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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Ser feliz

Foto de Bryce Johnson

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mário Quintana

Construir o sonho

Este é um sonho diferente...
Juntando apoios e esforços
Vontades e persistência
Tijolo a tijolo
Sustenta-se a esperança
De alicerçar o futuro
De cidadãos especiais
Com materiais de amor
Segurança e estabilidade
Num abraço colectivo
Em troca de um sorriso
O sonho que é de todos
Será uma realidade!


A autora, Fernanda Esteves, e a Temas Originais têm o prazer de oconvidar a estar presente na sessão de lançamento do livro “Canteiros de Esperança”, a ter lugar na Sociedade Filarmónica Humanitária, sitana Av. Doutor Godinho de Matos, em Palmela, no próximo dia 26 deSetembro, pelas 16:00.
Obra e autora serão apresentadas pela poetisa Alexandrina Pereira.

O céu tem mais uma estrela



Nestes dias cinzentos e chuvosos, torna-se mais difícil pensar na morte. É que a vida sem sol e o dia sem céu fazem mais cinzenta a tristeza com que o mundo encara a morte.
Pergunto-me, muitas vezes, como é possível viver, olhando a morte como o fim? Que sentido teria a vida, se tudo acabasse na morte?
É que, se a morte fosse o fim, a vida seria, toda ela, uma condenação, um longo e insuportável caminhar para o abismo do nada.
Se assim fosse, restava-me fazer como tantos fazem, distraindo-se de si próprios, acelerando a vida numa vertigem que não os deixa pensar no passado ou no futuro, mas tão só no louco instante do momento.

(anónimo)

Este foi o texto escolhido para que eu lesse, pela morte de um grande amigo, que me acompanhava há mais de dez anos e com quem eu contava em todas as ocasiões. Ele sabia bem que também podia contar comigo.
André, prometi-te o que os dois sabemos. Sempre nos entendemos, sei que sabes que o farei, a todo o custo.
Vais fazer falta. A todos os que tiveram o prazer de conviver contigo, a todos a quem dirigiste o sorriso lindo que tinhas. É assim, a sorrir, que te vamos lembrar. E a verdade é que, enquanto nos lembrarmos de ti estarás vivo nos nossos corações.

Os versos que te fiz

Foto de Janusz Taras



Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer,

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca

Se soubesses que só irias viver mais um dia, o que farias?

Foto de Matusciac Alex

A propósito dum recente acontecimento familiar, comecei a pensar no que faria se soubesse exactamente quando iria falecer. Não que tenha medo da morte. Ou que sofra por saber que, um dia, será a minha vez. Como costumo dizer, quem morre de véspera é o peru de Natal e eu quero viver cada segundo da vida intensamente.
Se, por qualquer razão mística ou prática, eu soubesse que só iria viver mais um dia, acho que o iria aproveitar para várias coisas.
Começaria por telefonar a todos os amigos. Não para me despedir, mas para lhes dizer o quanto gostava deles e o quanto estava grata por os ter conhecido. Sinto-me bem comigo mesma e estou certa que, cada um deles, à sua maneira contribuiu para esse facto.
Depois iria ter com a família. Somos muitos, unidos, especiais no carinho que nos une em todos os momentos, mesmo quando estamos de candeias às avessas e prontos a discutir uns com os outros. Gostava que tantas outras famílias fossem assim, que se amassem até na discórdia. Por sermos diferentes, discordamos. Por nos amarmos, aceitamos que o somos. Mesmo quando não concordamos com as opções tomadas, respeitamo-las e aceitámo-las.
O resto do tempo estaria com os meus filhos. Tentaria explicar-lhes que não deveriam sofrer em demasia com a minha partida, que a deviam aceitar como inevitável e que, enquanto se lembrassem de mim, eu estaria viva nos seus corações e nas suas mentes. Pediria ainda que se mantivessem unidos e que se lembrassem sempre de se respeitarem um ao outro. Tentaria mostrar-lhes o quanto os amo e o quanto eles significam para mim. Relembraria também que deviam doar os meus órgãos, que se pudessem aproveitar, para outros doentes pudessem deles usufruir e, quem sabe, ajuda-los a sobreviver ou a ganhar qualidade de vida. O que restasse do corpo deveria ser cremado, e as cinzas deitadas na serra da Arrábida ou em Sesimbra, no mar.
Gostaria ainda de, num só dia, ter tempo para contactar todas pessoas para lhes pedir que me desculpassem de tudo o que tivesse feito, que, de alguma forma, os tivesse magoado e, se ainda fosse possível, pedia-lhes que se lembrassem só do melhor de mim.
E dentro das limitações de tempo, partiria com o sentido do dever cumprido e com pena do tempo que perdi nesciamente…
E tu? Se soubesses que só irias viver mais um dia, o que farias?

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