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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Em actualização

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Na maior parte dos casos, eu percebo bem quando uma noticia num site dum jornal está em actualização. É porque não se tem as informações completas, o número de mortes continua a aumentar, está-se a aguardar que os deputados votem, etc e tal. 

Agora neste caso... Que actualização estão à espera? que a Ana Hatherly volte do além? que alguém diga que Morreu Ana Hatherly, há um morto a lamentar?

Senhores, a senhora está morta! e não há actualizações possíveis a esse estado...

Livrando

Livrando é o regresso da M.J. ao mundo dos livros, qual filho pródigo que volta a casa no final duma longa viagem. Porque os livros tornaram-se, novamente, de um dia para o outro, a certeza mais certa das coisas seguras, fixas, que permanecem, que me entendem mais que eu própria.

Bom…

Esta frase poderia ter sido escrita por mim. Tirava-lhe talvez a parte do novamente e sou eu. Ali, esparramada numa frase que também define esta minha paixão pelos livros, pelo mundo que cada um deles cria para mim, nas palavras que parecem ter sido escritas com o único propósito de que eu as leia. O que o escritor imagina e que, para mim, é real.

Os livros são a minha casa, para onde regresso sempre e de onde nunca saio. Quando acabo um livro é como se morresse uma parte de mim mas que, logo que pego noutro, essa parte ressuscita mais forte que nunca.

E quando me afasto deles – dos livros, da leitura – pelas incontáveis distracções que me tentam, sinto a ausência dessa presença tão confortável, sinto falta do calor que os livros me transmitem, das vidas que vivo e das viagens que faço. Por isso o afastamento é sempre por pouco tempo.

Os livros são a minha droga, a minha bebida. Sabem a mar, a praia, a sol e a férias. Sabem a Natal, a prendas e a amor. Amor, sim, porque é amor aquilo que sinto por eles.

E quem se ama não se deixa morrer nas minhas estantes, porque só a presença deles nos torna mais vivos.

(foto Erik Johansson)

Meu querido mês de Agosto

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Enquanto há quem queira saltar para Setembro, eu gostava que o mês de Agosto se prolongasse mais um bocadinho. Ou um bocadão, já agora.

Por norma é em Julho que vou de férias e em Agosto já estou a trabalhar. Gosto imenso das férias mas como não odeio o meu trabalho, não me custa assim tanto regressar ao trabalho. Claro que ficava sempre mais uns dias a ler e na praia mas, em Agosto, estar na praia é quase como viver Onde Está o Wally? – versão praia.

Como não tenho vocação para Wally (ainda para mais as riscas fazem-me ainda mais gorda), esta é a altura ideal para não estar na praia e sim a trabalhar.

E porquê, perguntam vocês.

Porque, em Agosto, Lisboa partiu para parte incerta. Os transportes estão bastante mais vazios (apesar de, infelizmente, continuar a haver quem não sabia andar de transportes públicos), há muito menos gente nas ruas e menos clientes para atender. Há menos gente nos cafés e restaurantes, menos pressa em chegar a qualquer lado e, ao fim do dia, chegamos a casa ainda de dia. As noites, na maior parte dos casos, até são agradáveis e, se quisermos sair para um café, até o podemos fazer.

Está calor, é um facto. E os ares condicionados funcionam – infelizmente para mim e para o meu querido nariz – o que nos deixa refrescar quando chegamos a qualquer lado.

Enfim, razões mais que suficientes para gostar deste mês e, acima de tudo, para gostar de estar a trabalhar nesta altura do ano.