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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Hoje não quero pensar...

 

Hoje não quero pensar nas crianças violentadas, física e psicologicamente, por adultos sem escrúpulos que se servem das mais diversas artimanhas para o fazer, tirando-lhes o direito à infância.
Hoje não quero pensar em quem sofre, todos os dias, as amarguras de não saber onde dormir na noite seguinte ou qual será a próxima refeição.
Hoje não quero pensar na crise, na falta de emprego e nas dificuldades que muitas famílias estão a passar, por culpa de poucos que (des)governam o nosso e outros países.
Hoje não quero pensar em xenofobia ou racismo.
Hoje não quero pensar no egoísmo que grassa por ai, na cultura do umbigo, no falem mais de mim do que nos outros.
Hoje não quero pensar na falsidade, na hipocrisia, no fingimento, na falta de respeito pelo outro.
Hoje não quero pensar nos pais, filhos e avós que se separam quando alguém morre e a herança (nem que seja apenas sentimental) fala mais alto que o amor familiar.
Hoje não quero pensar na falta de profissionalismo, nas pessoas que não assumem os seus próprios erros e que sacodem a culpa para cima dos outros.
Hoje não quero pensar na infelicidade que alastra por esse mundo fora.
Hoje, como ontem, e seguramente como amanhã, quero apenas pensar em contrariar esta sociedade que, aos poucos, está a perder a sua humanidade. Vivemos numa sociedade onde os comportamentos acima, aqueles em que eu não quero pensar, se estão a tornar predominantes. Onde começa a ser corriqueiro violar uma criança, onde há cada vez mais indigentes, onde os políticos se governam primeiro a eles e só depois o país. Onde uma pessoa com quarenta e poucos anos é despedida por ser velha, onde a justiça demora a ser aplicada (quando é). Os egoístas, hipócritas, xenófobos e racistas mostram-se, sem pudor porque sabem que, mesmo que sejam apanhados, haverá alguém que os defenda. E, principalmente, porque sabem que haverá sempre uma boa oportunidade de saírem ilesos desse percalço! Famílias que só são unidas enquanto não há problemas, onde se esquece que, gostar de alguém não é concordar com tudo o que ela diz ou faz.
Hoje só quero pensar em ser feliz. É o meu pequeno egoísmo. Ser feliz. Como sou. Porque só sendo feliz poderei continuar a ser quem sou e como sou. E isso não há quem me tire!
Hoje não quero pensar em perder o que de melhor possa ter! Não! Não quero pensar, hoje, amanhã e sempre!

Hoje não quero pensar...

Foto de G Steve

Hoje não quero pensar nas crianças violentadas, física e psicologicamente, por adultos sem escrúpulos que se servem das mais diversas artimanhas para o fazer, tirando-lhes o direito à infância.
Hoje não quero pensar em quem sofre, todos os dias, as amarguras de não saber onde dormir na noite seguinte ou qual será a próxima refeição.
Hoje não quero pensar na crise, na falta de emprego e nas dificuldades que muitas famílias estão a passar, por culpa de poucos que (des)governam o nosso e outros países.
Hoje não quero pensar em xenofobia ou racismo.
Hoje não quero pensar no egoísmo que grassa por ai, na cultura do umbigo, no falem mais de mim do que nos outros.
Hoje não quero pensar na falsidade, na hipocrisia, no fingimento, na falta de respeito pelo outro.
Hoje não quero pensar nos pais, filhos e avós que se separam quando alguém morre e a herança (nem que seja apenas sentimental) fala mais alto que o amor familiar.
Hoje não quero pensar na falta de profissionalismo, nas pessoas que não assumem os seus próprios erros e que sacodem a culpa para cima dos outros.
Hoje não quero pensar na infelicidade que alastra por esse mundo fora.
Hoje, como ontem, e seguramente como amanhã, quero apenas pensar em contrariar esta sociedade que, aos poucos, está a perder a sua humanidade. Vivemos numa sociedade onde os comportamentos acima, aqueles em que eu não quero pensar, se estão a tornar predominantes. Onde começa a ser corriqueiro violar uma criança, onde há cada vez mais indigentes, onde os políticos se governam primeiro a eles e só depois o país. Onde uma pessoa com quarenta e poucos anos é despedida por ser velha, onde a justiça demora a ser aplicada (quando é). Os egoístas, hipócritas, xenófobos e racistas mostram-se, sem pudor porque sabem que, mesmo que sejam apanhados, haverá alguém que os defenda. E, principalmente, porque sabem que haverá sempre uma boa oportunidade de saírem ilesos desse percalço! Famílias que só são unidas enquanto não há problemas, onde se esquece que, gostar de alguém não é concordar com tudo o que ela diz ou faz.
Hoje só quero pensar em ser feliz. É o meu pequeno egoísmo. Ser feliz. Como sou. Porque só sendo feliz poderei continuar a ser quem sou e como sou. E isso não há quem me tire!
Hoje não quero pensar em perder o que de melhor possa ter! Não! Não quero pensar, hoje, amanhã e sempre!

Morre lentamente

foto de Andrey Mikhaylov


Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

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