Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Conversas #11 em casa

A propósito dum anúncio sobre a disfunção eréctil, onde aparece, ás tantas, uma mulher que começa a dizer "eu...". e vai daí diz a gaiata muito rapidamente

- mentirosa!
- então porque? queres ver que as mulheres não podem ter disfunção? 
- podem mas não é eréctil. ou é eréctil porque não conseguem levantar as mamas?
E pergunta ele:
- o que é a disfunção eréctil?
- (eu para a minha filha) vá, já que sabes tão bem, explica lá ao teu irmão.
- Simples, é quando o canhão não dispara!
- (depois de quase deitar fora a comida que tinha na boca, a rir) Explica-lhe como deve ser!
- Então, há dois soldadinhos. E o canhão. E a disfunção eréctil é quando o canhão não dispara as balas que os soldadinhos lhe deram.
 
(por esta altura já todos nos riamos e foi impossível explicar mais alguma coisa. Mas o gaiato percebeu...)

Uma paixão chamada livros #27

4117_1881.jpg

 Personagem literária que odeias

São as duas personagens mais odiáveis mas, sem as quais, as histórias não teriam o mesmo impacto. 

Saruman, o Branco

o_senhor_dos_aneis.jpg

Quem leu (ou viu os filmes) d'O Senhor dos Aneis, conhece o líder dos Istari, enviado à Terra Média em forma humana para desafiar Sauron, mas que acaba por desejar esse poder para si próprio, ignorando os ensinamentos que lhe foram dados e toda a sua vida de bondade.

Voldemort

harry.jpg

Harry Potter, sem Voldemort, não teria a sua famosa cicatriz nem, provavelmente, todo o sucesso que a saga teve. Lord Voldemort  (Tom Marvolo Riddle) é o mais poderoso bruxo das trevas de todos os tempos, cujo objectivo é controlar o mundo mágico, adquirir a imortalidade através da prática das Artes das Trevas e acabar com os Muggles. Ele é tão temido que é também referido como "Você-Sabe-Quem", ou "Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado" ou ainda "Aquele-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado" e "Quem-Nós-Sabemos", em vez de seu próprio nome. Os seus seguidos conhecem-no como Lorde das Trevas.

________________________________

Desde o dia 1 de Maio, e por 45 dias, fala-se de livros neste blog e no blog da M*. São 45 posts que nos levam a partilhar gostos e experiências sobre o mundo dos livros e, ao mesmo tempo, a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Podem encontrar aqui as minhas respostas e aqui as respostas da M*.

O Perfume de Savana

Perfume da Savana.jpg

O Perfume de Savana de Ludgero Santos
Edição em 2008 pela Pé de Página Editores
ISBN: 9789896140953

 

Sinopse

Situado nos tempos em que África era uma colónia portuguesa, o presente romance espelha com intensidade os fascínios desta terra quente e inebriante e centra-se numa história de amor entre dois jovens que tudo ultrapassam para viver um amor proibido.
Ao mesmo tempo que este livro se constitui como retrato de uma época, evidenciando os seus traços culturais e, em particular, a forma como mulher é socialmente vista, ele conduz o leitor aos meandros da natureza humana e à filigrana dos sentimentos que dão cor à memória e tornam a vida uma intensa e enigmática aventura.

 

A minha opinião

Uma história de amor diferente, passada na África colonial, na década de 60. Pela voz de Daniel ficamos a conhecer a sua história com Isabel, a mulher que, um dia, o feiticeiro da aldeia mais próxima profetizou que ele iria conhecer e com quem teria nove anos de felicidade. Esta relação, a de Daniel e Isabel, serve de mote para conhecermos a sociedade da época e o seu modo de estar em relação a situações que hoje fazem parte do dia-a-dia e que, naquela altura, eram quase novidade. Pelo meio somos brindados com a savana, os seus animais e segredos. 

Foi uma leitura bastante interessante, até pela possibilidade de conhecer melhor a escrita do nosso vizinho Corvo, o autor.

Nem sempre nos sentimos à vontade para falar de um livro. Pode ser por inúmeros motivos. Porque não sabemos encontrar as palavras que o definam. Porque temos medo que as palavras que encontramos não o definam completamente. Porque achamos que as palavras que juntamos ficam muito aquém do que o livro é. Este é um desses casos.

Percorremo-lo sentindo que nada do que digamos consegue descrever com clareza as paisagens que nele vivem, a vida que nele é retratada, as personagens que nele são relatadas com uma vivência particular, dura e que, de alguma forma, nos choca hoje, visto à luz de um novo tempo.

São estes os aspectos que mais valem a pena ser lidos no livro em questão e que nos transportam para um mundo onde poderíamos ter vivido e sentido as cores de uma vida repleta África.

É um pouco de África aprisionada em folhas que podemos ter toda, no colo, através deste livro.