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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

Agradecimentos

(Ivo, Magda, Paulo)

Começo esta minha intervenção por vos agradecer a todos por estarem aqui presentes.
Este é um dia especial para mim, dia que realizo um sonho que nunca tive. Passo a explicar…
Nunca foi minha pretensão editar um livro. Na verdade, até há cerca de dois anos, nem sequer pensava em escrever ou publicar textos meus, fosse em blogues ou onde fosse. Acompanhava alguns blogues, lia aqui e ali textos que me interessavam e lá deixava a minha opinião, quando me apetecia.
Estão aqui hoje, neste auditório, algumas das pessoas que me levaram a dar os primeiros passos nesse sentido. A Vera Sousa Silva foi talvez das primeiras pessoas a fazê-lo, quando me disse, numa livraria aqui bem perto, que gostava de ler os comentários que eu deixava nos textos publicados no site luso-poemas e que tentava lê-los a todos, tendo terminado a perguntar-me porque é que não tentava escrever um texto independente. Lembro-me, na altura, de pensar que esta conversa não fazia sentido algum, porque, ao contrário da Vera, eu não escrevia.
Hoje, dois anos mais tarde, a Vera continua a ser quem mais força faz para que eu continue a escrever, apoiando-me incondicionalmente e corrigindo os meus textos. Vera, soa a muito pouco dizer-te obrigado, quer pela amizade que nos une, quer por tudo quanto fazes.
Aqui ao meu lado, está sentado o Paulo Afonso Ramos. Antes de ser editor, é, e será sempre, um amigo. Um amigo daqueles com quem se conta desde a primeira hora. Também ele é um dos responsáveis pelo iniciar, do meu percurso literário (se é que se pode chamar assim), cabendo-lhe a árdua tarefa de, em conjunto com a Vera, fazer a correcção dos meus textos e de me incentivar a escrever. Obrigado Paulo porque, sem ti, não estaria sentada nesta mesa como autora.
Para poder estar aqui hoje, neste lugar, há muita gente a quem devia agradecer. Pessoas que acreditaram, antes de mim, que ainda tenho dúvidas, nas minhas capacidades para a escrita e que me diziam que, um dia, ainda haveria de editar um livro. É quase impossível nomear toda a gente, por isso que me perdoem aqueles que não mencionar.
Quero ainda agradecer ao António e à Manuela. Primeiro porque, num domingo qualquer, há onze anos atrás, estiveram uma tarde na minha casa a instalar o modem de acesso à Internet no meu computador, bem como alguns programitas. Dei, nesse dia, os meus primeiros passos nesse mundo maravilhoso que serve de base ao meu livro. Foram também eles que me deram o apoio imprescindível para que este livro saísse das minhas mãos com o que eu entendia ser fundamental. Ajudaram-me na minha pesquisa e corrigiram-me sempre que foi oportuno.
A internet é um mundo maravilhoso do qual, hoje em dia, quase todos usufruem. Em 1998 ainda não era assim. Foi nesse ano que, através da internet e dum programa chamado ICQ, conheci o autor da foto da capa, Miguel Pais. Obrigado marido pela tua paciência e por teres conseguido fazer a capa perfeita. Só a foto da capa, para mim, já vale o livro todo. O Miguel é, comigo, co-autor de duas crianças lindas, a Margarida e o Martim, que estão aqui hoje e a quem mando um beijo especial.
O mundo gigantesco da Internet não pára de surpreender. Umas vezes de forma negativa (e lembro-me aqui, por exemplo, de que foi por e-mail que soube da morte dum amigo, real e virtual, que tinha conhecido através do ICQ, o Paulo Pires, que, acredito, gostaria de estar aqui hoje) e outras vezes de forma positiva. Isto para vos dizer que foi também através da internet, e por um feliz acaso, que conheci o Ivo, que apresentou, de forma magistral, o meu livro. Logo que o conheci, pedi-lhe que fizesse esta apresentação porque, tal como o João Sortudo, também eu acredito que, "quando um coelho está numa encruzilhada deve procurar a opinião de outros coelhos com mais experiência e sucesso no assunto em causa”. Foi o que fiz. Deixem-me aqui abrir um parêntesis para vos explicar que o João Sortudo é um coelho e que é a personagem principal do último livro do Ivo – Um Coelho Cheio de Sorte – cuja leitura recomendo vivamente. Obrigado Ivo.
Ao Pedro Batista, também conhecido por Xavier Zarco, amigo e editor, apesar de ausente, tenho também de lhe agradecer por ter acreditado neste projecto e por não o ter deixado cair no esquecimento. Obrigado Pedro porque, sem ti, não estaria aqui sentada nesta mesa, como autora. Implicitamente, e ao agradecer aos dois editores, o Paulo e o Pedro, estou também a agradecer à Temas Originais. Uma editora nova mas que se tem estado a afirmar no panorama editorial português. Passo a passo, dando oportunidade aos autores de realizarem o seu sonho, vai espalhando, por livrarias em quase todo o país, o resultado desses sonhos. São livros excelentes, a maioria em poesia, mas que também conta, no seu catálogo, com outras vertentes literárias.
Toda a minha família, avós, pais, tios, irmãs, soube sempre da minha paixão pela leitura, que nasceu ainda muito nova, quando frequentava a primária. Tenho de lhes agradecer terem incentivado essa minha paixão, porque, se hoje escrevo é porque também leio. Já agora, e porque falo na família, agradeço também às minhas irmãs, Mónica e Marta, e à minha tia Lucília pelo cocktail de hoje. Ainda na vertente familiar, faço aqui uma menção especial a duas pessoas que já não se encontram entre nós. O meu cunhado André que ainda soube que este livro ia nascer mas que, infelizmente, faleceu antes de o poder ver, e o meu avô Manuel, falecido há sete anos, e cuja história de amor, com a minha avó, serviu de mote ao primeiro texto que escrevi – Momento Oportuno. Sei que ambos ficariam satisfeitos de aqui estarem hoje. Sei que eu gostaria que aqui estivessem.
Este livro, como facilmente percebem pelo título, é sobre um pouco de mim e de nós, os que desfrutamos desta mais-valia conhecida como Internet. “Vida na Internet” nasceu dum desafio. Porque não passar a escrito as minhas experiências enquanto internauta e visitante assídua de blogues e sites. Aceitei fazê-lo mas quis que, além da minha visão enquanto utilizadora, o livro tivesse informações que permitissem, a quem se sente quase infoexcluido, perceber do que se fala, quando se recorre a termos como posts, sites, blogues, etc.
Tentei também abordar temas polémicos, quer na Internet, quer no chamado mundo real, como o plágio e o sexo, assim como temas mais consensuais, como os blogues e o mundo que os rodeia.
O meu objectivo foi tentar juntar as informações úteis que já referi, com algumas histórias vividas por mim e por amigos meus, enquanto internautas, na esperança de conseguir cativar o leitor para que leia esta “Vida na Internet” com entusiasmo e que encare a utilização da internet como um factor positivo.
Sinceramente, diverti-me enquanto o escrevia. Espero que também se divirtam a ler.

Este foi o meu discurso de ontem, dia em que lancei o meu primeiro livro. Aproveito a oportunidade, aqui e agora, de agradecer também a alguns luso-poetas.
Ao José Torres, porque sempre acreditou que eu sabia escrever, mesmo antes de eu o fazer. Insistiu tantas vezes para que o fizesse de uma forma criativa e não para comentar os textos dos outros e transcrever lendas antigas, que acabei por o fazer.
À Fly, ao António MR Martins e à Luísa Martins, porque sempre acreditaram que eu iria editar um livro, antes mesmo de eu própria acreditar.
À Rosa Maria Anselmo, Sandra Fonseca e Amora por me incentivarem a escrever.
E a todos os que me lêem, obrigado por o fazerem.

Vida na Internet

Foto de Miguel Pais


(...) Há vida na internet. Muito mais que a virtualidade do que se lá passa, há mesmo vida. Tudo foi concebido e pensado para nós, utilizadores, mas com imenso trabalho e dedicação, e, se hoje nos basta clicar num simples botãozinho para termos acesso ao mundo, falar com amigos reais ou virtuais, foi porque alguém passou de um sonho a uma realidade. Muitos dos que têm hoje blogues e partilham as suas artes em sites, bem o podem agradecer a Homens que idealizaram este mundo virtual. (...)
Vera Sousa Silva
(...) Encontramos, neste livro, diferentes realidades, abordadas pela autora, quer pela sua experiência pessoal, quer por experiências de terceiros, histórias diferenciadas e outras formas que o ser humano conquista para crescimento do seu ego, tentando passar a mensagem do risco deste mundo, correndo, ela própria, o risco de passar uma mensagem que pudesse ser lida de forma errada, ao escrever sobre um mundo gigantesco, como é o da Internet. (...)
Paulo Afonso Ramos

“Vida na Internet” é o primeiro livro autónomo de Magda Pais, que compila as experiências que a autora viveu, ou que lhe foram relatadas por terceiros, enquanto internauta e frequentadora assídua de blogues e sites de literatura, dando-nos a sua visão pessoal das realidades sociais associadas. Encontramos ainda, neste livro, algumas explicações técnicas, dadas de forma acessível, permitindo, ao leitor, esclarecer dúvidas ou levantar questões sobre as quais nunca terá pensado.
Sinopse

A autora, Magda Luna Pais/Pedra Filosofal, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de apresentação do livro “Vida na Internet” a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo dia 12 de Dezembro, pelas 19h. Obra e autora serão apresentados pelo Dr Ivo Dias de Sousa. A sessão contará ainda com momentos musicais por Sandra Rodrigues.

Deficiências

Foto de Rarindra Prakarsa


Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, porque
A amizade é um amor que nunca morre.
Mário Quintana

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