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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Peditórios e afins

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Já expliquei aqui, em tempos, que não dou dinheiro a sem abrigos e/ou pedintes porque já me senti, várias vezes, enganada. E porque? Entre outras, porque quando lhes oferecia comida - a razão pela qual, alegadamente, estavam a pedir dinheiro - recusavam. Ora uma pessoa que precisa de ajuda para uma coisa não a recusa, não acham?

Passei, por isso (e não só) a dar comida quando aceitam. Se não aceitam, olhem, temos pena (ou então não, que eu não sou nenhuma ave) mas dinheiro não levam.

A outra hipótese para ajudar é estarem a vender artesanato ou bens que tenham. Não me faz confusão alguma comprar o produto do trabalho ou um livro, um quadro ou coisa que o valha para ajudar. E nem precisam de se fazer de desgraçadinhos e de me tentarem impingir uma vida desgraçada. Se gosto, se quero, compro. Não gosto ou não quero, não compro. Assunto arrumado!

Vem isto a propósito duns peditórios que andam, outra vez, a circular por ai. De pessoas que nos tentam impingir desgraças atrás de desgraças e que pedem ajuda - para arranjar os dentes, para comprar uma máquina, para uns sapatos ortopédicos, etc. Dão o NIB assim como quem não quer a coisa e dizem que só assim conseguem o que precisam porque o tio, o primo e o canário estão desempregados. Depois acabam por ser vistos, num centro comercial, a fazer birras à porta duma qualquer loja, para que os pais, que afinal estão de boa saúde e até tem um ordenado regular, lhes comprem coisas que não precisam. Ou então, quando alguém dá algumas dicas de como apresentar melhor o artesanato ou os bens que tem para venda, respondem torto e sem maneiras, mostrando que, afinal, talvez não precisem tanto.

Não me faz confusão, volto a dizê-lo, a venda de bens usados, sejam lá eles quais forem. O OLX e o Custo Justo vivem precisamente disso e há centenas de grupos no Facebook onde se pode vender e trocar o que não se quer. Desde que haja troca efectiva do bem, por mim é na boa.

O que não é na boa é ver apelos, das mesmas pessoas, para que lhes transfiram dinheiro para a conta porque precisam de ajuda e são uns desgraçados. E mais confusão me faz porque essas pessoas já foram apanhadas na malha da verdade e a opção foi por mudar a conta, abrir outro blog e alá que daqui vai mais um peditório. E os pategos que caiam, pois claro.

Cuidado, muito cuidado, a todos os que caiem nestas esparrelas. Comprem tudo o que queiram e esteja à venda mas não dêem dinheiro nestes peditórios que podem ser falsos.

Uma paixão chamada livros #9

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No meio de tantos livros que li até hoje (e que, pensando bem, foram poucos, comparado com o que gostaria de ter lido), qual terá sido o

Livro mais longo que já li

Fui confirmar. Sei que, qualquer um dos livros da trilogia O Século de Ken Follett - A Queda dos GigantesO Inverno do Mundo e No Limiar da Eternidade - pode ser o livro com mais páginas que já li, mas o grande vencedor é mesmo No Limiar da Eternidade, o terceiro livro e que tem 1024 páginas.

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A titulo apenas de curiosidade, A Queda dos Gigantes tem 928 páginas e O Inverno do Mundo tem 832 páginas. 

E sim, os três livros andaram a passear comigo nos transportes públicos para os poder ler. Depois fiquei com uma dor no ombro que demorou a passar. Mas valeu a pena! oh se valeu.

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Desde o dia 1 de Maio, e por 45 dias, fala-se de livros neste blog e no blog da M*. São 45 posts que nos levam a partilhar gostos e experiências sobre o mundo dos livros e, ao mesmo tempo, a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Podem encontrar aqui as minhas respostas e aqui as respostas da M*.

Conversas #10 em casa

A gaiata foi numa visita de estudo a Sevilha (no meu tempo íamos a Mafra e já nos podíamos considerar com sorte, mas adiante).

O regresso estava previsto para as 20h e pouco tempo antes mandei-lhe um sms a perguntar onde estava. Aqui fica a conversa:

- Então onde estás?

- Na estrada.

- Pensei que estavas no autocarro.

- E estou. Mas o autocarro está na estrada.

- Ok.. e em que zona da estrada.

- Na faixa da direita.

- Estúpida!!!

- Tecnicamente está certa.

- Mas não serve para nada.

- Mas continua certo.

- Ok... e em que zona do país fica a faixa direita da estrada onde estás dentro do autocarro?

- Montemor

 

(demorou, mas lá consegui saber. Era tudo uma questão de fazer as perguntas certas! vá-se lá saber com quem é que ela aprendeu isto...)