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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

E os direitos dos mais altos e dos mais pesados?

Já falei aqui do meu excesso de peso. Apesar de ser alta (mas, mesmo assim, sou a mais baixa lá de casa), de facto devia perder uns quilinhos que tenho a mais. O meu maridão “sofre” do mesmo mal. Ainda é o mais alto da casa – seguido de perto pela nossa filha de 13 anos – mas sempre são 1.92 metros. E também tem excesso de peso.

Hoje, mais uma vez, concluímos que Portugal não está preparado para quem está fora da normalidade. No caso do meu Miguel, pela altura e pelo peso.

Hoje fomos os dois ao Hospital da Luz porque o rapaz ia fazer um exame médico. Vou deixar que sejam as palavras que ele escreveu no facebook, a contar o que se passou:

E eis senão quando, um gajo decide tratar-se, ou pelo menos perceber o que tem de tratar e descobre que não o pode fazer... e esta? Começou logo mal quando chegou a hora de vestir uma daquelas ridículas batas que ficou que nem a camisa do Hulk no dia que descobre que tem de pagar o IMI, logo a seguir vem o médico informar que não podem fazer o exame porque a máquina não tem capacidade, não aguenta, é pequena...

Poderia ser cómico, não fosse o facto de que ele precisa mesmo de fazer o exame. Mas não o pode fazer porque não cabe na máquina…

Quando vai ao médico medir a tensão… outro sarilho. Sobra braço depois de acabar a braçadeira da maior parte dos aparelhos. E nem sempre os médicos (principalmente nos hospitais e centros de saúde) têm os extensores.

Compra de roupa para nós – é de fugir. Só encontramos em algumas lojas e muita dela é feia, sem gosto algum, caríssima. Será que, por sermos maiores (em peso e altura) que a normalidade, não temos direito a nos vestir com gosto?

Sapatos, idem. Bom, aqui eu não tenho esse problema, calço o 39, arranjo bem. Mas a minha filha, que calça o 43, é uma encrenca. A maior parte dos lojistas fica a olhar para nós com ar de estarmos a pedir um sapato em ouro. E o meu filho, que calça o 45 (sim, leram bem, calça o 45 com 11 anos), tem o mesmo problema.

Estes são só alguns dos exemplos das dificuldades com que os gordinhos e granditos se deparam no dia-a-dia. Será que é só entre homem e mulher que é necessário garantir a igualdade? Então e os mais altos e mais fortes? Não terão os mesmos direitos dos “normais”?

Aprender uma coisa nova por dia, nem sabe o bem que lhe fazia! #1

É engraçado como, por causa dum blog e dumas coisas que se vai escrevendo por ai, se acaba por encontrar pessoas super simpáticas com quem acabamos por descobrir afinidades, mesmo quando estamos em pontos díspares deste jardim à beira mar plantado.

Passa-se isto mesmo com a Sofia Margarida (e nem, não só, mas também). Vivemos no mesmo Bairro Virtual, aqui nos blogs do sapo e somos assíduas na casa uma da outra. Eu aprendo com ela e ela, ao que parece, comigo. E, precisamente porque ambas gostamos de aprender e de partilhar o que aprendemos, combinamos criar uma rubrica nova nos nossos blogs chamada - Aprender uma coisa nova por dia, nem sabe o bem que lhe fazia!

E a ideia é mesmo essa. Partilhar coisas novas todos os dias sobre qualquer coisa. A Sofia abriu ontem a rubrica com um post sobre o chá de malvas. E hoje, eu trago uma curiosidade sobre o Natal que é a minha época do ano favorita, ou, mais exactamente, sobre a procedência da árvore de Natal.

arvore-natal.gif

 

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceite atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegado, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. De seguida colocou alguns papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Lutero conseguiu, com esta árvore, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de Saturnália, que coincidia com o nosso Natal.

Update: Por dica de MDJ fiquei a saber que esta tradição germânica veio parar a Portugal por mão do rei-consorte D. Fernando II que veio para o nosso país para casar com a rainha D. Maria II.