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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

o que aprendemos este fim de semana...

Não vale a pena bater mais no ceguinho, já todos sabemos que morreram 62 pessoas, parte delas numa estrada. O que se calhar ainda não se percebeu foi que:

André Villas-Boas deu 10 euros por cada like numa foto que colocou no Instagram. Se podia ter dado o mesmo dinheiro sem o like? Podia. Mas a foto onde era necessário colocar o like tinha o NIB/IBAN da conta solidária aberta pela CGD e foi, creio, uma forma de chamar a atenção para esse mesmo NIB. Cem mil euros foi quanto André Villas-Boas doou para a dita conta solidária. Ainda assim "jornalistas" e alguns comuns mortais criticaram porque podia ter dado mais. Podia. Mas deu o que quis, não era obrigado a tal. Cada um dá o que quer (e, verdade seja dita, ainda não ouvi que outros ditos "grandes" do futebol tenham dado um cêntimo que fosse para esta ou outra conta. Ah e golos num jogo de futebol não vão ajudar ninguém).

Judite de Sousa e a TVI esquecem depressa. Desconfio que comem queijo a mais ou drogam-se com a seringa das farturas. Caramba, ontem vi várias reportagens em vários canais portugueses (SIC, SIC Noticias, RTP, RTP3) e nenhuma foi de tão mau gosto e demonstrou tanta falta de respeito como a que Judite de Sousa fez junto a um cadáver ou empoleirada num reboque. E perguntar a quem estava a rebocar os carros quantos corpos já tinham sido tirados, além de ser mórbido, não é informação relevante ou necessária. Curioso é que, quando morreu o filho de Judite de Sousa, foi pedido, pela TVI, respeito pela dor de uma mãe. Onde ficou esse respeito ontem?...é que presumo que a TVI e Judite de Sousa saibam que aquela senhora que faleceu tinha mãe, tinha filhos, tinha família.

Diz o roto ao nu porque não te vestes tu parece ser o lema da CMTV ao criticar a TVI e Judite de Sousa pela reportagem junto ao cadáver. Esquecem-se das vezes que foram eles próprios que o fizeram, e do drama, o horror, a novela mexicana que são as suas reportagens em locais de tragédia, com muita pouca informação. Não vi este canal ontem (tal como não vejo os telejornais da TVI, recuso a compactuar com exploradores da desgraça alheia) mas nem quero imaginar quão mau deve ter sido.

Não vale a pena ver a data da noticia. Se fala de incêndio e de ajuda que vem do estrangeiro, vamos lá partilhar. Não interessa se os aviões vão chegar a 12 ou 13 de Agosto, interessa partilhar. Não interessa que seja em Agosto de 2016, importa é partilhar.

Façam o que vos peço, não façam o que eu faço. A Caritas está comprometida com a solidariedade entre todas as pessoas, mas, em particular, com os pobres, fomentando a partilha fraterna de bens. Por isso, afirma que a solidariedade é a perseverante determinação em trabalhar para o Bem-Comum. Mas com o dinheiro dos outros. Porque o nosso é mais bem empregue nas nossas contas bancárias. Digo isto porque a Caritas, que tem milhares de euros no banco, ajudou com duzentos mil euros. André Villas Boas, um particular que treina equipas de futebol, deu metade desse valor. Percebem a diferença? A Gulbenkian criou um fundo de quinhentos mil euros. Diferenças...

De médico e de louco todos temos um pouco. E de bombeiros e estudiosos de fogos e fenómenos naturais também. Todos (ou quase todos, vá, sejamos honestos), partilharam a sua opinião sobre o que fazer, como fazer e, acima de tudo, o que os bombeiros, no terreno, em condições que ninguém imagina, fizeram mal. Se sabem tanto sobre isto, o quartel de bombeiros mais perto da vossa casa de certeza que aceita voluntários. Ide oferecer os vossos préstimos mas deixem de criticar quem o faz o melhor que pode e sabe.

Depois de casa roubada, trancas à porta. Agora todos sabemos que aquela estrada era a pior opção para os automobilistas. Mas acham mesmo que a GNR, quando os encaminhou para lá, sabia disso? calculam a angústia de quem deu essa instrução ao se aperceber do erro que pode ter cometido? não critiquem tão levemente, não estavam no terreno, não sabem quais os factores que levaram a essa decisão. Só quem lá estava o pode dizer.

Vocês são os peritos mas eu é que sei. O mapa das descargas eléctricas (ou trovoadas secas) não mente. A Judiciária e o IPMA não tem interesse algum em dizer o contrário. Então porque é que se continua a dizer que o fogo foi posto? Não ouviram os trovões? pois, mas que eu saiba o perigo não está no trovão mas sim no relâmpago (que é silencioso). Querem que haja culpados? pois sim, culpem os donos dos terrenos que não os limpam (limpar não é lucrativo, plantar eucaliptos sim). Culpem os donos das casas que não limpam nem a entrada da porta quanto mais os quintais. Culpem o Estado por não multar o suficiente para os obrigar a limpar. Sim, porque a maioria da nossa floresta pertence a particulares e não ao Estado... mas isso já não interessa dizer.

Devia haver um quartel de bombeiros em cada esquina. O ideal mesmo era um bombeiro por cada casa. Sim, porque apesar de estarem mais de oitocentos bombeiros a combater o incêndio, há imensas queixas que não estiveram em todo o lado. Que eu saiba (mas posso estar enganada) a única entidade omnipresente é Deus. Bombeiros não são omnipresentes e não conseguem estar em todo o lado.

Rosas brancas e não velas. Pensem lá comigo. Partilhar velas acesas com a frase (ou variantes da mesma frase): Vamos manter a chama acesa por quem morreu no incêndio é mórbido e de mau gosto. Ou então uma variante de humor negro (mesmo que seja partilhado por quem tanto critica o humor negro). Usem uma rosa branca ou outra flor qualquer... chamas para mortos em incêndio é que me parece, no mínimo, estranho (até a mim que adoro humor negro...)

Enfim, deixem-me, por fim, partilhar que tenho amigos na Sertã, que ontem estiveram ameaçados pelas chamas. Que no sábado viram o que aconteceu e o que me transmitem é que, até cerca das 18h o incêndio era apenas mais um. Umas chamas aqui e ali, nada de extraordinário. E que, em segundos, por causa dos ventos ciclónicos que se levantaram, um pequeno incêndio tornou-se o inferno na terra. Não consigo imaginar a aflição de quem lá vive, não consigo imaginar a sensação de impotência dos bombeiros, não consigo imaginar o que faria se lá estivesse. Por respeito aos bombeiros, a quem perdeu a vida e por quem perdeu familiares e amigos, penso que o silêncio é uma casa cheia neste momento. O meu silêncio e o silêncio de quem não tem nada de positivo para dizer.

Erasmus+

Foi pouco tempo antes do Natal de 2015 que a minha gaiata chegou um dia a casa e comunicou-nos que se tinha inscrito no programa Erasmus da escola. Na altura a pequena (que é maior que eu mas pronto) tinha 14 anos e lembro-me de que pensei: Mas porque é que, no 9º ano, ela se está a inscrever para um programa da faculdade? Claro que lhe fiz essa pergunta e ela riu-se e disse que não, que era um programa de dois anos na escola onde estava e que implicaria que iria estar no estrangeiro uma semana, num qualquer pais que fizesse parte do programa e que, no ano seguinte, seria a nossa vez de acolher uma estudante estrangeira na nossa casa pelo mesmo período.

Ser mãe nos dias de hoje não é uma tarefa fácil (se é que alguma vez foi). Com atentados terroristas a acontecer em diversas partes do mundo, saber que os nossos filhos vão sair debaixo da nossa asa não é agradável. Mas, infelizmente, a verdade é que tudo pode acontecer em todo o lado e só nos cabe a nós, pais, prepara-los para que eles saibam como agir em cada situação.

Portanto, corações ao alto e, em Abril de 2016 lá foi a minha Maggie até à Turquia, para Antalya passar uma semana que correu lindamente. Ficou em casa da Selen, uma turca simpátiquíssima (ao contrário duma amiga dela que ficou colocada na casa duma turca que era antipática).

Foi uma experiência muito boa para todos os envolvidos. Creio que todos os adolescentes cresceram – psicologicamente e emotivamente – numa semana mais do que o expectável. Durante o dia tinham actividades em grupo onde estavam com alunos de outros países mas, ao fim do dia, iam para as famílias de acolhimento, sem os professores ou os colegas e, basicamente, tinham de se desenrascar.

Ajudou-os imenso! A todos sem excepção. As boas e as más experiências dessa semana foram lições de vida que, muito dificilmente, poderiam obter doutra forma.

A semana passada foi a nossa vez de ter duas estudantes em casa. Inicialmente seria a Selen (onde a Maggie tinha passado uma semana) mas o pai não permitiu que a filha saísse do país. Portanto recebemos a Sheila (da Alemanha) e a Ioanna (da Grécia). Tivemos sorte – ao contrário da Sandra – porque nenhuma delas tinha alergias, comiam de tudo e ajudavam no que fosse preciso. Mais uma vez, para as estudantes – a minha filha e as suas hóspedes – uma experiência inigualável.

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(a minha Maggie, logo atrás a Ioanna, a seguir a Sheila e depois a Joana. O rapaz é o Hugo)

O grupo total era de cerca de 85 pessoas, entre estudantes e professores. Portugueses (claro!), turcos, gregos, alemães, lituanos, italianos e ucranianos.  Entre actividades escolares e com as famílias de acolhimento, assim se passou uma semana.

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(o grupo completo na Serra da Arrabida)

No nosso caso – ou seja, eu, a Sandra e mais dois pais – levamos as nossas hóspedes a Cascais para comerem um gelado na Santini, à Boca do Inferno e ao Oceanário. Ficaram encantados com as visitas e com o apoio que demos.

No dia 2 a minha filha comemorou o seu 16º aniversário. E um dos gregos também fazia anos. Apesar de todos estarem cansados, optamos por uma saída em grupo. 18 adolescentes e quatro pais. Uma viagem de barco, um bar em Lisboa. A canção de parabéns cantada em português, grego, alemão e turco. Aquela velha tradição portuguesa do aniversariante morder a vela a ser cumprida por um grego e uma portuguesa. Mas, acima de tudo, uma experiência nova para uma das miúdas turcas que nunca tinha saído à noite. E para outra que nunca tinha ido a um bar.

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(os aniversariantes e o Hugo no meio)

Experiências novas. O Eramus+ é precisamente uma excelente oportunidade para novas experiências. Para criar laços que perduram. Para aprender. Para descobrir que é possível crescer ainda mais.

Falei com as minhas hóspedes sobre o que esperavam do Erasmus+ e sobre as razões que as tinham levado a inscrever-se. Ambas se inscreveram pela possibilidade de viajar, de conhecer outras culturas e países ainda que num ambiente escolar. A Ioanna disse-me que a experiência foi muito melhor do que esperava. Foi uma experiência para a vida foram as palavras dela. A Sheila comentou que achava que a semana ia ser uma seca por causa das actividades escolares mas que, afinal, lhe parecia – no último dia – que a semana ainda agora tinha começado. Para onde foram os dias?, foi o que me disse.

Questionei ainda as três – Ioanna, Sheila e Maggie – se gostavam de repetir. Foram unânimes. Em sendo possível, vão-se voltar a inscrever. Apoio, sem qualquer restrição, esta opção da minha filha, mesmo sabendo que não sei em que país poderá vir a calhar.

Em conversa com uma das professoras gregas (e que me disse que, das várias visitas feitas já ao abrigo do Erasmus, foi nesta visita a Portugal que foi melhor recebida), parece que – lá como cá – muitos pais pensam que este programa é uma parvoíce e uma perda de tempo.

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 (os pais e o professor grego). As mães ficaram noutra foto que não apareceu ainda

Não consigo concordar. A aprendizagem dos jovens não pode – nem deve – ser feita apenas em ambiente escolar. Um programa como o Eramus+ dá uma preparação para a vida adulta que não se consegue obter doutra forma.

Termino (que isto vai longo) com um conselho a todos os alunos. Se tiverem oportunidade, inscrevam-se neste programa e vão ver que não se arrependem. E aos pais, deixem os vossos filhos participar. Sem medos ou receios. Vão ver que vale a pena.

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(uma boa parte dos alunos participantes na festa de despedida na sexta feira)

vamos rir um pouco?

Tenho de partilhar convosco dois momentos humorísticos do meu dia de hoje.

O primeiro passou-se no elevador. Eu e mais cinco ou seis homens. De repente começa esta música:

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E um deles atende o telemóvel....

(e eu só pensei que ainda bem que estava a chegar ao piso onde tinha de sair senão não ia aguentar mais o riso)

Um colega meu foi almoçar. Ao lado um casal pede ameijoas à bulhão pato. Quando o prato chega perguntam ao empregado: onde está o pato?

Ainda as traduções

Já falei sobre o tema aqui acerca dos livros. Original ou traduzido, qual a melhor opção? Para mim, sem dúvida, a tradução porque sou preguiçosa para ler em inglês e porque é uma forma (para mim) de apoiar as editoras portuguesas a trazer mais e melhor literatura para Portugal.

Quanto a séries e filmes, bem, aplico totalmente a regra da preguiça. Quando não tem legendas, acabo por me desinteressar a meio, apesar de (isto é estúpido, eu sei), enquanto estou a ver a série, estar, ao mesmo tempo, a ler a legenda e a ouvir (e traduzir mentalmente) do inglês.

Claro que o que acontece com muita frequência é aperceber-me de erros de tradução (ainda mais que na leitura dos livros). Uns mais graves que outros, claro. E outros intencionais para que alguns trocadilhos façam sentido.

Grave grave é quando os tradutores resolvem levar tudo à letra e não pensam (coisa que dá algum trabalho). 

Ontem à noite aproveitei para ver mais uns episódios de uma série que acho fabulosa. Pelas histórias, pela interligação entre o passado e o presente, pelas doses certas de comédia e drama, This is us é, talvez, uma das melhores séries televisivas da actualidade.

Pena que, quem está a traduzi-la, não se preocupe muito e faça a tradução à letra como se pode ver neste exemplo.

Jack quer levar os filhos e Rebecca até à piscina e, para a convencer, diz-lhe: Anda, aproveitas e levas o livro que andas a ler há dois anos. Qual livro, pergunta-lhe Rebecca. Ao que ele responde: o Angústia do Stephen King.

Aqui quem ficou angustiada fui eu! O livro chama-se Misery!! E tem este nome por causa da personagem principal do livro que Paul Sheldon escreveu e do qual Annie é fã. Logo é um nome. E os nomes não são traduzidos. Aliás, precisamente por isso, o nome do livro é igual em todo o mundo onde foi editado.

Excepto nesta série... onde um tradutor qualquer decidiu que a tradução literal é muito melhor (soquenao), estragando assim uma série numa só frase.

 

E então, está tudo bem?

- não, estou aqui, logo não está tudo bem.

 

Fiz a pergunta do titulo a uma colega de trabalho que tem estado ausente por baixa médica e que regressou hoje. E a resposta foi esta, seguida dum sorriso.

Estranhei.

Bem sei que nem toda a gente gosta de trabalhar, nem todos gostam do que fazem e que há mil e uma maneiras de nos sentirmos no trabalho.

Também sei que me posso considerar sortuda porque gosto efectivamente do que faço, gosto de trabalhar e não me consigo imaginar parada dias a fio, a fazer nada e a olhar para ontem (ainda que me desse imenso jeito para por a leitura em dia).

Mas fiquei a pensar. Será que parte do "não gosto de trabalhar" que muitos dizem vem de atitudes negativas como esta em que se encara o trabalho como um frete, como um sacrifício? será que não melhoraria a saúde psicológica da pessoa se o encarasse de forma positiva?

Sim, eu sei, eu sou uma positivista nata, que encara tudo como um copo cheio (mesmo que esteja menos de meio) e que nem toda a gente consegue ser como eu (e outros que não me acho única). Mas se calhar, um bocadinho mais de positivismo em todos ajuda, não? aos próprios e a quem nos rodeia.

Era só isto. Agora vou voltar ao trabalho. Aquele de que gosto. Enquanto vos deixo a pensar sobre o tema.

Missão emagrecer - Take 5

Estou viva! pode não parecer pela minha ausência mas estou viva e de saúde (apesar das visitas constantes aos hospitais... parece um raio duma praga, isto das visitas aos hospitais!).

Ora bem, e falando de visitas a hospitais, ontem, para além da fisioterapia (os meus músculos não gostam de mim, estou com nova contractura na lombar), tive consulta de nutrição.

Portanto... comecei esta missão em Setembro, ou seja, há 7 meses. Ou, se quisermos ver de outra forma, comecei esta missão há 4,2 quilos. Ou há 6 centímetros. Façam as contas como quiserem, os resultados são estes:

Data Peso IMC Gordura total (%) Massa gorda (kg) massa magra (kg) % água Água (kg) Peito Anca Cintura
07/09/2016 127,10 41,29 52,30 66,50 60,60 35,30 44,90      
10/10/2016 127,20 42,01 49,80 63,30 63,90 37,10 47,20 129 145 124
19/11/2016 124,70 41,19 52,50 65,50 59,20 35,10 43,80 125 144 119
26/12/2016 124,00 40,96 53,40 66,20 57,80 34,50 42,80 129 143 119
30/01/2017 125,00 41,29 51,10 63,90 61,10 36,10 45,10 129 142 119
27/02/2017 123,20 40,70 51,70 63,70 59,50 35,60 43,90 129 140 119
19/04/2017 122,90 40,59 49,10 60,30 62,60 37,50 46,10 126 143 118

 

Resumindo, estas são as diferenças:

Peso IMC Gordura total (%) Massa gorda (kg) massa magra (kg) % água Água (kg) Peito Anca Cintura
-4,20 -0,70 -3,20 -6,20 2,00 2,20 1,20 -3 -2 -6

 

(a negativo o que perdi, a positivo o que ganhei)

Estou a beber mais água, é verdade. Instalei um tamagochi no telemóvel que me lembra, de meia em meia hora, que tenho de pegar num copo e beber. O bichinho até fica sorridente quando eu lhe digo que bebi água.

Estou a ter mais cuidado com a alimentação. Não passo muitas horas sem comer, como sopa, fruta e saladas. Não como sempre o mesmo, e não sou radical. Mudanças suaves no que como, porque radicalismos e sacrifícios não funcionam comigo. De vez em quando abuso (o sushi é uma das minhas perdições, não há nada a fazer) e outras vezes não resisto (este domingo de Páscoa devo ter comido umas 20 cavacas, de certeza!).

Apesar disso continuo a perder peso.

Vou ao ginásio (vá, em Abril ainda não fui um único dia por causa dos compromissos profissionais) mas, em contrapartida, comecei a subir e descer escadas no local de trabalho. 

Ando mais a pé e não me canso tanto. 

Deixei de usar o 54 nas calças e nos vestidos e passei a usar o 52 em calças e o 50 nos vestidos.

Ainda há um longo caminho a percorrer mas, com calma, sem stress e sem pressa alguma. Porque assim sinto-me bem e a melhorar e esse é o melhor incentivo que posso ter.

Isso, e a vossa companhia apesar da ausência.

21 de Março

Hoje comemoram-se várias efemérides: em 1804 a França adoptou o código napoleónico, em 1960 ocorreu o massacre de Sharpeville na África do sul e em 1965 Martin Luther King Jr. liderou 3200 pessoas no início da terceira marcha pelos direitos civis de Selma até Montgomery, no Alabama.

21 de Março é também o 80.º dia do ano de 2017 e faltam apenas 285 para que 2017 dê lugar a 2018.

Costuma ser o dia em que começa a primavera (que este ano se adiantou), é o dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, dia da Síndrome de Down, da poesia, da floresta e da árvore e é também o Dia Mundial do Sono.

Mas isto tudo não interessa nada, mas mesmo nada. O que interessa é que dia 21 de Março é também dia de aniversário. Podia estar aqui a celebrar o aniversário de Johann Sebastian Bach que nasceu em 1685 mas acho que ele já não se interessa muito por estas coisas. Ou de Ayrton Senna que nasceu em 1960 mas desconfio que, entretido com as corridas como ele deve estar lá onde estiver, também não vai sentir a falta.

De todas estas efemérides e comemorações, só uma me interessa pessoalmente.

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Um terço da Seita do Arroz faz anos hoje e esta é minha forma desajeitada de lhe dar os parabéns e de lhe dizer (como se ela não soubesse) da importância que tem na minha vida. Na nossa, aliás, que me parece que o outro terço também concorda com isto.

Foi em Setembro que te conheci, Maria (ler isto com voz de Vítor Espadinha, com música de Recordar é Viver – sim, sou suficientemente velha para conhecer esta música). Não trazias nada nos olhos porque, na altura, eram só blogs. Um blog divertido, é verdade, mas com um defeito: não gostava (e não gosta, pronto nem vale a pena) de Sushi, ao contrário de mim que sou fã. E a destruir mitos urbanos. A blogger menos in do pedaço. E nada, na altura, faria prever que, uns meses mais tarde, mail para aqui, mail para ali, facebook a seguir, agora um café e, hoje, não passa um dia que não falemos as três.

Há coisas na vida que não se explicam, há coisas que estragam a contabilidade. Mas que, ao mesmo tempo, são tão mas tão boas que já nem nos lembramos como era antes. E a Seita é uma dessas coisas.

Pelo sorriso fácil, por não julgar o que somos, por gostar tanto de humor negro como eu, por estar sempre presente, ainda que longe, por saber ouvir e aconselhar, e por gostar de arroz (ainda que não no sushi), obrigado Maria por estares ai, por seres quem és e por seres um terço da melhor seita do universo, quiçá até do planeta e, de certezinha, da minha vida.

Outras razões haverá para a importância que tens para mim mas essas deixo-as na intimidade do nosso chat. Sabes quais são, eu sei quais são e a M.J. também sabe. Só nós três é que sabemos (ler com tom de Tony de Matos ou Tiago Bettercourt. O que preferirem, enfim) porque o nosso mundo começa, cá dentro da nossa seita.

Estaremos a pecar por excesso?

Ontem o StandVirtual cometeu a “asneira” de brincar com um estereótipo: as mulheres não sabem estacionar.

Caiu o carmo, a trindade, o papa e o santo António e mais umas quantas beatas. Que era machista, misógino, estereotipado e sabe-se lá mais o quê. Foram tantas as críticas, ameaças e afins que achei, por momentos, que tinham cometido um crime de lesa-majestade. Ou, pior ainda, que tinham matado alguém.

Eu ri-me. Primeiro porque eu detesto estacionar. Preferencialmente estaciono a direito, sem muitas manobras. De tal modo que quase que pensei que me tinham tirado uma foto a mim própria. Depois porque brincaram com uma coisa que toda a vida ouvi: as mulheres conduzem mal e que nunca levei a mal, apesar de ser mulher e mesmo quando não conduzia. Por fim… é humor, minha gente. Humor! E eu já disse aqui várias vezes que se pode brincar com tudo – do cancro aos estereótipos, das coisas boas e das coisas más, das crianças aos velhos. Temos de saber rir, acima de tudo porque a vida não pode nem deve ser levada demasiado a sério (até porque nem sequer saímos dela com vida).

Estamos a cair no exagero do politicamente correcto. Estamos a criar uma geração de enxofrados, de flores de estufa que não sabem rir de si próprios, que se ofendem por tudo e por nada. Hoje tudo é bullying, incorreto, ofensivo, machismo, intolerante. Antes de se escrever ou dizer qualquer coisa temos de fazer estudos de mercado, análises, sondagens e, mesmo assim, corremos o risco de alguma alma se sentir ofendida.

Não se atira o pau ao gato porque é violência. Não se brinca com as loiras porque é um estereótipo. Ai de quem contar uma anedota sobre ciganos, deficientes, alentejanos ou pretos

(alguma vez ouviram um preto a contar anedotas de pretos? Eu já. E muitos dos meus amigos de faculdade também. Porque aquele jovem brinca, e muito, com isso. É uma pessoa resolvida, sem complexos, coisa que falta a muita gente)

Será que a humanidade (ou pelo menos boa parte dela) perdeu a capacidade de se rir de si própria e só quer rir dos outros? Se assim é, desculpem, mas perderam também esse direito. Ninguém, mas mesmo ninguém, tem o direito de se rir dos outros se não souber, primeiro, rir-se de si própria. No dia em que isso acontecer, certamente que deixaremos de ser tão politicamente correctos, tão aborrecidos com tudo e o mundo tornar-se-á um lugar muito melhor.

Experimentem. Vão ver que não dói nada.

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