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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Internet versus privacidade

 

Volta não volta, (re)aparecem, aqui ou ali, debates sobre a segurança e a privacidade na internet. Se, nuns casos, a questão merece alguma análise, noutros nem por isso.

Incluem-se nos casos “nem por isso” aqueles avisos fantásticos que todos já vimos publicados nos murais dos nossos amigos do Facebook que começa por “aviso de privacidade” e depois chama, ao barulho, algumas leis que, em boa verdade, nem sequer existem. Estes avisos têm tanto valor como um lojista colocar na montra da sua loja um aviso a dizer “não olhe cá para dentro”. Faz sentido? Não, pois não. Ou por outra, faz tanto sentido como este aviso que é disseminado vezes sem conta…

Parece-me importante que se perceba que, a partir do momento em que acedemos ao Facebook, ou a qualquer outro site do género e clicamos no “concordo com os termos de utilização” não é um aviso no mural que vai alterar coisa alguma. Ou será que alguém acredita mesmo que o Facebook tem empregados a ler, a todo o instante, o que cada um de nós escreve no seu mural?... Parece-me que não. Ou será que, quando nos inscrevemos não lemos os termos de utilização?

Já nos casos mais sérios e que necessita de alguma reflexão por parte de pais e educadores é o acesso de menores à internet e a divulgação das suas fotos. Li no outro dia um artigo interessante sobre a colocação de fotos dos filhos por parte dos pais em que são abordadas as diversas questões relacionadas com o tema. Acho que merece uma leitura atenta por parte dos pais e educadores mas também por parte das crianças, afinal elas também usam a internet. E, infelizmente, muitos pais não são utilizadores assíduos da internet e não se apercebem do risco.

Na minha opinião, e vale o que vale, não se devem colocar fotos de menores na internet, em blogs, redes sociais ou no que for. Nada garante que apenas os amigos vejam as fotos e nada garante que não possam ser usadas por pessoas com intenções menos boas. E não necessariamente apenas por pedófilos. Soube, à pouco tempo, dum caso em que uma mãe colocou a foto do filho que estava doente no seu facebook para ir dando noticias da criança aos seus familiares e amigos e outra pessoa, perfeitamente desconhecida da família, usou essa foto para enviar e-mails a pedir dinheiro. Julgava a mãe que tinha colocado a foto apenas visível para um grupo restrito mas afinal não.

Hoje em dia as crianças começam cada vez mais cedo a utilizar a internet. Tem facebook, participam em jogos on-line, tem e-mail. Devem os pais proibir? Eu entendo que não. O fruto proibido é o mais desejado e corremos o risco de elas acederem noutros locais sem a supervisão dum adulto responsável. É mais importante alertar a criança para os riscos que corre e ensinar a ter os devidos cuidados. Claro que com peso e medida, não podemos nem devemos exagerar os riscos nem menosprezar os cuidados. Aqui, na internet, como na “vida real” devemos, aos poucos, ir diminuindo as restrições, aumentando as permissões e esperar que, entre o que lhes fomos ensinando e a sua personalidade, eles saibam fazer as escolhas correctas.

 

 

Leiam o artigo “devem os pais colocar as fotos dos filhos no facebook” neste link:

http://pplware.sapo.pt/pessoal/opiniao/debate-devero-os-pais-colocar-fotos-dos-filhos-no-facebook/