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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Clamor ao amor

Foto de Lutz Honermann

Toca o vento,
Vivaldi à minha alma vibrante,
Canta a chuva,
os meus poemas de paixão,
Do meu espírito,
A torrente amorosa, o coração,
Mais alto,
que o voo de uma águia, distante!...

No meu sangue,
correm meus sonhos dispersos,
Pulsar agonizado,
do meu coração ardente!...
Num clamor de loucura,
soltam-se os versos...
Quando eu sonho,
o amor do Zeus divinamente...

Batida em fúria,
por muitos vendavais,
Mãos cheias de amores,
Rosas e beijos florais...
Quem foi que me deu,
este poder de tanto te amar?
Se depois não me deu,
braços para te alcançar?

(Luisa Raposo)