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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Inês

 

 

Todos os dias nascem milhares de crianças por esse mundo fora. Quase todas desejadas, quase todas planeadas e quase todas amadas pelos pais e família desde o dia da concepção. Dessas, das desejas, das amadas, das planeadas, quase todas foram concebidas meses depois da grande decisão. E há aquelas que são desejadas, amadas ainda antes de serem uma ervilha no ventre da mãe e que obrigam a grandes lutas por parte dos pais e apoio (moral, que pouco mais é possível) de toda a família.

Hoje nasceu uma menina assim. Fruto da preserverança dos pais, que lutaram, que fizeram o (im)possível para terem um filho, que não desistiram mesmo quando tudo indicava que o mais prático e barato seria desistir. Foram uns anos de sofrimento, quantas vezes encaputado para não preocupar os outros.

Hoje nasceu uma menina que, com poucas semanas de gravidez, quis desistir de viver mas que optou por continuar.

Hoje nasceu uma menina que, há umas semanas, com a pressa de conhecer a família que já a amava, quis sair mas que não deixaram porque era demasiado cedo.

Hoje nasceu a Inês. A minha sobrinha. Uma das bebés mais desejadas, amadas e pensadas da família.

Hoje a minha irmã Marta e o meu cunhado Ricardo estão de parabéns. Porque não desistiram, porque insistiram, porque trouxeram ao mundo a Inês. Se sempre tive orgulho neles, hoje estou inchada e a transbordar de alegria e de orgulho. Por eles mas, acima de tudo, pela Inês. A minha sobrinha mais nova que tem toda uma família à espera dela para a mimar, amar e tratar tão bem como ela (e todas as crianças) merecem.