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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Multibanco

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Parece que se festejam, por estes dias, os trinta anos do Multibanco, altura excelente para vos contar esta pequena história que se passou comigo em 1998 e que me fez ter orgulho em ser portuguesa.

Nesse ano fui, com os meus pais e irmãs, passar uma semana a Nova Iorque. Claro que, para se conhecer uma cidade, há que passear a pé e nós fizemo-lo.

Atenta sempre às montras e ao que se passava, reparei que, muitos bancos, tinham cartazes a anunciar coisas como: o seu banco, agora 24 horas, ou: atendimento 24 horas por dia.

Confesso que achei aquilo estranho e, no dia em que jantei com um amigo que trabalhava na CBS e que tinha conhecido no saudoso ICQ, perguntei-lhe se os bancos lá estavam mesmo abertos 24 horas e se os empregados trabalhavam por turnos. Acreditem, assustei-me mesmo, é que eu trabalhava (e trabalho) num banco e, assim de repente, estava a ver que, um dia, ainda importavam esta opção para cá.

O Charles, coitado, quando me respondeu, deixou-me, ao mesmo tempo, aliviada e com uma enorme vontade de rir. Magda, disse-me ele, o banco não abre, são umas máquinas que lá tem agora e que permitem levantar dinheiro sem ser preciso ser atendido por um empregado. Basta irmos a um balcão do nosso banco e pronto, usamos a máquina. (se não foi literalmente isto, foi quase).

Isto foi há quase 18 anos. Numa altura em que só o Montepio tinha a restrição dos seus cartões só poderem ser usados nas suas máquinas. Em que as operações nos multibancos já eram imensas (e hoje são ainda mais).

Orgulho de fazer parte do país que inventou esta máquina e o software que tanto nos facilita a vida!

Saudação

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Dizia o meu bisavô – que eu tive o grato prazer de conhecer e que morreu quando eu tinha seis ou sete anos – que a saudação não se nega a ninguém.

Entenda-se, por saudação, o cumprimento. Um bom dia, boa tarde ou boa noite conforme a hora a que nos estejam a ouvir (e é irrelevante, aqui para este texto o facto de que se pode dizer bom dia todo o dia que continua válido).

E este cumprimento, esta saudação, seja da forma que for, não se nega. E é prova de educação, de civismo e, acima de tudo, de que estamos a dar atenção a quem está à nossa frente. É por isso que, sempre que chego ao trabalho digo “bom dia!” a quem está e espero por resposta. E é também por isso que, quando chego a qualquer serviço para ser atendida digo, a quem me vai atender “bom dia!” antes de pedir seja o que for.

Irrita-me, por isso, solenemente, que a pessoa, do lado de lá, atenda o meu pedido sem que me diga o mesmo. Pior ainda quando preparam tudo, dão-me as coisas e nem sequer quando peço a conta são capazes de falar.

E o mesmo se passa com o Se faz favor! e o Obrigado!

Será que queima a garganta dizer estas palavras? Será que acham que são superiores aos outros e que os outros não merecem ouvir?

Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Se faz favor! Obrigado!

Quatro, são quatro expressões simples que podem fazer toda a diferença num atendimento ou numa conversa. Quatro expressões inconsequentes, que não vos queima a garganta ou a boca, que não causam engulhos ou mal entendidos mas que devem ser ditas.

E devem ser ditas porque são uma forma de saudação. E essa, não se nega.