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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Falando de preconceitos

Foto de Pat Merz

Tenho tido oportunidade de acompanhar a colocação de textos sobre sexo em diversos sites ligados à literatura. Com opiniões contra e opiniões a favor.
Hoje decidi-me a expor a minha opinião sincera sobre este tema. A sexualidade e a literatura a ela dedicada.
Ao longo da nossa vida passamos por diversas fases... uma delas é a descoberta da nossa sexualidade. Todos, sem excepção, passamos por isso. E se uns descobrem que tem a tendência sexual dita normal, outros há que descobrem o prazer sexual com parceiros do mesmo sexo e que, por serem em menor número e se acharem anormais acabam por se esconder.
Lembro-me que, só quando o Freddy Mercury morreu e o mundo soube que ele tinha SIDA e que era gay é que se começou a falar no assunto. Só após a sua morte é que muitos gays tiveram coragem de se assumir como tal. E porquê? Porque a homossexualidade era vista como um tabu, como uma coisa a evitar, uma doença... casos houve em que os homossexuais se sentiam tão diferentes que tentaram o suicídio. Saber que Freddy Mercuri, Rock Hudson e Elton Jonh (só para mencionar alguns) eram gays veio ajudar muitos anónimos a aceitarem que o são.
Aliás, só depois da morte de Mercuri é que a SIDA começou a aparecer nas notícias de jornais, começou a ser estudada. Hoje é fácil de perceber que, caso ele tivesse assumido ser portador do Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, o estudo da doença teria iniciado mais cedo, mais cedo se saberia quais os veículos de transmissão...
Quero, com estes exemplos, mostrar apenas que cabe a cada um de nós fazer os possíveis para que os homossexuais se aceitem como iguais aos outros, diferentes apenas nas preferências sexuais.
Quanto à colocação de textos com a descrição de actos sexuais, independentemente das orientações sexuais dos envolvidos, poderem, ou não, estar num site de literatura... bem, nada como dar mais exemplos. Anais Nin, Marquês de Sade, Hilda Hist... quantos mais querem que escrevem livros eróticos e que vendem?
Há, efectivamente, uma diferença bastante grande entre erotismo e pornografia. A esse propósito, e para que fique claro, trago aqui duas definições da Wikipédia.
Erotismo é o conjunto de expressões culturais e artísticas humanas referentes ao sexo. A palavra provém do latim ‘eroticus’ e este do grego ‘erotikós’, que se referia ao amor sensual e à poesia de amor.
Pornografia é representação, por quaisquer meios, de cenas ou objectos obscenos destinados a serem apresentados a um público e também expor práticas sexuais diversas, com o fim de instigar a libido do observador. O termo deriva do grego πόρνη (pórne), "prostituta", γραφή (grafé), representação. Quase sempre a pornografia assume carácter de actividade comercial, seja para os próprios modelos, seja para os empresários do sector.
Para mim, e ressalvo que se trata apenas da minha opinião enquanto leitora, desde que os textos em causa sejam eróticos e que não recorram ao uso excessivo do calão... então, como não publicá-lo num site de literatura, ainda para mais classificado como tal?
Como leitora, quero é encontrar algo que possa ler, com qualidade e que seja uma mais valia para mim, independentemente do tema que se aborde. Não será assim para todos leitores?