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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Supercalifragilisticexpialidocious

Ontem chovia e a minha filha, ao pegar no chapéu-de-chuva, disse-me “oh mãe, ainda levanto voo com o chapéu, por causa do vento”. Lembrei-me logo da Mary Poppins. Sabem, aquele filme muito antigo, da década de sessenta... do século passado (como me sinto velha ao pensar assim...).
Lembrei-me ontem do filme e hoje, numa espécie de revolta familiar, decidi que íamos ver parte do filme enquanto jantávamos. Revolta familiar porque cá em casa a regra é – não há televisão aos dias de semana. Mas hoje, por causa da Mary Poppins, contornamos as regras e sentamo-nos a ver o filme.
O meu marido achou que ia ser um fracasso. Um filme com quase 40 anos a tentar captar a atenção de duas crianças de sete e cinco anos? Sem super heróis, falado em inglês... eles não iam aguentar nem dez minutos.
Sentamo-nos os três, cada um com a sua pizza à frente (já que se contornam as regras, ao menos que se contorne tudo), e lá começou o filme.
Eu, que conheço o filme de trás para a frente, ri-me como se o estivesse a ver pela primeira vez. Aquela cena em que o Comandante dá as 18 horas com um tiro de canhão e todos têm de ir aos seus lugares para segurarem os tarecos da casa fez-me sentir uma criança de novo. Os meus filhos, que nunca tinham visto o filme, estavam deliciados.
Claro que as cenas se foram seguindo, com mais ou menos magia... desde a mala de viagem da Mary Poppins donde saem candelabros, espelhos ou plantas, à viagem pelo quadro que termina quando começa a chover, passando pela corrida de cavalos, que termina com a canção supercalifragilisticexpialidocious.
Quando acabamos de jantar, e porque amanhã é dia de aulas, tive de desligar o filme antes de ter terminado. Mas os meus filhos continuaram a quer saber mais sobre a Mary Poppins. Acho que esta noite, em vez de terem os sonhos habituais com os super heróis do momento, vão sonhar com aquela que foi uma das minhas heroínas em criança. E que bem que me sinto por saber que eles gostaram. Que um filme tão antigo, com pouquíssimos efeitos especiais (na óptica dos dias de hoje, claro) consegue continuar a encantar crianças, tal como o fez na altura da estreia. Hoje sinto-me supercalifragilisticexpialidocious. Porque, na companhia dos meus filhos, pude voltar a ser criança.
Amanhã, quem sabe, iremos ver o Música no Coração...

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