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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Uma paixão chamada livros #20

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 Melhor citação (diálogo)

Esta é, talvez, uma das perguntas mais difíceis de responder neste desafio. O melhor diálogo. É difícil porque, depois de acabarmos um livro, o que fica é a história e não o que foi dito entre as personagens.

Há, no entanto, este diálogo que já o trouxe aqui e que está num dos meus livros favoritos de sempre e que achei, na altura, intemporal.

Acocorei-me para fazer o gesto de beijar a terra e ainda ajoelhado disse:

- Mestre Glutão de Sangue, sabe que a minha vista é má. (...) se estas marcas fossem feridas reais, há muito que estaria morto.

- E então? - disse ele friamente. (...) - Perdido no Nevoeiro vou falar-te de um homem que uma vez conheci em Quautemálan. (...) Esse homem fugia ao menor sinal de perigo; evitava os riscos mais naturais da existência. Refugiava-se como um pequeno animal na sua toca, abrigado e protegido. Rodeava-se de sacerdotes, médicos e bruxos. Comia apenas os alimentos mais nutritivos e todas as poções mais nutritivas de que tivesse ouvido falar. Nunca antes homem algum tinha tido tanto cuidado com a sua vida. Vivia, unicamente, para continuar a viver.

Esperei que ele continuasse a falar, mas não disse mais nada, pelo que lhe perguntei:

- O que lhe aconteceu, Mestre Cuachic?

- Morreu.

- E isso é tudo?

- Que mais se pode passar com um homem? Nem sequer me lembro do nome dele. Ninguém sabe nada sobre ele, excepto que viveu e que, por fim, morreu.

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Desde o dia 1 de Maio, e por 45 dias, fala-se de livros neste blog e no blog da M*. São 45 posts que nos levam a partilhar gostos e experiências sobre o mundo dos livros e, ao mesmo tempo, a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Podem encontrar aqui as minhas respostas e aqui as respostas da M*.

E agora? Sei lá...

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Dizem por ai que o Natal é quando um homem quiser. E eu direi que o Follow Friday é quando eu quiser. E se eu quiser que seja hoje, pois que seja. Até porque hoje é dia 20 de Maio e esse dia é especial. E porque é que é especial, perguntam vocês. E eu vos direi que me apetece que seja.

Que querem, hoje acordei assim. Há dias para tudo e hoje é o dia que me apetece que seja especial.

E agora? Sei lá…

Podia ser uma forma de me descartar já e acabar aqui o texto mas não. É um convite. A que visitem a tasca da M.J. onde somos sempre bem recebidos. Se procuram a perfeição, lá não a vão encontrar. Ali, na tasca, respira-se, além do ar, honestidade, autenticidade, humor e ironia (nem sempre percebida pelos frequentadores, mas pronto). Tudo em doses bem servidas – afinal as tascas são conhecidas por servirem bem os seus clientes.

Conheci a M.J. porque a relação dela – e minha – estão por um fio. É que nem ela nem eu temos os nomes dos nossos jovens, no telemóvel, como Amor, Amorzinho, ou Coisinho. Somos mesmo más, temos os nomes próprios deles…

Agora vá, não percam mais tempo com isto, afinal não me apetece dizer mais nada. Vão lá visitar a M.J. e perceber como é tão bom frequentar aquela tasca. E os pastelinhos de bacalhau que ela serve são uma delícia.

 

(só uma notinha final para vos avisar que me reservo o direito de republicar este texto no próximo follow friday)

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Já agora, hoje a M.J. faz anos! aproveitem para lhe ir dar os Parabéns no blog dela.