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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Saphira

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Já vos falei aqui da Bunny e de como fomos adoptados por ela.

Com a Saphira a história foi diferente.

Há dois anos atrás, numa quinta-feira, andava o meu marido de volta do OLX à procura duma coisa qualquer, quando viu a foto duma cadelinha cujos donos queriam dar. Foi amor à primeira vista. Dele, meu e dos nossos filhos. Apesar de serem quase 10 da noite, como o anúncio tinha um número de telefone, liguei de imediato mas ninguém atendeu. Então mandei um sms e logo de seguida um email a dizer que queríamos ficar com a patuda.

Não tive qualquer resposta e, no dia a seguir, continuei a insistir. Liguei umas quantas vezes nessa manhã sem que me respondessem. Enviei vários sms’s e não obtive qualquer resposta. À hora de almoço já estava desanimada e decidi que só ia tentar mais duas vezes. Tentei e nada.

Mas depois pensei – ah, não há uma sem duas nem duas sem três, ‘bora lá tentar de novo. E tentei. E fui atendida. Só que as noticias não eram boas. A Cooper (era o nome da cadela) já tinha um casal interessado e que iriam, ao fim do dia, conhece-la para decidirem se ficavam com ela ou não. Fiquei desanimada e pedi, sem esperanças, que a senhora me ligasse se o casal desistisse.

Passados uns momentos voltei a mandar uma mensagem à anunciante – Todos nós, lá em casa, estamos a rezar para que o casal desista. Seja qual for a decisão do casal diga-nos. Nós não queremos conhecer primeiro a cadelita, queremos mesmo ficar com ela.

Umas horas mais tarde, lá recebi o sms desejado – as vossas preces foram ouvidas. Quando é que querem vir busca-la?

E no dia 15 de Março, sábado de manhã, lá fomos buscar a Cooper. A Cooper, assim que viu o meu marido, saltou-lhe – literalmente – para o colo e só o deixou quando entrou para o nosso carro. Enquanto a moça nos contava que tinha sido forçada a dar a Cooper porque uma das filhas tinha pavor de cães, a cadelita estava ao colo do Miguel, sem ligar àquela que, até ali, tinha sido dona dela. E mesmo quando nos fomos embora, pensamos que ela ia ganir ou mostrar-se triste/receosa mas não, estava alegre e satisfeita – como, aliás, é o normal dela lá em casa.

Logo que chegou a casa foi rebaptizada. Perdeu o Cooper e passou a Saphira – o dragão de Eragon, livro que eu e a minha filha adoramos.

A adaptação dela e da Bunny correu lindamente. Desde o primeiro dia que se dão excepcionalmente bem, apesar de não as termos apresentado da melhor forma de acordo com o treinador. Tem uma diferença de idade de dois meses (a Saphira é mais velha) e isso deve ter ajudado imenso.

Com a Saphira a casa ficou completa. Apesar de ser uma cabra maluca, e de, muitas vezes, fazer disparates, a verdade é que, sem ela (e sem a Bunny) a nossa vida era diferente – para pior!