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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Nunca desistas dum sonho...


Foto de Madhu Kiran Nallu


… se não o encontrares numa pastelaria, procura noutra. Esta frase foi-me enviada vezes sem conta nos últimos Natais. E é uma grande verdade. Os sonhos de abóbora, por exemplo, são fantásticos. Não se pode desistir dum.
Mas esta premissa não é válida apenas para este doce. É válida também para aqueles sonhos que temos. Que fazem o mundo pular e avançar como a bola colorida nas mãos duma criança.
Todos nós, como seres humanos que somos, temos sonhos. Mais ou menos concretizáveis. Fazer um cruzeiro de sonho, uns 15 a 20 dias num barco é o meu. Não sou exigente. Todos os dias me aproximo desse sonho. Viajo 20 minutos de cada vez, duas vezes por dia. Espero um dia poder alcançar o meu sonho. Vou sentir-me feliz no dia em que entrar num barco para um cruzeiro.
Mas há outros sonhos. Pintar um quadro que seja um sucesso, escrever e publicar um livro que seja lido por pessoas que não nos conheçam, dançar no teatro Bolchoi, cantar no Olímpia, ter um carro último modelo, uma vivenda de sonho… existem tantos sonhos diferentes, tantos quantas as pessoas que os têm. Porque cada sonho é único, é criado pelas nossas expectativas enquanto indivíduos.
Não é importante saber qual é o sonho. É importante saber o que fazemos (ou não) para o alcançar.
Porque a vida não é a preto e branco, porque há milhares de tonalidades, não podemos pôr as coisas na base de ou é ou não é. Mais vale pôr na base do tentamos ou não tentamos. Se temos medo ou não de tentar. E se tentarmos alcançar o nosso sonho e não conseguimos? Bem, a única solução é continuar a tentar. Sempre.
Se Rembrant ou Van Gogh tivessem desistido porque em vida não lhes deram o devido valor, como seria hoje o panorama da pintura mundial? Apesar das dificuldades, apesar de estarem na miséria, lutaram até ao fim pelo seu sonho – o de serem pintores reconhecidos.
Luís Vaz de Camões morreu na miséria, esquecido por todos. Enquanto foi vivo pouco valor se deu aos Lusíadas. Hoje é estudado e analisado por todos. Também não desistiu (e até conta a lenda que ele salvou a sua obra prima de se afundar).
Cervantes morreu sem o devido reconhecimento. Não desistiu.
A Microsoft e a Apple são os monstros que são hoje porque os seus fundadores não desistiram, apesar de terem começado a sua carreira como hackers, apesar de toda a gente lhes dizer para estarem sossegadinhos nas suas garagens e não incomodarem os gigantes… apesar de tudo isso lutaram, não desistiram.
Nem todos seremos reconhecidos depois de mortos, e seguramente que o reconhecimento depois da morte não nos serve para nada. Também acredito que nem toda a gente conseguirá alcançar a fama e a fortuna que Bill Gates e Steve Wozniak têm hoje.
Mas… e quem sabe se não podemos mesmo alcançar o que sonhamos? Se desistirmos de lutar por isso, se temos medo de o fazer… então de que vale termos tido esse sonho? Quando temos um sonho lutamos por ele. Não deixamos de o fazer. Os sonhos não se alcançam com facilidade, caso contrário não eram sonhos. Não se acorda um dia e o nosso sonho foi concretizado. Se o deixamos de parte, então o sonho também nos põe de parte e nunca mais o encontramos. Nem ele a nós.
Bem sei que já falei mais ou menos disto no “Vale a pena tentar?”. Eu sou da opinião que vale sempre a pena tentar (a menos que essa tentativa seja contra a lei, os bons costumes e que possa eventualmente magoar terceiras pessoas). Este texto de hoje não é sobre tentar. É sobre lutar por algo que se deseja, por um sonho. E nasceu porque cada vez mais vejo pessoas à minha volta que desistem com demasiada facilidade de o fazer. Pessoas que querem acordar um dia com o sonho concretizado, fazendo pouco por isso. Ou que não fazem nada por ele e que querem que o sonho se concretize. Ou que fazem por alcançar o seu sonho mas que desistem ao fim de pouco tempo… Podia dar tantos exemplos. Fico-me por estes.
O nick que uso, Pedra Filosofal, foi escolhido porque, para mim, o sonho comanda mesmo a vida. E quem me ajudou a escolher este nick sabia e sabe disso. Só que o sonho não se realiza sozinho. Precisa da nossa ajuda para isso. Ajudem os vossos sonhos a tornarem-se realidade. Se não desistirem de lutar pelo vosso sonho também o sonho não vai desistir de se tornar realidade.
Por isso não desistam do vosso sonho… Eu não vou desistir do meu.