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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Alma de poeta

Foto de Claudia Marcu


Na penumbra da noite,
O suspiro de alguém que escreve...
Envolto em mistérios, sombras...
Nada encontro...
Alma que se solta...
Luz que se apaga no horizonte
Poetas que se perdem nas palavras
Ecos que o vento traz e leva...
Comunhão da tinta e do papel,
Escrevo, penso, reflicto...
Não encontro o meu destino,
Serei poeta, ou apenas uma ilusão...
Não importa,
Deixo as palavras nascer
Liberto o sentimento...
Condenado a vaguear,
Nesta dúvida e mistério que há em mim,
Sem partir, sem chegar...
Refúgio de mares envoltos em tempestades,
Paro neste porto de abrigo,
Conduzo as palavras que se soltam...
Surgem no papel,
Expressam sentimentos...
Mas quem sou?
Poeta, ou ilusão.
A dúvida persiste...
Deixo-me conduzir no momento...
Escravo de uma alma presa...
Solto, com alegria, a escrita,
Torno-me cúmplice do momento,
Textos, poemas...
Como Outonos de folhas mortas,
Folhas que caem, brisa que sopra
Quadro de inspiração...
Alimenta a alma...
Escrevo palavras soltas...
Afinal quem sou?
Poeta, ou ilusão...

Este poema foi escrito pelo Luís Ferreira que diz que não é poeta, mas, sinceramente, e na minha opinião, o que ele tem mesmo é uma Alma de Poeta. Dai a minha escolha por este poema dele.
A alma do Luís está bem espelhada no blogue que mantêm, no endereço http://marsonhos.blogspot.com, onde tenta, por meio das palavras que domina, ajudar a construir um mundo melhor. Dado que somos amigos desde que me lembro, acompanho o Mar de Sonhos desde o dia do seu nascimento. E eu, que nunca fui grande fã de poesia, acabei por ir aprendendo, com ele, a gostar e a apreciar.
Hoje o Luís tem o seu lugar garantido nos autores que eu leio, não por força da nossa amizade (que espero que dure uma eternidade), mas pela forma como escreve.