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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

De pijama não

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Diretora de escola britânica declara guerra a pais que vão em pijama levar os filhos. Aplaudo, sem dúvida, esta guerra mas sugiro que seja também adaptada em todos os círculos.

Por exemplo:

Pijama e robe quando vão passear os cãezinhos - definitivamente NÃO!

Pijama e robe nas assembleias de condóminos - definitivamente NÃO! (mesmo que a assembleia seja na vossa casa!)

Pijama e robe para ir à padaria comprar pão - definitivamente NÃO!

Agora, se querem passar um belo domingo em casa, sentadas num sofá a ler, o pijama é, seguramente, a melhor indumentária.

Pijama é a minha vestimenta preferida para um dia em casa. Assim que chego a casa é quase a primeira coisa que faço - vestir o pijama. E ao fim de semana, se não há saídas programadas nem visitas a receber, só o tiro para o banho.

Agora na rua... pijama, robe e chinelos de quarto é que não, a bem da sanidade mental das outras pessoas.

Se bem que já fui de chinelos de quarto até à paragem de autocarro...

No blog com... Ana Rita Garcia M. 🌼

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A autora do blog Conversas, Café & Sorrisos foi apanhada na curva, ai, perdão, no blog com... desta semana

Pus-me à total disposição da Magda e “toma lá morangos” aqui estou eu apanhada no blog.

Desde já o meu obrigada a ti Magda pelo convite, sinto-me muito lisonjeada por me deixares entrar neste teu cantinho e falar um bocadinho de mim.

Ora o que posso eu dizer sobre a minha pessoa?

Tenho 28 anos, sou a Ana - para os amigos e família do meu marido - e a Rita - para os meus amigos e família. Sim, é verdade, que grande confusão!

Mas já não me importo porque já me dou pelos dois nomes.

Sou alfacinha de gema e sou louca pelo meu bairro, São Vicente de Fora. Trago comigo as melhores recordações da minha vida e fui muito feliz a correr, e a espalhar-me ao comprido naquelas calçadas.

Ainda sou do tempo do escudo e das vacas gordas por isso tive uma infância confortável e (sendo filha única) bastante mimada.

Sempre fui uma rapariga de sorrisos e conversas fáceis - sou capaz de dizer uma enormidade de palavras por minuto – estou sempre a cantarolar e tento ter uma visão positiva da vida e das situações.

Tenho um feitio que ou me amam ou me odeiam porque digo tudo da boca para fora, as consequências penso nelas depois.

No que toca à vida doméstica sou organizada mas não sou maníaca das limpezas. Tenho a minha casa organizada e limpa (até porque tenho uma criança pequena a esponjar-se pelo chão) mas tento despender do máximo de tempo útil em casa para estar com o meu príncipe.

Gosto de cozinhar, e de inventar pratos a partir de receitas base. Todos os dias é uma aventura na cozinha!

Não gosto muito de fazer doces, não me sai bem.

Mas sou capaz de me levantar às 9h da manhã para começar a cozinhar.

A parte mais importante de mim é o meu filho que amo de todo o coração. Ele é a minha metade fora de mim.

Nele busco todos os dias a minha força para mais um dia de trabalho e de stress, porque sei que no fim do dia vou receber aquele abraço e aquele beijinho que tem o poder de curar o corpo e a alma.

Neste momento por falta de tempo não faço desporto mas, até há uns meses atrás praticava Airsoft. O contacto com a natureza, o convívio, as tácticas militares e as acções de caridade que fazíamos em prol de causas como animais, pessoas carenciadas, pessoas doentes, IPO eram aquilo que me impulsionava.

Mas depois da maternidade tive que fazer uma escolha tendo em conta que o Airsoft me ocupava todos os fins-de-semana, e a minha escolha foi óbvia.

Bem este é um bocadinho de mim, daquilo que eu sou e daquilo que me caracteriza como pessoa.

Magda, agora as perguntas são contigo...

  1. Deixada pela Rapariga do AutocarroQual o momento ou acontecimento que mais te marcou até hoje?

Sem dúvida nenhuma, o acontecimento mais marcante da minha vida foi o nascimento do meu filho. Tive-o de cesariana marcada, porque o Pikiko não deu a volta – o preguiçoso – e ficou sentadinho até ao dia em que saiu cá para fora.

Por muito que quisesse explicar por palavras, não conseguiria nunca descrever a sensação de o ver pela primeira vez, tão perfeitinho e tão pequenino.

É algo que marca a vida de uma mulher.

Senti que a pessoa que entrou dentro da sala de operações ficou lá para sempre. Sou uma mulher diferente, mais madura, mais ponderada, mais forte, e muito muito mãe galinha.

O momento todo em si foi calmo e descontraído. Pude ver o meu filho “sair de dentro da barriga” e (após ser cozida) pode segurá-lo nos meus braços e tocar-lhe. Aquele ser que eu tinha gerado 9 meses dentro de mim e que já amava tanto estava finalmente ali, a olhar para mim, com aqueles olhos ENOOOORMES, a boquinha a procurar desesperadamente o peito, as mãozinhas a tocarem-me.

Vejo este momento com todos os pormenores, como se tivesse acontecido agora. 

  1. Como te vês daqui a 10 anos?

Vejo-me uma mulher com 38 anos, um filho com quase 13 anos e (se a vida o permitir) mais um filho/a. Vejo-me com os meus objetivos principais concretizados – acabar a faculdade e conseguir um emprego melhor.

Vejo-me numa vivenda (nada muito grande) onde possa fazer umas churrascadas para a família e amigos aos fins-de-semana.

Vejo-me acima de tudo feliz e em paz com a vida e comigo mesma. 

  1. Que papel tem mais importância para ti: ser mãe ou ser mulher?

Acho que não existe uma sem a outra, não pode existir. Após o nascimento do meu filho esqueci-me por um período considerável de tempo que era uma mulher, que era nova, que havia mais para além de mudar fraldas, dar mama e embalar um bebé. Tive inclusive alguns problemas pessoais e matrimoniais porque passei a viver única e exclusivamente para o meu papel de mãe.

Engordei bastante durante a amamentação e comecei lentamente a entrar numa espiral descendente. Não me importava com o aspecto, não tinha vontade de ir às compras nem de me maquilhar (eu sempre fui vaidosa), sair de casa era um frete.

Até que um dia olhei para o espelho e vi, mas VI com olhos de ver, uma mulher de 27 anos com um ar desleixado, o cabelo sempre preso e mal penteado, roupas que não assentavam bem e uns quilinhos valentes a mais.

E perguntei-me “Onde é que anda a mulher dentro de ti Rita?” – e mudei!

Perdi peso, renovei o guarda-roupa (com muita calma), desenterrei a maquilhagem e os sapatos de saltos e fui à luta.

Hoje sou mãe – é o meu trabalho a full time – e mulher E ADORO! 

  1. Campo, praia ou cidade?

Campo: para relaxar depois de uma semana de stress – com os anos de convivência com o campo estou a começar a gostar daquilo – eu sempre vivi e fiz férias na cidade. 

Praia: para fazer férias – porque sou uma lula e preciso de fazer fotossíntese para ter uma cor (aceitável) tipo dois tons acima da lixivia. 

Cidade: para viver – sou uma cidadoólica, não me consigo imaginar a viver num sítio sossegado ou isolado sem 50 supermercados e muitas lojas À minha volta. 

  1. Sem saberes quem é a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Se pudesses voltar o tempo atrás, qual a situação da tua vida que gostarias de alterar? 

  1. O que gostarias de me perguntar? 

Qual é tua principal regra de vida?

Optimismo, bom humor e um livro. Três coisas que são fundamentais. E nunca me arrepender daquilo que fiz porque tudo o que fiz até hoje faz com que eu seja quem sou. 

A distracção

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Há uns anos atrás – mais do que aqueles que tinha na altura – sai de casa dos meus pais, como de costume, para ir trabalhar. Já na altura saia cedo de casa, por volta das 7h/7h15, sempre cheia de sono (obviamente!)

Ora, numa rua com pouquinha gente àquela hora da madrugada, naquele dia meteu-se um homem à minha frente. E eu desviei-me. E ele desviou-se para o mesmo lado. E eu desviei-me de novo e ele idem.

E eu pensei: mas que raio quer este?

E o homem vira-se para mim e diz-me qualquer coisa como: vamos continuar a dançar ou vais dar-me um beijo?

Era o meu avô!

No blog com... A rapariga do autocarro

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Hoje, No Blog com..., a Célia, também conhecida como A Rapariga do Autocarro

Fui eu inocentemente fazer um comentário a um post, e o que recebo em resposta, “olha que és a próxima”- Ups, meti-me logo em sentido! Mas vindo da Magda é um gosto imenso responder ao convite.

Quem é a Rapariga do autocarro? Tenho 43 anos, mas com um espírito que ainda anda pelos trinta, a bem dizer não me sinto nada mal com a idade! Afinal os quarenta são os novos 30!!!

Sempre fui e continuo uma pessoa tímida, o que muitas vezes é confundido por colegas como antipatia e arrogância, apenas gosto de não dar nas vistas, o que na verdade é uma contradição!

É que às vezes sinto-me uma Iris Apfel reprimida, com vontade de vestir a coisa mais extravagante que existe, mas logo a seguir tou a pensar – “toda a gente vai olhar para mim” é melhor levar aquele em cinzento!

Considero que a minha vida se define num antes e num depois, tal como antes e depois de Cristo, no meu caso é antes e depois de ser mãe. A gravidez foi dos períodos mais lindos da minha. Vivo intensamente a vida do meu pituxinho, apesar de ter acordado tarde para este instinto. Neste momento estou na descoberta duma nova atitude, depois de ter experimentado aulas de Pilates e de Yoga, fiquei fascinada por esta última. No meu caso no método Iyengar. Estou encantada com as mudanças que tenho reparado em mim, tanto a nível físico, como mental.

Não tenho jeitinho nenhum para a escrita, nem carta de pesados mas meti-me nesta coisa dos blogs vejam lá, uma bófia com a mania que quer ser blogger, e teimosamente não arredo pé, mesmo que por vezes o muito que consigo publicar é um post por semana.

1. Deixadas pela Chic'Ana. O que te levou a criar um blog, como escolheste o tema do mesmo e qual é o livro da tua vida? 

Se há coisa que não consigo fazer no autocarro é ler, fico cheia de náuseas, então como todos os dias ando de autocarro, um dia num regresso a casa lembrei-me de criar um blog onde pudesse partilhar alguns dos meus gostos, e o nome veio-me logo à cabeça! Mais depressa cheguei ao nome que aos conteúdos, é que não tenho um tema que predomine, abrange todo universo dos meus dias.

Por enquanto o livro que mais adoro é “ A sombra do Vento” de Carlos Ruiz Záfon.

2. Qual o balanço que fazes da Rapariga do Autocarro e porque esse nome?

Estou muito feliz com o resultado, claro que gostava de ser patrocinada pela Carris, mas isso é outro campeonato com árvores bem enraizadas, o meu blog é uma plantinha num Jardim imenso que é a nossa comunidade, não tenho a disponibilidade que gostaria, mas vou tentando regá-la e adubá-la sempre com carinho. O nome já viram que foi o mais fácil.

3. Usando a tua própria expressão, como vês o papel dos "bófias" na sociedade actual?

A Polícia tem cada vez mais um papel de proximidade com as populações, apesar do afastamento aparente que as pessoas demonstram, num aperto é a polícia que querem do do seu lado, e hoje temos muito mais de psicólogos que de “bruta montes”. Mas não tenho ilusões, os Governos insistem em não olhar para nós, e a desilusão é um estado de espírito demasiado presente à minha volta. (se vos disser que chego ao trabalho e não tenho um pc para trabalhar o que pensam disto?)

4. Qual o teu pior defeito enquanto leitora?

Querer ler vários livros ao mesmo tempo!!! É do pior, agora queres saber como o assassino vai ser apanhado, mas logo a seguir tens curiosidade para ver se a guerra entre os clãs vai avançar!! Oh indecisões!

5. Sem saberes quem é a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Qual o momento ou acontecimento que mais te marcou até hoje?

6. O que gostarias de me perguntar?

Que livro gostarias de produzir e adaptar à tv ou ao cinema?

Apaixonei-me pela Biblioteca das Sombras e acho que seria um excelente livro para adaptar ao cinema (por acaso acho que está para ser adaptado mas pronto). A Alma das Pedras seria outra boa adaptação, sem dúvida.

Coisas que aprendemos nas salas de espera dos hospitais...

E como é que ela (a médica) sabe que o que tenho é uma dor muscular se não me mandou fazer um RX?

Obviamente que o facto de terem estudado uns anos valentes não lhes dá a capacidade de fazerem diagnósticos nem de perceberem o que é uma dor muscular...

Veja lá que estou aqui cheia de dores de cabeça e com a tensão alta. Esta manhã também me doeu mas eu pedi à minha vizinha que me tirasse o mau olhado. E olhe que tinha. Mas o mau olhado nunca me aconteceu à noite, agora deve ser outra coisa.

Naturalmente que as dores de cabeça de manhã são do mau olhado. À noite vai-se ao hospital...

Só mesmo a força dum homem é que conseguia agora mexer esta cadeira de rodas

Claro que sim, principalmente se a pessoa que a está a tentar mexer estiver a empurrar no sentido da porta....

 

E ainda:

 As bolachas que servem aos doentes sabem lindamente quando estamos esfomeados porque não jantamos.

 Se um médico estiver com dificuldade em falar... é ele que vai ter de chamar os doentes com os nomes mais esquisitos e é ele que vai ter o microfone avariado.

 

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