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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Podemos obrigar as guerras a ser todas assim?

Um dia um empregado acordou bem disposto e decidiu que ia cumprimentar os vizinhos da frente com um olá feito em post-its na janela.

E logo a seguir os empregados do prédio em frente decidiram que também iam retribuir.

E abriu a guerra entre as melhores agências de publicidade de Nova Iorque. Com post-its. Ora vejam (é só clicar nas setinhas para o lado)

Podemos obrigar todas as guerras a ser assim?

 

(noticia daqui)

O futebol já foi mais técnico

campo-futebol.jpg

Rejubilemos. Hoje fala-se de futebol nesta casa. Caramba, quem vos disse que não percebo nada do assunto? Além disso, estamos em início de época, é, por isso, a altura ideal para falar no tema.

Então sobre o futebol, dir-vos-ei que sou do Benfica. Desde que me lembro que a minha preferência vai para o Benfica, fruto, quiçá, da convivência com o meu Avó Manuel, que conseguiu contagiar as filhas, as netas e o neto para o seu clube de coração. Os genros chegaram já com ideia formada (são do Sporting) o que complicou mas não impossibilitou.

E pronto, acaba-se aqui a parte boa desta crónica.

É que não acho a menor piada ao jogo. Vinte e dois homens, em cuecas, a correr atrás duma bola durante 90 minutos não é a minha ideia de divertimento. Só lhes falta mesmo ladrarem, andarem em quatro patas e apanharem as bolas com a boca, enquanto se babam... E mesmo que me digam que o problema é não ter visto um jogo ao vivo, eu respondo que já vi vários ao vivo. Mas estava mais interessada em ver as reacções do público do que propriamente no jogo. Vi jogos do Benfica, da selecção nacional e do Barreirense. Em todos eles, o mais giro, o que me fez rir e vibrar, foi ver o público - o que faziam, diziam e o que acontecia nas bancadas. Tenho cá a impressão que, dos jogos todos que fui ver (p'ra ai uns dez) só vi um golo. E foi porque as pessoas, nas bancadas, gritaram golo (que não foi) eu virei-me para ver e "no ressalto" (é assim que se diz?) foi marcado golo.

Temos depois as questões dos jogadores. Se me perguntarem quem são os jogadores do Benfica, eu respondo que são o Chalana, o Carlos Manuel, o Bento, o Diamantino, o Nené, o Shéu e pouco mais. Já não são? Pois, é provável. Mas é que estes que vos digo aqui foram, provavelmente, os últimos que jogaram pelo amor à camisola. Eram do Benfica de alma, coração e carteira. São duma época em que os ordenados dos jogadores eram ordenados relativamente normais e não as pornografias a que assistimos hoje. Não mudavam de clube como quem muda de camisa e não se vendiam. Jogavam e treinavam no mesmo clube quase a vida inteira e, quando se reformavam, mantinham-se fiéis ao seu clube. Hoje... hoje os ordenados pornográficos que os jogadores recebem transformam-nos em autênticas prostitutas de luxo dos clubes e não em jogadores. Vendem-se passes de jogadores como quem vende bananas.

E depois é vê-los, aos jogadores, dum dia para o outro a dizer mal do clube de onde saíram e maravilhas do clube para onde entraram. Mesmo que na semana anterior tivessem dito exactamente o contrário. E isto é válido para os adeptos também. Numa semana o jogador - porque estava no clube adversário - não jogava, era malandro, era um bom jogador para o jogo de solteiros e casados do bairro mas não para alta competição e, de repente torna-se o melhor ponta de lança ou guarda-redes do mundo e era mesmo o que precisavam.

Peguem agora nos últimos parágrafos e substituam jogador por treinador. O filme é o mesmo. Todos são bons/excepcionais por artes mágicas quando assinam pelo clube de coração do adepto e uns palermas, parvos e outros adjectivos semelhantes quando assinam pelo clube adversário. Mas para os treinadores ainda há a agravante de que, no mesmo clube, passam de bestiais a bestas em segundos. Basta terem o azar de perder um jogo. Um só. E cai o Carmo, a Trindade e a chicotada psicológica. 

Talvez por todas estas razões e por todas as outras que agora não me lembro, quando falam em futebol ao pé de mim, só me apetece dizer:

O futebol já foi mais técnico!

Instagram

Primeiro veio alguém, e nasceu este blog!

E eu vi que era bom...

Depois veio o Facebook.

e eu vi que era bom...

A seguir nasceu o Stone Art Books

E eu vi que era bom...

Depois alguém viu que eu não tinha Instagram e decidiu que eu também haveria de o ter. E vai daí criou-me a conta onde irei também estar. Ora procurem lá pelo utilizador omeunomenaoemazda ou vão por este link http://instagram.com/omeunomenaoemazda

Porque isto não são só blogs

Há uns anos atrás nasceu um blog. Estava na blogspot e depois mudou-se para aqui. Esteve parado uns anos e, aqui há dois ou três anos atrás, qual fénix, renasceu das cinzas.

Em boa hora o fiz.

Porque os blogs têm gente dentro, gente de carne e osso (mais carne que osso no meu caso), nasceram aqui grandes amizades. E clubes. E seitas. E bandos. E revistas. O clube das pistogas, a seita do arroz, os pássaros do sul, a Inominável, o livro secreto, o blog Aprender uma coisa por dia…

Trocamos opiniões sobre livros e trocamos os livros. Combinamos leituras conjuntas e compramos ainda mais livros para lermos. Quando lemos um livro especial pensamos que ela ou ele vai gostar e mandamos logo um email a avisar.

Combinamos surpresas e lanches. A escola, as aulas, o cliente chato ou a chave que não abre a porta. Do emprego e da falta dele. Festejamos casamentos, gravidezes e nascimentos. Lamentamos a doença. Trocamos 987.654.321 emails por dia. Falamos do tempo, dos doces que gostamos e dos namoros dos filhos (mesmo quando eles só tem 18 meses…). Pensamos nos sentimentos das alfaces e dos caracóis. E cantamos. Por email.

Pensamos na operação do pai e na viagem da filha. Trocamos medos e receios e ajudamo-nos mutuamente a ultrapassa-los.

Partilhamos o que aprendemos. Juntam-se uns idiotas e fazem uma revista Inominável.

Distribuímos risos, galhofas, más-línguas e humor negro. Mas também confidencias e receitas. Entreajudamo-nos no que é preciso, mesmo que os prazos estejam a terminar e o tempo seja curto. No meio duma reunião temos uma palavra para dizer. Nem que seja de fugida. Preocupamo-nos quando nos dizem – a brincar – vou à PSP e, se ficar presa, levem-me livros. Não descansamos enquanto não percebemos se chegaram bem e se estão bem. De repente aquelas duas pessoas tornam-se as tuas pessoas e nem sabes bem como aconteceu, só sabes que é muito bom.

Combinamos idas à Feira do Livro para trazer um livro que vamos ler em conjunto. E sabemos a quem mandar a lista de livros antigos que alguém nos quer vender.

Pões a votação quem participa mais activamente no casório porque sabes que, quem quer que ganhe, ambas vão estar tão felizes por ti e que não importa mesmo nada quem ganhou a votação, o que interessa é estarmos as três juntas num dia tão importante (e vá, o noivo também é importante, deixemos que ele acredite que sim…).

Porque, afinal, isto não são só blogs. São gente. Com sentimentos, com alegrias e tristezas, com ideias e que vive para lá do virtual.

E é tão bom!

Campanha pelo voto

útil! pelo voto útil!

Dia 14 a MJ casa e a Maria fotografa. A mim calhou o arroz... mas como a noiva não quer arroz, vou ter um dia tranquilo. Ou não. Porque tudo depende do resultado da convocatória.

Sendo certo que ninguém se vai aborrecer com o resultado, que me dizem em votarem em mim a ver se faço qualquer coisa de útil no dia do casório e pago, com isso, o almoço que me vão dar?

(ou então votem na Maria e assim eu fico descansada...)