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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Poema violado


Enquanto teu beijo repousa nos lábios apáticos de outra pessoa
abraço tua ausência sob a insônia morna de um quarto vazio.
Enquanto condeno-me à calamidade muda da noite lacerada
o nome de outra fruta nasce em tua voz, outra palavra acorda dentro dos teus olhos.

Do teu sorriso rebenta a luz que nunca tocou-me;
de tuas mãos emergem carinhos que nunca senti;
do teu corpo, momentos viris que jamais provei.

Encarcerada à transgressão que é amar-te,
acumulo-me de pecado e pena,
enquanto a lembrança do teu rosto
violenta o meu melhor poema.


Amora