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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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85 quilos, 13 anos

Ainda na sequência da minha ida ao programa da SIC - porque há imensas coisas a dizer sobre o mesmo tema e porque me recordei disto mais tarde, a propósito dum comentário da Júlia Pinheiro acerca do peso (ou seja, que se quer que todos tenhamos 50 quilos independentemente da altura) - venho falar precisamente nisso. Nas ideias pré concebidas que todos temos em relação ao peso.

Aposto convosco em que, quando leram o titulo deste post, o vosso primeiro pensamento foi: mais um adolescente obeso. E se eu vos disser que o dito pré-adolescente é um pau de virar tripas que, de frente parece que está de lado e de lado não vê? e que se podem contar as costelas todas e que o pediatra acha que ele deveria ter mais uns cinco quilitos?

Estamos formatados para achar que tudo o que seja acima de 60/70 quilos é obesidade. Inconscientemente não admitimos que 85 quilos possa ser considerado magreza. Só que 85 quilos podem indicar que a pessoa está magra. Neste caso é.

O meu filho tem 13 anos. Tem 85 quilos. É magro. Sai da normalidade porque tem 1.94m (e não 1.83m como eu disse no programa - estava nervosa e saiu esse disparate). Calça o 48.

Tal como eu, tem dificuldade em arranjar roupa. Não por ser gordinho mas por ser alto. Tal como eu, não cabe nos bancos do autocarro e, se viajar de avião, vai literalmente entalado no banco. Se precisar de fazer uma ressonância provavelmente não vai caber em determinadas máquinas por causa do comprimento. Tal como eu que não coube.

O meu filho, que é magro, tem os mesmos problemas que os obesos porque é alto. Demasiado alto para aquilo que a nossa sociedade considera normal. Como eu sou demasiado (?) gorda para o que a sociedade considera normal.

Somos todos iguais? não, não somos... O peso e a altura são factores discriminatórios. Mesmo que o sejam apenas por culpa da genética.

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Tu não me vês… Mas, eu estou aqui!

“Tu não me vês… Mas, eu estou aqui!” foi o slogan escolhido pelo grupo de jovens do grupo de Inclusão do Centro de Atividades Ocupacionais da Fundação AFID Diferença para este projeto. A ideia surgiu da frase de uma t-shirt que os jovens utilizavam enquanto estavam integrados nas suas atividades e que tinha escrito "Estou aqui”.

“Tu não me vês“ compreende a sociedade civil que “não vê” por diversas razões e desconhece a dimensão da Deficiência. “ Mas, eu estou aqui” é no fundo realçar a existência da pessoa com deficiência que está presente em todo o lado e que se quer assumir, num mundo que deveria ser mais inclusivo.

O objetivo deste projeto é adquirir material tecnológico e lúdico (computador portátil, leitor de DVD, auscultadores, disco externo, LCD e consola de jogos), de modo a permitir uma melhoria significativa no trabalho desenvolvido com estes jovens, tendo em vista o treino das suas competências, autonomias e desenvolvimento da sua auto-representação.

Assim, pretende-se promover o contato com as novas tecnologias, capacitando-os cada vez mais dos saberes SER, ESTAR e FAZER, de modo a que haja mais oportunidades para uma inclusão social com maior sucesso.

A aquisição de uma consola de jogos e acessórios permitirá ainda tornar o espaço da instituição numa resposta à mudança na forma de socialização dos jovens, valorizando aqueles que são os seus interesses e desejos.

E como podemos ajudar?

Através de Crowdfunding ou financiamento colaborativo através da plataforma de crowdfunding do NOVO BANCO, que também financiam uma parte do projeto.

O NOVO BANCO Crowdfunding funciona de modo simples e transparente, utilizando a mecânica "tudo ou nada":

- Se a meta proposta for atingida dentro do prazo estabelecido, a instituição recebe os fundos e o co-financiamento de 10% do NOVO BANCO será concedido.
- Se o montante mínimo não for angariado, a instituição só receberá os donativos que os donatários pretendem contribuir de forma incondicional, ou seja, independentemente de ser terem alcançado os 100%. Os restantes fundos serão devolvidos aos apoiantes.


Todos podem ajudar, é simples! Podem fazer um donativo, a partir de 1€  aqui

(retirado da página do Novo Banco)

 

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Eu & as queridas manhãs

E pronto, primeira (e provavelmente única) experiência em televisão, ao vivo e a cores, terminada com sucesso. Gostei imenso de o ter feito, lamento apenas o tempo ser tão curto quando haveria tanto a dizer sobre os problemas que, quem sai fora da caixa (leia-se peso/altura) tem para fazer as coisas mais básicas como medir a tensão, fazer um exame médico ou escolher uma peça de roupa.

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Somos obesos, é verdade mas isso não justifica que não nos queiramos vestir com roupas bonitas e coloridas. Somos obesos nem sempre por escolha própria e sem culpa formada.

Daqui uma palavra de apreço e de força para a Sofia que também deu a cara e cuja reportagem deu antes da conversa comigo.

Se não viram a conversa, aqui está

 

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Queridas Manhãs

Recordam-se de vos ter perguntado se a saúde é para todos ou só para alguns e onde andam os direitos dos mais altos e dos mais pesados?

Pois bem, esses meus desabafos chegaram à SIC e às Queridas Manhãs e resolveram convidar-me a estar presente em estúdio, amanhã, dia 26, na segunda parte do programa, para falar destas pequenas/grandes dificuldades que alguém que esteja fora da normalidade tem.

Portanto... se tiverem curiosidade de me ver, vejam o programa. Se não tiverem curiosidade, vejam à mesma

E depois venham cá contar o que acharam, pois claro. De positivo e de negativo.

Combinado?

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Medos

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A propósito do post sobre o medo das mulheres em serem más mães, apeteceu-me reflectir um pouco mais sobre os medos.

Eu tenho medo de ser má mãe. Mas também tenho medo de ser má profissional, má esposa, má filha, má leitora, má amiga, má cozinheira (ah, esperem, neste caso sou mesmo como pode ser comprovado pelos meus filhos), etc e tal. Em suma, tenho medo de ser má em tudo o que faço.

Mas se, em sociedade, dizer que tenho medo de ser má profissional, provavelmente vão-me olhar de lado e achar que a minha insegurança é legitima, tornando-me, automaticamente, numa má profissional. E o mesmo se aplica em todas as outras hipóteses, com excepção da maternidade. 

Por alguma razão que não entendo, a sociedade aceita que a mulher tenha medo de ser má mãe mas condena aquela que assuma ter medo do resto.

Tenho para mim que é o meu medo de falhar que, bem aproveitado, faz de mim melhor. Na maternidade e em todas as outras áreas da minha vida.

Diariamente converso com a minha almofada e tento perceber o que não correu bem durante o dia para que, no dia seguinte, possa fazer melhor. Supero o medo e foco-me no que é positivo. É um trabalho diário mas compensador. Mais que pensar nos medos, penso no que posso fazer para os superar.

É este o conselho que posso dar a quem tem medo. Foquem-se no que podem fazer para o superar. Tenho a certeza que vão encontrar a forma de o fazer.

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Vamos aprender a ler?

Alguém - com humor - fez esta imagem e partilhou no facebook. Eu li, sorri e continuei a minha vidinha. E depois veio mais alguém que leu, gostou, partilhou e foi à sua vidinha. Mas chegaram os comentadores e pronto, fico na dúvida se rio ou se choro.

A imagem é esta:

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Leram bem, espero. Ou também me vão dizer que agora vai atrasar uma hora e não adiantar ou enviar-me o link do OAL...

Uma má leitura desta imagem não é grave. É uma piada, se não a entenderam, não vem mal ao mundo.

O problema começa quando não lemos (e muitas vezes não ouvimos) o que nos dizem, o que, por vezes, tem consequências desastrosas. E não falo apenas das letras pequeninas, falo na generalidade.

Umas vezes não lemos e outras tantas vezes lemos o que queremos (que nem sempre coincide com o que está escrito). E queremos sempre ter razão quando o fazemos. A culpa nunca é nossa - por não termos lido - mas sim dos outros que não explicaram (apesar de, ás vezes, o terem feito, nós é que não ouvimos).

Acreditem... vale a pena ler, mesmo que julguem que sabem ou que pensem que não está lá nada importante. Poupam tempo e poupam dissabores.

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Menos segurança ou melhores policias?

Ontem (ou quase hoje) a noite/madrugada terminou comigo nas redes sociais a tentar acompanhar o que se estava a passar aqui mesmo ao pé de casa.

Os factos: um grupo de sete manfios decidiu tentar assaltar o hipermercado Continente à hora de fecho, quando a carrinha de recolha de dinheiro estava a chegar. A PSP reagiu rapidamente, o dinheiro ficou. Balanço final: um morto e um ferido grave pelo lado dos assaltantes (cinco ainda estão fugidos) e dois feridos ligeiros pela parte da PSP.

Só para enquadrar, era quase meia noite e, mesmo sendo noite de sábado - altura em que há mais ambulâncias a passar - ouvimos sirenes a mais e percebemos que haveria algo de anormal a passar-se. Fui ao facebook, aos sites de noticias e nada. Até que as informações começaram a chegar. Claro que, sendo um diz que disse, as informações eram escassas e contraditórias. Falou-se em violação, em agressão, em assalto frustrado, reféns no hipermercado... Sabia-se que a PSP estava quase toda (ao que parece até os que estavam de folga foram ajudar) e que havia problemas sérios.

Por fim a CMTV (senhores, como é que eles conseguem ser os primeiros a chegar? terão pseudojornalistas em todas as localidades do país?) lá começou a falar no assunto. E passado pouco tempo era a TVI24 (muito mais credível - apesar de não ser difícil) e com informações mais correctas. Pelo meio a minha preocupação eram os meus amigos da PSP que estariam no teatro de operações (estão bem, todos eles).

Agora pela manhã começam os comentadores profissionais com os seus ataques donde se destaca que o Barreiro deixou de ser seguro.

Não posso concordar. Desculpem-me os arautos da desgraça mas não consigo concordar. Até pode ser que haja mais mais assaltos - ou pelo menos são assaltos mais espalhafatosos - mas, por outro lado, a PSP agiu com uma rapidez extraordinária e evitou não só o assalto mas que houvesse outros problemas associados. A PSP provou - aos cépticos - que sabe agir e como proceder numa situação grave como esta. 

E é isso que destaco da noite de ontem. A acção da PSP foi exemplar. Só espero que, caso o disparo fatal tenha sido feito pela PSP que a nossa justiça funcione (ao contrário do que tem acontecido noutros casos bem conhecidos). E que o ferido grave não decida processar a nossa PSP quando estes estavam no exercício das suas funções, em defesa dos cidadãos.

A droga das farturas

Anda a fazer mal a muita gente e, desta vez, afectou os jovens que decidem quem são os prémios Nobel.

Sim, eu gosto imenso de Bob Dylan. Gosto de o ouvir, gosto das letras que escreve e as suas músicas são, de facto únicas. 

Mas são músicas! são letras de música. Justificar um prémio Nobel da literatura com a frase: por ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana" é só a prova de que Bob Dylan escreveu MÚSICAS.

Criem um Prémio Nobel da Música e eu estarei na linha da frente a apoiar essa decisão. Deixem que a literatura tenha os seus próprios prémios Nobel (mesmo que haja quem considere que os escolhidos nem sempre são os melhores).

Há tantos, mas tantos, escritores que merecem este prémio. Tantos mas tantos escritores com obras notáveis. E vão atribuir o prémio a um músico? a sério que sim?...

Westworld

Westworld.jpg

Comecei a ouvir falar desta série aqui há uns meses quando estava a terminar a Guerra dos Tronos e se comentou pela internet que a HBO estava a preparar a sua substituição por uma série em grande. Diziam que ia ser tão ou mais grandiosa que GOT, o que me interessou uma vez que não sou exactamente a maior fã de GOT (sim, é boa mas...)

Para quem não viu (ou não sabe), a série passa-se em Westworld, um parque temático tecnologicamente avançado onde os humanos podem "viver" no Velho Oeste, sendo que as personagens que lá vivem e interagem com os visitantes são andróides (os anfitriões) que lá estão para fazer tudo (mesmo mesmo tudo) o que os visitantes (os hospedes) desejarem. Em Westwold a única regra é que os humanos podem fazer o que quiserem sem medo de retaliação por parte dos anfitriões. O problema começa quando alguns dos andróides começam a questionar a sua existência e deixam de seguir o protocolo (ou, mais exactamente, a história programada).

Westworld começou a ser transmitida neste jardim à beira mar plantado na passada semana. Com um custo de aproximadamente 89 milhões de euros para a primeira temporada, e com um custo de 22 milhões de euros para o primeiro episódio (o episódio de estreia de "A Guerra dos Tronos" custou 17 milhões de euros), tinha tudo para ser a série com o factor UAU.

Não é. Ou, pelo menos para mim, não é, de todo. Depois do segundo episódio ainda não me conquistou.

Sim, é uma história interessante com um leque de actores bem conhecidos (o giraço Rodrigo Santoro, o veterano Ed Harris, o supra-sumo Anthony Hopkins e a jeitosa Evan Rachel Wood, entre muitos outros). As paisagens são lindíssimas, a música do genérico é fabulosa, levanta algumas questões sobre o uso de andróides mas não passa disso.

Admito que a culpa pode ser minha. Excesso de expectativas, talvez. Tal como aconteceu com GOT, esperava mais, muito mais, duma série que envolve tanto dinheiro, que se baseia numa história escrita por Michael Crichton e com este leque de actores.

Vou seguir esta série, quem sabe mais tarde mudo de opinião...

Mais alguém viu estes dois episódios?

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