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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Natal dos Passáros #1

 

 

Diz que este é o mês de Natal. E vai daí lembramo-nos (porque, claramente, temos tempo livre #soquenao) de criar uma tag a ser respondida pelos pássaros. E quem são os pássaros que vão partilhar convosco um bocadinho do seu natal? bem, serei eu, a Alexandra,Just, a Caracol e vamos lá ver se mais pássaros se juntam.

Hoje é o primeiro dia e vamos cá estar todos os dias, até dia 25/12.

 

O que significa o Natal para ti?

O Natal só acaba se quisermos. O Natal é um estado de espírito.

In Quando a Neve Cai de John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson

 

Basicamente é isto que o Natal é, para mim. Um estado de espírito. São as recordações dos meus avós, dos pais do meu tio, do meu cunhado e do meu sogro. Das prendas que recebi (livros principalmente, vá-se lá saber porquê). Das discussões acerca da quantidade de prendas compradas para as crianças ou das horas a que se começa a comer. É o meu avó a tratar do bacalhau e, ao mesmo tempo, do bife para o neto que não gostava de peixe.

Natal são as filhoses. Amassadas por nós, fritas durante a tarde do dia 24, enquanto eu, para irritar toda a gente, vou roubando uns pedaços aqui e ali, metendo açúcar e canela (em excesso) e, vou dizendo sou um burro stressado

Natal é o leite creme que a minha tia fazia como ninguém. É o arroz doce e o doce de grão antes de ser enfiado dentro da massa para se fritar. E é a minha mãe a correr comigo da cozinha porque daqui a nada não há doce para as azevias.

Natal são os meus filhos rodeados de prendas. É o sorriso de orelha a orelha de quando, o meu gaiato, aos quatro ou cinco anos, recebeu uma mota eléctrica. Ou quando ela teve o seu primeiro telemóvel. Natal sou eu sentada ao pé das prendas a querer abri-las logo a seguir ao jantar porque queria ir dormir.

É a minha filha, escondida debaixo da mesa, à espera que o Pai Natal desça as escadas para distribuir as prendas e é o meu filho, no seu primeiro Natal, a chorar de pânico quando via um Pai Natal (até ao momento em que viu o tio a vestir-se de Pai Natal).

É o meu tio, a sair de casa para beber um café e voltar vestido de Pai Natal, montado num burro de peluche que era a minha perdição.

São a minha avó e a avó Inês a dizer que, por nos rirmos muito e estarmos felizes, estávamos bêbedas, apesar de termos 10 ou 12 anos.

São as canções de Natal,  desafinadas cantadas, ao jantar e ao almoço. É viajar até casa dos meus sogros e sentir, pelo meio, que quero ir mas também quero ficar. É comer arroz de miúdos de peru (que nunca chega para todos por mais quantidade que se faça). É tirar metade do salame da boca da Saphira porque a outra metade já ela comeu.

Natal é a minha filha a comer Ferreros como se não houvesse amanhã, enquanto cola os selinhos na traseira do telemóvel. É não ter espaço no carro para trazer tudo para casa mas trazer, no coração, aquilo que realmente importa.

É continuar a colocar, todos os anos, uma embalagem de chocolates Merci na mesa de Natal porque eram os chocolates que a minha avó mais gostava, e lembrar que houve um ano, enquanto ela era viva, que corrermos os hipermercados todos e não os conseguimos encontrar.

É ver a minha sobrinha mais nova e pensar que os bisavós não a conheceram mas que iam adorar - ambos - ter uma Inês na família. É olhar para o meu sobrinho Manuel e pensar que foi o último que o meu avó pegou ao colo, pouco tempo antes do Natal. É lembrar-me desse Natal, sem o bigode do meu avó mas com um Martim a crescer na minha barriga e duas crianças pequenas que precisavam que o festejássemos.

Natal é andar atrás dos meus filhos, a partir de Outubro, a dizer que quero colocar as decorações de Natal e eles olharem para mim como se eu tivesse problemas sérios. É estar a familia toda a fazer a arvore e a decorar a casa (que este ano vai ser bem mais tarde que estamos de mudança de casa) e é, depois, em Janeiro, guardar as decorações, sabendo, de antemão, que há sempre alguma coisa que fica.

Que fica... na casa, no coração, no espirito. Porque, afinal, o Natal é um estado de espirito, não é?

 

Entretanto...

Já votaram nos Sapos do Ano 2017

Jantar de Natal, já se inscreveram?

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