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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Aprender uma coisa nova por dia, nem sabe o bem que lhe fazia! #9

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Como já disse aqui, adoro alfarrobas. A alfarroba é a vagem da alfarrobeira. Tem um aspecto semelhante ao do feijão verde. Desde os tempos dos romanos, que é consumida, preferencialmente depois de secar. 

A alfarroba possui apenas 0,7% de gordura e à volta de 38% a 45% de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose), o que a torna no substituto perfeito para o açúcar, sendo bastante usada, hoje em dia, em culinária.

Dentro da alfarroba encontram-se 10 a 16 pequenas sementes. Durante séculos achou-se que o peso da ditas sementes era sempre igual pelo que era bastante usado para pesar ouro e pedras preciosas no Oriente Médio. O nome das sementes - quilates - deu o nome à medida que hoje é usada para esse efeito.

A semente de alfarroba é utilizada em várias indústrias, como a farmacêutica (para dar forma a alguns comprimidos), a cosmética (quanto mais os cremes forem hidratantes, mais goma da semente de alfarroba têm, o chamado E410, que absorve a água), a alimentar (como aditivos para pudins, papas de bebé e estabilizantes de gelados), a têxtil e do papel.

A alfarroba é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo. Tem, na sua composição, vitamina B1, A e B2, ajudando, por isso, a melhorar o funcionamento do sistema nervoso, músculos, coração e o raciocínio, colabora no crescimento dos ossos e dentes, vitalidade da pele e saúde da visão, entre outras vantagens.

O pó ou farinha de alfarroba, feito com a vagem torrada e moída é utilizado para substituir o cacau.

Além de nutritivos e saborosos os produtos feitos com alfarroba são isentos de lactose, glúten e açúcar.

Eu, pessoalmente, adoro comer a vagem seca. Mas também já comi pão de alfarroba, que é uma delicia.

 

 

(podem consultar, aqui mesmo ao lado, os tópicos já publicados nesta rubrica)

Quem participa na rubrica:

Segunda-feira - Nia

Terça-feira - Ana

Quarta-feira - Bomboca de Morango

Quinta-feira - Sofia Margarida

Sexta-feira - Eu

Esta rubrica não está restringida a nós.Todos podem participar. Só vos pedimos que nos dêem conta, de alguma forma, do post onde o fizeram para que possamos acrescentar na lista dos tópicos publicados.

Barcos & Nevoeiro

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Foi mais ou menos em 1988 (século passado, portanto), ou seja, há mais ou menos 27 anos (mais coisa menos coisa) que comecei a fazer a travessia Barreiro/Lisboa/Barreiro de barco. De manhã para Lisboa, à tarde para o Barreiro.

Nestes 27 anos houve várias coisas que mudaram.

Há 27 anos atrás o barco estava dividido em classes – a primeira e a segunda. Na segunda classe os bancos eram de suma-a-pau, que é como quem diz de madeira. Duros que só visto. Na primeira classe os bancos eram de napa, bastante mais macios. Quem tinha o passe, como eu, só viajava na primeira classe se pagasse o excesso. Lá andava o revisor a verificar quem tinha o bilhete de primeira ou quem tinha de pagar o excesso. Uma das coisas que havia nas duas classes eram os cortinados. Muito nojentos, com todo o tipo de bichos a passear neles.

(lembro-me de, um dia, que ia a dormir no barco, abrir os olhos e ver um senhor quase a atirar um livro directo á minha cara e que me passou mesmo ao lado… o senhor tinha visto uma barata a passear mesmo perto da minha cabeça e quis matá-la)

Hoje não há classes nem cortinados. Os bancos são todos de plástico, menos confortáveis mas mais laváveis (e acreditem que, com a falta de cuidado que os utentes tem, ainda bem que são mais laváveis).

Há 27 anos atrás, em condições normais, a viagem demorava 30 minutos. E hoje, em condições normais demora 20 minutos.

Há 27 anos, quando estava um dia de nevoeiro – como hoje – a duração da viagem era uma incógnita. Podíamos demorar uma hora ou mais. E hoje, 27 anos depois, muitas mudanças depois, num dia de nevoeiro, como hoje… a duração da viagem continua a ser uma incógnita. É extraordinário, pela negativa, que tenha havido tanta evolução em todos os sistemas e que haja radares e o diabo a sete mas que os barcos que fazem a travessia Barreiro/Lisboa/Barreiro continuem, como no século passado, a demorar o dobro do tempo (quando não mais) a fazer o mesmo trajecto.

E de quem será a culpa? Dos utentes não é certamente, até porque, muitos de nós, querem é chegar rapidamente ao destino e que, por culpa do nevoeiro, não o conseguem fazer.

Tantas greves parvas (a grande maioria delas, diga-se) que os trabalhadores da Transtejo fazem e tanta luta, será que não podem fazer uma para que os radares funcionem? Ou será que não a fazem porque os radares funcionam, eles é que não sabem trabalhar com eles?

Hoje, 27 anos depois do início das viagens regulares de barco para Lisboa, senti-me transportada no tempo e voltei a estar 40 minutos na estação do Barreiro à espera dum barco (em hora de ponta) e a viagem demorou 45 minutos. E tudo porque a manhã estava como se pode ver na foto.

Se calhar valia a pena alguém, na Transtejo ou nos Sindicatos, pensar nisto.

Despeço-me com amizade (a minha singela homenagem a mais um ícone da minha infância que desapareceu hoje – o Eng Sousa Veloso).

Eu & e os meus 16.436 dias

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Nasci há exactamente 16.436 dias. Tal como hoje, era uma quarta-feira. Eram 14h30 duma quarta-feira e a minha mãe berrava como se não houvesse amanhã

(dizem as más línguas que a minha mãe, no meio dos gritos, pedia que eu não nascesse – ao que a médica lhe respondeu – devias ter pensado nisso à 9 meses atrás).

Nasci numa maternidade que já não existe, com uma médica fabulosa, chamada Laura Seixas. Mais tarde frequentei o Colégio Barreirense, que, curiosamente, era propriedade do pai da médica que me trouxe ao mundo e que era na mesma rua.

Ainda hoje me lembro do colégio onde andei até à 3ª classe e da professora que tive. A D Rogéria. Muito rígida, não admitia falhas mas era excelente a ensinar. Marcou-me pela positiva, afinal foi com ela que aprendi a ler e a escrever. Também me lembro do recreio, espaçoso, com sombras, árvores, amigos com quem brincar, vigilantes atenciosas e que não se importavam de brincar connosco … tudo o que precisamos para ser felizes quando somos pequenos. O meu avô, ou o meu pai, iam-me buscar ao colégio para poder almoçar em casa.

Quando tive de mudar para outra escola tive um desgosto que me marcou nos anos seguintes. Tudo estava, para mim, muito mal na nova escola. Fui para uns pavilhões pré-fabricados que, na altura, eram provisórios

(30 anos depois, a minha filha teve aulas na mesma escola… nos mesmos pavilhões que continuavam provisórios. Hoje ainda lá estão mas, finalmente, já só servem de armazém)

Nos anos que se seguiram, superei o desgosto, mas não a saudade. Mudei mais algumas vezes de escola. Nunca reprovei de ano, apesar de ter estado bem perto disso no 8º ano. Nunca fui uma aluna excelente. É curioso. Apesar de ter tido muitos professores diferentes a opinião deles sobre mim era sempre a mesma – demasiado faladora, muito inteligente, poderia ter melhores notas se estudasse.

Assim que pude, comecei a trabalhar no verão. Estar parada muito tempo não fazia (e ainda não faz) o meu género. Fiz muitas coisas nos verões da minha adolescência. Fui para a praia com as crianças duma creche, fiz inventário e vendi produtos de drogaria e materiais de construção civil, fiz contabilidade (foi aqui que ganhei o gosto pelo curso que tirei), numa papelaria, numa livraria, fui monitora num ATL de verão… foram diversos os trabalhos que fiz, todos com o gosto da descoberta e da aprendizagem. Todos eles foram úteis para me ajudarem a crescer profissionalmente.

Também entrei para os escuteiros. Um dia cheguei a casa e avisei a minha mãe que ia entrar para os escuteiros católicos e que ia ser baptizada. Não tinha sido baptizada em bebé porque os meus pais achavam que devia ser eu a decidir. Agradecerei sempre essa decisão, porque assim lembro-me bem da cerimónia do meu baptismo. Nos escuteiros aprendi, ainda mais, sobre a amizade, civismo, educação. Sai uns anos mais tarde, depois regressei e, por causa da vida profissional, acabei por ter de deixar de novo. Apesar de já não estar lá fisicamente, os princípios escutistas são também alguns dos meus princípios pessoais.

Foi também nos escuteiros que encontrei algumas amizades que, passados mais de 30 anos, se mantêm.

16.436 dias… já passaram pela minha vida vários amigos. Alguns que passaram pelos meus dias e que não ficaram, outros que passaram e foram ficando, outros que chegaram há pouco e valem tanto como os mais antigos. Uns que julgava perdidos e que reencontrei. Todos eles, sem excepção, deixaram alguma marca.

16.436 dias depois de eu ter nascido, a família aumentou consideravelmente. Irmãs, marido, filhos, sogros, tios, tias, primos, primas, cunhados, cunhadas, sobrinhos, sobrinhas… mas, infelizmente e naturalmente, também faleceram algumas pessoas. Os meus avós, os pais do meu tio, o meu sogro, um dos meus cunhados. De todos sinto saudades, mas acima de tudo, sinto muita falta do assobio do meu avô, quando nos queria chamar para comer aquelas torradas que todos adorávamos e da resmunguice constante da minha avó. As festas não são as mesmas sem eles.

Depois de acabar o liceu fui para o ISCAL. No final do primeiro ano do Instituto comecei a trabalhar. Depois duns primeiros meses em que não gostava do que fazia, tive a sorte de mudar para um serviço que adoro, que é um desafio permanente e onde, felizmente, tenho colegas com quem me dou bem. Um ambiente de trabalho fabuloso, o que ajuda bastante. Estou cá há 21 anos e continuo a gostar tanto como no primeiro dia.

Trabalhei e estudei ao mesmo tempo. Os dias eram passados no trabalho, o princípio da noite na faculdade. Demorei a acabar o curso mas acabei

(se calhar os professores tinham razão… teria bastado estudar para ser mais rápido. Ou, se calhar teria sido mais rápido, se não estivesse estado envolvida na associação de estudantes, na comissão de finalistas, no conselho pedagógico, no conselho consultivo e no conselho directivo do Instituto)

Apesar da demora (foram 11 anos para fazer 3), acabei na altura certa, rodeada dos amigos e conhecidos certos, e a prova disso é que continuamos amigos e conhecidos, passados que são 14 anos do fim do curso. Está agora a chegar a altura do jantar anual, momento em que nos reencontramos, matamos saudades e chegamos ao fim da noite com a certeza que no ano seguinte queremos estar juntos de novo.

16.436 dias depois de ter nascido, os livros continuam a tomar conta da minha vida. Ainda não concretizei o meu sonho, o de ter uma biblioteca, mas continuo a tentar. Vou guardando todos os livros que gosto e um dia lá chegarei.

Há 16.436 dias não sabia ler nem escrever

(bom, acho que só sabia mesmo chorar, dormir e comer, mas enfim)

16.436 dias depois leio

(não tanto como gostaria),

e escrevo

(ou vou escrevinhando aqui algumas coisas).

Dizem que um português deve ter filhos, plantar uma árvore e escrever um livro. Bom, eu tenho dois filhos que amo acima de tudo, plantei várias árvores e já editei dois livros. Uma vida completa e feliz.

Foram 16.436 dias de surpresas boas e más, de amores e desamores, de alegrias e tristezas, de desgostos, erros, medos, receios, sonhos… dias que valeram a pena. 16.436 dias depois de ter nascido, só me arrependo daquilo que não fiz. Tudo o resto - os erros, os desamores, os medos, os receios - todos valeram a pena para que chegasse ao dia de hoje sendo quem sou.

Venham de lá outros tantos, nas mesmas condições que eu serei feliz.

 (a foto é do bolo de aniversário que a minha irmã mais nova me ofereceu há dois anos e que, sem dúvida, é o bolo mais bonito que alguma vez tive)

Gelado de inverno?

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Ou uma forma saborosa de terminar a refeição?

Não interessa o nome que se lhe pode dar. Interessa que descobri a existência destes pedaços de mau caminho neste post da M*. Fiquei logo com vontade de experimentar mas, infelizmente, não encontrei em lado algum. Até que, na quinta-feira lá os encontrei, por acaso, num café.

Acho que é dificil superar aquilo que a M* disse sobre estes cornettos. Eu digo o mesmo. São uma delicia, e são muito, mas mesmo muito, pequenos. Quando acabamos dá vontade de ir logo a correr comprar outro. Eu, por mim, só não fui, porque os tinha comprado em Lisboa e eu estava no Barreiro. E estava a chover.. Senão tido lá ido de novo.

O pior é que passo nesse café quase todos os dias. Passo mesmo, mesmo ao lado - o café está numa estação de metro. Desconfio que vou ter de mudar de percurso...

Eu & os blogs

A propósito dum desabafo da Mafalda, lembrei-me de vos contar a história dos blogs. Não é que não esteja disponível, se quisermos consultar, mas pronto, apeteceu-me. Se detectarem alguma incorrecção avisem que eu corrijo.

Então o primeiro blog nasceu no final de 1997. Jorn Barger, que tinha um diário pessoal on line, utilizou o termo weblog para descrever o diário pessoal que mantinha on-line. Aliás, o próprio termo, weblog, que corresponde à junção de Web e Log, pode ser traduzido como “diário na internet”.

Em 1999 Peter Merholz dividiu a expressão weblog e usou, pela primeira vez, no seu blogue peterme.com, a expressão We blog (nós blogamos), semelhante, foneticamente, à expressão original. Em pouco tempo Evan Willians começou a usar a palavra Blog, tendo a Pyra Labs (à qual Willians pertencia) aproveitado o termo para criar o seu serviço Blogger.

O termo Blogosfera, usado normalmente para definir o universo de blogues, surgiu, pela primeira vez, em Setembro de 1999 por Brad Graham, mas só em 2002, com William Quick é que foi adoptado e divulgado pela comunidade. Apesar de ser o termo mais usado, há ainda quem recorra a Blogtopia, Bloguespaço, Bloguniverso, Blogsilvânia ou Bloguistão para definir a comunidade de blogues.

O termo blogosfera tem parecenças com dois termos relacionados. Logosfera, que, entre outras coisas, significa “o mundo das palavras” e noosfera – “o mundo do pensamento”. Afinal, é de pensamentos e de palavras que a maioria dos blogues vive.

Em qualquer uma das plataformas ao dispor de quem pretende iniciar um blogue, o processo de criação é fácil e rápido. A escolha da plataforma e do nome depende, apenas e só, do bloguista.

Quanto à plataforma, bom, eu recomendo o Sapo. Já experimentei a Blogspot mas é aqui, no Sapo, que me sinto em casa – pelo apoio personalizado, pela possibilidade de conversar com os outros utilizadores através dos comentários, pela extraordinária área de leituras ao dispor de cada utilizador, pelos destaques que nos permitem conhecer outros blogs, etc.

É ao autor do blogue que cabe determinar os conteúdos que irá publicar. Desde que não sejam ilegais, os gestores das plataformas não o irão apagar. E, mesmo nos casos em que os posts sejam, ou possam ser, considerados ilegais, apenas a intervenção dos tribunais determinará que o blogue seja eliminado, total ou parcialmente.

É usual que os textos sejam acompanhados de fotos. Há aplicações que permitem adicionar diversas informações como relógios, calendários, contador de visitas… há de quase tudo, permitindo que, cada blogue seja único, feito e desenhado à medida do seu proprietário – apesar de ser um grão de areia na imensidão que é a blogosfera.

Além dos textos e/ou imagens, é normal que existam também links para outros blogues ou outros sites que podem estar relacionados, ou não, com a mesma temática. Aliás, é esta interacção entre blogues que os torna conhecidos dos visitantes. Por norma é através dos links de determinado blogue que se chegam a outros.

É também através das visitas a outros blogues, deixando comentários que o proprietário do blogue o consegue publicitar. Normalmente quem comenta é, quase de seguida, comentado, e vice-versa.

Em 1999 haveria cerca de 50 blogues. Em 2009 existiam cerca de 112 milhões de blogues e em 2011 eram cerca de 152 milhões. São criados, diariamente, cerca de 120 mil novos blogues, nas várias plataformas que existem ao dispor dos bloguistas.

A blogosfera é um mundo, com possibilidades infinitas. Resta-nos a nós, utilizadores, saber fazer um bom uso deste meio de comunicação.

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