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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa

Foto de Tea Cisic

Não sei se vá, se fique. Esta frase, usada por uma pessoa do jet set português tornou-se quase imagem da sua marca pessoal. Aliás, quem sabe de quem eu estou a falar, sabe que indeciso(a) é mesmo o que ele(a) é.
Muitas vezes sabemos exactamente aquilo que queremos. Mas, por força de circunstâncias várias, achamos que, o que queremos está errado e tentamos convencer-nos de que queremos outra coisa. Lembro-me, por exemplo, quando foi preciso escolher o curso universitário que ia tirar de ter estado indecisa. Contabilidade ou economia? A decisão não foi fácil. Eu sabia o que queria (contabilidade) mas o meu pai achava que eu devia tirar economia porque tinha mais futuro. Acabei por tirar contabilidade. E não me arrependi. Segui o coração em vez da razão.
Bem sei que o coração tem razões que a própria razão desconhece. E muitas vezes as razões da razão devem ser ouvidas. E é desta dúvida, qual das razões ouvir, que nasce a indecisão.
Eu? Bem, normalmente demoro a decidir o que quero. Mas quando decido, assumo e não volto atrás. Custa-me mais estar indecisa que assumir a decisão tomada. E até hoje ainda não me arrependi de nada que tenha feito. E faria tudo de novo. Porque foram essas decisões que tomei que fizeram com que eu seja o que sou hoje.

Nota
* O título desta crónica é da autoria de Adriana Falcão. Ainda o desafio da Amora.