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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Ebooks

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Não gosto de ler ebooks. Isto é, para mim, ponto assente. My precious books estão em papel para que possa pegar, cheirar, sentir. Parte do prazer da leitura começa precisamente nisso, em ter o livro na mão e poder folheá-lo. Sem isso, e eu falo por mim, perde-se imenso. Ler em tablets, computadores ou outros dispositivos próprios para o efeito dá-me a sensação que estou a ler um documento do trabalho e não um livro. E ler um livro não é trabalho.

Mas isto sou eu.

Sou eu, aquela que não lê em inglês por pura preguiça. Não é que não entenda o que está escrito – oito anos de formação no British Coucil permitem isso mesmo, escrever, falar e ler em inglês quase como uma nativa – mas a realidade é que sou preguiçosa e quando estou a ler quero usufruir do prazer da leitura sem ter de estar a pensar em inglês ou de me preocupar o que quer dizer esta ou aquela palavra (certo, com a prática de leitura em inglês isso deixaria de acontecer, eu sei, mas até lá…). É também esta preguiça que me leva a não ver filmes ou séries sem legendas. Não é que eu não perceba e, na maior dos casos, até detecto erros de tradução (e são tantos, mas tantos, que nos Valha Santa Iria da Azóia). Mas apetece-me desfrutar daquele momento sem ter de pensar demasiado.

Enfim, tenho problemas, eu sei… mas ao menos assumo-os e isso é uma vantagem (se bem que isto devia ser dito por outra pessoa, sendo eu a dizer, perco toda a credibilidade).

Voltando ao início, não leio ebooks. A Charlotte também pensava como eu mas agora, entre papel ou e-books, já prefere os ebooks. E eu acho bem que ela tenha mudado de opinião, até porque mudar de opinião é sinal de maturidade (eu já mudei de opinião em relação a uma série de coisas. Não em relação aos ebooks mas quem sabe um dia isso acontecerá. Na minha idade aprendemos que nunca vou fazer é mais não sei se vou fazer).

E portanto, para quem gosta de ebooks, a Charlotte descobriu um blog onde estão alguns ebooks em português. Por isso, quem gosta desse formato e queria um (ou todos) esses livros, faça o favor de se servir.

Conselhos para quem está a começar

Perguntaram-me que conselhos daria a quem está a começar, agora, a sua vida de bloguista. Depois de hesitar um bocado, afinal, como eu já disse, o sucesso de um blog depende exclusivamente do bloguista, acabei por dar algumas ideias.

Claro que estas são as minhas ideias, se calhar perguntando a outro bloguista a opinião será outra. Já dizia o outro, cada cabeça sua sentença e, também aqui, isso é uma realidade.

Comecemos pela identidade. Qualquer blog tem de ter uma identidade própria. Plagiar ou copiar os outros não resulta e, mais tarde ou mais cedo, a pessoa sente-se mal com isso ou não consegue manter a situação. Além disso, a pessoa que é plagiada/copiada pode acabar por descobrir o que está a acontecer e arranja-se ai um belo dum sarilho. E isto é válido para títulos, textos, frases, etc.

É claro que nos podemos inspirar noutros posts e blogs para escrever. Não há mal nenhum nisso desde que, e isto é fulcral, se cite o blog/texto onde nos inspirarmos.  

Para que um blog resulta em pleno, é preciso que o seu autor seja ele próprio, ou então se se mantiver fiel à personagem que escolheu. Não há mal nenhum em criar uma personagem de propósito para o blog mas, mais uma vez, é a originalidade que ganha.

As visitas não nascem como cogumelos dum dia para o outro. É bem possível que se tenha dias em que ninguém visita o novo blog mas, certamente que, aos poucos, acontecerão.

Visitar os outros blogs e comenta-los com respeito e sem melgar o juízo para que nos visitem é um bom cartão-de-visita. Podemos, inclusivamente, assinar os comentários com o nosso nome e o endereço do blog (se bem que, em principio, ao preencher o perfil, fica a identificação).

Ser educado quando “entramos” nas outras casas e não ofender, gratuitamente o bloguista. Se não gostamos do que dizem em determinado post, paciência. Saímos como entramos, sem comentar. Se optarmos por comentar temos, mais uma vez, de nos lembrar que, do lado de lá, está uma pessoa de carne e osso e que pode também não concordar connosco.

Erros gramaticais ou ortográficos estão proibidos. Completamente proibidos. Não há nada pior que um texto com erros. Se se usar vernáculo, usa-se sem qualquer problema de consciência. O que interessa é que esteja em português correcto (a única opção, neste campo, é se se escolhe escrever respeitando ou não o acordo ortográfico). Esta regra é válida para o blog, comentários e vida.

Usar tags. As tags, além de facilitarem a arrumação dos textos no blog, permitem que os textos seja localizado por outros.

Desfrutem do blog. Escrevem para vocês, por vocês e para vocês. Escrevam porque gostam de o fazer e não porque querem ser reconhecidos.

Não tenham inveja dos outros. Não mintam a vos próprios e não mintam aos outros.

É fundamental sermos honestos e realistas connosco e com quem nos lê. E também é preciso saber aceitar as críticas.

Há também que ter em atenção que há coisas que não ficam bem nos blogs

Enfim, são imensos os conselhos que se podem dar mas estes pequenos detalhes são, para mim, os que fazem a diferença. Não quero dizer, com isto, que estes conselhos funcionem com toda a gente ou que sejam os únicos mandamentos para um blog. São unicamente fruto da minha experiencia e da minha opinião pessoal.

E vocês? Que regras acrescentariam ou retirariam?

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Acrescentado pela Fatia Mor, e que eu concordo - também é importante publicar regularmente, preferencialmente numa base diária.