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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Sétimo Vão


No sétimo vão tenho pão e vinho sobre a mesa, a mágoa acontece, e eu digo que o céu é um pano mal esticado.
Recordo o céu desta viagem, onde era suposto os peixes beijarem-se na boca, e talvez o horizonte seja um risco de faca. Existe um segredo que em nós santifica, no dia em que se descobriu o amor, e as rosas deveriam nascer nos peitos das mulheres.
Flávio, se digo que sangue é poesia, cada poema é um filho teu, digo-te também que desenhas palavras como quem inventa um silêncio a precisar de ser renovado.
De nada vale a solidão se não poder adormecer no fim da praia, enquanto me lês uns versos do Aleixo e quando um velho piano tocar, esgotam-se os minutos e há todo um desassossego que espera.
Nunca digas adeus. Some-te por entre o nevoeiro...

Este texto foi construído de alguns dos títulos dos textos do nosso Flávio Silver e que estão no livro que ele editou, chamado “Sétimo Vão”. Um livro que recomendo a todos com conhecimento de causa. Quer por conhecer o Flávio e a sua escrita daqui do Lusos, mas também porque já tive oportunidade de o ler.

Quem quiser adquirir este livro pode fazê-lo através de e-mail para
flaviolopesdasilva@sapo.pt.

Anjo

Foto de Paula Grenside


Chamaram-me de anjo. Sabe-se lá porquê, talvez por ter dado alguns esclarecimentos a quem tinha algumas dúvidas. Ou talvez por ter estado disponível para ouvir. Não interessa a razão pela qual me chamaram. Interessa que eu não quero ser anjo.
Dizem que anjo não tem sexo. E eu tenho. Sou mulher, gosto de ser mulher!
Dizem que os anjos cantam e tocam harpa. Eu também canto. Mas parece que os anjos cantam bem e eu tenho uma boa voz... mas para escrever à máquina. Quando canto no duche quase consigo ver as gotas de água a fugir assustadas. Quanto ao tocar harpa, temo que seja outro problema insolúvel. Eu não consigo distinguir um Mi dum Dó. Clave, para mim, é uma amiga que usa esse Nick na internet.
Nas imagens os anjos vestem-se com longos vestidos brancos. São magros. Tem o IMC (índice massa corporal) certo. Eu posso vestir vestidos brancos, mas se há coisa que não bate certo é o IMC. Sou mais carne que osso e de magra só mesmo nos dedos (e nem todos).
Diz a Wikipédia que os anjos emanam luz e que tem uma beleza delicada. Pois. Não estou ligada a nenhum candeeiro para dar luz (mas já dei à luz. Será que serve?) e quanto à beleza é perfeitamente discutível. A beleza está nos olhos de quem vê. Também não me considero feia, mas dai a dizer que tenho uma beleza delicada vai uma grande distância.
A Wikipédia acrescenta ainda que são virtuosos e inocentes. Ora aqui estão duas coisas que eu não sou, definitivamente.
Mais importante ainda. Os anjos usam auréola e asas. Ora eu não tenho nem uma coisa nem outra. E parece-me que deve doer bastante o processo de as atarraxarem às minhas costas (as asas) e ao pescoço (o suporte da auréola).
Resumindo e concluindo... não sou anjo algum. Sou apenas eu. E assim quero continuar, mesmo que me voltem a chamar anjo.

O meu silêncio

Foto de Kelvin Lim

Não te posso revelar
o meu silêncio,
nem tão pouco
o que sinto por ti.
Digo-te apenas,
que me deito
no rio que corre,
por caminhos escondidos...
...até ti.

O tempo
traz-me o teu olhar,
a solidão
o teu sorriso,
nesta fome de te amar,
nesta vida
de névoas de esperança,
é do teu calor que preciso.

Não sei
porque te trago
no peito,
nem sei
porque te acho
no pensamento.
Sei, que me deixas
a lua e o sol,
que me alegram os dias
na foz do esquecimento.

E agora
que me soletras
os sonhos
com voz quente
de amante louco,
e na saudade do prazer,
levas para longe
o cheiro do meu corpo.
Não me perguntes
o que diz o meu silêncio
porque perto de ti, diz tão pouco...

Poema de Vanda Paz

Em Sesimbra

Foto tirada ontem, pela minha filha

Estou de férias. Em Sesimbra. Quase todos os anos, e desde que me lembro, que as minhas férias são passadas nesta maravilhosa terra de pescadores.
Existem diversas lendas relacionadas com a origem de Sesimbra. Uma delas diz que a vila foi fundada por Zimbra, um pescador que fugiu, com a noiva, a um tirano que exigia dormir com as donzelas na noite anterior ao casamento. Junto com eles, fugiram diversos casais a quem, sempre que se perguntava alguma coisa, respondiam “Se Zimbra quiser...”. Donde terá nascido o nome de Sesimbra.
São muitas as lendas relacionadas, quer com Sesimbra, quer com o castelo (onde, ao que parece, viviam umas mouras lindíssimas e extremamente cruéis).
Independentemente das razões da sua fundação, Sesimbra é uma vila piscatória, que tem crescido lentamente ao longo dos séculos. O crescimento estará sempre limitado pela serra, uma vez que Sesimbra está situada numa baia protegida e escondida pela Serra da Arrábida.
A praia de Sesimbra, apesar das suas águas geladas, é bastante procurada pelos veraneantes. O problema é que a praia tem diminuído de tamanho, na inversa razão da procura dos veraneantes. Pensam que estou a exagerar? Infelizmente não.
Ontem, quando saímos para dar um passeio, a seguir ao almoço, fomos até à muralha que separa a praia da vila. E, qual não foi o nosso espanto quando reparamos que o mar tinha tomado, quase de assalto, toda a praia. Em muitas zonas não havia areal, apenas mar. Quem queria estar ao sol, estava na muralha. Ou nas esplanadas da avenida da praia. Quem queria estar a banhos podia estar em qualquer sítio da praia. Afinal, o mar também estava em todos os sítios da praia.
Esta situação é perfeitamente normal... no Inverno. Ou em Setembro, quando são as marés vivas. Nunca em Julho.
Todos os anos se vai buscar areia ao mar para compor a praia. Para a aumentar de modo a permitir que os banhistas tenham espaço para estar ao sol. Só que a subida do nível do mar e as alterações climatéricas fizeram com que, este ano, esse esforço fosse inglório. O que me leva a pensar que, um dia, não muito distante, também a praia de Sesimbra fará parte das lendas.
E, se assim for... se a praia de Sesimbra desaparecer, com certeza que o mesmo vai acontecer, mais tarde ou mais cedo, a outras praias portuguesas. Portuguesas e não só.
Com o tempo é muito provável que nasçam várias lendas... e que irão começar com “dizem os antigos que havia aqui um areal onde as pessoas podiam estender as suas toalhas e tomar banhos de sol...”

A dança

Foto de Darren Henry

Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda

A ti Manuela Fonseca

Foto de Paolo De Faveri

Foi no 1º dia de um Dezembro, distante,
Que cheguei à parede da tua alma.
O mar estava presente
E eu sentei-me no parapeito da janela.
As lágrimas soltam-se
Na ausência da minha esperança,
Num coração por vencer
Inventei um sorriso para me disfarçar…
Sempre o sorriso!
Nesta loucura
Foste...
A minha nostalgia de amor,
O palácio dos meus néctares.
Fui ao centro do planeta
Onde os olhares se dividiam,
E esse olhar me mentia…
Não me mates só por matar!
Tens o dom do mal…
Não me lembro
Do medo que me atormenta.
Incógnita,
Amaldiçoei-me a mim mesma.
Tudo é igual a mim…
Vou-me embora!
Andava secreta,
Cheia de felicidade.
O Amor rende-se..
E agora, ó Poetas, que vos deixo de mim?

Poema dedicado à Manuela Fonseca, feito por mim com os títulos dos poemas dela.

Acordo Ortográfico – duas nacionalidades, uma opinião

O texto abaixo é da autoria de Pedra Filosofal e de Godi, residentes, respectivamente, em Portugal e no Brasil. Amigos, separados por um oceano, ainda assim partilham das mesmas opiniões acerca dum acordo que tem feito correr bastante tinta em ambos os países.

É nossa firme convicção que não faz sentido algum quererem uniformizar a linguagem. Temos expressões diferentes, nascidas da forma de estar, de histórias diferentes nos dois países.
Diferentes circunstâncias marcaram a variação do Português brasileiro e do Português europeu. O Português Europeu, pelo facto de as fronteiras de Portugal serem as mais antigas da Europa, contrariou uma variação mais profunda por fatores exógenos exteriores, a qual foi sobrelevada por ação de fatores internos a própria língua, sendo, por isso, considerado como uma língua quase perfeita, pois manteve-se ocupando uma área estável desde a delimitação das fronteiras lingüísticas e propriamente portuguesas desde o séc. XIII. Somente em raros pontos que a fronteira política não coincide com a fronteira lingüística.
Em Portugal o esclavagismo quase que não existiu e a imigração só há pouco tempo é uma realidade. Não teve, por isso, muitas influências externas para a evolução da língua. O português europeu evoluiu “sozinho”.
Já no Brasil o português foi determinado por fatores multifacetados e, por isso mesmo, houve uma diferenciação natural. O português brasileiro teve um contato significativo de fatores exógenos: Com línguas indígenas, com línguas africanas e com línguas de imigrantes de diversas partes do mundo. No Brasil a escravatura foi uma (triste) realidade. E por mais que os senhores quisessem evitar, alguma coisa foi ficando da rica linguagem dos escravos, em forma de substrato linguistico (herança lexical e morfossintática no português brasileiro). Acresce ainda que o Brasil foi colonizado por tantos emigrantes que é quase impossível saber qual a língua que teve mais influência (para além do português).
A língua portuguesa do Brasil, variante nacional do Português europeu (de Portugal) tomou um rumo simplesmente 'diferente' com perdas casuais de funções latinas, com influência de línguas indígenas e africanas, ou seja, a comunidade brasileira que é maior que a portuguesa por ser maior mesmo já é um fator de diferenciação.
Uma das razões do acordo é que a ortografia seja uniforme. Mas se ortografia fosse impedimento, Miguel Sousa Tavares e José Saramago não seriam tão bem vendidos no Brasil como, de fato, o são. Sabe-se que os dois autores preferem que a obra seja divulgada com a ortografia do português europeu (Portugal). Em Portugal passa-se o mesmo com Jorge Amado e Paulo Coelho que editam em português brasileiro.
A língua está viva e muda de acordo com a utilização que dela se faz, não porque alguém, em algum momento, assim o decidiu na "marra". Ao longo dos anos a língua portuguesa, quer em Portugal, quer no Brasil, quer noutros países de língua oficial portuguesa, tem alterado por força do convívio natural entre as pessoas. Cremos que um dia, sem legislação, o português será ainda mais semelhante, mas apenas e só por força das circunstâncias. E que circunstâncias? É simples, há, cada vez mais, brasileiros a trabalhar em Portugal e portugueses a passar férias no Brasil. A globalização, o avanço das telecomunicações e mídia (média) serão também factores determinantes na aproximação da língua falada e, posteriormente, da língua escrita.
Todas as decisões onde se modifica o código escrito são sempre controversas e causam traumas. Legislar em cima da língua é algo que, normalmente, não funciona, por haver diferentes formações neológicas de palavras a cada uma das variantes que constituem a lingua portuguesa.
No Brasil, incrivelmente a lingua portuguesa é bastante uniforme na sua variação diatópica (variação regional) no que condiz a nomeação de conceitos novos (formação de palavras novas e designações). Existe o entendimento recíproco, apesar de haver diferenças sempre de acordo com os diversos critérios sócio-históricos que levaram a tal.
A influência norte-americana é muito grande no Brasil. Em Portugal também se nota, nos últimos anos, um acréscimo nos estrangeirismos, introduzidos pelas novas tecnologias. Consideramos, no entanto, estes empréstimos linguísticos-estrangeirismos como normais, pois que estes atingem apenas o léxico, não havendo hipóteses para a desestruturação da língua em si.
As línguas sempre criam termos novos, os chamados neologismos. Esses termos, vindos sempre dos acervos latinos e/ou de empréstimos, nominam novos termos. Então, quanto muito, deveria-se ter uma comissão conjunta entre os dois paises para verter uniformemente os termos em estrangeiro, comumente trazidos pela tecnologia. Por exemplo, uma arca frigorífica em Portugal, é freezer no Brasil.
No entanto essa uniformização seria gradual e apenas para termos técnicos. A uniformização de expressões seria quase impossível. A título de exemplo, no Brasil “veado” é homossexual quando em Portugal é um animal que podemos ver no Zoo. “Galinha” em Portugal é uma mulher tagarela. No Brasil é uma prostituta. E o mesmo problema se põe a nível regional. Por exemplo “batata” em Portugal Continental é uma batata, na Ilha da Madeira são “semilhas”. No Porto bebe-se um cimbalino, em Lisboa um café.
Qual é o acordo que pode levar a que deixem de acontecer estas diferentes interpretações da mesma frase?
A riqueza da língua portuguesa, seja ela brasileira ou europeia, está na diversidade, a unanimidade é tola e estranha.

A vida...

Foto de Konrad Tapp


A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
Que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
Não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
Aquilo que nós lhe oferecemos

Albert Einstein

O (in)sucesso escolar

Foto de Evgueni Novichihin

Em Portugal estamos no fim de mais um ano lectivo. Este ano, e de acordo com as estatísticas, a grande maioria, para não dizer todos, os alunos irão passar de ano. Ao que parece os alunos merecem passar de ano. Não importa se sabem a matéria, importa que passem de ano.
Conheço, infelizmente, alguns casos que demonstram bem que o enfoque está na passagem de ano e não na aprendizagem.
Duas meninas que frequentaram o primeiro ano de escolaridade, chegaram ao fim do ano sem saber ler. Mas passaram de ano. Alguém me explica como é que elas se vão dar no segundo ano se, supostamente deveriam saber ler? Quer-me parecer, mas posso estar enganada, que vão ter mais dificuldades em aprender a matéria de dois anos num só de modo a irem preparadas para o terceiro ano do que seria se reprovassem e repetissem o primeiro ano. Vai ser mais complicado para as miúdas e mais complicado para a professora e restantes alunos.
Noutro caso o aluno teve apenas dois testes positivos ao longo do ano escolar. Um a cada disciplina e cada um deles foi um positivo muito baixo. Passou de ano. É impressão minha ou este aluno não está minimamente preparado para o ano escolar seguinte? Mais uma vez posso estar enganada.
Foi notícia que o exame final de matemática foi demasiado fácil. De tal modo fácil que muitos alunos se sentiram enganados porque passaram um ano a estudar para... nada. Estudaram para absolutamente nada porque, quem não estudou também vai ter uma boa nota no exame final porque as perguntas eram demasiado simples.
Estes casos configuram casos de sucesso escolar. Os alunos passaram de ano. Mas será sucesso ou insucesso? Não será antes um sucesso momentâneo que levará a um futuro de insucesso?
Afinal que aprenderam os alunos, os jovens de hoje, os adultos de amanhã, neste ano lectivo? Que não precisam de se esforçar, não vale a pena fazer o que quer que seja durante o ano porque merecem passar de ano e irão passar de ano – independentemente do que fizerem. Estamos a criar uma futura geração de adultos que terão enormes dificuldades em ler, escrever ou fazer operações aritméticas simples. Estamos a criar adultos que terão sempre a ilusão de que não precisam de fazer o que quer que seja, serão recompensados à mesma. Mas nós, que já somos adultos, sabemos que não é assim. Então porque insistimos em fazer acreditar que é assim?
Não culpo os professores. Na sua grande maioria querem fazer alguma coisa, ensinar os alunos convenientemente, reprovar os alunos que não mereçam passar mas o sistema educativo actual não deixa que assim seja. Nem o sistema nem alguns pais que preferem que os filhos passem de ano a qualquer custo do que terem de enfrentar uma crise existencial dos filhos por terem reprovado. É mais fácil. E, neste momento, a nossa sociedade vive a época do facilitismo. Queremos tudo simples, acessível, sem trabalho, sem contrariedades. Será esta a melhor maneira de viver? De ensinar? De ser e de estar na vida? Ter tudo sem preocupações, sem o gosto de saber que, no fim do esforço vamos ser recompensados?
Não é, seguramente, isto que eu quero para os meus filhos. Por mais que os ame, e amo de coração, quero que eles lutem para ter as coisas. Que se esforcem para serem recompensados. Prefiro, se for caso disso, que reprovem de ano a que passem sem merecer. Porque só assim serão adultos conscientes das suas capacidades e capazes de tratar de si.

Um velho ditado diz qualquer coisa assim: "As facilidades que hoje damos, são as nossas dificuldades do amanhã". Não estaremos a entrar por caminhos perigosos neste mundo actual da globalização? Amanhã, para além dos alunos, quem pagará esta factura não será o próprio país? Pensem nisto!

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