Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

À Pedra Filosofal

Foto de Simon Nekdo

Bom senso anda doente,
Cambaleia frouxo
E se deixa cair
Aos pés da insanidade.
Sorriem os astutos
E dão glória aos pecados
E à vaidade.
Mas para além das águas amargas,
Descem, penduradas em nuvens claras,
Pedras de açúcar
Enfeitadas de mil nomes
Que se lançam em carinhos,
Que rompem distâncias
E que fazem a estupidez
Corar de vergonha
E à amizade dão olhos de ampulheta,
Cantando odes à estranha alquimia
Que em nada transforma o ouro
Mas que faz nascer o realmente valioso
Nos corações feitos de chumbo.

Este poema foi-me oferecido pela Edileia, mais uma poetisa como há poucas e cujos poemas sempre me fizeram sonhar. Este poema que ela me dedicou deixou-me com lágrimas nos olhos.
Edi, obrigado. Do fundo do coração. Não me creio merecedora de tanto. Espero que a nossa amizade que está agora a nascer se mantenha por muitos e longos anos.
Conheçam mais da Edileia no blogue http://desequilibrio.blogtok.com/