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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Minha fé

Foto de Airi Pung


Existem horas que somente a fé pode nos segurar
Existem horas que só um sentir sincero pode nos iluminar
Existem horas que as trevas tentam encobrir
O caminho que temos a seguir
Mas o amor que trago por ti em meu peito
Me guia qual um farol em mar em mar turbulento
Não solte minha mão meu nobre Anjo
Esteja comigo nas tempestades que enfrento
Que enchem meu coração de dor, minha alma de nuvens
Meus olhos de névoas que me impedem de te ver
Mas não me impedem de sentir você em mim
Vem meu Anjo Amigo acompanha essa tua criança
Que ainda se perde nas lutas da vida
Que ainda busca por ti em rostos que jamais estarias
Vem meu Anjo, meu Mestre,
Meu Amigo me indica o caminho
Que contigo eu sigo.

By Eärwen Tucalkelumë

Dedicado a este "Anjo" maravilhoso que me acompanha sempre, por qualquer caminho que eu trilhe, que sussurra ao meu ouvido palavras de alento divino. A quem só posso dizer, simplesmente: Obrigado por me amar, me guiar. Eärwen
Este poema é de uma grande amiga de além mar. Conheci a Eärwen por causa do blogue dela, o http://lady-phoenix.blogspot.com/ onde sempre encontrei lindos poemas. Aos poucos fomos encontrando diversas coisas em comum e hoje somos grandes amigas.

Aldeia global

Foto de Thomas Dunkerley


Comecei a usar a Internet no ano de 1998. A primeira coisa que fiz quando me liguei à Internet foi mandar um e-mail a um amigo com quem estava zangada há uns tempos. Confesso que lhe poderia ter telefonado mas não sabia se ele me ia atender. E também não sabia se ia conseguir dizer-lhe tudo o que queria. Fizemos as pazes no dia a seguir e, a partir desse momento fui conquistada pela net.
Nos meses seguintes, e através do ICQ, conheci pessoas fabulosas. Umas de perto com quem comecei a me encontrar regularmente, outras de outros países e outros continentes com quem o contacto era mesmo só virtual.
Quando visitei os Estados Unidos, em 1999 encontrei-me com um dos meus amigos de lá. Quando fui a Londres em 2000, encontrei-me com uma família com a qual mantinha contacto. Na minha casa recebi a visita duma amiga brasileira. Filipinas, Algéria, Japão… uma lista infindável de países onde tinha (e tenho) amigos virtuais. Claro que também havia amigos portugueses. E encontrávamo-nos com regularidade.
Muitas das amizades que nasceram na Internet desse tempo tornaram-se reais. Pessoas com quem, em condições normais, não me cruzaria, passaram a fazer parte integrante da minha vida. Casei-me com uma delas. No nosso grupo houve mais dois casamentos.
Não houve apenas sucessos nestes relacionamentos. Lembro-me de casos em que havia problemas sérios, histórias que me fizeram (e ainda fazem) alguma confusão. Um rapaz novo que se perdeu de amores por uma rapariga doutro continente e que passava horas a falar com ela, e que a maior alegria que sentia era quando podiam partilhar ficheiros no computador. Uma amiga brasileira que veio a Portugal conhecer o rapaz com quem namorava virtualmente e que descobriu que ele era casado e pai de duas crianças. Um português, divorciado, que se apaixonou por uma brasileira só por uma foto que nem sabia se era dela. Uma pessoa que se fez de muito amiga, interessada e que acabou a perseguir outro amigo meu.
Passaram-se 10 anos e a minha avaliação da utilização da Internet em termos de relacionamentos pessoais é francamente positiva. Já passei por diversos programas de conversação, por diversos sites e em todos eles conheci pessoas que hoje fazem parte integrante do meu mundo, e que, muito provavelmente nunca viriam a fazer. Ganhei amigos nas quatro partidas do mundo, alguns deles não lhes conheço a cara, mas nem por isso os desvalorizo. Claro que também tive a minha quota-parte de desilusões, mas que eu menosprezo.
Também através da Internet foram-me dadas segundas oportunidades com amigos com os quais, por qualquer razão, lhes tinha perdido o rasto.
Hoje uso o e-mail e o Messenger para manter esses contactos. Ao longo do dia vou conversando com alguns amigos por mail (aqueles que tem e-mail no trabalho e que o podem fazer, claro), à noite trocamos impressões no Messenger (que podem ou não ser os mesmos com quem falei durante o dia) e muitas vezes encontramo-nos mesmo para almoçar, beber um café ou para assistirmos a um evento qualquer. Alguns conheci primeiro num evento e depois é que passamos a usar o e-mail.
Não creio que seja negativo conhecer pessoas desta forma. Desde que não se perca a noção que, do outro lado do computador está um ser humano com defeitos e virtudes.
Na verdade, vivemos todos numa “aldeia global” e temos novas ferramentas ao nosso dispor. Cabe a cada um de nós saber utiliza-las da melhor forma possível para que possamos interagir globalmente de uma forma satisfatória.
Pessoalmente sinto-me satisfeita com esta forma de estar, e, se souber que, do outro lado, também se sentem assim, ainda melhor.

Nota final – Muitos de vós não devem saber o que é o ICQ. O ICQ (ou iCQ) é um programa de comunicação instantânea pela Internet que foi o mais popular durante anos. A sigla é um acrónimo baseado na pronúncia das letras em inglês (I Seek You), em português, "Eu procuro você". O ICQ foi o pioneiro desta tecnologia tendo sido lançada a sua primeira versão em 1997 por uma empresa israelita chamada Mirabilis.


Cor-de-rosa

Foto de A Hunt



Se havia coisa que gostava quando era pequena, era passar o mês de Agosto em casa dos meus Avós. Lembro-me bem dessas tardes. Depois de feita a digestão do almoço, punha o meu chapéu cor-de-rosa da Cenoura e descíamos até ao jardim. Andava nos baloiços de tinta lascada e deslizava no escorrega enferrujado. Dava pão aos patos que viviam no lago, fedorento e imundo, que estava encoberto pelas laranjeiras de flores secas. Estava sempre calor, e sabia-me bem aquela sombra. Às 16.30h era hora de ir para casa, cansada e encalorada de tanto baloiçar e escorregar. Era hora de lanchar. Depois de bem esfregar as mãos na casa de banho branca, sentava-me na salinha do piano, de ventoinha ligada. Escada acima, vinha uma das senhoras que trabalhavam lá em casa, com o meu tabuleiro cor-de-rosa, e nele traziam as minhas duas fatias de pão do Cano com manteiga polvilhadas de açúcar, juntamente com a caneca de leite gelado com Colacao. Não variava muito, pedia quase sempre a mesma coisa. No fim, lambia os dedos. Na televisão dava o Vicky, dobrado em espanhol, mas não me lembro de ligar muito a desenhos animados nessa altura. Preferia ir lá para baixo, para o quintal, ver as senhoras a trabalhar na casinha do tanque ou empoleirar-me nos ferros verdes da entrada principal. A pedra da entrada estava quente até à noite, o sol batia forte toda a tarde. Atirava o carrinho cor-de-rosa de uma ponta à outra. Não sei porquê, aquela monotonia animava-me. Ainda os tenho. Às memórias e ao carrinho.




Hoje trago-vos as memórias da minha sobrinha mais velha. Sou uma tia muito orgulhosa de todos os seus sobrinhos. São 10 ao todo. A Beatriz mantêm o blogue http://inversiva.blogspot.com/. A forma como ela me conheceu foi bastante original, donde nasceu uma amizade que vai muito além da nossa relação familiar.

O primeiro dia

Foto de Emrah Icten
A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Letra e música de Sérgio Godinho

Tu és responsável pela tua rosa...

Foto de Crina-Paula P.



(…)
Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia!
- Disse a raposa.
- Olá, bom dia!
Respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo – disse a raposa. - Não estou presa...
- Ah! Então, desculpa! - Disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar preso" quer dizer?
(…)
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços – disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo... (…)Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - Acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
(…)
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas.
(…)
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa.
E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - Exclamou a raposa – ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho - Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim.
Pois quis – disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - Disse o principezinho.
- Pois vou – disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - Disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa!
(…)
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus – disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade – disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer…

Extrato do livro - O principezinho de Saint-Exupéry, que dedico a todos aqueles com quem tenho laços, sejam eles novos, menos novos ou mais velhos.

Nunca desistas dum sonho...


Foto de Madhu Kiran Nallu


… se não o encontrares numa pastelaria, procura noutra. Esta frase foi-me enviada vezes sem conta nos últimos Natais. E é uma grande verdade. Os sonhos de abóbora, por exemplo, são fantásticos. Não se pode desistir dum.
Mas esta premissa não é válida apenas para este doce. É válida também para aqueles sonhos que temos. Que fazem o mundo pular e avançar como a bola colorida nas mãos duma criança.
Todos nós, como seres humanos que somos, temos sonhos. Mais ou menos concretizáveis. Fazer um cruzeiro de sonho, uns 15 a 20 dias num barco é o meu. Não sou exigente. Todos os dias me aproximo desse sonho. Viajo 20 minutos de cada vez, duas vezes por dia. Espero um dia poder alcançar o meu sonho. Vou sentir-me feliz no dia em que entrar num barco para um cruzeiro.
Mas há outros sonhos. Pintar um quadro que seja um sucesso, escrever e publicar um livro que seja lido por pessoas que não nos conheçam, dançar no teatro Bolchoi, cantar no Olímpia, ter um carro último modelo, uma vivenda de sonho… existem tantos sonhos diferentes, tantos quantas as pessoas que os têm. Porque cada sonho é único, é criado pelas nossas expectativas enquanto indivíduos.
Não é importante saber qual é o sonho. É importante saber o que fazemos (ou não) para o alcançar.
Porque a vida não é a preto e branco, porque há milhares de tonalidades, não podemos pôr as coisas na base de ou é ou não é. Mais vale pôr na base do tentamos ou não tentamos. Se temos medo ou não de tentar. E se tentarmos alcançar o nosso sonho e não conseguimos? Bem, a única solução é continuar a tentar. Sempre.
Se Rembrant ou Van Gogh tivessem desistido porque em vida não lhes deram o devido valor, como seria hoje o panorama da pintura mundial? Apesar das dificuldades, apesar de estarem na miséria, lutaram até ao fim pelo seu sonho – o de serem pintores reconhecidos.
Luís Vaz de Camões morreu na miséria, esquecido por todos. Enquanto foi vivo pouco valor se deu aos Lusíadas. Hoje é estudado e analisado por todos. Também não desistiu (e até conta a lenda que ele salvou a sua obra prima de se afundar).
Cervantes morreu sem o devido reconhecimento. Não desistiu.
A Microsoft e a Apple são os monstros que são hoje porque os seus fundadores não desistiram, apesar de terem começado a sua carreira como hackers, apesar de toda a gente lhes dizer para estarem sossegadinhos nas suas garagens e não incomodarem os gigantes… apesar de tudo isso lutaram, não desistiram.
Nem todos seremos reconhecidos depois de mortos, e seguramente que o reconhecimento depois da morte não nos serve para nada. Também acredito que nem toda a gente conseguirá alcançar a fama e a fortuna que Bill Gates e Steve Wozniak têm hoje.
Mas… e quem sabe se não podemos mesmo alcançar o que sonhamos? Se desistirmos de lutar por isso, se temos medo de o fazer… então de que vale termos tido esse sonho? Quando temos um sonho lutamos por ele. Não deixamos de o fazer. Os sonhos não se alcançam com facilidade, caso contrário não eram sonhos. Não se acorda um dia e o nosso sonho foi concretizado. Se o deixamos de parte, então o sonho também nos põe de parte e nunca mais o encontramos. Nem ele a nós.
Bem sei que já falei mais ou menos disto no “Vale a pena tentar?”. Eu sou da opinião que vale sempre a pena tentar (a menos que essa tentativa seja contra a lei, os bons costumes e que possa eventualmente magoar terceiras pessoas). Este texto de hoje não é sobre tentar. É sobre lutar por algo que se deseja, por um sonho. E nasceu porque cada vez mais vejo pessoas à minha volta que desistem com demasiada facilidade de o fazer. Pessoas que querem acordar um dia com o sonho concretizado, fazendo pouco por isso. Ou que não fazem nada por ele e que querem que o sonho se concretize. Ou que fazem por alcançar o seu sonho mas que desistem ao fim de pouco tempo… Podia dar tantos exemplos. Fico-me por estes.
O nick que uso, Pedra Filosofal, foi escolhido porque, para mim, o sonho comanda mesmo a vida. E quem me ajudou a escolher este nick sabia e sabe disso. Só que o sonho não se realiza sozinho. Precisa da nossa ajuda para isso. Ajudem os vossos sonhos a tornarem-se realidade. Se não desistirem de lutar pelo vosso sonho também o sonho não vai desistir de se tornar realidade.
Por isso não desistam do vosso sonho… Eu não vou desistir do meu.

Não vou dar fome à minha filha

Foto de JJS de Graaf

Esta é frase imperativa, de um filho em resposta às necessidades da sua mãe doente de AVC “não vou dar fome à minha filha por causa da minha mãe”. Esta mãe de quem eu falo e passo a citar aqui, será um exemplo de muitas por esse mundo fora. Uma lutadora que sempre protegeu as suas crias, que passou fome, frio, as mágoas de uma vida sofrida para criar e educar da melhor forma possíveis os seus rebentos. A preocupação era sempre a mesma, como sobreviver mais um mês para que nada lhes falte?Limpou escadas, trabalhou em casa das senhoras que lhe davam para lanchar, um pão com bolor e um chá meio frio, trabalhava horas a fio em troca de uns trocados. Tinha que aceitar todas as condições pois as carências eram muitas, não podia reivindicar nada vezes nada, porque a porta da rua estava sempre aberta para quem não estivesse satisfeito. Não conseguiu sequer garantir uma reforma mínima por falta dos descontos que lhe eram negados, foi-lhe atribuída a mínima quando fez 65 anos de idade, uma quantia de 150 euros, até lá vivia com uma pensão de sobrevivência de 100 euros. Hoje com 71 anos vive com 350 euros por mês e com muitas necessidades devido ao seu estado de saúde. Este filho a quem a mãe nada lhe deixou faltar nem mesmo amor, não é rico nem pobre, é só mais um daqueles que casou e passou a ser filho de pais incógnitos esqueceu-se que um dia teve uma que mãe lhe deu a vida com muita honestidade. Esta mãe deu à luz seis filhos, perdeu dois entre a doença e a miséria mas contendeu com todas as forças por todos de forma igual, agora não passa de um peso, inutilizada, dependente de tudo e de todos. É com muita honra que digo esta é a minha mãe, de quem eu cuido com muito amor, com o mesmo que ela sempre nos deu. Não me admira que a sociedade e o governo desprezem estas situações, quando os próprios filhos rejeitam e negam ajuda aos próprios pais. Talvez se lembrem deles no dia dos fiéis.

“Crimes contra idosos e crianças prioritários na investigação”
Aproveito ainda para deixar aqui uma questão de índole geral e um alerta para a população... (respeitando a nova lei que já deveria ser prioritária há mais tempo).
Não será crime o abandono, desprezo e falta de dignidade que alguns familiares praticam com os seus progenitores? Eu dirijo-me especialmente a este drama, porque cada vez mais me deparo com situações destas e as estatísticas falam por si. Idosos doentes, cheios de carências afectivas e financeiras deixadas à sua própria sorte. Desculpem-me a expressão “levem os empecilhos que já não fazem cá falta nenhuma”, mas a sensação que o meu ser sente é esta, sei do que falo. Para quem conhece as leis e porque neste momento vivo este dilema, deixo aqui um apelo: Não desistam de lutar... embora a luta seja uma eternidade nos tribunais! Um filho que decida tomar conta dos pais acamados ou debilitados sem capacidades financeiras para o fazer, tendo irmãos com possibilidades financeiras é abandonado por completo pelo Estado. As soluções que nos são apresentadas são: colocá-los num lar social ou entrar com um processo em tribunal de pedido de pensão de alimentos aos outros filhos.
Mas se o progenitor(a) estiver incapacitado(a) psicologicamente para o fazer, então aí não basta um processo mas dois: 1º- acção de interdição e o 2º- acção de pedido de pensão de alimentos. O 1º processo consiste em provar que o seu pai ou mãe não está nas suas faculdades mentais, e consequentemente, necessitará de um tutor que a represente no 2º processo. Mas como os processos não seguem em conjunto para o mesmo sector jurídico, por vezes confundem-nos, como se o nosso intuito fosse, apoderar-nos das fortunas dos nossos pais. O 2º processo só pode iniciar depois de ser dada a tutela ao filho que tenha feito o pedido de interdição e que esteja a cuidar do seu progenitor. Neste momento vivo esta situação só porque me recuso a meter a minha mãe num lar social e porque infelizmente tenho uns irmãos que não me ajudam a nível financeiro nem sequer psicológico, para que eu possa refazer a minha vida, em termos profissionais. A minha mãe foi vítima de AVC há cinco anos e a dor que senti ao vê-la assim não tem explicação possível nem dinheiro nenhum paga tanto sofrimento... Como a ajuda dos meus irmãos foi nula, pedi ajuda à assistente social, para que me arranjassem alguém que pudesse tomar conta dela para eu poder trabalhar e proporcionar-lhe melhores condições para a sua doença, mas tudo isto me foi negado, porque tenho irmãos. Com todo este sufoco, dei-lhe tudo o que tinha: o meu amor! Hoje passados cinco anos tenho tido a recompensa, ela continua dependente de mim para tudo mas deixou de ser um vegetal. O 1º processo ainda continua no tribunal desde de 2004, à espera de um novo juiz. Já estava em fase final mas como transferiram o juiz que estava a tratar do caso, o processo ficou parado. Não sei por mais quanto tempo irei ter que esperar por uma nova resposta para poder dar andamento ao 2º processo.
Será que estão à espera que ela morra para arquivarem o processo? Deixo esta mensagem a todos que padecem com este tipo de problema, mas não desistam! Embora tenha momentos de desespero agarro-me ao amor que recebo todos os dias de uma mãe que já consegue sorrir e dizer “adoro-te minha filha”.
Abandonar a minha mãe num lar social é que não!
Apesar de ela ter passado muitas dificuldades para nos criar, nunca meteu nenhum filho num orfanato.
Esta é uma crónica da vida real. A Conceição Bernardino, do blogue http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com está a viver esta situação. Quando tornou público os problemas que está a ter por causa da sua mãe e irmãos não foi, e não é com a intenção que tenham pena dela. Quer apenas apoiar quem passa por situações semelhantes e que não tem coragem de denunciar esta situação.
Ao colocar esta crónica aqui, no meu blogue pretendo, em primeiro lugar, homenagear a minha amiga, esta excelente pessoa que sacrificou tudo pela mãe. Tal como a mãe fez por ela e pelos irmãos. Quantos idosos andam por ai aos trambolhões porque não tem uma filha ou filho que os ame e que deles cuide como a São está a fazer.
Depois, e tal como ela, é uma forma de apoiar quem passa pela mesma situação e não tem coragem para tomar as medidas drásticas que a São tomou. Porque acreditem que não é fácil.

Ter filhos


Foto de David Stanton
Há um provérbio bem antigo que diz que “parir é dor, criar é amor”. Concordo. Não no todo mas em parte. Na parte que diz que criar é amor. Hoje já se pode ter filhos sem dor. E não são menos filhos que os que foram tidos com dor. Se houver amor para lhes dar, não interessa se a mãe sofreu ou não para os ter. E, muito sinceramente, não interessa se quem está a criar foi quem teve a criança. Ou quem “contribuiu” para que ela nascesse. Interessa apenas criar a criança com amor. Já aqui falei nas crianças maltratadas, violentadas, abandonadas. Muitas vezes com o consentimento tácito de quem devia ser responsável por elas e que nada faz.
Mas, felizmente, há crianças que são criadas com amor. Crianças que são a razão de viver dos pais. Por quem os pais fazem tudo o que está ao seu alcance para as ver crescer felizes.
Criar uma criança não é fazer-lhe todas as vontades. Nem dar-lhe tudo o que ela quer. Nem sequer não impor regras. Amar uma criança é saber dizer-lhe que não, é impor regras. Mas também é acarinhá-la sempre que possível, ajudá-la a resolver os seus conflitos (e não resolver por ela), esclarecer todas as dúvidas que ela possa ter…
Os bebés, quando nascem e assim que chegam ao colo da mãe começam logo a quer moldar a mãe ao seu desejo. Estou a ser fria? Se calhar. Mas é a verdade. Eles sabem que, se chorarem tem colo, tem comida, tem mimos (que nunca são demais, eu acho). Aos poucos a mãe e o pai tem de perceber o que é manha (e acreditem, um bebé tem muita manha) e o que é uma necessidade real.
Aos poucos, e enquanto o bebé cresce e se vai tornando numa criança, começam a ser testados os limites dos pais. E cada criança tem o seu limite de teste. Tenho esse exemplo em casa. Dois filhos. Uma rapariga e um rapaz. Diferentes como água e vinho, como a noite do dia.
Quando começam a falar começam a querer contrariar-nos. Mais uma forma de teste. E à força de tanto lhes dizermos que não, é essa a primeira palavra que nos respondem. Não. Do alto da sua sabedoria. Não. Não e Não. A tudo.
Enquanto crescem a sua capacidade de nos testar vai também crescendo. Estamos constantemente a ser testados. Mas não só. Os filhos estão sempre a tentar manobrar os pais, a tentar que façamos o que eles querem. E eles sabem bem como consegui-lo. Um sorriso, um abraço, um miminho e lá estão os pais com vontade de ceder. Claro que não podemos ceder sempre. Mas de vez em quando podemos. Não podem ser sempre eles a ceder. Serve-lhes também de incentivo.
Até que os filhos sejam adultos vão haver vários conflitos com os pais. Vão haver momentos de grande tensão, em que todos vão querer a impor a sua vontade. Cabe aqui aos pais pensar que também já tivemos a idade deles, também passamos pelo mesmo. Não quer dizer que se deixe andar e que eles façam o que desejam. Acho que temos apenas de escolher as guerras em que vamos entrar. Se entrarmos em todas vamos acabar desgastados e os filhos vão achar que estamos a contrariar apenas porque sim. Dou dois exemplos. O filho só gosta de se vestir de preto. Ok. Qual é o problema? Ele que se vista de preto. Não há nenhum risco associado a isso. A filha falta às aulas, as notas são más e não quer saber da escola. Uma guerra a ser conduzida com termos, mas de modo firme para que se perceba primeiro porque é que está a acontecer e tentar arranjar soluções de modo a que continue a estudar.
Quando a minha filha era bebé, comentei com o pediatra que esperava que, quando ela fosse mais velha, eu tivesse menos preocupações. E a resposta dele foi: desde o dia em que a sua filha nasceu que deixou de estar despreocupada. A partir do momento em que se tem filhos andamos sempre preocupados com eles. Com maior ou menor intensidade. Com razão ou sem razão. Mas sempre preocupados. E é verdade. Uma verdade absoluta. Mas sabem? Não trocava esta minha preocupação constante com os meus tesouros pela despreocupação que tinha antes.
Nota final - as discussões académicas sobre se os bebés testam ou não os pais deixo-as para quem de direito. Esta é uma opinião minha, resultante da minha experiência enquanto mãe. Respeito, aceito e gosto de conhecer opiniões diferentes porque elas me ajudam a crescer enquanto mãe e enquanto pessoa. Acima de tudo porque não tenho o condão de saber de tudo.
O mesmo se passa com o abandono escolar. A minha experiência pessoal diz-me que a culpa não é só dos pais. Nem só dos filhos. Mas também me diz que é uma "guerra" que os pais não devem abandonar. Nunca. Dei este exemplo como poderia ter dado outros. As incursões pelo mundo da droga, a anorexia, a bulimia, roubos, assaltos... são problemas que muitos jovens tem e que não se pode culpar só os pais. Nem só os jovens. Como em quase tudo há culpas partilhadas. Cabe aos pais saber resolver porque não há soluções milagrosas.
Esta crónica resulta da minha experiência como mãe. Posso falhar em muita coisa, posso vir a errar e posso já ter errado. Quero e espero fazer o melhor pelos meus filhos. Nada mais que isso. Porque é só isso que eles merecem. O melhor.

Este blogue não me sai da cabeça


A Vera Silva, do blogue http://prosas-e-versos.blogspot.com/, uma amiga excepcional, uma escritora admirável e brilhante, ofereceu-me o prémio “este blogue não me sai da cabeça”.
Parece que a regra é simples... nomear dez blogues que não me saiam da cabeça.
Há muitos blogues que não me saem da cabeça. Hoje a nomeação é complicada porque não queria nomear os mesmos que a Vera nomeou (e que são bastante bons) nem queria repetir os que já premiei quando recebi o prémio “é um blogue muito bom sim senhora” (mas acabei por o fazer)
Estudada a questão, optei pelos dez seguintes. A minha escolha teve a ver com o que escrevem e não obrigatoriamente com o blogue que mantêm. Porque alguns deles são de autores que acompanho assiduamente no
www.luso-poemas.net ou no www.escritartes.com (mesmo que nem sempre os comente lá).
Aproveito ainda para dizer que há muitos blogues que mereciam esta distinção. Esta e outras. Todas as distinções possíveis.
Feita a introdução, e por ordem alfabética, aqui ficam os meus 10 nomeados.

Almas Poéticas -
http://www.efeneto.blogspot.com/
António Paiva -
http://coisas-do-burro.blogspot.com/
Cristina Miranda -
http://osmeusencantos.blogs.sapo.pt/
Djinn -
http://djinndiez.blogspot.com/
Edileia -
http://desequilibrio.blogtok.com/
Fly -
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O moldador

Foto de Agnieszka Borkowska

Os sonhos são histórias que precisam de Homens para existir…
A História que vou contar fez-se primeiro sonho para poder viver de novo entre os Homens, depois materializou-se e tornou-se realidade…
Esta história veio de muito longe…
Veio daquele tempo antes das Pirâmides do Egipto terem sido construídas. Nesse Tempo existiam grandes e belas cidades no lugar onde hoje existe o deserto.
Numa dessas cidades, vivia um menino de 4 anos. Era lindo, de cabelos bem negros e pele morena. Esse menino seria mais tarde conhecido pelo Moldador.
Por todos era muito amado, mas quem ele mais amava era a sua mãe. Ela dedicava-lhe carinho e atenção como a ninguém. Para o menino era como o Mundo somente existisse em redor da sua mãe… Desde muito novo o Moldador apresentava-se como um ser muito especial; aos quatro anos, já parecia ter 10 em pensar e sentir…
Certo dia, e tendo ainda 4 anos, estava a passear junto a um lindo jardim quando viu a mais bela flor que tinha visto…
Naquele momento, nasceu dentro dele uma grande vontade de colhê-la para a dar à sua querida mãe. Mas, se assim o sentiu, logo pensou melhor, como era habitual em seu Interior. A maturidade que já tinha permitiu que não arrancasse a flor do jardim, sabendo que ela morreria ao ser arrancada. Mas mesmo assim mantinha o desejo de dar a flor à sua mãe.
Pensou…pensou… Até que teve uma ideia!
Com as suas pequeninas mãos e com o ar que existia ao seu redor o menino do Nada criou através do moldar, uma flor igual à que tinha visto.
Correu para casa e deu a flor à mãe.
- Mãe, como não podia tirar a vida de uma bela flor do jardim, com as minhas mãos fiz esta igual, só para ti.
Ela logo estendeu as suas mãos quentes e doces para receber a flor do seu filho, e disse:
- Oh meu querido filho, que linda flor fizeste … e que bem que cheira! Vou levá-la para o lugar mais especial da nossa casa.
O Moldador jamais esqueceu aquele momento. A sua mãe correu para o quarto, colocou a flor junto à sua cama, e disse que assim todas as manhãs poderia ser desperta pelo perfume dela.
Aquele acto transformou o menino. Depois daquele dia, ele começou a moldar do Nada tudo aquilo que tinha vontade de ter para brincar ou usar, e à medida que foi crescendo outras coisas moldava e oferecia…
O tempo foi passando e o menino foi crescendo até se transformar num lindo moço. Tinha mais ou menos 12 anos, quando um dia, ao passear pela praça da Cidade, viu junto a um Templo um pobre.
O pobre estendeu a mão pedindo-lhe pão. O Moldador nada tinha consigo… A não ser…o seu desejo e a sua arte do moldar o Nada. E do nada moldou um pão e o estendeu ao pobre…
Mas, para espanto dele, ao colocar o pão por si moldado na mão do outro, algo aconteceu… O pão materializou-se na mão do pobre, e ele viu-o comer desse pão. Depois daquele dia, o Moldador passou a criar através do seu moldar do nada tudo o que fosse necessário aos seus e à comunidade. Anos passaram e o seu dom começou a ser conhecido de muitos. Terras distantes chamavam o Moldador para os ajudar. E ele sempre corria para ajudar.
Já homem feito, um dia foi convidado por uns sábios de uma Terra muito distante. O Moldador fez a mais longa viagem que até então tinha realizado. Apresentou-se no Templo daquele povo Sábio e perante todos demonstrou o seu dom, criando do Nada tudo o que lhe foi pedido pelos sábios. Por fim, um representante daqueles sábios disse:
- Vejo que teu dom é de facto um grande bem, assim como vejo que também és um grande ser, que sabe respeitar o Todo que vive em cada Criatura. Mas tenho uma pergunta para te fazer. Como foi possível chegares a este dom?
- Ainda lembro o momento mais bonito da minha vida. E nele está contido o segredo! A minha primeira criação foi uma flor que dei à minha mãe. Ela mostrou-me o seu acreditar, e outros demais assim o fizeram, até ao dia em que eu também passei a acreditar. E, porque não tinha ninguém que me dissesse o contrário. O meu dom pode crescer até ao ponto que sabeis…
O segredo é somente um: acreditar!

Esta história é da Ilda Oliveira, do blog http://ashistorinhasdailda.blogspot.com/.
Conheci a Ilda em Outubro do ano passado e, sem razão aparente, ela contou-nos esta história nesse dia. Digo sem razão aparente mas, segundo a Ilda, quem estava presente precisava de a ouvir. E acertou em cheio.
Escolhi esta história da Ilda porque acho que, de facto, é preciso acreditar. Em nós. E enquanto acreditarmos em nós e enquanto houver quem acredite em nós, tudo é possível.

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