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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Literatura

 

Dizia uma professora que apenas uma obra que fale da sociedade, politica ou economia, enfim qualquer assunto real, pode ser considerado literatura.

Não sendo professora, dessa ou de qualquer outra área, a verdade é que recuso liminarmente fechar a literatura num conceito tão simples.

A literatura não tem de se cingir aos assuntos reais. Cinge-se à imaginação do autor, à forma como consegue passar para o papel o que lhe vai na alma, seja fingimento ou seja real. Um texto literário tem um efeito estético, as palavras são escolhidas com preocupação com a beleza e o efeito emocional.

Quando escreve, o autor dum texto literário, não quer ensinar nada ao leitor, quer apenas dar a conhecer uma história, o seu desabafo ou a sua ideia sobre determinado tema.

Qualquer livro, seja ele de que género literário for, é literatura. Pode ter mais valor para mim, menos para ti, pode ensinar, pode distrair ou pode obrigar a pensar. Um livro é literatura, seja ela de cordel, fantástica, romanceada, erótica, histórica, filosófica ou sem classificação. É para ser lido, apreendido (seja pela positiva ou pela negativa).

Quem tem gosto pela literatura, quem lê, por norma, é quem escreve melhor, quem tem mais facilidade de expressar o que pensa. E não é por ler só aqueles livros que a dita professora considera que são de literatura. É lendo todos os tipos de livros.

Estas são apenas algumas das razões que me levam a não concordar com o espartilhar da literatura como obras reais. Quando muito acho que podemos dizer que livros sobre a realidade (sociedade, politica, economia) são uma ínfima parte desse universo tão amplo que é a literatura.