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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O burkini e uma guerra parva

As autoridades francesas resolveram proibir o uso do burkini e eu, que sou burra, não consigo, por mais que queira, entender as razões que levaram a tal proibição.

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Aliás, acho imensa piada, confesso, ao facto de uma das alegações ser que estão "demasiado cobertas". Expliquem-me lá qual é mesmo o problema de estarem demasiado cobertas?... apanham menos sol, menos probabilidades de terem cancro na pele e estão, à maneira delas, confortáveis.

Claro que percebo que - supostamente - a França é um estado laico e o burkini "demonstra, de forma ostensiva, a pertença a uma religião" (dizem eles). E a minha pergunta é: porque é que as pessoas não podem demonstrar que pertencem a uma religião? Viver em liberdade não é (também) respeitar as raças e os credos de cada um ou, de outra forma, respeitar, entre outras coisas, o que cada um quer (ou não) vestir?

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Ou será que a França - onde nasceu o conceito de liberdade, igualdade e fraternidade - se esqueceu do que isso significa? na prática o que a França está a fazer é o mesmo que criticam nos países muçulmanos - aqui vestem-se à minha maneira e não à vossa!

Há quem use bikinis sem corpo para isso. Há quem use leggins e se torne num atentado visual. Há quem use roupa de um ou dois tamanhos mais abaixo e que fique com tudo exposto. Há quem use vestidos justos, tenha 60 anos e não use soutien. E há quem use burkinis.

Cada pessoa pode e deve vestir aquilo com que se sinta bem. Seja lá o que for. Sem que o estado meta o nariz.