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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

As melhores ilhas para as férias

Com o alto patrocínio da revista Volta Ao Mundo, aqui ficam as melhores sete ilhas para passar férias.

 

Fiji, Melanésia

O arquipélago é composto por 322 ilhas, mas um terço delas não tem população humana. Viti Levu e Vanua Levu são as ilhas principais, sendo que na primeira está a capital, Suva. Montanhas, florestas, praias e bom tempo são as ofertas deste estado da Oceânia, vizinho de Tuvalu, Tonga ou Nova Caledónia. Os europeus só aqui chegaram em 1804 e o país tornou-se independente do Reino Unido em 1970.

 

Ilhas Faroé, Dinamarca 

O arquipélago a meio caminho entre a Escócia e a Islândia é composto por 18 ilhas, tem cinquenta mil habitantes e depende da administração da Dinamarca, apesar de ter moeda, língua e governo próprio. Já foi escolhido pela National Geographic como o destino turístico mais sustentável do mundo (os Açores ficaram em segundo), tem cerca de 320 dias de chuva por ano e uma história cheia de vikings e façanhas no mar. O primeiro-ministro Kaj Leo Johannesen foi guarda-redes da seleção das ilhas Faroé e é um apaixonado por Portugal.

 

São Jorge, Açores, Portugal 

É a ilha das escarpas, das paisagens que parecem irreais, do belo queijo e da melhor vista para o Pico. Fica no grupo central do arquipélago dos Açores e tem como localidades principais Calheta e Velas. Se é um apaixonado pela natureza, não perca as fajãs do Ouvidor, da Caldeira de Santo Cristo (bom spot para o surf), dos Vimes ou de São João.

 

Frízia, Holanda, Alemanha e Dinamarca 

O arquipélago estende-se pelo território marítimo de três países, mas tem uma identidade própria, com caraterísticas únicas quanto a idioma e etnicidade. Também é conhecido por ilhas Wadden. É rico em gás e petróleo, o que nem sempre é compatível com as boas práticas ambientais. Consta que é um dos locais do mundo ao qual chegam mais mensagens em garrafas lançadas ao mar.

 

Boavista, Cabo Verde 

Praia, sol, música, mergulho, gastronomia, simpatia. Tudo está no cardápio de Cabo Verde e na ilha da Boavista, a pouco mais de 450 quilómetros de distância da costa africana. É a terceira maior ilha do país e uma das mais procuradas pelo mercado do turismo. Sal Rei é a principal localidade deste território com cerca de 30 quilómetros de uma ponta à outra. Oferta hoteleira não falta e de qualidade.

 

St. John, Ilhas Virgens Americanas 

Cerca de sessenta por cento da ilha é reserva protegida do Parque Nacional das Ilhas Virgens. O único acesso é por mar, não dispõe de aeroporto, e está a seis quilómetros da ilha-capital: St. Thomas, onde encontramos a cidade de Charlotte Amalie. As suas praias são famosas em todo o mundo, com destaque para Trunk Bay. Leve o equipamento de mergulho, não irá arrepender-se.

 

Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe 

Fica no golfo da Guiné, ao largo da ilha de São Tomé, exatamente na linha do equador. O turismo é a principal atividade (aqui encontra-se o hotel Pestana Equador) e a beleza natural das suas praias não deixa dúvidas. Para lá chegar é necessário viajar cerca de sessenta quilómetros desde a capital do arquipélago e apanhar um barco na Ponta Baleia.

 

Redes Sociais e aplicações para Booklovers

Na era das redes sociais e aplicações para telemóveis e tablets, existem agora algumas dedicadas a booklovers, onde podemos trocar impressões sobre livros lidos, descobrir a opinião dos outros sobre os livros, acompanhar os nossos escritores favoritos, ler excertos dos livros on line ou até trocar livros.

Techtudo reuniu onze dessas aplicações:

 

Livreto

Com um visual dinâmico e interessante, o Livreto é uma rede social para leitores com vários livros para classificar como lidos ou desejados, permitindo ainda que os usuários troquem suas opiniões.

Como muitas das obras em seu acervo foram incluídas pelos próprios participantes, a plataforma possui muitas informações duplicadas ou incompletas, enquanto algumas de suas imagens não estão enquadradas ou têm baixa resolução. No entanto, é possível encontrar de tudo por lá.

 

Widbook

Esta plataforma reúne uma comunidade colaborativa para compartilhar gratuitamente e-books independentes. Participantes podem escrever textos, ler novidades e publicar mensagens de críticas.

Com vários recursos para interagir com outros usuários e promover obras no Facebook, Twitter e Google+, o Widbook pode ser acessado pela Web, mas também possui apps para Android e iOS.

 

Orelha de livro

Em uma interface simples, o Orelha de Livro é uma rede social para leitores interagirem. Além disso, ela oferece recursos para montar uma biblioteca virtual com livros lidos e desejados.

Com uma eficiente ferramenta de buscas, a plataforma apresenta também uma enorme lista de autores e suas obras. Além disso, o usuário também tem acesso a um ótimo feed de notícias e pode visualizar um ranking com os 100 livros mais lidos.

 

Shelfari

Criada em 2006 e adquirida pela Amazon em 2008, a Shelfari foi uma das primeiras redes sociais literárias da web. Seus usuários podem criar uma estante virtual com as obras registradas, podendo ainda catalogá-las por temas e classificá-las com notas de acordo com seus interesses.

Apesar de só ter títulos em inglês, a plataforma tem comandos intuitivos, um visual agradável e com várias informações sobre autores e suas obras. Entre os dados é possível encontrar notas editoriais, resenhas de outros usuários, capas de outras edições, etc.

 

Minhateca

Desenvolvido para a web, mas já com um app para Android, o Minhateca é um serviço online gratuito e colaborativo para compartilhar textos, imagens e arquivos por nuvem.

Com um eficiente sistema de busca por autores e títulos, a plataforma permite encontrar diferentes textos e em diversos formatos, desde que publicados e disponibilizados por outros usuários.

 

Scribe

O Scribe é uma rede social que reúne textos independentes e colaborativos, com o objetivo de reunir usuários com interesse de ler e compartilhar contos, resenhas e poemas de diferentes temáticas.

Em uma interface agradável e intuitiva, a plataforma promove também uma série de concursos culturais e oferece recursos para curtir, comentar e publicar os textos no Facebook, Twitter e Google+.

 

Skoob

Criado em 2009, o Skoob é uma rede social colaborativa para montar uma biblioteca virtual com livros lidos e desejados, permitindo ainda que seus usuários escrevam resenhas e classifiquem as obras com notas.

Desenvolvido por brasileiros, o Skoob tem um excelente sistema para troca de livros, oferece grupos de discussão sobre diferentes temas, pode ser vinculado a uma conta de Facebook e ainda tem apps para Android e iOS.

 

Movellas

Com um enorme acervo de textos e poesias independentes sobre os mais variados assuntos, o Movellas é uma plataforma colaborativa para escrever, divulgar e ler principalmente contos e fanfics.

Os usuários podem escolher feeds sobre diferentes temas, vincular contas com as mais variadas redes sociais e acessar a plataforma através da Web ou de apps para Android e iOS.

 

Wattpad

O Wattpad é uma rede social para leitores e escritores que também oferece milhares de livros e contos gratuitos, publicados e compartilhados por seus usuários. Apesar de grande parte de seu conteúdo estar em inglês, a plataforma tem uma excelente ferramenta de buscas.

Com diversas áreas temáticas e a praticidade de vincular contas de Facebook e Twitter, o Wattpad pode ser acessado pela Web ou através de apps para Android, iOS e Windows Phone.

 

Goodreads

Goodreads é uma rede social para leitores com informações organizadas e várias matérias sobre novidades literárias.

Sua interface apresenta um feed de notícias muito sofisticado, mas também oferece recursos para buscar autores e suas obras e montar uma estante virtual, permitindo que cada livro seja classificado com notas e receba resenhas e comentários.

 

Livralivro

Com o objetivo de promover e estimular a troca de livros entre seus usuários, o LivraLivro é uma rede social para leitores com um visual amigável e intuitivo.

A plataforma possui recursos para adicionar obras literárias em uma estante virtual e avalia-las. Ela também traz um interessante sistema de pontuação e classificação para enviar e receber livros.

No blog com... Maria das Palavras

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A destruir mitos urbanos desde 1987, a blogger menos in do pedaço, Maria de seu nome, é a convidada desta semana da rubrica No blog com…


A escrita conforta-me. É por isso que este texto me escorrega dos textos com facilidade, mas se me pedissem para falar sobre mim ao vivo era capaz de ficar meio muda e dizer “sou só uma miúda como outra qualquer” (e é mentira, se há duas coisas que sou é: extraordinária e humilde).
Não se pode desassociar o meu gosto pela leitura do meu gosto pela escrita, mas mesmo em fases em que li menos, pouco ou nada, nunca fui capaz de me travar o ímpeto de fazer frases. Tenho diários guardados de quando era mais nova. E quando decidi que deixaria de escrever diários (o que é no fundo uma atividade de alto risco) comecei a escrever folhas e documentos soltos no computador em substituição. No fundo deixei de ter um livrinho único. Mas nunca deixei de escrever para mim e sobre mim. Nunca deixei de ter um diário (mesmo que a frequência da escrita não fizesse jus ao nome), de me deixar notas para reler. O blog é (muito) menos pessoal, é só uma parte de mim, mas foi a forma que encontrei de voltar a ter um registo organizado de muito do que penso e do que vivo. Sobretudo palermices (não sei se mencionei que também tenho a mania que sou engraçada) e às vezes, quase sem querer, lamechices.
Tirando isso o que há a dizer? Sou solteira (porque não deixo o Moço casar comigo) e boa rapariga (tem dias).

1. Deixada pela Nathy. Ontem, hoje ou amanhã? porquê?
Hoje. Porque ontem tinha um mau corte de cabelo e roupa em que já não me revejo. E amanhã não é o dia para ser feliz – há coisas que não se devem adiar, muito menos isto. Vi há pouco tempo, nesse poço de sabedoria que é a série Anatomia de Grey, a protagonista chegar a esta conclusão e concordei que era acertada: não vale a pena esperar pelo momento em que vamos deixar de ter este ou aquele problema. A vida sucede-se e a seguir a um percalço vem outro: temos de ser felizes agora em vez de esperar por um potencial momento ideal que nunca vai chegar.

2. Alguma vez sentiste vontade de mandar o anonimato às urtigas e mostrares, a quem te lê, quem é a Maria?
Às vezes. Quando quero partilhar coisas mais pessoais, sobretudo (e que é praticamente a mesma razão para não querer deixar o anonimato, se é que isto faz sentido). Projetos! Fotografias (embora depois descobrissem que não sou tenho queixo)! A verdade é que não me preocupo muito que alguém saiba quem sou, mas gosto que não seja algo imediato. Dá-me uma falsa sensação de liberdade. E acho que mesmo que um dia desfaça o anonimato por vontade própria, não vou pôr o nome no blog na mesma, a assinar posts, ou gritar a identidade aos sete ventos, deixo só que aconteça. A Maria das Palavras é uma parte de mim: a parte sarcástica que gosta de escrever. Não sou eu toda, com o meu nome de batismo.

3. Para o bem e para o mal, que balanço fazes do teu blog?
Aí vão mais de 400 dias a escrever ininterruptamente. Não esperei conseguir isso de mim e não esperei conseguir as reações fabulosas que tenho tido e que me roubam a modéstia que já não tenho (ou possuo, só para te enfurecer com uma palavra que não gostas, Magda). Já tinha tido um blog, que levava menos a sério, e estava longe de saber que podia ter centenas de visitas certas por dia, dezenas de milhares por mês. É um exercício de disciplina, de vaidade e (sobretudo) de prazer. Ao fim de pouco mais de um ano posso dizer que ambiciono mantê-lo por muitos e bons anos e só não digo para sempre, porque isso não se promete. Faz-me bem. E devemos sempre insistir no que nos faz bem.

4. Qual foi, até hoje, a viagem que fizeste que mais gostaste? e porque?
Que pergunta ingrata e maldosa. Entre as visitas a cantos maravilhosos e tão diferentes do nosso país, as (ainda tão poucas) viagens deliciosas com o Moço além-fronteiras e os tours de descoberta deste e daquele país com algumas amigas que serão as minhas eternas companheiras de viagem (mesmo que não voltemos a viajar juntas)...vou ter que te dar a resposta que tem tanto de cliché como de verdadeira. A minha viagem favorita será a próxima. Porque é aquela que me faz sonhar.

5. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?
O que comeste na última quinta-feira ao almoço? Não vale inventar. Vá, puxa pela cabeça.

6. O que gostarias de me perguntar?
O que farias se, por uma condição médica ainda desconhecida que te fosse diagnosticada, tivesses de deixar de ler. O médico “tenho muito pena dona Magda, mas se ler livros de qualquer tipo, mesmo em formato digital, o seu estado vai-se deteriorar rapidamente e falecerá muito antes do tempo previsto para o fim do mundo. Entretenha-se com outra coisa, ler é que não. Agora tem de pensar em si e na sua família.”

Essa doença não existe, certo? Queres deixar-me umas noites sem dormir a pensar que isso pode acontecer, é? cruzes credo, que me valha Santa Iria da Azóia. Bom, mais a sério, sou uma apaixonada pela leitura e pelos livros, não é segredo, mas também sou uma apaixonada pela família. Se tivesse de escolher, não hesitaria. A leitura, claro, ficaria para trás. Mas não teria de abdicar dos livros. Afinal já há, hoje em dia, audiobooks. Não seria a mesma coisa, o mesmo prazer, mas seria uma pequena parte desse encanto que é, para mim, ler.