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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O Último Minuto

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O Último Minuto de Sandra Brown

Editado em 2015 pela Quinta Essência
ISBN: 9789897261640
 
Sinopse
Dawson Scott é um jornalista muito respeitado recentemente regressado do Afeganistão. Assombrado por tudo o que viveu, sofre de neurose de guerra, o que é uma ameaça para todos os aspectos da sua vida. Um dia recebe o telefonema de uma fonte dentro do FBI. Houve um novo desenvolvimento numa história que começou há quarenta anos. Poderá ser a GRANDE história da carreira de Dawson, na qual ele tem um interesse pessoal.
Em breve Dawson está a investigar o desaparecimento e alegado homicídio do ex-fuzileiro naval Jeremy Wesson, filho biológico do casal de terroristas que permanece na lista dos Mais Procurados do FBI.
Dawson dá então por si a gostar cada vez mais da ex-mulher de Wesson, Amelia, e dos seus dois filhos. Porém, quando a ama de Amelia aparece morta, o caso toma um novo rumo surpreendente, com o próprio Dawson a tornar-se suspeito. Assombrado pelos seus próprios demónios, Dawson inicia a perseguição dos famosos criminosos...e da verdade surpreendente e secreta sobre si próprio.
 
A minha opinião
Numa das muitas vezes que estive doente este ano (com o raio do nariz a fazer das suas e a deixar-me de rastos), lá tive de ir ao posto médico. À saída lá me meti num táxi e pensei ter entrado numa biblioteca. O taxista tinha uns quantos livros no banco ao lado do dele, eu tinha um debaixo do braço e claro que a conversa versou sobre... livros! Os que estávamos a ler, os que gostávamos, enfim, aquelas coisas que os leitores falam entre eles. Pelo meio ele perguntou-me se eu já tinha lido Sandra Brown, ao que eu lhe disse que não. O jovem disse-me logo que devia, quanto antes, tratar dessa grande falha e ler um livro dela. Recomendou-me este - O último minuto - e eu prometi que o leria logo que possível. Claro que, com tão grande e completa recomendação (haviam de o ter ouvido a falar sobre este livro), lá o comprei e agora, que o li, direi que o jovem taxista tinha toda a razão e que eu estava mesmo a perder por ainda não ter lido nada desta autora.
Estamos em 1976 e o cerco aos terroristas mais procurados da América está ao rubro. Quando o cerco termina e os corpos são encontrados, o casal já tinha fugido. Mas, além da morte, encontram também provas em como Flora tinha acabado de dar à luz.
Uns anos mais tarde, já na actualidade, Dawson regressa do cenário de guerra do Afeganistão onde viveu os horrores normais de uma guerra. Quando é enviado, pelo jornal onde trabalha, para cobrir uma largada de balões por cegos, o padrinho pede-lhe que acompanhe o julgamento de um duplo assassinato, em que uma das vitimas será Jeremy, o filho biológico do casal de terroristas que se tinha escapado do cerco em 1976. Jeremy terá sido, alegadamente assassinado por um esposo ciumento mas o corpo nunca apareceu. Conhece então Amelia, a ex-mulher de Jeremy e os seus dois filhos e a sua vida muda por completo.
Quando a ama dos miúdos é brutalmente assassinada, Amelia e Dawson são confrontados com uma série de acontecimentos que colocam em causa tudo o que pensavam até esse momento.
Junte-se personagens bem caracterizadas, uma história com revezes quase a cada capitulo, várias surpresas inesperadas, um misto de policial, romance e thriller e temos um excelente livro de apresentação desta autora. Creio que irei ler mais dela em breve.

Carta ao meu nariz

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Caro Nariz

apesar de estarmos juntos à mais de 16.436 dias - por isso acredito que te posso tratar por tu - esta é a primeira vez que te escrevo.

Quase desde sempre que me lembro de, de vez em quando, me deixares assim. Fosse no Verão ou no Inverno, na Primavera ou no Outono, a verdade é que eu, tu, e os lenços de papel, sempre fomos inseparáveis. Uns dias mais que outros, mas a verdade é que passavam sempre alguns dias, muitos, entre cada vez que me dizias - Estou aqui, não te esqueças de mim. Sem saberes, claro, que nunca me iria esquecer, já que, sem ti, não poderia respirar. E sabes, habituei-me de tal modo a respirar que já não vivo sem isso. Manias, que queres. Com esta idade já posso ter manias, não é?

Mas, se era só de vez em quando que me pregavas partidas e pedias toda a minha atenção, agora a verdade é outra. São raras as vezes em que não me fazes andar a gastar lenços de papel como se não houvesse amanhã, a tomar anti-histamínicos constantemente e a precisar de usar gotas para te desentupir. Alturas há em que penso pegar em dois tampões e meter um em cada narina para apanhar a aguadilha que cai sem dar sossego, seja de dia seja de noite.

Andas tão ansioso por seres apertado pelos lenços de papel que nem me deixas dormir uma noite descansada... mesmo que tenha tomado o Zyrtec que, normalmente, me faz dormir 12 a 13 horas seguidas...

Querido nariz, gostava que soubesses que gosto de ti, tanto como gosto de mim mas que tenho esta mania de querer respirar. É uma mania, eu sei, provavelmente conseguiria viver sem isso mas acho que tal não é possível. Já pensei seguir o exemplo do Voldemort mas não me queria separar de ti. Se calhar sou pateta mas acho que a nossa relação pode ser salva se houver, da tua parte, um esforço. Um pequenino esforço em me deixar respirar normalmente, que não me faça andar sempre de lenço de papel a apertar-te e que não me leve a quase te arrancar a pele (coisa que eu acredito que também não gostes mas é complicado não o fazer). É um pequeno esforço que te peço em nome dos dias que já passamos juntos e dos dias que ainda podemos passar juntos.

Peço-te ainda que não me obrigues a espirrar tanto. Como sabes, os meus espirros vem lá do fundo da barriga e quase que me sinto a desconjuntar cada vez que dou um. Ainda por cima espirro alto. Muito alto. E tu, de vingança, não te satisfazes com um, são logo cinco ou seis de cada vez (quando não são mais). Estou para ver o dia em que sais disparado da minha cara por causa dum espírito.

Meu amigo nariz, pensa, por favor, nos meus pedidos, acho que não estou a pedir demais. Em troca prometo amar-te e estimar-te, como se de mim própria se tratasse.

A tua

Magda

No Blog com... Cris

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Depois da Mafalda M. (The Hipster Amiga), foi a vez de convidar a Cris para fazer um pequeno texto sobre ela e, a seguir, responder a umas perguntas.

Comecemos pelo texto da Cris:

Olá, caríssimo(a)s leitore(a)s deste blog. Eu sou a Cris. Fui ameaçada com torturas indescritíveis (que envolvem pão… um horror!) se não fizer uma pequena biografia da minha pessoa. O meu estado emocional precário perante esta pressão não me está a ajudar, pelo que não sei bem o que vai sair daqui. Nasci no século passado, numa cidade do norte. Sou, por isso, uma anciã nortenha. Já tive vários blogs há uns anos, mas parei. Entretanto, decidi escrever mais umas larachas para enriquecer este mundo e toca de fazer nascer mais um. Um blog implica interação e tenho conhecido pessoas especiais. Aprecio muito o sentido de humor, aliás, acho que devia ser requisito para todo o ser humano. Gosto de livros, não só de ler, mas igualmente do objeto. Mas há alturas em que não me apetece vê-los. Não estou nessa fase, felizmente. Querem saber mais? Há perguntas a que sou obrigada a responder aqui abaixo.

E agora as perguntas com as respectivas respostas:

  1. Deixada de herança pela Mafalda M. O que mais gostas de escrever no blog e porquê?

O que mais gosto de escrever no blog são situações engraçadas que se passam no dia-a-dia, porque me rio a vivê-las, a escrevê-las e a pensar que posso fazer sorrir os outros.

  1. Qual foi o melhor filme que viste nos últimos tempos?

Avatar, qual é a dúvida? E a ansiar pela sequela e será o dia em que irei, mais uma vez, e excepcionalmente, ao cinema (levo tampões, contudo). 

  1. Não tens facebook, certo? o que te leva a não aderires á rede social da moda?

Já tive, por isso falo de experiência quando digo que aquela coisa me irrita. Está tudo online a postar fotos e afins, mas para falar com os outros, está quieto. Assim sendo, não me serve, é apenas uma feira de vaidades. 

  1. Que género de livros que preferes?

Eu costumo preferir os policiais, mas andam a ficar muito negros e violentos e eu não ando a achar muita piada. Gosto também de livros que falam de histórias de vida, em que o autor se superou de alguma forma (o último que comprei desse género foi “O que aprendi com E.L.A., de Bernardo Pinto Coelho”) e gosto de livros sobre espiritualidade (não é religião). 

  1. Qual a razão para o nome do teu blog?

Não se riam, mas era a palavra do dia no Priberam. (de alguma forma, também tem algo a ver comigo e, por isso, a utilizei). 

  1. Sem saberes quem será a próxima convidada ou convidado, que gostarias de lhe perguntar?

Com ou sem açúcar? 

  1. E que gostarias de me perguntar a mim?

Vamos marcar as tostas?

Estou na terra das tostas por mais quatro semanas. Vou-te buscar à Gare quando quiseres.