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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Eu & os escritores

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Este é um problema recorrente aos booklovers ou livrólicos anónimos (adorei este termo que encontrei, no outro dia, num outro blog).

Imaginem que, de momento, já lemos os livros todos que tínhamos em casa, queremos (ou podemos) comprar um novo livro e vamos até à livraria (seja ela on line ou num espaço físico). Com tanta oferta disponível, que livro escolhemos e de que escritor?

Será que preferimos não sair da nossa zona conforto e vamos comprar daquele autor que, à partida, sabemos que vamos gostar porque já o lemos? Ou será que arriscamos e compramos daquele escritor de que já ouvimos falar mas do qual nunca lemos nada?

Confesso que faço um mix de ambas. Há escritores que são passageiros frequentes da minha lista de compras – Ken Follett, Juliet Marillier, Marion Zimmer Bradley, Anne Bishop ou John Grisham (entre outros) – tenho vários livros de cada um deles e sei que não me desiludem. Bom, ok, um dos livros que me desiludiu foi precisamente de Ken Follett mas, em contrapartida, é também dele um dos meus livros favoritos de sempre.

Mas também compro de escritores que nunca li. E com isso já descobri algumas pérolas. É o caso de Stieg Larsson, Jodi Picoult, James Patterson, ou Gary Jennings (deste último tenho muita pena que não haja mais nada editado em português, para além de Orgulho Asteca e Sangue Asteca.). Eram autores que eu desconhecia e que, caso não tivesse arriscado comprar os livros, nunca os teria lido.

Creio – mas é a minha opinião, claro e que resulta desta experiência – que, às vezes, devemos sair da nossa zona de conforto (leia-se autores que já conhecemos) e arriscar em escritores que desconhecemos. Podemos ter uma desilusão, é verdade. Mas também podemos ter uma grande alegria. E, pensando bem, este arriscar em sair da zona de conforto, não é só verdade neste caso mas em toda a nossa vida. Viver sempre na zona de conforto não é viver, é sobreviver.

E viver é tão melhor que sobreviver!

E vocês? Qual é o vosso critério de compra dos livros?

Uma paixão chamada livros #14

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Neste desafio que leva 45 dias e que começou a 1 de Maio, hoje é dia de falar no 

 

Livro comovente

Desde que me lembro de ser gente que me lembro de estar acompanhada dum livro. É, por isso, muito complicado falar em apenas um livro comovente, por isso irei falar nos livros mais comoventes que li.

A Princesinha de Frances Hodgson Burnett

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Diz a sinopse: "Alguma coisa surgirá, se eu pensar e esperar um pouco. A Magia dir-me-á — afirmou numa voz suave e expectante." Sara Crewe, uma aluna excepcionalmente inteligente e imaginativa do Colégio de Miss Minchin, fica devastada quando o pai morre. Sem dinheiro, Sara é rebaixada, humilhada e forçada a trabalhar como criada. Mas a história não acaba aqui e o seu destino reserva-lhe a felicidade.

Foi esta a edição que li, na casa da minha avó. Tocou-me imenso a história de Sara, uma menina rica, que, quando o pai morre, se vê obrigada a sobreviver como pode.

 

A Lista de Schindler de Thomas Keneally

 

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A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas. Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prémio Booker, da Inglaterra. Levado ao cinema com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.

Foi dos poucos livros que tive de interromper a leitura por estar a chorar. Vibramos com cada um dos judeus que Schindler consegue salvar e choramos por todos os outros. Arrepiante mas real.

 

A Culpa é das Estrelas de John Green

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A culpa é das estrelas não é o melhor livro de sempre nem sequer o melhor livro de John Green. Mas é quase impossível não nos comovermos com o final da história de amor de Hazel e Augustus - mesmo que esse final esteja marcado desde que o livro começa.

 

Convergente de Veronica Roth

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Convergente, aquele que devia ser o último livro desta saga (saiu depois o Quatro mas que não acrescenta nada à história), tem um final inesperado que é anunciado, nas entrelinhas, ao longo dos três volumes. Chorei e fiquei com um nó cego no cérebro - mas como é que isto acontece no final? - mas a verdade é que acontece.

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Desde o dia 1 de Maio, e por 45 dias, fala-se de livros neste blog e no blog da M*. São 45 posts que nos levam a partilhar gostos e experiências sobre o mundo dos livros e, ao mesmo tempo, a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Podem encontrar aqui as minhas respostas e aqui as respostas da M*.