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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Férias e outras loucuras

 

Estamos a chegar a mais um período de férias, daquelas férias que, nos meus bons tempos de escola, chamava de grandes. Eram quase três meses de descanso. A maior parte desse tempo era passado na casa dos meus avós maternos (os meus avós paternos faleceram antes de eu nascer), e, logo que os meus pais tinham férias, íamos todos para um outro lado.

Também acontecia, outras vezes, irmos com os meus avós para a praia ou para o campo, e, quando começavam as férias dos meus pais, eles iam lá ter para ficarmos todos juntos.
Se a maior parte das vezes o período de férias era passado no mesmo sítio, outras havia em que o carro era o nosso poiso e que fazíamos vários quilómetros por dia. Foi assim que conhecemos o Norte de Portugal. Mais raras eram as viagens para o estrangeiro, mas que também aconteceram. Nova Iorque e Londres foram as duas cidades que conhecemos em família, tal como o sul de Espanha. De quase todas as férias há histórias loucas que ficaram e que me fazem sorrir quando me lembro delas. Principalmente daquelas onde fui a protagonista (não necessariamente de forma positiva…).
Quando eu tinha cinco ou seis anos os meus avós alugaram um apartamento em Lagos para irmos os três para lá. Os meus pais iriam, passado uns dias, lá ter connosco, com a minha irmã do meio que teria ano e meio, dois anos. Fomos de comboio do Barreiro até Lagos e a viagem correu lindamente. Sempre gostei de viajar de comboio, estava com os avós que adorava e com quem estava diariamente e, além disso, tinha o meu Paulinho comigo (num aparte, o Paulinho era um palhaço com o corpo de pano e cheio de serradura. Ainda hoje o tenho apesar de ter um buraco enorme no nariz por onde está a perder a serradura). Tudo se conjugava para que não houvesse problemas. Excepto eu, que, assim que o comboio parou na estação de Lagos e nós saímos da carruagem, abri a goela, desatei a chorar como se me estivessem a matar, agarrada ao meu Paulinho e só me calei quando os meus avós (santos avós!) compraram o bilhete de regresso e entramos no comboio seguinte, que nos ia trazer de regresso ao Barreiro.
Passados uns tempos, talvez no ano seguinte, nova história com os mesmos protagonistas. Eu, os meus avós, um comboio e o Paulinho. E a minha irmã do meio. Apanhamos o comboio para irmos passar o dia a Tróia. Quando saímos na estação de Setúbal eu, por qualquer razão que ainda me escapa, tinha deixado o Paulinho dentro do comboio. Comecei com um berreiro como se não houvesse amanhã e o meu avô, coitado, só teve uma solução. Saltar para o comboio, que já estava em andamento enquanto gritava para a minha avô ir andando connosco para a praia que ele iria lá ter. Felizmente, como empregado da CP (Comboios de Portugal) não tinha de pagar bilhete e pode ir até à estação seguinte, e regressar sem problema (se bem que acredito que o meu avô teria feito exactamente o mesmo se isso implicasse custos para ele).
Se estas duas histórias se passaram quando eu era criança, a terceira história que vos trago passou-se quando eu tinha dezoito ou dezanove anos. Em minha defesa, e antes de me adiantar mais, quero explicar duas coisas. É que nunca gostei de discotecas, detesto sentir fumo nos olhos e adoro dormir. Dito isto, vamos voltar à história. Os meus pais resolveram oferecer, a eles e às três filhas uns dias em Londres. Como é óbvio, conhecer uma cidade como Londres implica levantar cedo, deitar tarde e andar muito. A determinada altura o cansaço instala-se (continuo a tentar defender-me) e tomamos atitudes estranhas (ou não… ou não). Os meus pais e as minhas irmãs quiseram ir conhecer aquela que, na época, era uma das maiores discotecas de Londres. E eu, que queria era ir dormir, resolvi fazer birra. Sim, birra. Daquelas de bater o pé e prender o burro. Com direito a lágrimas e tudo. Eu bem dizia que ia sozinha para o hotel, que me ardiam os olhos, que queria ir dormir mas ninguém me ligou. Fui verdadeiramente forçada a ir à discoteca. Sabem do que me lembro? De mim, a um canto, braços cruzados, olhos a arder, com umas trombas que mais parecia um elefante e furiosa porque os meus pais e as minhas irmãs estavam a divertir-se imenso… e a gozar comigo, pois claro.
As histórias não terminam aqui… há tantas, mas tantas, para contar das nossas férias em família que pode ser que volte a este tema.

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