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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O Natal chegou cá a casa #5

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E trouxe este presépio. Não é tão grande nem tão bonito como o que tinha em casa da minha mãe, que tinha um lago, lavadeiras, patos, uma ponte e imensas peças, mas não deixa de ser bonito. Junta a tradição - a manjedoura (vejam em detalhe na foto abaixo) - com casas com as decorações de Natal e alguns pais natais. Pode ser que um dia encontre mais peças para aumentar o presépio de forma tradicional, já que, ultimamente, só se vê à venda as três peças fundamentais - Jesus, Maria e José.

 

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Os meus marcadores de livros

Aqui há umas semanas, em conversa com a Sofia Margarida, falei-lhe que gostava de ter alguma peça feita por ela em feltro. Para quem não sabe, a Sofia é uma fada do feltro (ok, eu sei que prefiro bruxas, mas no caso da Sofia, o que se aplica é mesmo o termo fada - das mãos dela saem trabalhos feitos à mão - exclusivamente à mão - absolutamente extraordinários).


Quando lhe falei nisto, a pergunta foi a sacramental - que peça? pois, fiquei na dúvida. Queria uma coisa diferente, que me dissesse alguma coisa. E então lembrei-me. Lembrei-me das duas meninas de quatro patas que andam aqui por casa, que são a nossa alegria e que adoramos - a Bunny & a Saphira. Já vos falei delas aquiaqui e aqui

Mostrei então esta foto à Sofia e disse-lhe que queria uma peça em feltro com as minhas patudas:

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(A Saphira é a cor de mel, a Bunny é a que tem quatro olhos)

 

A primeira reacção da Sofia foi - ah e tal, não sei se consigo. Mas vou tentar.

A seguir foi preciso decidir que tipo de peça seria. Um porta chaves? Um enfeite de Natal? Aqui já não foi difícil decidir. Afinal, sendo os livros a minha paixão e dado que a ideia era poder leva-las sempre comigo, decidi-me por um marcador de livros. Aliás, por dois, um com a Bunny e outro com a Saphira.

Deitada a mão à obra, a Sofia foi fazendo o favor de me ir enviando fotos do processo criativo. E que processo. A cada nova foto, a minha vontade de ter as peças comigo era ainda maior. Estavam a ficar lindíssimas.

Até que, no dia do meu aniversário, a Sofia mostrou ao mundo o resultado final - podem conferir aqui. Confesso aqui, que ninguém nos ouve/lê, que quase que me apeteceu saltar de satisfação (pronto, não o fiz porque senão podiam achar que era um tremor de terra...) pela qualidade do trabalho. Estavam, em tudo, semelhantes às pequenitas que aqui andam. Foi uma excelente prenda que me foi oferecida, naquele dia.

E ontem recebi as peças. Coisas dos correios, que andam sempre atrasados - ainda para mais em Dezembro - mas elas cá chegaram. E só vos posso dizer que estão ainda melhor do que parecem nas fotos que a Sofia mostrou:

 

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Não ladram, é verdade. E são bastante mais maneirinhos que os modelos originais. Mas tirando isso, o cuidado com os pormenores é, de facto, fabulástico (sim, eu sei que esta palavra não existe. O que não quer dizer que não a possa usar para definir o trabalho da Sofia). Até temos uma cauda que abana.

Eu sei que já falei aqui muitas vezes da Sofia e já recomendei várias vezes que visitem o blog dela. Só o fiz porque a Sofia é uma amiga extraordinária, daquelas que, apesar distante, está sempre presente. Carinhosa, brincalhona, sincera, trabalhadora, simpática - são apenas algumas das características da Sofia. Junte-se a humildade e temos uma pessoa extraordinária, uma das melhores descobertas neste bairro que é o sapo blogs. 

Agora, e hoje, não vos recomendo o blog dela. Recomendo que visitem apenas os trabalhos dela aqui. Vejam a evolução entre a primeira peça que ela fez para oferecer à mãe e as peças acima e encomendem peças personalizadas para vocês e para oferecerem. Vão ver que não se arrependem. Eu sei que não me arrependi.

Ou então arrependi-me. Já me roubaram a Bunny. A minha filha quer ficar com ela e eu não sou capaz de dizer que não. Raios!