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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Na madrugada

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Confesso, aqui em público, que admiro (NOT) certas pessoas e, nessas pessoas, incluem-se aqueles que, ainda de madrugada – sete, oito da manhã – ou ainda mais cedo, conseguem discutir e barafustar.

Ainda hoje assisti a um caso desses, ainda por cima com requintes. Então – alegadamente – um condutor fez uma manobra perigosa: esqueceu-se de ligar o pisca e, com isso, baralhou o jovem que vinha atrás. Um pouco mais à frente, o que se tinha esquecido do pisca, estacionou e o que se baralhou parou também. Até aqui tudo normal, podia ser apenas uma coincidência.

Só que não era.

O jovem de trás deu-se ao trabalho de estacionar (desconfio que terá posto uma moeda e tudo, já que estamos em zona vermelha dos parquímetros) e começou a discutir com o da frente. Mas a discutir aos berros, entrou atrás do homem no café, gritou dentro do café e saiu do café a gritar com o homem. Foram uns vinte minutos de gritaria, que me acordou a mim que estava a tomar o meu pequeno almoço descansada e acordou a pessoa que mora no sétimo andar do prédio, com toda a certeza.

Caramba, a energia que o homem tinha, senhores! E às oito da manhã – hora a que só me apetece é dormir!

Vá dormir, senhor. Vá dormir que isso passa!

(e, já agora, posso ir também?)