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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Assassin's Creed - Renascença





Editor: Saída de Emergência

ISBN: 9789896372309

Autor: Oliver Bowden


Sinopse:

Traído pelas famílias que governam Itália, um jovem embarca numa épica busca por vingança. Para acabar com a corrupção e restaurar a honra da sua família, ele terá que aprender a Arte do Assassino. Pelo caminho, Ezio terá que apelar à sabedoria de grandes mentes como Leonardo Da Vinci e Niccolo Machiavelli, sabendo que a sobrevivência está dependente da sua perícia. Para os seus aliados ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo de Itália. Assim começa uma história épica repleta de poder, vingança e conspiração.


A minha opinião:

Começo por esclarecer que não conheço o jogo e que, quando peguei neste livro não fazia ideia do que ia encontrar. Sabia que havia um jogo com este nome mas sempre pensei que o jogo se tinha baseado no livro. Afinal parece que foi exactamente o contrário. Primeiro nasceu o jogo e depois o livro. Um livro que é extremamente fiel ao jogo. Fiel ao ponto de sentirmos, enquanto o estamos a ler, que estamos a passar as diversas plataformas/níveis, com uma história fugaz pelo meio. Li até ao fim, não porque me estivesse a interessar mas por curiosidade por saber qual o fim da história de Ezio. Não me parece que vá ler mais algum da colecção. Não me convenceu a isso...

presbita

 
 
 
 
 

Não sei se já vos disse alguma vez que gosto de ler… não? Pois, foi o que pensei… é verdade, gosto imenso de ler. Por causa da leitura, do computador, etc etc e tal, descobri há dias que sou presbita. Olha que nome tão lindo, tão cheio de graça para o raio duma coisa que me obriga a usar óculos com lentes progressivas. É a PDI a chegar pelos olhos, só pode ser…

Agora sair de casa sem óculos está fora de questão. É que, depois de os por pela primeira vez, foi todo um novo mundo que voltei a descobrir. Ou coisas novas que voltei a ver – as legendas da televisão, por exemplo – e outras que deixaram de fugir – as letras dos livros, por exemplo.

Já não saia de casa sem os telemóveis e sem o livro (fosse ele qual fosse) e agora juntam-se os dois pares de óculos – os do dia-a-dia e os de sol.

Qualquer dia, em vez duma mala, tenho de andar com o carinho de mão…

férias na Madeira

(estrada com dois sentidos)
 (estrada para o céu)
(mestra do disfarce)

Este ano, em Julho, em vez de ficarmos só em Sesimbra, resolvemos ir conhecer a Ilha da Madeira. Quer dizer, na verdade, eu já conhecia a Ilha – esta foi a minha sexta visita – mas o maridão e os filhotes nunca tinham lá ido.

Alugamos uma carrinha, ficamos na casa da minha comadre e do meu afilhado e, onze dias e quase dois mil quilómetros depois, ficamos a conhecer a Ilha da Madeira quase ao pormenor. Por terra e por mar. Foram onze dias de reencontros com a Fátima, que conheci na segunda visita que fiz à Ilha e com quem nunca perdi o contacto e que é, por direito, da minha família – e se outra razão não houve, porque é a mãe do meu afilhado. Foi também o reencontro com amigos e amigas que são como família. Onze dias de passeios, boa comida, excelente companhia e ainda melhor convívio.

A ilha continua tão linda como sempre a recordei. Muitas das estradas mais bonitas – mas também mais perigosas – foram fechadas (algumas por derrocadas) mas a beleza continua lá. Hoje é muito mais fácil (e mais rápido) percorrer a ilha de carro mas ainda há algumas estradas (como estas duas das fotos acima).

Ficou a faltar a visita a Porto Santo, mas tenho a certeza que lá iremos um dia. E que voltaremos à Ilha da Madeira.

Recado a quem não sabe andar de transportes públicos

Ando diariamente de transportes públicos. O trajecto casa/trabalho/casa é feito de autocarro, barco e metro. E fico, todos os dias, parva com a falta de educação de tanta gente de todas as idades (não me venham cá dizer que são os jovens porque isso é uma mentira daquelas bem gordas).

Querem ouvir música, jogar na consola ou ver um filme do tablet? Por quem sois, pois que podeis ouvir à vontade. Eu, e quem vai ao redor, é que não precisa de ouvir o mesmo. Querem queimar os tímpanos, ficar surdos por estupidez, o problema é vosso. O meu problema é querer ir descansada, quem sabe ir a ouvir música e a ler um livro e ter de ouvir a vossa música, os sons dos vossos jogos e os diálogos dos filmes que estão a ver. E quando isto se multiplica por vários anormais, no mesmo transporte, perto uns dos outros, com os auriculares colocados mas com o som no máximo, é… é… olhem, nem tenho palavras de tão mau que é. E quando resolvem nem usar auriculares e fazer de conta que estão em casa com o som dos jogos no máximo? Arre! E não, mais uma vez, não são só jovens a fazer isso. Há gente de todas as idades a fazer isto, dos mais novos (6/7 anos a quem os paizinhos não ensinam a ter respeito pelos outros) aos mais velhos.

Querem tirar o verniz das unhas? Mas tirem à vontade. Eu também ando sempre com as unhas pintadas e portanto também o tenho de tirar – em casa. É em casa, na manicura ou coisa que o valha que se tira o verniz. E já agora, que se põe verniz também. São cheiros (da acetona e do verniz) que podem provocar alergias, mau estar, etc e que incomodam as outras pessoas. E elas lá andam, alegres e contentes a incomodar os outros, sem qualquer pejo ou respeito. Levantem-se mais cedo, deitem-se mais tarde, mas não o façam nos transportes públicos!

E aos paizinhos que deixam as crianças correr e gritar no barco, a viagem toda, saibam que isso incomoda também os outros – para além de ser perigoso para as crianças porque a qualquer momento o barco dá um solavanco e lá cai a criança. Por alguma razão, hoje em dia, é proibido viajar em pé nos barcos.

Já sei que haverá quem pense – mas se quer ir descansada porque não anda de carro? E eu respondo que eu ando descansada nos transportes públicos. Só não ando quando pessoas mal‑educadas e mal formadas me incomodam, a mim e aos outros, com estas (e outras) faltas de civismo – porque é disto mesmo que se trata – falta de civismo e de saber viver em comunidade!

Segredos de Amor e Sangue

 

 

 

Segredos de Amor e Sangue

Autor: Francisco Moita Flores

Editado em 2014 pela Casa das Letras

ISBN: 9789724622453

 

Sinopse

Segredos de Amor e Sangue é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa. Em 1997 escreveu o argumento para o filme A Morte de Diogo Alves que venceu o Grande Prémio de Ficção da RTP. Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força do Amor e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa por cento de analfabetos.

É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português. Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.

 

 

A minha opinião

Este foi o terceiro livro que li de Francisco Moita Flores e que vem confirmar a minha opinião – FMF é um comunicador nato, um contador de histórias fabuloso.

Mais que a história do Pancada (alcunha pela qual Diogo Alves respondia), Segredos de Amor e Sangue é a história de amor de Manuel Alcanhões pela sua Isabel e pelas letras. Estamos em meados de 1840 e Manuel é um taberneiro de Alfama, entre as prisões do Limoeiro e a de Aljube, onde o seu amigo, padre Salles, é confessor.

Manuel desde sempre que tem um sonho – ler. E é o padre Salles, um padre miguelista, que, enquanto bebe licor de poejo, o vai ensinando ler e a escrever – de notar que, em meados de 1840, 90% da população era analfabeta, e que só os padres ou quem tinha dinheiro aprendia a ler.

A fome, a falta de trabalho, as más condições de vida levam a que haja cada vez mais ladrões na cidade de Lisboa e muitos deles frequentam a taberna de Manuel Alcanhões que acaba por tomar conhecimento dos crimes que executaram ou que estão a planear. Pancada/Diogo Alves, é um dos meliantes que costuma parar por ali e Manuel acaba por saber que é ele o autor das mortes no Aqueduto. No entanto é quase impossível provar que assim é. De lembrar que, na altura em que o livro se passa, as provas aceites em tribunal se baseavam quase que só nas confissões dos autores – muitas delas arrancadas pela tortura dos suspeitos.

Manuel Alcanhões é um homem com ideias avançadas para a época em que vive. Não só sonha ler como trata Isabel, a sua mulher, como igual, ao contrário dos outros homens que, nessa altura, tratavam as mulheres como suas propriedades.

Pelo livro e pela taberna de Manuel passam várias personagens da época – João de Deus, Joaquim António de Aguiar, Almeida Garrett, etc.

Venha então o próximo romance histórico de FMP, que eu o lerei também com o mesmo interesse.

Lilith

 

 

 

Publicado em Novembro de 2011 pela Lua de Marfim Editora

ISBN: 978-989-8524-17-1

 

Sinopse

Miguel Lages é um escritor isolado numa casa de praia em plena crise criativa e a um mês da entrega do seu romance seguinte, para o qual não tem ainda, sequer, um título. Inesperadamente recebe a visita de uma jovem de extraordinário porte e beleza que afirma chamar-se Lilith e que lhe dará a história da sua vida. Insta-o a procurar informação acerca dela e Miguel, com a sua curiosidade espicaçada, vem a descobrir as referências à primeira mulher de Adão, que se rebelou e saiu do paraíso, mas também descobre uma figura transversal a quase todas as antigas civilizações. Incrédulo, Miguel dá-lhe uma hipótese de contar a sua história e acaba arrebatado por um misto de lendas e das realidades que estiveram na origem das mesmas. Mas se a principio tem apenas uma curiosidade académica, acaba por dar por si a respeitar e amar aquela mulher, embora tenha uma enorme dificuldade em percebê-la. Mas ao mesmo tempo Lilith, sem que ele se dê conta, leva-o numa viagem de auto-conhecimento…

 

A minha opinião

Aos 35 anos, Cláudio Gil decidiu iniciar-se na escrita e ainda bem que o fez. Este é o seu primeiro livro e mostra que o autor não se preocupa apenas em despejar informação para uma página em branco.

 

Lilith, a personagem que dá o título ao livro, é a primeira mulher de Adão e que, por opção, decide abandonar o Paraíso e que, por não ter sido expulsa (como Adão e Eva), mantêm a sua imortalidade. Quando visita Miguel, numa altura em que este está com “bloqueio de escritor” Lilith leva-o a conhecer a sua história através dos tempos e das diversas lendas que estão associadas a ela. Com Lilith, Miguel redescobre-se.

 

É, sem dúvida, um livro a ler.

 

Este livro foi lido em Novembro de 2011. Acho que o vou reler nas próximas semanas.

Robin Williams

Hoje, quando abri o facebook, pensei – olha, mais uma notícia falsa sobre a morte dum famoso. Quase todos os dias aparecem fakes destes e por isso seria apenas mais um. Depois comecei a ver que havia demasiada gente a falar no mesmo para ser fake. Mas mesmo assim não quis acreditar. É que juntar, na mesma frase, suicídio e Robin Williams parece que não conjugam.

 

Afinal é mesmo verdade.

 

O actor que deu corpo e alma a Adrian Cronauer (Good Morning, Vietnam), John Keating (Dead Poets Society), Malcolm Sayer (Awakenings), Peter Pan (Hook), Mrs. Doubtfire (Mrs. Doubtfire), Alan Parrish (Jumanji), Sean Maguire (Good Will Hunting) ou Hunter "Patch" Adams (Patch Adams), deixou-nos esta noite. Ao que parece, o homem que fazia rir multidões estava bastante deprimido e suicidou-se. Deixa-nos o seu legado, deixa-nos centenas de personagens que interpretou mas também nos deixa a certeza que, afinal, aqueles que nos fazem rir, às vezes são quem está mais triste.

 

Adeus Robin Willians. Estarás sempre vivo enquanto houver quem veja as personagens que interpretaste magistralmente.

Mataram o Sidónio

Mataram o Sidónio

Autor: Francisco Moita Flores

Editado em 2010 pela Casa das Letras

ISBN: 9789724619705

 

Sinopse

O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.

Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.

Os resultados são inesperados e Mataram o Sidónio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.

 

A minha opinião

Este é o segundo livro que leio de Francisco Moita Flores. O primeiro, A Fúria das Vinhas, deixou-me com vontade de ler mais deste autor e agora tive essa oportunidade. Em menos de 24 horas “devorei” este livro e fiquei a conhecer mais da época que ele retrata.

Estamos em Dezembro de 1918 e Portugal está a braços com duas desgraças. A “espanhola” – hoje conhecida por H1N1 – e o fim da I Guerra Mundial. Lisboa é uma cidade em sofrimento, quer pelas mortes que se acumulam (cerca de 50% da população mundial à época perdeu a vida por culpa da “espanhola”) quer pela fome. Asdrúbal d’Aguiar é o director interino do Instituto de Medicina Legal, criado, pouco tempo antes, por Sidónio Pais a pedido do seu secretário de Estado do Comércio, Azevedo Neves – que era o director da Morge de Lisboa antes da sua passagem a Instituto de Medicina Legal.

Todas as famílias perdem alguém para a “espanhola” e Asdrúbal não é excepção – primeiro a empregada e depois a mulher perdem a vida enquanto a doença não dá mostras de abrandar.

Quem também perde a vida é o presidente – Sidónio Pais – assassinado na estação do Rossio, aparentemente com dois tiros. A polícia, na tentativa de apanhar os meliantes, mata várias pessoas, e prende José Júlio da Costa, um dos presumíveis assassinos.

Autopsiar o corpo de um presidente ou de um rei, na época, era proibido e, por isso, Asdrúbal apenas vê o corpo de Sidónio Pais de relance, sendo, posteriormente, embalsamado pelo seu grande amigo Monteiro.

No final de 1918 a ciência forense está a dar os primeiros passos, sendo pouco aceite nos tribunais que aplicam a justiça com base em confissões arrancadas à base da tortura dos presos. José Júlio da Costa, torturado, faz várias confissões, nenhuma igual à anterior e, pior, nenhuma coincidente com os ferimentos que Asdrúbal e Monteiro viram no corpo de Sidónio Pais. Felizmente um juiz, homem de convicções fortes e com uma mentalidade avançada, desconfia destas falsas confissões e pede a Asdrúbal e Monteiro que façam a autópsia do corpo do presidente de modo a poder perceber, efectivamente, como é que Sidónio Pais é morto.

As conclusões dessa autópsia são surpreendentes e inesperadas e levam a que José Júlio da Costa nunca chegue a ser julgado, acabando por morrer, 28 anos depois, no Hospital Júlio de Matos. Asdrúbal torna-se num dos melhores médicos legistas da época, reconhecido mundialmente.

Uma das personagens secundárias deste livro – Monteiro –, o melhor amigo de Asdrúbal, acaba por ser quem nos traz a pitada de humor que fica sempre bem em qualquer livro. É simplesmente hilariante, quer o testemunho deste médico num julgamento em que é convidado a depor sobre uma violação, quer as respostas que dá ao Governador Civil de Lisboa enquanto a autópsia de Sidónio Pais decorre.

Com este livro, fiquei ainda mais fã de Francisco Moita Flores.  

Cidades de Papel

 

 

 

Cidades de Papel

Autor: John Green

 

Editado em 2014 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722352925

 

Sinopse

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

 

A minha opinião

Cidades de Papel é o quarto livro que leio de John Green, depois de A culpa é das estrelas; À procura de Alaska e O Teorema Katherine e, quanto a mim, vem confirmar a excelência deste autor juvenil.

Cidades de Papel, tal como os outros livros, fala-nos de jovens reais, que vivem situações reais. É este, quanto a mim, o grande trunfo de JG – aliado, claro, à forma humorística que escreve.

Margo e Quentin conhecem-se desde sempre. São vizinhos e amigos que brincam e passeiam até ao dia em que encontram um cadáver no parque. Enquanto Margo fica fascinada pelo cadáver e dá dois passos em frente, Quentin dá dois passos atrás e tenta, ao máximo, sair dali e chamar a polícia. Este encontro e a diferença de atitude entre um e outro vão marcar toda a existência de ambos. Outra diferença abismal entre os dois são os pais. Os pais de Quentin, ambos psicólogos infantis, acompanham o filho e tentam, com sucesso, que Quentin seja um adolescente equilibrado. Já os pais de Margo deixam a filha “ao Deus dará” o que, naturalmente, tem uma influência negativa na adolescente.

Quando chegam ao final do secundário, o tal afastamento que se verificou quando encontraram o cadáver – dois passos à frente de Margo e dois passos atrás de Quentin – é completo. Quentin tem, como melhores amigos, Ben e Radar. Os três formam o grupo de nerds da escola onde andam, enquanto Margo, com Beth e Lacey, são as melhores amigas e as miúdas com que qualquer rapaz adolescente quer namorar. Margo e Quentin quase que nem trocam uma palavra.

Enquanto toda a escola, e os seus melhores amigos também, se preparam para o Baile de Finalistas, Quentin – que não quer, de modo algum ir ao baile – é desafiado por Margo, a meio da noite de 5 de Maio, a fazer uma viagem na cidade onde vivem para que ela, Margo, se possa vingar dos falsos amigos que a enganaram.

Quando Quentin acorda, no dia a seguir, Margo desapareceu, deixando Quentin preocupado com o que lhe terá acontecido. Mas também lhe deixa uma pista num sítio que só ele consegue ver. Atrás dessa pista, e com a ajudar de Ben e Radar, Quentin descobre outras pistas que o podem levar a encontrar Margo. Pelo meio Lacey, preocupada com Margo, acaba por se juntar ao grupo para ajudar a encontrar a amiga.

Enquanto procuram por Margo, os quatro amigos – Quentin, Ben, Radar e Lacey – acabam por se encontrar a eles próprios e por descobrir que, afinal, nem tudo é o que parece. Finalmente, na última parte do livro, partem os quatro numa louca viagem de carro, com os minutos contados ao segundo, para chegarem ao sítio onde pensam que Margo poderá estar, fazendo com que a amizade que os une se torne mais forte.

O final é inesperado. E eu confesso-me surpreendida pela positiva.

Em suma, é um livro que irei reler daqui a uns tempos e é uma leitura que recomendo a todos.

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