é muito, é verdade, mas é um primeiro passo. E as grandes caminhadas começam sempre da mesma maneira - com o primeiro passo.

Olhem lá os meus gambozinos e os seus ovos! Ainda não percebi bem o que fazer com eles mas acredito que isso será a segunda fase (ainda nem sequer percebi bem como desligar as aplicações sem ter de desligar o telemóvel novo mas adiante!).

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E, claro está, nenhuma caça aos gambozinos pode ser feita sem alguns cuidados de segurança Aqui estão eles:

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É claro que, quando for dar passeios maiores (ou com mais tempo) haverá sempre um livro na mochila. Para os momentos de descanso entre duas caminhadas.

Livro Secreto, por Sarabudja

A M.J. lançou o repto (ainda bem que o “p” é sonoro e o acordo não o mandou embora), eu achei graça e aceitei, consciente de que passariam pelas minhas mãos e pelos meus olhinhos livros que, de outra forma, demorariam ou jamais chegariam até eles.

Com a mesma consciência escolhi o livro para enviar às meninas (tudo meninas, não é?) do grupo. Mário Lúcio Sousa não é de todo o meu escritor preferido, o livro encanta-me pelas expressões tão ricas de um arquipélago que também é meu e muito dos meus, todavia é desconhecido da maioria dos portugueses e o tema é muito engraçado.

Por mim já passaram alguns livros. “A contadora de filmes” de Hernán Rivera Letelier foi o primeiro. Chegou durante as férias do natal e foi unguento para uma daquelas dores de cabeça que a massacram. Li numa tarde e acompanhei com chá e provavelmente uma fatia de pão integral com fiambre de perú. (sou uma comilona em tratamento)

Adorei. Recomendei que Sarabudjo também o lesse, já que tinha cometido a ousadia de não se inscrever no grupo. Acatou a recomendação e também gostou.

Depois disso passou “A Luz” de Steven King, e não é que Sarabudja gostou muito do que negou durante anos sequer ponderar ler? Eu aqui me confesso uma medricas, percebi-me agarrada à trama. Acho que não acompanhei a leitura com qualquer chá, leite ou café e não devo ter comido bem durante dias, porque ficava colada às palavras e atenta aos estalinhos todos da casa. (obrigada pelo incentivo à vida mais frugal).

Li “As velas ardem até ao fim” de Sandor Márai e, se é verdade que adorei o enredo, senti que o fim defraudou as minhas expectativas. Penso que houve tempo para um chá e pão torrado, mas li o livro em pouco tempo porque o enredo assim o exige.

Depois veio o Eça, seguiu-se a Rita Ferro e estou com a “Pérola” de John Steinbeck.

O Eça pesa-me no pensar. Leio-o, mas ainda não me apaixonei ainda.

Imaginemos o seguinte monólogo:

M.J: como é possível? Sarabudja, já para o tronco que sinhá vai obriga-la a gostar de cada expressão de Eça de Queirós.

(Sarabudja pousa os olhos no chão e segue para um tronco de uma árvore de palavras onde repousa a vergonha.)

Bebi uns leites com café e comi umas fatias de pão com manteiga magra. Levei-o para as bancadas da piscina (onde deveria seguir atentamente os avanços da mais nova nas suas atividades aquáticas – vez, como tentei muito?), recolhi-me no sofá, no edredon da minha cama. Eu tentei.

A Rita Ferro foi uma pequenina desilusão. Li “Uma mulher não chora” sobretudo à noite, antes de adormecer e achei-o menos “saboroso” do que o imaginava. Assim uma espécie de frases mais ou menos conhecidas, história descomplicada. Não é que não tenha gostado, só não está no top do “Top Sarabudja”, (mas já o escrevi várias vezes aqui e noutros sítios que o meu também não consta nos tops S). Não houve sabores e aromas a acompanhar as leituras.

A “Pérola” era um daqueles obrigatórios, há uns anos, no secundário para quem seguia humanísticas, acho eu. Já tinha ouvido a minha tia mais nova falar nele, há uns 30 anos. Ficou gravado na minha cabeça que seria livro de crescidos. Faltam cerca de 10 páginas para o acabar. Até agora tenho lido com atenção e prazer. No sábado bebi um chá de maçã e canela que deixei arrefecer, enquanto o lia no sofá.

Não sou de reter frases dos livros. Posso encontrar muito sentido numa ou outra, mas acabo por não as sublinhar, por isso passam para uma memória engavetada que se abre quando há um encontro com situações ou palavras que lhes renovam a vida.

O melhor da iniciativa é mesmo isto de sair da minha zona de conforto nas palavras e leituras. Não sinto obrigação, antes curiosidade.

O menos positivo é ir aos ctt. O funcionário é simpático, nunca implicou com os envios de “livro”, nunca abriu os livros, costuma fumar um cigarro, por isso abandona o estaminé enquanto eu guardo o livro e escrevo as moradas, para vocês imaginarem quão pacífico é o envio. Mas aquele desvio das rotas rotineiras… Pffff…

Também eu já pensei num livro para enviar na próxima edição da iniciativa. O que significa que já me incluí no projecto (projecto é a palavra, hein, Presidenta?!)

Nota: Obrigada à Magda por me deixar esticar aqui no sofá dela enquanto vos faço chegar estas minhas considerações.

Falta de...

Confesso que nem sei bem que titulo dar a este post nem sei bem o que pensar de quem provoca estas situações.

Vamos começar pela história. Uma amiga minha, ontem de manhã, antes de sair para o trabalho, resolveu estender roupa. Na véspera tinha feito duas máquinas de roupa e aproveitou o bom tempo para a deixar a secar de modo que, quando chegasse à tardinha, estaria tudo seco.

E pronto. Estendeu a roupa de manhã, foi trabalhar e, quando chegou a casa foi à janela apanhar a roupa.

Isto foi o que ela viu:

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E o que é isto? bem, isto são os restos da roupa que a minha amiga tinha estendido. Quer a roupa quer as molas arderam. 

Não querendo acreditar que os vizinhos de cima tenham, propositadamente, atirado fósforos acessos para a roupa (ou pegado fogo intencionalmente à roupa), só nos resta pensar que a culpa terá sido de alguma beata de cigarro, até porque sempre que a roupa é estendida leva com cinza em cima, sendo necessário, de vez em quando, voltar a lavar para tirar o cheiro a tabaco e a sujidade das cinzas.

A policia já foi chamada mas pouco ou nada pode fazer, claro, não há provas.

Será assim tão difícil pensar um bocadinho e não atirar cinzas e beatas pela varanda, para cima da roupa das outras pessoas? Não tenho nada contra que se fume nas janelas e varandas - aliás, diria até que, a fumarem, que seja nesses sítios. Mas usem cinzeiro! um recipiente qualquer que sirva para guardarem as cinzas e as beatas sem incomodarem os vizinhos. Sem pegarem fogo à roupa dos outros.

Calças, camisolas, cuecas, meias... ardeu tudo. E vai ser necessário comprar novos. Além do susto de chegar a casa e ter a roupa ardida (felizmente dentro de casa estava tudo bem) ainda vai ter o custo de comprar roupa nova.

Fumadores, pensem nisto... mas pensem mesmo. Fumem à vontade mas não prejudiquem os outros.

 

**********************

 

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