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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Conversas #15 sobre a morte

Soube hoje que, quando a minha avó morreu, aconteceu esta conversa entre os meus filhos e os meus sobrinhos:

- Não percebo porque é que as pessoas morrem todas à noite.

- Pois é, o avô Manuel também morreu à noite.

- Olhem, mas não são só as pessoas. Um dos nossos coelhos também morreu à noite.

- O que vocês ainda não sabem é que, a maior parte das vezes, nós somos feitos à noite...

Homicídio afectivo

Não como mãe mas como ser humano, um dos crimes que mais me choca e que me deixa sem saber o que pensar, é quando os pais matam os filhos. Sim, quando é o inverso também me choca mas não tanto. Crucifiquem-me se quiserem mas é a minha maneira de pensar. Pais que maltratam (seja da forma que for) os filhos é um crime hediondo mas quando os matam, ultrapassa, em muito, o hediondo.

Precisamente por isso, e também porque gosto de perceber o mundo que me rodeia, aqui há uns anos assisti a um programa de televisão onde o tema central era precisamente as mães que matavam os seus filhos – na maior parte dos casos quando ainda eram de tenra idade – ou que se suicidavam levando os filhos por arrasto.

Foi a primeira vez que ouvi falar deste conceito retorcido do homicídio afectivo.

(confesso que desconheço se este termo existe, se é reconhecido na psicologia/psiquiatria ou mesmo juridicamente, mas, desconhecendo outro, creio que será o termo que talvez se adeque mais)

E o que é este conceito? Pois bem, grosso modo a mãe (ou o pai) mata o filho porque o ama e não o quer ver a sofrer. E dizem-me vocês, quem ama não mata. O que é totalmente verdade. Mas temos de perceber que as pessoas que cometem este tipo de crime não são pessoas saudáveis. São pessoas mentalmente doentes, em muitos casos com depressões profundas e que não conseguem ter um raciocínio normal.

Para elas, as crianças estão em sofrimento e só a morte as pode salvar. Para elas, que se vão suicidar, ao matar os filhos estão a poupar-lhes o sofrimento pela morte da mãe ou do pai.

Estas mães e estes pais não precisam que a sociedade os condene, a doença já o fez. O que precisam é de ajuda, de tratamento psiquiátrico. E, acreditem, quando estiverem bem, quando perceberem o mal que fizeram… serão elas próprias a condenar-se pelo que fizeram.

Naturalmente não defendo que escapem impunes ao que fizeram. Mas também não defendo julgamentos em praça pública ou que sejam ditas frases como “eu dava-lhe a depressão dava” a propósito da mãe que matou as filhas em Caxias (e outros casos que tais).

Porque, meus caros, a depressão não é coisa de meninos. E uma pessoa deprimida não consegue, por mais que tente, raciocinar como uma pessoa que não sofre da mesma doença. Não quer dizer que toda a gente deprimida se vá matar ou que vá matar os filhos. Mas pode acontecer.

Antes de começarmos a criticar e julgar temos de perceber o que realmente se passou. Em todos os casos!

Campo das Cebolas - a desorganização

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Passo, quase que diariamente, no Campo das Cebolas em Lisboa e, quase que diariamente, sou surpreendida com mudanças. Diga-se surpreendida pela negativa, muito, mas mesmo muito pela negativa.

Reconheço, naturalmente, que é uma zona que precisava de obras que facilitassem a circulação de pessoas e de veículos. Sou a primeira a reconhece-lo. Assim como reconheço que todas as obras - sejam em casa, nos prédios ou na rua - trazem, consigo, constrangimentos e incómodos. É a realidade, não há como fugir dela. E sim, depois das obras, o espaço ficará bastante melhor. Não tenho dúvidas (até porque pior vai ser difícil, se não impossível).

Dito isto, o que eu não consigo, não posso aceitar, é a forma como a Câmara Municipal de Lisboa (responsável, suponho, pelas obras que estão actualmente a decorrer) não está a gerir toda esta situação e a displicência de quem está no terreno.

A praça de táxis, por exemplo, já mudou de sitio umas vinte vezes no último ano. Sim, leram bem, umas vinte vezes. Avisos aos taxistas - inexistentes. Alertas afixados de modo a que os utentes saibam - inexistentes. Os taxistas, quando chegam de manhã, tem de adivinhar onde devem parar e o mesmo se passa com os utentes. Acaba por ser positivo, exercitamos a mente todas as manhãs numa tentativa de adivinhação.

O mesmo se passa com as paragens de autocarro. Esta manhã era ver os autocarros da Caris a (tentar) fazer inversão de marcha porque ninguém os tinha avisado que as paragens de autocarro tinham mudado de sitio. E os utentes à procura das novas paragens... porque viram que os autocarros estavam a ir para o outro lado, não porque houvesse algum aviso nas paragens! E era vê-los, aos utentes, a passear no Campo das Cebolas à procura da paragem que precisavam e que ninguém sabia onde estava (nem os condutores dos autocarros)!

Custa muito? será que custa muito colocar avisos ou, vá, na pior das hipóteses, estar alguém no local a indicar as alterações? Quantas pessoas chegaram hoje atrasadas ao local de trabalho porque não sabiam onde apanhar o autocarro?

No Terreiro do Paço há uma instalação da Marinha Portuguesa. Todos os dias - de manhã e à tarde - um navio (não se pode chamar barco senão ainda levo uma martelada dum marinheiro) transporta pessoal de e para o Alfeite. Muitos chegam de autocarro. Esta manhã o autocarro da Marinha andava a tentar perceber como haveria de fazer a volta para poder deixar os marinheiros no local a tempo deles apanharem o seu transporte para o Alfeite... Mais uns que chegaram, provavelmente, atrasados.

E nem vou aqui alongar-me sobre a estupidez que foi não aproveitaram as palmeiras que circundavam a praça (que terão sido das poucas poupadas à morte pela praga que assolou as palmeiras de Lisboa nos últimos anos) e que foram cortadas a semana passada apesar de estarem saudáveis. Será que quem desenhou a nova praça não tinha inteligência suficiente para as aproveitar e deixar algum verde no Campo das Cebolas?

Vê-se logo que estas decisões são tomadas por alguém que não passa diariamente no local. 

Sexualidades

este post da MJ contém linguagem sexual explicita, mas, ainda assim e apesar disso, sou da opinião que devia ser lido por toda a gente.

Como devem imaginar, sexo é coisa que me assiste. Aliás, sem ele, dificilmente teria dois filhos (acho que já todos passamos aquela fase em que acreditamos que os bebés são trazidos pela cegonha).

Aliás, e em relação a isso, num pequeno aparte, deixem-me contar-vos  que essa foi uma história que não existiu com os meus filhos. A ambos explicamos, quando as dúvidas surgiram, como se faziam e como nasciam os bebés. Adaptado às idades, obviamente mas sempre sem fantasias. Começámos por explicar que o pai colocava uma semente na barriga da mãe e que o bebé nascia dessa semente (e depois, um dia a minha filha perguntou-me onde se comprava essa semente...) e, aos poucos e consoante a idade e maturidade deles, fomos elaborando e explicando mais detalhes.

Mas voltando ao tema da sexualidade, não vos vou dizer que sou pudica, que não sou. E fica por aqui o que falo sobre o tema. A sexualidade de cada um é para ser vivida com o seu parceiro e não para ser partilhada com Deus e o mundo. Não há, para mim e na sexualidade, o certo e o errado. O que há é o que duas pessoas responsáveis e de forma consciente aceitam praticar em conjunto. Se um quer e o outro aceita... é com eles e não comigo. E poupem-me aos pormenores...

Nunca gostei da teoria do kissandtell muito em voga na adolescência. Quando alguma das minhas amigas começava a falar do que fez ou não fez, eu fazia os possíveis por mudar de assunto. Ainda hoje fujo do tema quase como que o diabo da cruz. Faz-me confusão, é assunto que diz respeito à minha privacidade e à privacidade do outros. Não exagerarei dizendo que é tabu mas anda lá muito perto.

O mesmo se passa com as relações homossexuais. Caramba, se eu não quero saber como é que um casal hetero o faz, porque raio vou querer sabe-lo num casal gay? É com eles. Se é consentido, se ambos quiseram... que tenham o máximo de prazer possível, é o que lhes desejo.

Gostava ainda de acrescentar um pequeno detalhe. Estou-me perfeitamente a borrifar para o tipo de cuecas que cada um usa. E a importância que dou às preferências sexuais de cada um é exactamente a mesma que dou ao tipo de cuecas que usam. Nenhuma!

No blog com... Drama Queen

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No blog com... Drama Queen

Sou uma Alentejana sem travões com muito orgulho nas minhas raízes, que leva uma vida muito normal casa trabalho, trabalho shopping casa a vida não é só trabalho. Sou extremamente teimosa, orgulhosa, muito esforçada, muito focada no que faço, tenho grandes defeitos ponho os meus amigos em primeiro lugar, sou muito insegura, preguiçosa.
Tenho um namorado que vive na outra ponta de Portugal já vivemos nisso vai fazer 3 anos, amo muito estou desejar que ele venha viver comigo. E uma mão cheia de amigos verdadeiros, que são completamente doidos mas não sabem que tenho um blog, sem ser a minha mãe, namorado, 3 colegas de trabalho que sabem que tenho um blog mas não sabe o nome… é segredo.

  1. Deixada pela Ana: O que te dá felicidade na vida?

Ver quem me rodeia bem de saúde e bem com vida, deixa-me feliz.

Viajar poder ver pessoas diferentes com diferentes culturas e lugares diferentes.

  1. Porquê Dramaqueen?

A minha família e amigos nem sabem que eu escrevo um blog porque para mim este blog é o meu "jardim proibido" ou uma espécie de lugar só meu para eu partilhar minhas coisas. Como criei este blog para desabafar sobre as minhas desventuras porque o meu namorado diz que eu estou constantemente a queixar-me achei que era muito mais giro queixar-me na blogsfera.

Quero continuar a ser uma anónima por outro lado quero muito que leiam os meus posts para dar a conhecer o meu lado mais obscuro ou seja o menos bom e o bom. Tenho muita dificuldade em relações humanas segundo os meus colegas de trabalho por outro lado o meu namorado diz que eu só vejo o melhor nos outros não vejo o pior quero ver se desligo um pouco do que os outros pensam de mim e por em primeiro lugar o que eu penso de mim.

A ideia do nome surgiu quando meu ex-patrão 1 (em 2 anos mudaram de patrão 3 vezes, eu trabalho há 6 anos lá) que cada vez que eu descrevia uma situação de trabalho dizia que eu era muito dramática.

Imaginem o cenário típico Casa dos Segredos.

- Drama Queen chamada ao confessionário (escritório do Patrão).

- Maria!... Tu não gostas muito que mandem em ti?(o meu ex-patrão chamava-me Ana, Maria todos os nomes menos o meu nome real)

- Nada mesmo, porquê, você gosta?

- Pois, pois... Não é essa a questão. Tu tens de seguir o teu líder.

- Não tenho a culpa que só se formem lideres. Pode parar! Já têm que chegue, agora forme pessoas para executar tarefas dá imenso jeito.

- Posso quando tu deixares de ser dramática.

Todas as nossas conversas acabavam com a palavra dramática.

Então ficou Drama Queen...

  1. Praia, campo ou cidade. Onde te sentes melhor?

Praia, não vivo sem o mar e sem praia eu vou ano todo a praia de Inverno vou caminhar com a Chanel, de Verão porque as praias estão concessionadas ela não pode ir. Mas vou sempre que posso no Verão.

  1. Como ocupas os teus tempos livres?

Os meus tempos livres são sempre muito pequenos, tento ler, passear a Chanel, estar com minha afilhada e irmã, amigos. Claro escrever no blog.

  1. Sem saberes quem é a próxima convidada, o que gostarias de lhe perguntar.

Qual é o maior sonho que não concretizaste?

  1. O que gostarias de me perguntar.

Quais são os teus maiores sonhos?

ter uma biblioteca à séria (acho sempre que tenho poucos livros), viajar, estar com a família e os amigos...e fazer um cruzeiro!

Problema ou solução?

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Diariamente somos confrontados com diversas situações que nos dividem em dois tipos de pessoas - as que fazem parte do problema e as que fazem parte da solução.

Quem faz parte do problema vê, em tudo, um novo problema. Fecha-se à solução, agarra-se ao negativismo, complica ainda mais o que pode ser simples.

Partilho convosco alguns exemplos:

O e-fatura e a necessidade de se confirmar algumas facturas. Para quem faz parte do problema é uma grande maçada porque agora somos nós que fazemos tudo, não faz sentido, porque tenho eu de ver as facturas, etc e tal.

O barco demora mais tempo que o normal a fazer a viagem entre Lisboa e Barreiro. Estou aqui fechado, não posso fazer nada, não vou chegar a horas, etc e tal.

Confesso, aqui em nota, que poderia dar mais exemplos mas não consigo. E não consigo porque, por ser Optimista nata, não consigo ir atrás dos problemas mas das soluções. Vejo, no e-fatura, uma excelente oportunidade de ter menos trabalho quando for preencher o modelo 3 do IRS. No atraso do barco, uma excelente oportunidade de ler mais tempo.

Um taxista que é meu amigo tem o filho numa escola especial, longe de casa. Todos os dias o ia levar à escola com o carro de serviço. Ia buscar e levar. A escola tinha transporte mas ele teria de pagar € 200,00 para usufruir desse serviço. Queixou-se disso durante uma das viagens que fizemos juntos. Veja lá, estou a perder serviços por ter de ir levar o miúdo à escola mas não posso pagar os € 200,00, é mais custos.

Fiz-lhe as contas. Se considerarmos que o mês tem 22 dias úteis, vai gastar, por dia, se contratar o transporte da escola, a quantia de € 9,50 (um pouco menos mas acertemos contas). Sendo ele a levar o miúdo à escola, são duas horas de serviço que perde por dia - uma hora de manhã e outra à tarde. Nessas duas horas, quantos serviços perde?

Concluímos que, por dia, não estava a receber a quantia de € 20/€ 25 para poder ir levar o miúdo à escola. Ou seja... para não gastar € 200,00 por mês estava a perder € 440,00.

Mudou de estratégia. Falou com o filho mais velho que já tem carta e disse-lhe que lhe dava os € 200,00 para ele levar o mais novo à escola e assim poder retornar o serviço.

Da vez seguinte que viajamos juntos voltou-se a queixar - veja lá que estou a gastar € 200,00 por mês para que o miúdo vá para a escola. Nem queria acreditar... então sim, gastava o dinheiro mas estava a fazer os serviços e o saldo era positivo. Pois que não, é um problema, porque estou a gastar € 200,00.

Foco no problema. Este - mais que o gasto - é o problema deste meu amigo. Fixou-se no problema, não na solução. É o problema dele e de tantos outros. Focam-se no problema e de tanto pensarem nos problemas não vêem que, muitas vezes, a solução está ali, mesmo à frente dos olhos.

E vocês? fazem parte dos problemas ou das soluções?

Optimismo

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Sou optimista por natureza. Para mim o copo nem está meio cheio nem meio vazio - está pronto a ser bebido, sem que interesse a quantidade de líquido. Em todas as situações (mesmo todas) procuro - e encontro - o lado positivo, aquele que, no fundo, me interessa mais - e que levou a que a M.J., quase em desespero, me tivesse dito um dia destes: Credo! mas tu vês sempre o positivo da coisa? irra!

Um bom exemplo disto passou-se a semana passada. Estávamos duas pessoas no escritório. Eu espreguicei-me, com os braços no ar e, curiosamente, a outra pessoa fez o mesmo. Na brincadeira disse - e agora uma onda no escritório. A resposta da outra pessoa foi, a rir - uma onda com duas pessoas é triste. Ao que eu respondi: Não, não é triste! esta onda teve a estonteante participação de 100% das pessoas que estavam presentes. Diz-me lá que outras ondas - nos estádios, concertos e afins - assististe onde a participação tenha sido tão elevada?

Parecendo que não, a forma como encaramos as coisas - encontrando sempre o lado positivo - ajuda-nos a encarar com mais facilidade o dia a dia. Isso e pensarmos que, por pior que estejamos, há quem esteja pior que nós.

Por outro lado... a verdade é que, por mais lugar comum que seja, tristezas não pagam dívidas. por isso... mãos para cima, façamos a onda e sejamos optimistas. Hoje e sempre!

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