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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Fim

Foto de Gediminas Kudirka

Hoje não te sei escrever, perdi as letras, sequer sei pontuar ou parafrasear...
Em páginas de vontades certas, não desejo um futuro por inventar. Hoje perderam-se todos os parágrafos, textos inscritos em sonhos coloridos. Presos nestas folhas pela paixão argamassada no desamor que se te prendeu à alma, desatei-os um a um e libertei-os enfim.
Hoje vou dormir neste tempo sem ti, real gelo de silêncio consentido, onde o fogo se pegou às páginas escritas no meu corpo e o consumiu por inteiro.
Hoje quero a presença de um tu doce, um evocar de amores felizes, metáforas de uma louquíssima paixão de matiz e cor perfeitamente combinadas.
Hoje serei eu.



A autora, Goreti Dias e a Mosaico das Palavras têm o prazer de convidar V.Exa. a estar presente na sessão de lançamento do livro "Diários - escritas inverosímeis" a ter lugar na Casa Juvenil S João Bosco, Quinta do Carvalho, Contumil (ao Estádio do Dragão), Porto, no próximo dia 4 de Abril, pelas 15h. Obra e autora serão apresentados pelo escritor, mestre em Teoria da Literatura, Luis Filipe Pereira. O lançamento do livro contará com o acompanhamento musical do Quinteto de Metais do Conservatório de Música do Porto, sob a direcção do Maestro Rui Brito.

Momentos de prazer, vida de dor

Foto de Isabel Filipe

Foi só uma vez…

Entreguei o meu corpo
Ao prazer do momento
E vida aconteceu
Invadindo-me o ser
E arruinando-me a existência,
Deixando-me podre,
Cansada,
E guardiã
De infecções oportunistas.

Foi só uma vez…

Partilhei a seringa
Repleta do branco
Que me alucinava a vida
E a tornava mais fácil,
Com o meu melhor amigo,
Num beco limpo
Da nossa secreta intimidade.

Foi só uma vez…

Eu zelava por mim
Com desvelo e lucidez
Mas achava-me imune…

Foi só uma vez

E a SIDA aconteceu…

Vera Sousa Silva

Um coração no oceano

Foto de Hansen Tsang

Há algo misterioso no olhar
De uma mulher apaixonada
Como se ela conseguisse ver
As profundezas do amor
Nas areias que habitam
O leito virginal do coração
Do oceano

O coração de uma mulher
É um oceano profundo
Cheio de segredos
E, aquele que ousar desvendar
Esses mistérios da alma feminina
Descobrirá um tesouro valioso
Que jamais presenciou em sua vida
Na superfície marítima
Dos corações alienados e volúveis
Pois, não existem razões lógicas
Para decifrá-lo

Somente quem tiver a sensibilidade
De mergulhar seu coração nesse oceano
Deixando-se afogar sem medo e sereno
No leito cálido dessa profundeza abissal
Conseguirá ver os segredos que guarda
O coração dessa misteriosa mulher
Nas profundezas desse oceano

Helen De Rose



O livro "um coração no oceano" da autoria de Helen de Rose será lançado no próximo dia 28 de Março - sábado, pelas 15h 31m no Frans Café - Av: Barão de Tatuí nº466 - Jd Vergueiro - Sorocaba - SP.
O livro tem a chancela da editora CBJE.

Gosto de Beijos!



Gosto de beijo... no rosto
Na pele de um bebê novinho
De rugas imensas em rostos
Marcados pelo tempo passado...
Gosto de beijo... nas mãos
Simples, limpo e reverenciado.
Gosto de beijos... no corpo
De quem eu amo, inteiro...
Gracioso e fugaz beijo, delicado.
Gosto de beijo... nos cabelos,
Olhos fechados que dormem,
Ou aqueles que tanto me fitam
Beijo de amor, de ternura,
De vontade acalentada...
Gosto de beijo... na boca!
Aquela que eu quero, que toco
A minha calma, a sua doçura
Beijo inteiro, gostoso, sensual,
Lindo de sentir, sonho realizado...

(Sunny Lóra)

Nada sou

Foto de Kenvin Pinardy

Nada sou!
E contudo, sou.

Sou, porque tu és,
porque fazes com que seja.

Vamos dar asas ao desejo.
Explorar o lugar onde o tempo pára
ou atravessar a pálida névoa
no cosmos das águas tranquilas,
onde reside o verbo,
onde o espírito se aquece
e a alma se refresca.

Vamos dar asas ao desejo.
Mergulhar no impulso do inúmero
ou calcorrear as cascatas do céu
no infindo das terras sagradas,
onde tudo é harmonia,
onde se vê o incomensurável
e se sente o improvável.

Sim, vamos dar asas ao desejo!
Deixar que ele nos leve à génese do ser
e ser qualquer nudez na fluidez do nada.

Se nada sou
e mesmo assim sou,
deixa-me Nada permanecer
e contigo apenas Ser.




O Autor, Vicente Ferreira da Silva e a Temas Originas, têm o prazer de o convidar a estar na sessão de lançamento do livro "Interlúdios da Certeza", a ter lugar na Sala do Fundo Antigo - Reitoria da Universidade do Porto, no próximo dia 21 de Março pelas 16.30 horas.
Obra e Autor serão apresentados pela Prof Helena Padrão. Júlia Moura Lopes irá declamar alguns poemas.



O Autor, Vicente Ferreira da Silva e a Temas Originas, têm o prazer de o convidar a estar na sessão de lançamento do livro "Interlúdios da Certeza", a ter lugar no auditório do Campo Grande 56 em Lisboa, no próximo dia 4 de Abril pelas 16 horas.
Obra e Autor serão apresentados por Maria Azenha. Inês Ramos irá declamar alguns poemas.

Uma história sobre o Inverno


Era uma vez dois animais que dormiram muito tempo (hibernaram) e depois acordaram. Tinha chegado a primavera e com ela abraçaram-se muito. Foram dar um passeio ao parque e depois foram embora no comboio para casa.
Quando chegaram a casa foram descansar e depois foram jantar sopa de feijão, carne com batatas fritas e salada, arroz com ervilhas, beberam água e comeram fruta.
No fim do jantar foram tomar banho, lavar os dentes e vestiram o pijama. Depois foram dormir.
De manhã foram tomar o pequeno-almoço a um café e depois foram ao Jardim Zoológico e a seguir foram visitar um Jardim de Infância.
No fim foram para casa ver um filme.
Estes animais eram o ouriço e a tartaruga.


Esta história foi feita pelos meninos e meninas da Sala da Lua, no Jardim de Infância nº 3 do Barreiro. Um desses meninos é o meu filho, de 5 anos. De entre os desenhos que fizeram para ilustrar a história, foi escolhido o do meu rebento, o que me deixa muito orgulhosa (dai ter trazido aqui, quer a história, quer o desenho).
Vai ser publicado no jornal escolar do Agrupamento Padre Abílio Mendes. Este Agrupamento reúne alguns jardins-de-infância e escolas do Barreiro.

As nossas crianças

Foto de Ivan Knez

* Bebé de 9 meses morre por asfixia, esquecido pelo pai, dentro do carro
* Criança de 10 anos violada repetidamente pelo padrasto com a conivência da mãe
* Criança de 9 anos aborta de gémeos, depois de repetidas violações pelo padrasto. A irmã, de 14 anos, deficiente mental, sofria dos mesmos abusos.

Estas foram, nos últimos dias, algumas das notícias que ocuparam os jornais. Vou juntar mais umas, algumas do meu conhecimento pessoal, outras das notícias que vieram a lume nos últimos tempos.

- Criança de 4 anos atirada da ponte de Sidney, Austrália, pelo pai
- Pais drogam criança com Atarax ou Actifed para poderem sair à noite enquanto o filho dormia em casa
- Bebé de poucos dias de idade salva pela polícia, depois de ter sido deixada dentro do carro pela mãe que foi ao centro de saúde
- Pai esquece-se de filho de 5 anos, sozinho em casa, e só se lembra dele quando o Jardim de Infância lhe telefona a perguntar pela criança
- Bebé de 17 meses morre vítima de maus tratos por parte da mãe e do padrasto

Quantos mais exemplos se poderiam aqui dar, de situações em que seres ditos humanos maltrataram, violaram ou mataram outros seres que deles dependiam? Que futuro estará reservado para o ser humano, enquanto espécie, se, cada vez mais, os descendentes são tratados desta maneira inqualificável e inacreditável. Que futuro?
Dizem, os cientistas, que o ser humano é um ser racional. E que os animais são irracionais. Que racionalidade existe neste tratamento que é dado às crianças? Os animais, os tais que são irracionais, não o fazem. Então, afinal, quem é racional?
Por nove meses carreguei cada um dos meus filhos, protegendo-os para que se pudessem formar em segurança. A minha responsabilidade enquanto mãe não terminou no dia em que nasceram. Antes pelo contrário. A responsabilidade dos progenitores de protegerem os seus filhos é uma realidade desde o dia em que são concebidos, até ao dia em que falecemos. Protegê-los com amor, com dedicação e com atenção. Amá-los de forma incondicional como eles nos amam.
Por mais que me esforce, por mais que tente, não consigo entender como é que, quem devia proteger as crianças, não o faz e põe em risco, deliberadamente, a sua integridade física e psíquica.
Serei a única a não entender e a não aceitar?

A voz do meu sentido

Foto de Julie Cain

Sempre
que oiço a tua voz,
como que meu corpo
estremece,
minha mente
entontece.
Depois...depois
tudo acontece,
nada perece,
o amor apetece,
minha raíz
se estabelece...

Sempre
que oiço a tua voz,
algo em mim
se altera,
tudo fica suave
e terno,
como estar
na primavera,
neste agreste
e frio inverno...

Sempre
que oiço a tua voz...
quero ouvi-la
outra vez!


O Autor, António MR Martins e a Temas Originas, têm o prazer de o convidar a estar na sessão de lançamento do livro "Ser Poeta", a ter lugar no auditório sito no Campo Grande n.º 56, Lisboa, no próximo dia 14 de Março pelas 19.00 horas.Obra e Autor serão apresentados pelo poeta Xavier Zarco.
Se puder não falte

Os teus olhos

Foto de Emanuela Carratoni

Os teus olhos rasgados…
Parecem faróis singelos, enlevos…
De luzes libertas em tons de anil.
Os teus olhos…
Revelam o Mundo, escondem segredos,
Desdizem a boca…andam a mil.
Os teus olhos rasgados…
Parecem faróis.
São sóis perdidos,
Nas trevas de onde venho.
Os teus olhos…
São para serem seguidos… lidos…
Idolatrados, benzidos, beijados,
Por cima, por baixo…
Por todos os lados.
Os teus olhos rasgados…
Parecem faróis singelos, enlevos…



O Autor, Octávio da Cunha e a Temas Originais, têm o prazer de o convidar a estar na sessão de lançamento do livro "A Intermitência dos Sentidos", a ter lugar no auditório sito no Campo Grande, 56 em Lisboa, no próximo dia 14 de Março pelas 16.00 horas.
Obra e Autor serão apresentados pela poetisa Vera Sousa Silva.
O livro de poesia "A Intermitência dos Sentidos" será certamente um livro a não perder! Se puder não falte.

Vou dizer este poema hoje...

Foto de Massimo Calvi

Podia faltar-te o pão, podia faltar-te um tecto, mas as palavras…
As palavras não.
Podia faltar-te agasalho, até afecto, mas as palavras…
As palavras não.
Podia faltar-te um amigo sobre a forma de abrigo, mas as palavras…
As palavras não.
Podia faltar-te a sorte e a desdita cheirar a morte, mas as palavras…
As palavras não.

Podia mesmo faltar-te ilusão, pensares nisso como uma quase velhice,
Mas as palavras…
As palavras não…
Não envelhecem, e seria perfeita idiotice envelheceres com elas.

As palavras são o que quiseres fazer delas.
Estão em todas as coisas que acontecem, e às vezes essas coisas
São difíceis de dizer por palavras
Deixa então que a emoção seja maior que a paisagem.
Sê Rei nas vestes de um pajem
E diz-te.

Verás que o amanhã foi ontem se o pensaste assim
E se o sonho te pareceu a verdade daquilo que amavas
Então a incerteza nunca será triste, nem mesmo a esperança desilusão
Porque pode faltar-te tudo, até mesmo um coração
Mas as palavras…
As palavras não!

José Torres

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