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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

GPS do coração

Foto de Mehmet Ataman



Dei ao GPS o teu nome
Ele fingiu não ter ouvido
Em vez de me dizer por onde
Cantou-me a canção do bandido

Insisti dando-lhe a tua morada
Em outra língua me falou
Que, por ti, era enganada
Pois outra aquela morada perguntou

Disse que o deitava fora
Se outra morada me dissesse
Levou-me então embora
Sem que nada me prometesse

Chegamos então a uma praia
Dando-me ele as coordenadas
Com as rodas escreveu na areia
O nome das tuas namoradas

Olhei para o mar e pedi
Que me ajudasse a compreender
Pensava que era única para ti
Que só a mim me irias querer

O mar a onda baixou
Trazendo a espuma às minhas lágrimas
E com calma me explicou
Que era ali que as beijavas

Existe sempre algo que nos guia
Muitas vezes contra qualquer razão
Dê sempre ouvidos e sorria
Ao GPS do coração...



Poema de Vanda Paz (Tália)