Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Viagem pelo meu mundo...

Foto de Maurik Holtrop

Viajei pelo meu mundo numa tentativa de descobrir quais as razões que me levam a ser quem sou.
Descobri algumas razões fundamentais. A família, claro. Muito importante e da qual falarei um dia destes. E os amigos. Aqueles amigos que são verdadeiros, amigos pelos quais eu faria e faço qualquer coisa. Aqueles amigos que eu sei que, se precisar, fazem qualquer coisa por mim.
Mas não são apenas amigos. São amigos com determinadas características.
Começo por dizer que nunca gostei de bajular e muito menos os amigos, dizer-lhes apenas aquilo que querem ouvir. Se não gosto, se não concordo digo. Porque eles merecem saber a minha opinião, seja lá ela qual for.
Elogios, criticas construtivas, avisos, alertas. Tudo é permitido numa amizade. Numa verdadeira amizade.
Com os meus amigos, aqueles que importam e que se importam, eu sei que posso dizer o que acho e que não vou ser mal interpretada porque eles sabem que o digo apenas porque quero o bem deles. Assim como eles o meu.
Não quero com isto dizer que lhes imponho a minha vontade. Não. Simplesmente lhes digo o que acho. Depois de dar a minha opinião não os tento converter ao que eu acho. Ao invés, tentamos chegar a um acordo. Nem que seja para acordar que discordamos.
A partir do momento em que a decisão está tomada, seja ela qual for eu apoio. Mesmo que não concorde. Mesmo que ache que vai correr mal, que é uma asneira. Eu apoio como se concordasse e nunca direi eu bem te avisei. Se correr mal, estarei, ao lado, a ajudar a que volte ao lugar, com soluções.
Mas, para que funcione, tem de ser nos dois sentidos. Não quero amigos que me digam sempre que estou certa, que concordam sempre com tudo o que faço. Porque sou humana, porque erro, porque me engano. Preciso de ter alguém que me indique os erros que posso vir a cometer se fizer determinadas coisas. E conto com os meus amigos para o fazerem.
Desiludam-se quem acha que amizades assim não existem. Existem sim. Eu tenho amigos assim. Felizmente. Amigos com quem partilho alegrias e tristezas, que sabem o que eu penso antes de eu dizer, que me criticam, que me corrigem, a quem eu corrijo, que sei o que vão fazer antes de me dizerem, que partilham comigo as alegrias e as tristezas. Tenho amizades assim que duram há anos, há mais tempo do que eu me lembro. E tenho amizades que surgiram há bem pouco tempo que são assim.
Outra coisa que estes amigos sabem e que estão habituados é que eu lhes diga que gosto deles. Não custa nada. A mim sabe bem dizer. A eles sabe bem ouvir. Principalmente porque, quando lhes digo, não é da boca para fora, é sentido. É o meu coração a falar-lhes. Não preciso que respondam. Nem que me digam o mesmo. Basta-me saber que, quando o ouvem ou quando o lêem, que sorriem e que sabem que gosto mesmo deles.
Este é o meu mundo. No meu mundo a amizade importa, os amigos são recebidos, todos os dias com o meu sorriso e todos eles me fazem falta. Muita.

Este texto é dedicado a todos os meus amigos que me acompanham sempre. Que, longe ou perto, recentes ou antigos, me fazem falta. Como o ar que respiro, como o pão para a boca. A minha vida não faz sentido sem vocês. Não preciso de vos enumerar. Vocês sabem quem são. E sabem o quanto são importantes. Sabem que faço tudo por vós. Sei que o fariam por mim.
Dedico-o também a alguns amigos com os quais fui perdendo o contacto. Por culpa de nada, por culpa deles ou por culpa minha. Cada um deles continua a fazer falta e continuo a lembrá-los.