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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Medos

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A propósito do post sobre o medo das mulheres em serem más mães, apeteceu-me reflectir um pouco mais sobre os medos.

Eu tenho medo de ser má mãe. Mas também tenho medo de ser má profissional, má esposa, má filha, má leitora, má amiga, má cozinheira (ah, esperem, neste caso sou mesmo como pode ser comprovado pelos meus filhos), etc e tal. Em suma, tenho medo de ser má em tudo o que faço.

Mas se, em sociedade, dizer que tenho medo de ser má profissional, provavelmente vão-me olhar de lado e achar que a minha insegurança é legitima, tornando-me, automaticamente, numa má profissional. E o mesmo se aplica em todas as outras hipóteses, com excepção da maternidade. 

Por alguma razão que não entendo, a sociedade aceita que a mulher tenha medo de ser má mãe mas condena aquela que assuma ter medo do resto.

Tenho para mim que é o meu medo de falhar que, bem aproveitado, faz de mim melhor. Na maternidade e em todas as outras áreas da minha vida.

Diariamente converso com a minha almofada e tento perceber o que não correu bem durante o dia para que, no dia seguinte, possa fazer melhor. Supero o medo e foco-me no que é positivo. É um trabalho diário mas compensador. Mais que pensar nos medos, penso no que posso fazer para os superar.

É este o conselho que posso dar a quem tem medo. Foquem-se no que podem fazer para o superar. Tenho a certeza que vão encontrar a forma de o fazer.

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Vamos alimentar uma biblioteca?

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