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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Falso pudor

Foto de Per Johansson


Se pudesse abrir com adaga o peito,
Arrancaria daqui, estes versos ocultados,
E com eles, arderia em forte e intenso,
Motivo maior, que permeia meu brado!

Prossigo aquém das forças que tenho,
Sabendo, que neste mundo sou limitado,
Que perco e me convenço, sou ser efêmero,
Que nasce e ao crescer é sepultado...

Por timidez da vida, me rompi do rumo,
Maior, que me foi dado em escolta,
Não cuidei, por certo do meu próprio mundo...

E acabo, por tecer minhas revoltas,
Pois, quem neste pedaço de vida,
Nunca quis suas reais respostas?

Hoje trago-vos um soneto da Ledalge. O primeiro que ela publicou no site onde nos conhecemos, e, para mim, um dos mais bonitos dela.
Conheçam mais da Ledalge no blogue http://ledalge.blogspot.com/