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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

A Cidade de Vidro

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A Cidade de Vidro (Caçadores de Sombras #3) de Cassandra Clare

Editado em 2013 pela Editorial Planeta
ISBN: 9789896570903
 
Sinopse
Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais - obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times. Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva.
 
A minha opinião
É oficial. Estou viciada nos caçadores de sombras. Obrigadinha Neurótika (só te perdoo por causa dos ebooks que disponibilizaste no teu blog).
Jace, Simon, Clary, Alec, Luke e Isabelle são agora os meus companheiros de viagem. Sim, um é vampiro, o outro lobisomem e temos quatro caçadores de sombras. Certo. Qual é o problema? vão dizer-me que não sei escolher a companhia?
Fora de brincadeiras, a verdade é que, de facto, esta trilogia (de seis livros...) é mesmo viciante. Todos os bocadinhos livres são poucos para a ler. Hoje dei por mim, na conservatória do registo predial, aborrecida porque fui logo atendida assim que cheguei... Enfim, coisas que só um leitor compulsivo entende.
Quando Madeleine explica a Clary o que deverá fazer para salvar a mãe, Clary não hesita e convence Jace a levá-la a Idris para que, em Alicante, encontre o feiticeiro que tem, na sua posse, o Livro Branco onde está o feitiço que Jocelyn bebeu bem como o seu antídoto. Mas nada na vida de Clary é simples nem corre como planeado e, de repente, Clary está em Idris mas sem Jace ou Alec. E Simon, o seu amigo Simon, que agora é vampiro também lá está, chamando a atenção para si por ser o único vampiro capaz de suportar a luz do Sol.
Pelo meio a Clave está sobre ameaça de Valentine e só uma forte união entre os caçadores de sombras e os habitantes do mundo à parte pode salvar Alicante e os caçadores. Será que todos estarão dispostos a deixar que as diferenças os unam? e porque é que Clary sente que reconhece Sebastian sem nunca o ter visto antes?
Este deveria ter sido o último livro desta trilogia mas, por razões que desconheço, a autora escreveu mais três. Por mim, encantada, vou pegar já no quarto para não deixar arrefecer o lugar.

Melancia Amarela

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No sábado, nas compras, vi, pela primeira vez, esta melancia à venda – confesso que nem sabia que existia.

Comprei e provei. 

E não gostei.

Não que me tenha sabido mal, que não soube. Mas também não me soube bem. Talvez se lhe dessem outro nome… é que, melancia que é melancia, é vermelha. Pode ter sementes ou não, ter uma casca riscada ou lisa. Tem é de ser vermelha. Não é amarela. Amarelo é o melão ou a meloa.

 

Os 10 Mandamentos do Leitor Compulsivo

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É um leitor compulsivo? Sim? Então esta crónica é, definitivamente, para si. Mas calma, que eu não quero excluir ninguém! O leitor aí atrás, de óculos e gabardina em pleno mês de Agosto, não gosta de ler? Mas convive com várias pessoas que gostam muito de ler, certo? Pronto, então esta crónica também é para si (dado que vai reconhecer essas pessoas nestes comportamentos e atitudes). O “Desnecessariamente Complicado” desta semana revela os dez Mandamentos do Leitor Compulsivo!

1º – Tem Sempre um Livro

Os leitores compulsivos têm, sempre, um livro consigo. Seja qual for o destino ou o tempo que terão disponível. Quem não nutre esta paixão frequentemente coloca a questão: “mas se vais ler pouco tempo porque levas o livro?”. Ler pouco tempo continua a ser ler. No fundo é como no sexo: uma hora pode ser qualquer coisa do outro mundo, mas nada nos garante que quinze minutos não podem ser extremamente agradáveis e memoráveis.

2º – Lê em Qualquer Lugar e a Qualquer Altura

Se vão ao médico o que levam consigo? Um livro, claro (afinal de contas ainda podem ter uns minutinhos para ler na sala de espera). Se vão para o trabalho de transportes públicos o que vai na mala/mochila/mão? Um livro, claro (seja qual for o percurso nunca será menos de vinte minutos/meia-hora, o que significa ler pelo menos umas dez a quinze páginas para cada lado). Se não conseguem adormecer o que vão fazer? Ler um livro, claro (sendo que este método não funciona com todas as pessoas como é óbvio). Qualquer altura é boa para ler, mas nem todos os livros se lêem em qualquer local, atenção!

3º – Quando Não Tem o Que Ler Desenrasca-se

A verdade é que nem sempre há um livro por perto. Em algumas situações do quotidiano um leitor compulsivo pode ser apanhado desprevenido, contudo (como bom português que é) vai desenrascar-se. Seja um rótulo de uma embalagem, um painel informativo ou uma revista antiga numa sala de espera, tudo serve para matar tempo. Claro que essas são leituras de conveniência, e não de puro prazer, mas ajudam a matar o tempo. Podem ter a certeza de uma coisa: um leitor compulsivo arranja sempre algo para ler, esteja onde estiver, seja qual for a circunstância!

4º – Não Resiste Quando Vê Livros à Venda

Um leitor compulsivo nunca esquece os livros. Ou seja, se passa (ou está) num local onde eles possam estar à venda é certinho que os vai ver em detalhe (pode já ter lá ido mil e uma vezes mas é inevitável ver tudo novamente). E sim, ele vê sempre os livros (nem que seja pelo canto do olho mas viu)! Obviamente que desde que os hipermercados entraram no universo literário tudo ficou ainda “pior” para quem não partilha desta paixão. É que agora os leitores compulsivos ficam colados aquela secção em busca de achados e promoções incríveis (e na maior parte dos casos encontram-nos, aí é que está!) em vez de irem às compras como era suposto. Portanto se um leitor compulsivo deixar de ir ver livros (sejam eles quais forem) por vocês podem ter a certeza que é por amor (atenção que há vários tipos de amor, ok? Pronto, ainda bem que nos entendemos quanto a isto!).

5º – Tem Uma Lista de Livros que quer Comprar um Dia

Todos os leitores compulsivos têm uma lista de livros que querem comprar um dia. Cada livro tem uma razão para ali estar: seja pelo autor, por fazer parte de uma trilogia que quer completar ou por ser um clássico que quer mesmo ler, há certamente uma razão. Atenção que esta lista não tem de estar escrita (muitas vezes está apenas na mente do leitor compulsivo), mas existe. E acreditem que poucos momentos são tão bons quanto aqueles em que adquirem um livro da referida lista e o colocam naquele lugar que há muito estava guardado para ele. Se há momentos mágicos na vida esse tem de ser um deles, caramba!

6º – Arranja Sempre Espaço para Mais um Livro em Casa

A esmagadora maioria dos leitores compulsivos não tem a mansão com que sempre sonhou. O que significa que também não terá uma estante tão grande quanto desejou. O que significa que, mais cedo ou mais tarde, faltará espaço para os livros que compra. E como um leitor compulsivo nunca parará de fazer crescer a sua colecção pessoal isto pode ser um grande problema. É que os livros têm um lugar e uma disposição própria, nada é ao acaso! Não pensem que qualquer espacinho serve para colocar livros, atenção! Poucas alturas são tão difíceis como aquelas em que, por motivos de força maior, é necessário escolher que livros têm de sair da estante para entrarem as recentes aquisições. Para um apaixonado pela sua colecção pode ser tão doloroso e marcante quanto ir à guerra, acreditem! Contudo, há sempre espaço para mais um livro. E, depois, para mais outro. E assim sucessivamente. O leitor compulsivo arranjará sempre solução, disso podem ter a certeza!

7º – Se Empresta Um Livro É Porque Confia nessa Pessoa

Como já perceberam um leitor compulsivo estima todos os membros da sua colecção. Aquelas obras-primas foram escritas por homens, e mulheres, maiores do que a vida que dominam as palavras como poucos seres humanos! Bolas, aquelas personagens tornaram-se parte da sua vida e ensinaram-lhe lições de vida inestimáveis! Com aquelas personagens ele riu, chorou, emocionou-se, soltou gargalhadas, ficou melancólico, deprimido, nervoso e tantas outras sensações que não cabem neste parágrafo. No fundo é como se fossem amigos (daqueles verdadeiros, que nunca nos deixam). Portanto se um leitor compulsivo lhe emprestar um livro é bom que o estime! Não só tem de o devolver como é bom que o mesmo esteja em perfeitas condições. Nada de arranhões, bebidas entornadas ou acidentes com cigarros, ouviram? É bom que sim estimados leitores, é bom que sim!

8º – Quantas Mais Páginas Melhor

O leitor normal, ocasional, tem em consideração vários factores antes de começar a ler um livro: o autor, o tema do livro, o preço (no caso de ter de o comprar) e, acima de tudo, o seu tamanho (ou seja, quantas páginas tem). E, como todos sabemos, o leitor ocasional procura um livro pequeno (de preferência que não seja muito pesado). Ora, um leitor compulsivo também gosta de livros pequenos, claro, mas tem uma paixão inexplicável por livros grandes. A partir de certa altura o tamanho do livro não só não é um contra como passa a ser uma vantagem! Ler livros grandes é a garantia de ainda mais palavras, logo ainda mais horas de leitura. E isso, meus amigos, nunca será negativo! E sim, há contos e pequenos livros fantásticos. Contudo, o prazer de ler um verdadeiro calhamaço é uma experiência única que mexe connosco, que nos aquece o coração e enriquece o nosso espírito.

9º – Dá Atenção aos Detalhes

Num livro tudo é importante. Claro que o mais importante é o conteúdo e, em alguns casos, a qualidade da tradução para português. Contudo há muitos detalhes que escapam aos leitores ocasionais. Mas vamos por partes. A capa é essencial. É o primeiro contacto que temos com o livro, com o seu autor e o seu título, logo uma capa que atraia a nossa atenção parte em vantagem em relação às restantes. Uma capa banal pode ser o suficiente para um leitor compulsivo desistir da compra daquele livro, por exemplo. Mas existem mais detalhes a ter em conta: a editora (muitos leitores encaram as editoras como clubes de futebol, sendo fãs acérrimos de umas e odiando outras), o ano de publicação, a edição ou mesmo o local de impressão (só para dar alguns exemplos). Mas, para mim, o detalhe mais importante de todos é…o toque. Sim, o toque. Sou um apaixonado pela leitura em papel, confesso, e adoro o toque do papel. Contudo nem todos os livros são iguais, o que faz com que algumas páginas não me atraiam tanto quanto outras. Sim, talvez seja uma parvoíce. Mas reparem: eu é que estou a comprar o livro, logo quero comprar algo que me satisfaça em pleno (e isso inclui o tipo de página certo). É como se eu fosse comprar um carro novo e insistisse em escolher a cor do veículo, rejeitando qualquer outra cor. Parece-me justo, não?

10º – Adora que lhe Ofereçam Livros

Sejamos sinceros: comprar presentes para aqueles de quem gostamos é difícil. Seja para a namorada, o marido, um sobrinho ou um amigo próximo a verdade é que é difícil oferecer algo que esteja dentro do nosso orçamento e que saibamos que a pessoa em causa irá gostar. Sim, porque já que vamos comprar algo ao menos que a pessoa goste, certo? Pois os amigos/família de leitores compulsivos só têm este drama se quiserem. Sim, porque estas pessoas são fáceis de agradar: ofereça-lhes um livro e aposto que o vai conquistar! O leitor ocasional dirá agora: “ah, mas os livros são caros!”. E eu respondo: são sim senhor, mas só alguns. Claro que há livros a muitas dezenas de euros, contudo há promoções, descontos e muitas opções a preços reduzidos (agora até pode fazer a compra num hipermercado e pagar com o seu cartão de cliente, ou seja, não tem de “pagar” verdadeiramente a prenda!). E o leitor ocasional pergunta agora: “Ok, eu até posso encontrar um livro barato, mas nada me garante que a pessoa vá gostar do livro que eu lhe ofereço!”. Pois não, mas pode arranjar forma de descobrir os gostos literários da pessoa em causa. Pode falar com a mulher, com a mãe ou com o avô que sabem do que ele gosta, por exemplo. Pode até abordar o assunto com ele (desde que o faça algum tempo antes da data em causa, para não dar nas vistas, obviamente). Ou seja? Só falha na escolha se quiser! Agora toca a oferecer livros aos seus amigos e familiares, ok?

Alguns comentários finais. Como perceberam eu próprio sou um leitor compulsivo. Ou seja? Grande parte do que descrevi acima acontece-me de forma regular. Sim, ando sempre com um livro atrás. Sim, leio-o sempre que posso mesmo que sejam apenas cinco minutos. Sim, tenho pouco espaço para os livros que compro. E sim, adoro que me ofereçam livros. Mas espero que muitos dos leitores desta crónica se consigam identificar com os dez mandamentos que criei.

Quanto aos mandamentos, outra nota final. Não existe qualquer conotação religiosa na crónica. Não existe qualquer desrespeito pelos mandamentos, pela religião ou por quem a pratica e nela acredita. Até porque eu próprio sou cristão.

Não interessa o autor, o tamanho do livro ou a capa. Interessa, isso sim, que leiam (mesmo que no final não gostem do livro). Acredito profundamente que a leitura nos torna melhores seres humanos. Rendam-se ao poder das palavras e deixem a vossa mente, e o vosso espírito, viajar ao som da vossa voz interior.

Boa semana.
Boas leituras.

Não, este texto não é meu. Descreve-me na perfeição, é verdade (e por isso o copiei para aqui) mas o autor é o Bruno Neves e foi copiado daqui

ATL do Zoo de Lisboa

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Pelo sétimo ano consecutivo, os meus gaiatos foram passar cinco dias no ATL do Jardim Zoológico de Lisboa.

São cinco dias em que, das 9h às 18h, os miúdos (dos 3 aos 16 anos) estão entretidos a aprender, sempre de forma diferente e adaptada à idade. De tal modo que, apesar de já terem ido sete vezes, os meus filhos estão sempre entusiasmados e ansiosos para que a semana do Zoo comece. Parece que outras crianças também, tanto que, desta vez, eram vários os repetentes em cada turno.

Não é uma semana barata. Para além do custo do ATL há que considerar que nós vimos do Barreiro e por isso acrescentam-se os transportes. Até ao ano passado, à tarde, era o marido que os vinha buscar à tarde, de carro, porque eu não me conseguia despachar a tempo de os ir buscar. Agora já vão sozinhos para casa. Também por causa do ATL acabam por ganhar mais autonomia.

É cansativo. Muito. Deixa-os de rastos. Quando iam de carro para casa, adormeciam antes de sairmos do parque de estacionamento mesmo em frente. Agora, quando chegam a casa, tomam banho, jantam e adormecem até ao dia seguinte em que tudo recomeça.

Chegam sujos a casa. Imensamente sujos. Do calor que ali passam, de andarem no meio dos animais, do pó. Mas nada que um bom e revigorante banho não resolva.

É, acima de tudo, compensador. Durante uma semana eles convivem com outras crianças da mesma idade – que não os colegas da escola, e aprendem coisas sobre o zoo, os animais e a sua preservação que o comum dos visitantes não sabe. Todos os anos eles saem do ATL com mais ferramentas e mais atentos aos cuidados a ter com os animais e o ambiente.

Depois, quando vamos ao Zoo em família (sim, eu adoro visitar o Zoo), é vê-los a explicarem‑nos o que aprenderam e a corrigir-nos quando estamos enganados.

Por todas estas razões – e mais algumas que podem encontrar aqui – garanto-vos que é um investimento que vale a pena.