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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Coisas que me dão nervos

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A Vanessa pediu e eu sou bem mandada. Aqui fica a lista das coisas que me dão nervos, muitos nervos...

  • Telefonemas como este
  • Pessoas que se vitimizam só por duas razões - por tudo e por nada
  • Pessoas que Atravessam a autoestrada a pé
  • Pessoas que não sabem andar de transportes públicos
  • Livros estragados
  • Pessoas que não se sabem rir delas próprias mas que se riem dos outros
  • Maus tratos - a crianças, jovens, adultos, meia idade, velhotes e animais. Em suma, maus tratos!
  • Pessoas que se acham donas da razão e que não ouvem os outros
  • Ser mal atendida
  • Condutores que acham que a estrada é só deles
  • Pessoas que falam a cantar
  • Preconceitos, sejam eles por causa da raça, do rosto, do físico ou orientação sexual
  • e as greves, as greves!!!!

Para já parece-me que é só... 

 

e a vocês, o que vos enerva?

Mentirinhas ou então não, as respostas

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Obrigado a todos os que tentaram adivinhar as Mentirinhas ou então não. Confesso que me diverti imenso com as vossas respostas! Só houve um problema e a culpa foi minha... Só me apercebi agora que são 6 falsas e quatro verdadeiras... vou ali chicotear-me e já volto.

...

Agora que já voltei, vamos lá verificar as respostas

  1. Fui baptizada pela Igreja aos 16 anos; É verdade. Aos dezasseis anos, por opção própria, quis ser baptizada. Os meus pais não me baptizaram à nascença porque entenderam que devia ser uma decisão minha e não deles. Foi a melhor decisão possível, já que assim me permitiu viver o baptismo em toda a sua plenitude. Posso não concordar com muita coisa que se passa na igreja mas não deixo de ser católica.
  2. Sou tímida; Eu tímida? devo ser a pessoa menos tímida que conheço...
  3. Adoro ler; booklover assumida. Daquelas que vive livros, respira livros, come livros...
  4. Detesto favas (com ou sem chouriço); detesto mesmo. Já provei várias vezes e não consigo gostar. Nem suportar...
  5. Conheci o marido através da internet; é verdade sim. podem conhecer a história aqui e aqui
  6. Nunca editei um livro; Pois. é falso. Já editei dois livros e participei em duas colectâneas. Podem ver aqui os meus dois livros.
  7. Fui acólita na Igreja Verdade. Enquanto escuteira do CNE participava como acólita em algumas missas, especialmente as que eram animadas pelo agrupamento. Também fazia as leituras.
  8. sei perfeitamente qual é a direita e a esquerda; Tudo bem explicado em Eu & os disparates #1. Sei que a esquerda e a direita existem e pronto, agora qual é o lado, nem pensem nisso...
  9. Não durmo muito: Diz a família que eu fui feita a dormir. Em podendo são 10/12 horas por noite. Não podendo... fico mais rabugenta que um bebé chorão
  10. Gosto de ler ebooks Book vs Ebook... qual ganhará? os books, claro. não gosto dos ebooks, não são livros, não os posso cheirar nem sentir.

Obrigado à VanJosé da XãOlíviaCorvoBomboca de MorangoMom SandraMaria das PalavrasNathyM* e Nice por terem participado e me terem divertido tanto.

Como é que diz que disse???

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Oi???? 

Então se for homossexual e não tiver sexo com outros homens pode dar sangue? Mas um homossexual não é, por definição, um homem que faz sexo com outro homem? Expliquem-me lá, como se eu tivesse cinco anos, estas afirmações fantásticas (NOT) do Sr Hélder Trindade que ainda diz, mais acima na notícia, que não querem saber a orientação sexual mas sim o comportamento - e se for homem e tiver sexo com outro homem é excluído. Mas não é por ser homossexual, é por causa do comportamento. Confusos? eu também.

 

Mentirinhas ou então não

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Algures por ai começou este desafio de Descobrir as agulhas no palheiro. Ou, por outras palavras, de dizermos uns quantos factos sobre nós e deixar que, quem nos lê, adivinhe se são verdade ou mentira. Achei piada à ideia e por isso cá estamos. Metade dos factos abaixo são verdade, a outra metade é mentira. Tentam adivinhar?

  1. Fui baptizada pela Igreja aos 16 anos;
  2. Sou tímida;
  3. Adoro ler;
  4. Detesto favas (com ou sem chouriço);
  5. Conheci o marido através da internet;
  6. Nunca editei um livro;
  7. Fui acólita na Igreja
  8. sei perfeitamente qual é a direita e a esquerda;
  9. Não durmo muito:
  10. Gosto de ler ebooks

E pronto, vamos a ver as vossas respostas.

Aproveito para desafiar os seguintes jovens para fazer o mesmo desafio (caso não o tenham feito ainda, claro):

Bomboca de Morango

Vanessa

M*

Sofia Margarida

Nathy

Glória Mortal

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Glória Mortal de J. D. Robb
Editado em 2008 pela Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789898032423
 
Sinopse
A primeira vítima foi encontrada num passeio à chuva. A segunda foi morta no próprio apartamento. Eve Dallas, tenente da polícia de Nova Iorque, não tem dificuldade em ligar os dois crimes. Afinal, ambas as mulheres eram bonitas, famosas, e as suas vidas e amores glamorosos enchiam as capas das revistas. As suas relações íntimas com homens poderosos dão a Eve uma longa lista de suspeitos, incluindo Roarke, o seu próprio companheiro. Como mulher, Eve tem toda a confiança no homem que partilha a sua cama. Mas como polícia, é sua obrigação seguir todas as pistas… investigar todos os rumores escandalosos… explorar todas as paixões secretas, por mais obscuras que sejam. Ou perigosas!
 
A Minha Opinião
Para quem não sabe, J.D.Robb é um pseudónimo de Nora Roberts, por isso este livro - o segundo da colecção Mortal - tem o seu quê de romance. Mas também é um policial. Eu diria, para que fique bem classificado, que é um policial romanceado e futurista já que se passa em 2058. 
Não me perguntem porquê, apesar de saber que é uma série, não tenho lido esta colecção por ordem. Talvez porque o primeiro que encontrei tinha acabado de sair e só depois de o ter lido é que percebi que era uma série. Não é grave, apesar do fio condutor - a história de Eve e Roarke - os livros são independentes entre si. O único contra é saber já o que se passou, afinal, com Eve e que ela não se quer lembrar e porque é que Summerset tanto protege Roarke. Esqueçam lá isso, não vos vou contar. Leiam e descubram...
Vamos à história.
A procuradora do ministério público, Cicely Towers, que já tinha trabalhado com Eve, aparece degolada numa zona pobre da cidade, fora do seu ambiente normal. Cicely era também amiga íntima do chefe de Eve e parceira de negócios de Roarke. Enquanto tenta desvendar o que se passou, Yvonne Metcalf é assassinada, da mesma forma, mesmo à porta do seu apartamento. Entre as duas falecidas um único ele comum - Roarke, o companheiro de Eve. Terá sido ele, que tem um passado obscuro, que as matou? E porque razão? o mistério adensa-se quando Louise Kirski é degolada, à porta da estação de televisão. Sem conseguir encontrar ligação alguma entre as três, resta a Eve reconstituir, com calma, os crimes e perceber se houve, ou não, alguma contradição nos testemunhos e qual é a motivação destes assassinatos.
Mas Eve não é só polícia. Também é mulher. E foi criança, uma criança que teve problemas e que os apagou da sua memória. Restou-lhe a dificuldade em aceitar os seus próprios sentimentos, principalmente em relação a Roarke. Será que vai aceitar que se apaixonou e que precisa tanto dele como ele dela?
É um bom livro para começar a descoberta desta faceta da Nora Roberts. Eu, pessoalmente, gostei imenso e recomendo a leitura. Agora vão lá saber qual é a opinião das outras pistosgas (M*, a Sofia Margarida e a Nathy), uma vez que este livro foi lido pelas quatro em simultâneo.
 

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Eu & a Autoridade Tributária

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Nas últimas semanas e por causa de mais uma confusão na legislação portuguesa tenho ido várias vezes a uma repartição de finanças aqui de Lisboa. Hoje lá fui de novo, logo pela fresquinha, que é mais rápido.

E sai de lá com a certeza que a confusão não é só na legislação mas também nas mentes portuguesas.

Eu sei, todos sabemos, que estamos a sofrer, na pele, o aumento da carga fiscal, a diminuição dos rendimentos e o aumento do controlo fiscal. E também sei, todos sabemos, que a culpa é da Autoridade Tributária. Todos de acordo, certo? Então avancemos.

Meus caros, quem é, afinal, a Autoridade Tributária? Não sei se já pensaram no assunto mas eu já. E se não sei ao certo quem é a AT, há uma coisa que tenho a certeza – é que a AT, a responsável pelos maus momentos que passamos, não é o empregado que está sentado na repartição a atender os contribuintes. Esse empregado é tão contribuinte como nós e está sujeito aos mesmos cortes e aumentos que nós.

Gritar, ameaçar e barafustar com quem nos atende nas repartições da AT é o mesmo que gritar, ameaçar e barafustar com uma parede – ambos tem o mesmo poder de decisão, ou seja, nenhum! As leis, portarias, normas, etc., são elaboradas por quem tem poder para tal e quem o faz não está sentado à secretária a atender os lesados. Quem está na secretária a atender-nos é tao lesado quanto nós. Tem apenas o azar de estar do lado contrário e a dar a cara por uma entidade sem cara.

E também não vale a pena gritarem aos funcionários da AT que deviam contratar mais pessoas. Mais uma vez, quem vos está a atender não tem poder para decidir se devem, ou não, ser contratadas mais pessoas.

Pensem que, muitas vezes, os funcionários entendem os nossos problemas, querem ajudar-nos a resolvê-los mas estão impedidos porque não tem poder decisório.

Pensem nisto, na próxima vez que forem a uma repartição de finanças irritados com o sistema. Não descarreguem nos coitados que vos atendem, a culpa, garantidamente, não é deles.

Chachapoya

beleza_interior.jpg

Já vos disse aqui o quanto gostei de ler o livro Orgulho Asteca. De facto, é um livro fabuloso e com várias passagens que podiam ser passadas para os dias de hoje. Hoje vou falar numa dessas partes, de que me recordei imenso ontem ao fim do dia.

A personagem principal do livro, Mixtli, tem a oportunidade de viajar pelo antigo México e leva-nos a conhecer algumas das tribos que viveram, na mesma altura, que os Astecas. Uma delas eram os Chachapoya ou Povo Nuvem. Este povo tinha fama de ser alto, belo e de pele clara, ao contrário das restantes tribos, pelo que também eram chamados do Povo Belo. Diziam eles que descendiam directamente dos Deuses e que tinham sido deixados na terra através das nuvens (daí o nome de Povo Nuvem).

Os estrangeiros que visitavam esta tribo ficavam admirados por não encontrarem velhos enrugados, pessoas ou crianças feias ou com qualquer deformidade. No livro, Mixtli questiona uma pessoa dessa tribo sobre isso e a explicação que lhe é dada é muito simples:

Os velhos, quando começam a sentir que estão a ficar feios, despedem-se da família e vão para o Lar dos Sonhos. Esse lar é um conjunto de salas labirínticas e interligadas numa montanha por perto. Os velhos, quando lá chegam, procuram uma sala onde se sintam confortáveis e depois sentam-se – sem água ou alimentos – e esperam que a morte chegue.

Os bebés, quando nascem, se forem feios ou tiverem alguma deformidade, não são alimentados até que os Deuses decidam que chegou a hora deles morrerem.

E é assim que o povo Nuvem consegue manter a fama de ser belo. Os membros da tribo eram aceites, ou não, consoante o seu aspecto físico.

Apesar de isto estar num livro, uma boa parte desta história sobre os Chachapoya é a realidade. Ou era a realidade em meados do século XV.

Hoje, em pleno século XXI poderíamos pensar que já não seria assim. Queríamos acreditar, todos, que, em 2015, o aspecto físico (cara e corpo) seria relegado para segundo plano e que a personalidade da pessoa seria mais importante.

Ou então não…

E digo que não porquê? Porque ainda há quem avalie os outros pelo rosto e se esqueça que há mais numa pessoa Para lá do rosto e do corpo. Ainda ontem vi, num blog (já foi apagado o texto) uma jovem dizer que não queria outro para amigo porque tinha uma cara feia… Só faltou dizer que o melhor seria não o alimentar para que os Deuses o matassem, tal como os Chachapoya faziam…

Mas não é caso único… Quantos já sentiram que o seu aspecto físico ditou o comportamento dos outros para consigo, seja nas amizades (ou na falta delas), numa entrevista de emprego ou na escola?

Será que, em cinco séculos o ser humano não evoluiu?

Orgulho Asteca

orgulho asteca.jpg

Orgulho Asteca de Gary Jennings

Editado em 2007 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789728839932
 
Sinopse
Era uma vez... a mais poderosa e fascinante civilização...
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigoros e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances. Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura. Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo. A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.
 

A minha opinião

À coisa de dois anos, na Feira do Livro de Lisboa, não resisti a uma promoção da Saída de Emergência e comprei um pack com este livro e a continuação, Sangue Asteca. Não me perguntem porquê, mas fui deixando os dois livros por ali sem lhes pegar. Cheguei a olhar para os dois e pensar que talvez tivesse feito asneira em os comprar porque não conhecia o autor. Mas há vinte dias atrás, e no meio dos quase 40 que tenho em fila de espera para ler, fiquei presa na lombada da capa deste livro e resolvi que tinha chegado o momento. Vinte dias depois posso dizer que estou muito arrependida de não o ter lido logo que cheguei a casa com eles.

Sempre senti um grande fascínio pelas civilizações Asteca e Maia - aliás, entre outras razões, a minha opção pela altura em que fiz a viagem de finalistas da faculdade, foi que a viagem ia ser a Cancún, o que me permitiria - a bem ou a mal - visitar algumas cidades maias.

Sobre o livro terei de dizer que não é para ser lido de animo leve nem por quem espera uma leitura soft. A civilização asteca tinha tradições deveras violentas, descritas, ao pormenor neste volume. É preciso entender um pouco do espírito dos Astecas para entender que, para eles, nenhuma daquelas tradições era violenta. Para os Astecas (assim como para os Maias) a morte não era um castigo, era um prémio dado aos melhores. Na sua grande maioria, as pessoas sacrificadas nas cerimónias, eram-no voluntariamente. E sabiam que, após a sua morte, seriam o alimento dos sacerdotes e de quem tinha assistido. Essa era a forma de continuarem vivas. Quanto os sacrificados eram os soldados inimigos capturados nas guerras, o primeiro a ser sacrificado era o que detinha o posto mais alto ou o que tivesse combatido mais ferozmente - era esse o prémio e que aceitavam com alegria. Quando era necessário o sacrificio de crianças, estas eram compradas a familias escravas e tratadas, nas semanas antes, com todos os mimos dados aos filhos dos nobres, e só depois eram sacrificadas. Enfim, não vou entrar em mais detalhes sob pena de vos afastar da leitura deste meu texto, como, em certos momentos, tive de o fazer em relação ao livro. Sim, porque este livro é escabroso, violento, sangrento e muito realista. 

Neste primeiro livro ficamos ainda a saber que há muitas semelhanças entre partes da religião asteca e a religião católica. O Primeiro Casal - nos astecas - poderá ser Adão e Eva para os católicos, por exemplo. De uma forma ainda indelével, até porque este livro retrata a vida de Mixtli antes da ocupação espanhola, ficamos ainda a conhecer a destruição que os espanhóis espalharam por todo o México - destruição de templos, cidades e duma civilização.

Se me pedirem que vos defina este livro numa só palavra, terei de inventar uma - fabulástico! é mesmo a única forma de o descrever. Dos livros que li este ano é, seguramente, o melhor (até agora). E agora desculpem a saída brusca mas vou já pegar no Sangue Asteca, o segundo volume.

Varicela & Facebook/Blogs

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E depois de lerem o titulo, perguntam vocês: mas que tem a varicela a ver com o resto, a menos que seja uma explicação da diferença Sarampo vs Varicela que muitos ignoram?

Pois, à partida poder-se-ia pensar que nada, varicela - doença infantil - não teria nada a ver com o facebook ou com os blogs... excepto nos casos em que mães extremosas resolveram dar a conhecer ao mundo como ficaram as suas crianças por terem apanhado esta doença infantil. E isto não é para A ou B. É para todas as mães que, algures no espaço e no tempo, resolveram inundar o mundo com imagens simpáticas das crianças - na maior parte dos casos em cuecas (que delicia para os pedófilos) cheiinhas de borbulhas. Mas não só. Crianças sentadas no penico ou na sanita, a tomar banho na banheira, etc e tal. Yupieeee! diz o pedófilo ali da esquina que encontrou a foto (no blog ou no facebook).

Estarei a exagerar?

Não, infelizmente não estou. Gostava de estar mas a verdade é que Pedofilia e as redes sociais estão cada vez mais unidas. Fotos inocentes partilhadas por pais apaixonados pelos seus filhos tornam-se objecto de delírio doentio por parte dos pedófilos, mesmo quando achamos que colocamos as definições de segurança devidas. Muitos pais esquecem-se que a maior parte dos pedófilos faz parte da familia da vítima, logo, se colocarem a foto apenas para a família podem estar a potenciar esse delirio.

Mas não é só esse o problema. Pais, vocês já foram crianças. E os vossos pais tiraram, com certeza, aquelas fotos fantásticas, em bebés, sem fralda, todos nus em cima da cama. Ou sentados na sanita, etc e tal. e digam-me lá, agora que tem 30 ou 40 anos, gostavam de mostrar essas fotos aos vossos amigos e conhecidos? aos pais do vosso marido/mulher? não gostavam, pois não? mas é exactamente isso que estão a fazer aos vossos filhos. Daqui a 30 anos os vossos filhos vão adorar (not) terem sido expostos dessa maneira na Internet e, ao contrário de vocês, não podem esconder as fotos porque a internet não deixa. Será que não pensam no que vão pensar/dizer os vossos filhos?

Não é preciso pensar muito em que fotos se podem partilhar - são só 10 fotos dos seus filhos que não deve publicar na Internet. E pensem, usem a cabeça. No caso das crianças e da sua exposição, acreditem que menos, é mais! mais seguro para os filhos que estão a criar com tanto amor.

E já agora vão ali à minha vizinha e amiga Cindy ver o que ela tem mais para acrescentar sobre este tema. 

 

É p'ro menino ou p'ra menina

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Já sei que vão dizer que "lá 'tá ela de novo a por coisas da filha e tal, que mãe chata esta"... Pois, hoje é dia de trazer mais um texto escrito hoje pela minha piolha e que dá um excelente post e tema de reflexão por todos os pais e educadores. Vamos a isto:

Hoje em dia convivemos diariamente com estereótipos.

Um dos maiores é o facto de que somos tratados de maneira diferente, dependendo se somos rapazes ou raparigas. Quando entramos numa loja de brinquedos, por exemplo, reparamos logo na disposição dos brinquedos: há um espaço destinado aos rapazes e outro às raparigas e há a variação de cores e dos brinquedos em si.

Fazem-nos crer que existem brinquedos apenas para para rapazes e brinquedos apenas para raparigas. Mas não são só os brinquedos, são também as roupas e os comportamentos. As raparigas crescem a acreditar que só podem gostar de determinadas coisas e os rapazes também. As crianças crescem a pensar que tem de ser todas iguais e põem de parte quem quer que seja diferente, graças aos pais que os criaram assim.

Se uma rapariga quer um carro e um rapaz uma boneca, para quê negar-lhes? ao ter um filho as pessoas estão a pôr alguém sob a sua responsabilidade e o seu objectivo não deveria ser fazerem-nos felizes? 

Eu acredito que as crianças (e não só) deveriam ter o direito a ter aquilo que os faz felizes.

Bom, eu acredito no mesmo. E quero acreditar que o fiz aos meus filhos.

Já agora, e para terminar, fica um gráfico que explica como se devem escolher os brinquedos para as crianças, que complementa, perfeitamente, este texto.

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