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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

E da passagem de ano...

Foto de Pierre Dumas

O ano de 2008 chegou ao fim e começou um novo ano. Ao soar das treze badaladas (não, não me enganei. O ano que passou foi diferente dos outros – teve um segundo a mais) o ano de 2009 fez-se chegar. Lembro-me, quando era miúda, que pensava que, ao passar de ano, as coisas iam ser diferentes. Ilusão de criança. Acordamos num ano diferente mas com as mesmas preocupações que no dia anterior. O ano passa mas os problemas ficam. Quem tem de promover as mudanças somos nós, não o ano. Não podemos esperar que o ano seja melhor, se nós não o formos ou se não fizermos por isso. Bem sei, bem sei que não depende só de nós. Mas também depende de nós. Faz-me alguma confusão ouvir as pessoas dizerem que esperam que o ano novo traga paz no mundo e o fim da fome. Será que ainda não perceberam que a paz e o fim da fome são algumas das coisas que é irrealista pedir? Enquanto o ser humano continuar empenhado em fazer mal ao próximo e se preocupar mais com o seu umbigo que com a sociedade em geral, não há ano novo que traga a paz ou o fim da fome. É um processo longo, não devemos deixar de esperar que um dia aconteça mas não será, seguramente, por mudarmos de ano.
Na passagem de ano também há quem faça um balanço do ano anterior e que tome as famosas resoluções de ano novo… que são válidas por 24 horas, no máximo. No fim desse período as pessoas continuam iguais a elas próprias e as resoluções ficam guardadas… até que um novo ano chegue. Eu prefiro fazer esse balanço todos os dias e tomar resoluções para pôr em prática – no dia seguinte. É mais realista, mais fácil de cumprir e menos sujeito a esquecimentos. Assim, quando o ano termina e outro começa posso festejar à vontade. Como fiz mais uma vez este ano.