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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Em silêncio...


Foto de Daniela Guimarães


Deixa-me amar-te assim... em silêncio... Não me peças palavras que não sei pronunciar, nem gestos que nunca fiz. Não sei tanto do que queria e quero tanto do que não sei. Olhas-me e perco o norte. Fico muda e desvio o olhar. Não é por não te amar, mas sim por esse amor ser grande demais. Mas em silêncio... Seria tão fácil dizer que te amo e perder-te. Seria tão simples dançar ao som da ilusão e entregar-me completa, plácida, serena, e acrescentar apenas as letras que faltam quando não digo “Amo-te”! Não me peças para ser o que não sou, nem para me transformar subitamente em mulher, porque sou apenas menina. Queria crescer nos teus braços fortes e esconder-me atrás do teu tronco másculo. Mas abraço-te... em silêncio. Desejo o suave toque acetinado dos teus lábios nos meus e imagino como será um beijo de verdade. Anseio por ele e sonho-o... em silêncio. Aproveito-me do que tenho de melhor e sonho... Nos meus sonhos eu sou tua e tu... Tu, meu amor, pertences-me! Todos os dias nos amamos intensamente e somos apenas um do outro! Todos os segundos das minhas noites são aproveitados ao máximo e vividos energicamente, ardentemente, gloriosamente... Chega a manhã e a realidade! Não me peças palavras que não sei dizer e deixa-me! Deixa-me amar-te assim... em silêncio...


Este texto é da Vera Silva. Conheci a Vera numa livraria em Lisboa, quando fomos ao lançamento dum livro. Já nos conhecíamos virtualmente, mas ela não conhecia a minha cara. Quando soube quem eu era teve a reacção mais... inesperada. Nem vos sei explicar bem como foi ou sequer o que foi aquilo. Sei que a nossa amizade nasceu naquele momento e tem vindo a florescer a cada minuto que passa (oxalá assim continue).
Antes daquele dia já eu a acompanhava, quer no blogue
http://prosas-e-versos.blogspot.com quer no luso-poemas. Sempre atenta ao que ela escrevia porque a Vera consegue encarnar, na perfeição, o que escreve, apesar de nem sempre o sentir.