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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Palavras perdidas

Hoje não grito para que me ouçam
Hoje fico em silêncio para que me sintam...
Preciso de ti... Preciso da tua voz para me embalar nas noites vazias.
Anseio ouvir-te dizer: "quero-te" embora a minha mente me grite que não o dirás...
Ainda assim espero, desejo, sonho...
Contigo e com o teu cheiro.
Com o teu sabor. Com a tua voz deitada na palavra proibida de querer...
Estas mãos marcadas pelo teu toque, que agora escrevem, já não te acariciam... estes olhos, nos quais tu despertaste um brilho já não te vêem... este coração que bate por ti nada sente e as vozes que ouves são 'fantasmas' que vieram embalar os meus sonhos e acordar os pesadelos, memórias enterradas, esquecidas e abandonadas. A minha alma, vazia, corre na tua direcção, em busca de conforto, de carinho, de amor...
Esta minha alma perdida, perde-se no nada, na esperança que deixou de o ser. Se tu a visses, se a pudesses ver...
Tenho saudades de mim, do que fui há muito, muito tempo atrás... Dei o que jamais darei. Sorri num tempo bondoso, chorei numa vida madrasta e vim morrer nos teus braços, nesses teus braços onde sempre fui criança... Agora abandonaste-me...
Para que me prometeste que irias estar aqui ao meu lado SEMPRE?
Se preciso de ti AGORA e não estás... para que disseste que eu nunca iria ficar sozinha se a única companhia que tenho agora são as lágrimas e um reflexo num espelho que hoje já nada me diz... Para que me agarraste e abraçaste com tanta força? Para depois me largares tão de repente... se agora a única coisa que abraço são recordações em forma de pesadelos que insistem em me relembrar todos os dias o que foi mas que já não é... Largaste-me, deixaste-me cair... sem simplesmente me dares esse teu sorriso que me dá vida... Sim também percebo que para ti esta ausência do NÓS não esteja a ser fácil, só que és mais forte do que eu, aliás és mais TUDO do que eu se calhar é por isso que te admiro tanto... Mas, não percebes que simplesmente preciso de ti? Da tua presença junto de mim? Fiquei nesta dor que me consome, nesta tristeza infinita. Ai, se tu pudesses ver esta alma vazia, perdida no nada... Se pudesses sentir, sentir o que já não sinto, se pudesses vir ao meu encontro e eu te pudesse abraçar, beijar, amar... Eu ainda te amo, mas tu não sabes, ainda te beijo mas tu não vês, ainda te abraço todas as noites mas tu não sentes...
E sabes o que nos separa? São as palavras, São as palavras...


Andava eu a passear de blog em blog, como é meu hábito, quando encontrei o blogue da Ana Luiza, autora deste texto. Fiquei presa aos textos colocados por ela, dada a qualidade que demonstra.
Além da qualidade dos textos, a Ana demonstra ter garra, ter personalidade e corajosa.
Acho que estamos em presença de um novo talento. Espero que o tempo me venha dar razão.
Visitem o blog http://analuiiza17.blogspot.com/ e comprovem por vós.
Notem ainda que a foto também foi feita por ela.