Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Um bom livro

 

 

É o bom leitor que faz o bom livro; em cada livro, ele encontra trechos que parecem confidências ou apartes ocultos para qualquer outro e evidentemente destinados ao seu ouvido; o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins.

Ralph Waldo Emerson, in 'Sociedade e Solidão'

Size matters?

Tinha eu 21 ou 22 anos, não posso precisar, quando comprei o meu primeiro computador. Um IBM que arrancava em DOS. Quando o ligava, tinha de meter as disquetes de 5"1/4 (duas ou três, já não me recordo). Disco interno era coisa que se começava a falar na altura mas eram caríssimos.

 

Na altura, entre a encomenda do computador e a entrega, saiu um modelo mais recente que, além da drive de 5.25, tinha também uma drive de 3"1/2. A IBM optou por me entregar, sem mais custo, o novo modelo, o que eu agradeci de coração.

 

Entretanto detectei uns problemas graves no computador, accionei a garantia e a IBM, ansiosa por apagar o problema que tinham criado e para que eu não reclamasse mais, propôs-me a oferta dum disco rígido, interno, de 20 megas. Lembro-me de que, quando li a carta com esta proposta, de ter pensado – ok, vou aceitar mas para que raio quero eu um disco tão grande? Nunca mais o vou encher…

 

De notar que o computador um desktop que ocupava imenso espaço na minha secretária.

 

Ontem, vinte e dois, ou vinte e três anos mais tarde, vi-me na contingência de comprar um novo computador. E mais uma vez fiquei maravilhada com a evolução que a informática teve neste período. Um dos computadores que vi - e que tinha um disco rígido de 1 terabyte - é pouco maior que a disquete de 5"1/4 (que tinham a capacidade máxima de 720 KB). Quando o vi a primeira vez, juro que pensei que era um disco externo. Mas afinal não.

 

A pen que comprei para guardar as minhas coisas, de 64 GB, é do tamanho dum clip dos maiores. Acho até que lhe vou prender um clip para tentar não a perder.

 

É, de facto, extraordinária que consigam reduzir tanto o tamanho e, ao mesmo tempo, aumentar-lhes tanto a capacidade. Daqui o meu aplauso a quem trabalha para que isto aconteça.

Família

Esta é a minha família, em versão cartoon, feita pela minha filha para um trabalho da escola. Dum lado, do meu, parte da minha família de sangue, aquela que partilha comigo o ADN e que me atura há quase 45 anos. E está o meu marido. Que partilha a casa, a vida, os filhos e os animais comigo. E do lado do meu marido quem partilha com ele o ADN e que me aturam à menos tempo.

 

Hoje vou só falar do meu lado familiar. E do meu lado da família não estão aqui todos. Primeiro porque não cabem todos. Faltam alguns primos e primas, tios e tias. E faltam outras pessoas porque, para mim, a família não se resume a quem partilha o ADN comigo ou com o meu marido. A família não pode ser um conceito tão restrito.

 

Para além da família que está na imagem, faz parte da minha família o meu irmão António. Somos irmãos de pai e mãe diferente. Quando eramos novos, ou estávamos na casa dos meus pais, ou estávamos na casa dos pais dele. Mas estávamos sempre juntos. Crescemos juntos. Ele casou e a Nela é a minha cunhada. Nem sequer há conversa sobre isso. A filha deles é a minha sobrinha assim como eles são tios dos meus filhos (e é assim que estão todos habituados). Não partilhamos o ADN mas partilhamos o sentimento.

 

E ser da mesma família é isto mesmo – é partilhar, mais que o ADN, o sentimento de família. É sabermos que, como família, apesar de discussões, pontos de vista diferentes e distância, que estamos lá para todos. E a minha família é isto tudo. É irmos todos para o hospital quando um de nós está doente, é começarmos a preparar o Natal em Outubro, é estarmos juntos sempre que podemos e sem razão. É discutirmos e logo a seguir estarmos abraçados. É concordar em discordar. É defender com unhas e dentes os seus elementos. É vibrarmos com as vitórias uns dos outros e apoiarmos nas derrotas.

 

E é por isto tudo que tenho orgulho da minha família. Nos avós, nos tios, nos pais, nos primos, nas irmãs e no irmão, nos cunhados e na cunhada, nos sobrinhas e sobrinhas. E no meu marido e nos meus filhos.

 

Se eu podia viver sem a minha família. Não, não podia.

Maços cigarro..

A França quer maços de tabaco feios para diminuir o consumo de tabaco. Ao que parece, os franceses acham que o problema do consumo do tabaco está relacionado com os maços, a embalagem, e não com a nicotina que o próprio do cigarro tem. Faz sentido. Afinal é o maço, e não o cigarro, que provoca a dependência. É vê-los, aos fumadores, a fumar os maços. E nos fumadores anónimos ouve-se eu sou o Manuel e não fumo um maço à dois anos.

 

Às vezes acho que sou mesmo burra. É que não consigo ver o sentido disto… mesmo com os estudos que supostamente existem e que dizem que os jovens fumam porque os maços de tabaco são atrativos. Claro que os jovens não fumam porque os outros fumam, porque é uma droga que vicia, porque há alguém na família que fuma, porque ainda há quem julgue que fumar é fixe… Não, os jovens fumam porque os maços são bonitos… sim, sou eu que sou burra, claro.

Obrigado

Hoje é dia de dizer obrigado. Obrigado ao Sapo Blogs por mais um destaque e por todos os destaques que já deu a este cantinho. E já agora obrigado a quem o lê desse lado. É sempre um prazer receber-vos.

 

 

 

Book vs Ebook

 

 
 

 

Goodreads

 

 
 
 
 

Livros que não deviam ser filmes

 

Apesar de não estarem no top ten dos livros que me marcaram, a trilogia Millennium de Stieg Larsson, é, seguramente, do melhor que já li.

 

Lembro-me que comprei os três livros na Feira do Livro de Sesimbra, à três anos atrás. Achei os títulos – Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar – bastante originais e resolvi arriscar. Note-se que só tinha ouvido falar no primeiro e por causa do filme.

 

Não me arrependi deste impulso. Resumindo, no primeiro volume, Blomkvist, um jornalista caído em desgraça, é contratado por Vanger para descobrir o que aconteceu à sua sobrinha-neta que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Para que possa investigar à sua vontade, Blomkvist contrata Lisbeth, uma jovem problemática, extremamente inteligente. Juntos descobrem um segredo macabro e sangrento, numa família disfuncional.

 

No segundo volume, Lisbeth é acusada de dois homicídios e é preciso resolver o primeiro para descobrir quem está por detrás do segundo.

No terceiro e último volume, Blomkvist traz a público a conspiração de que teve conhecimento numa última tentativa de ilibar Lisbeth. A revista de que é director – a Millenium – arrisca bastante ao fazê-lo, uma vez que ainda estavam a tentar recuperar dos problemas criados pelo próprio Blomkvist no primeiro volume.

 

Posso-vos dizer que a leitura dos três volumes demorou meia dúzia de dias de praia e que penso voltar a lê-los em breve.

 

A semana passada deu o filme “Os Homens que Odeiam as Mulheres” na televisão. E eu resolvi gravar para ver mais tarde. Grande erro. Mas que grande erro que cometi. O filme não faz, de todo, jus ao livro. Lisbeth e Blomkvist estão bem, os actores e a caracterização estão fieis aos livros mas depois… não há acção. O filme é tão parado, mas tão parado, que eu ia adormecendo por diversas vezes. Cheguei a jogar ao Candy Crush pelo meio. Definitivamente este é um dos casos em que estava muito bem só com o livro e sem ter visto o filme.

A small step

 

 

Andava eu aqui há uns tempos a passear na blogosfera e dei com um desafio da Sofia Margarida aqui neste post.

O desafio não tinha nada de especial, aliás nada que eu (e todos) devêssemos fazer sempre – beber muita água. O sarilho é que eu (e muita gente) se esquece e por isso só bebo quando tenho sede. O que é, manifestamente, insuficiente.

E lá andei a matutar na melhor forma de me lembrar de beber água. Primeira ideia – post it no computador. Pois... eles caiem, eu não estou ao pé do computador, limpam a mesa e lá vai ele. E temos de convir que, quando se atende ao público não é de bom tom ter o computador com coisas coladas (já basta a bruxa que é um mealheiro que se mantêm na minha secretária há quase 12 anos).

Depois lembrei-me de colocar na agenda do Outlook. Assim como assim tenho o programa aberto no horário de expediente. Pois, mas e ao fim de semana e fora do horário? Quem me lembrava?

Cheguei a ter, em tempos idos, um programinha, muito básico, que estava no computador do trabalho, que me avisava de hora a hora que tinha de beber água. Só que esse programa funcionava no windows 3.1...

Bem, este problema tinha de ter solução e eu tinha de começar a beber água. Não para que eu seja já gira e linda, por isso já sou * (cof cof cof), mas porque acho que é o primeiro passo. O meu primeiro pequeno passo.

Lá procurei, procurei e encontrei a solução num aplicativo para o smartphone (o que seria da nossa  vida hoje em dia sem um bicharoco destes). E agora bebo água de hora a hora. Umas vezes um copo, outras um golo grande. E a verdade é que, ao fim duma semana, já sinto sede no intervalo do alarme para beber água.

Obrigado, Sofia, pelo desafio. Espero continuar a superá-lo todos os dias.

E vocês, quantos copos de água bebem todos os dias?

 

* Presunção e agua benta, cada um toma a que quer {#emotions_dlg.clown}

Book vs Ebook

Há alguns anos atrás não se punha sequer esta questão – ler um livro em formato tradicional, consultar, na internet, blogues ou site literários ou fazer o download dum e-book e lê-lo nos dispositivos próprios.

Ler um livro pegando nele, sentir as folhas e através do toque dos dedos e do olhar é viajar para novos mundos, já que, como alguém dizia, um livro é uma janela para o mundo. Em tempos idos, essa era a única forma de se abrir essa janela. Hoje basta abrir um blogue e podemos abrir essa janela para o mundo… em qualquer parte do mundo. E, além dos autores consagrados, podemos, através dos blogues ou dos sites de literatura, contactar com autores anónimos que terão tanta ou mais qualidade quanto os mais conhecidos.

A leitura está facilitada. Dar a conhecer o que escrevemos ou que gostamos também. Um autor desconhecido que resida numa qualquer aldeia de Portugal pode ser lido nas maiores capitais do mundo. E o inverso também é verdade. Desde que se esteja num sítio com acesso à internet pode dar-se a conhecer, ler e ser lido, em qualquer parte do mundo. Sem restrições. É uma das muitas vantagens da Aldeia Global.

E o mesmo se passa com os e-books. Colocados, para download em sites próprios, uns gratuitos, outros tendo de se pagar, permitem que, em qualquer parte do mundo, desde que haja acesso à Internet, se possa ir “buscar” o livro pretendido e levá-lo, em formato digital, para qualquer lado, nos dispositivos que o permitem. Em tudo semelhante ao que se passa com a música, que nos acompanha para todo o lado nos leitores de bolso, sendo que, em alguns casos, até podemos andar na rua, de auscultadores nos ouvidos a ouvir o livro.

No caso dos e-books, é ainda possível, para o autor, criar diversos finais para os seus livros, deixando que seja o leitor a decidir, enquanto vai lendo, qual o destino a dar a cada personagem.

Ao contrário, quando um autor desconhecido consegue, de alguma forma, editar um livro, corre o risco de ele, o livro, nunca sair das prateleiras de uma qualquer livraria que, eventualmente, aceite colocá-lo à venda.

Então o que leva muitos escritores a manterem o sonho, e a lutarem por ele, de editar um livro em formato dito tradicional? Provavelmente o mesmo que me leva a preferir ter um livro na mão do que ler no ecrã do computador ou num qualquer dispositivo. Com o livro sinto-me mais próxima do escritor. A minha mente viaja ao mesmo ritmo que a história que estou a ler. Desapareço da face deste mundo, para me reencontrar no mundo que está criado no papel. Quando estou com um livro na mão consigo abstrair-me do mundo ao meu redor, o que não me acontece quando estou a ler nos blogues, onde me disperso com mais facilidade.

Um livro tem cheiro. Um livro sente-se, ouvem-se as folhas quando se passa de página. Em suma, ao pegar num livro tradicional, quase todos os sentidos são accionados. O olfacto, o tacto, a visão, a audição… um livro traz, com ele, uma panóplia de sentimentos que não são tão fáceis de obter num monitor.

Um livro permite que eu pegue nele e o leia nos transportes públicos, num banco de jardim, no sofá, numa sala de espera, na praia… sítios onde ler num computador é extremamente difícil, para não dizer impossível. Para ler um livro não preciso de estar dependente de haver, ou não electricidade ou pilhas (recarregáveis ou não).

Gosto de andar com um livro atrás. De o poder pegar para ler sempre que tenha oportunidade, ou quando, por necessidade de me abstrair do que me rodeia, arranjo essa oportunidade. O meu melhor calmante é, sem dúvida, a leitura de um livro.

Em termos ecológicos, é, definitivamente melhor um e-book ou a leitura em blogues. Afinal o papel é feito das árvores, que existem cada vez menos.

Penso também que é pacífico afirmar que os e-books têm um custo, para o consumidor final, bastante mais baixo que o livro tradicional. Afinal, os custos de produção e de distribuição, para as editoras, são menores, o que se vai reflectir no custo final.

Mas, ainda assim, e apesar das minhas preocupações ecológicas e financeiras, mantenho a minha posição.

Já tive a oportunidade de ler textos na internet e, mais tarde, em livro. E, seguramente, preferi a leitura do livro.

Tal como eu prefiro ter o livro, em papel, na mão, acredito que haja quem prefira o e-book ou o audiobook. Nada a opor. Aliás, creio até que todas as variantes podem (e devem) coexistir pacificamente, facilitando a escolha.

O importante é ler. Seja da forma que for e como for.

Para terminar, trago-vos uma definição do Padre António Vieira: “um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." 

Pág. 1/4

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D